A HISTÓRIA DA JOALHERIA
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Este rico e diversificado panorama começa na Antiguidade, quando as técnicas básicas dos ourives tornaram - se mais sofisticadas: os Etruscos atingiram uma perfeição nunca antes igualada nas técnicas de filigrana e granulação em ouro assim como os gregos, durante o período Helenístico, na arte de modelar figuras humanas para compor brincos, colares e braceletes. Os luxuosos ornamentos romanos em ouro, esmeraldas, safiras e pérolas brancas marcam um grande contraste com as jóias policrômicas da Idade Média, que expressavam os ideais do cristianismo e do amor idealizado, tema central de praticamente toda a joalheria da época. Já no Renascimento, foram criadas peças históricas decoradas com esmaltes e pedras preciosas, cujo nível artístico é comparado aos da pintura e da escultura do mesmo período: artistas como Hans Holbein, Albrecht Dürer e Benvenuto Cellini eram contratados por mecenas para desenhar peças que estimulassem os ourives renascentistas a chegar a níveis nunca antes alcançados nas técnicas de esmaltação, gravação e cravação. No período seguinte, o Barroco, a troca de estilo foi evidente, com as jóias tornando-se mais um símbolo de status social devido à grande quantidade de gemas na mesma peça em detrimento do design, que perde sua expressão artística. A história da joalheria no complexo século XIX inicia - se com as grandiosas jóias criadas para a corte do Imperador Napoleão I e que serviram de padrão para toda a Europa até à Batalha de Waterloo em 1815: os conjuntos de jóias chamados parures, compostos de tiaras, brincos, gargantilhas ou colares, e braceletes fantasticamente adornados com gemas como o diamante, a esmeralda, a safira, o rubi e a pérola, cujo esplendor sobressaía mais do que o próprio design das peças. Quase ao mesmo tempo, emergia o Romantismo, com uma volta ao design das jóias da Antiguidade e dos tempos medievais. O crescente gosto pelo luxo, encorajado por um período de prosperidade, baixos impostos e uma sociedade elitizada surgida com o boom da Revolução Industrial, foi expresso pelas inúmeras jóias guarnecidas somente com diamantes, principalmente depois da descoberta das minas da África do Sul na década de 60. Esta descoberta transformou o caráter da joalheria, que por várias décadas se concentrou no brilho em detrimento da cor, do desenho e da expressão de idéias. Com a paz, em 1918, impõe-se na joalheria o estilo Art Decó, com seu design associado ao Cubismo, ao Abstracionismo e a arquitetura da Bauhaus, suavizado na década de 30 pelos motivos figurativos e florais reintroduzidos por Cartier. A arte da joalheria, depois da 2ª Guerra Mundial, adaptou - se a uma clientela que comprava não só para uso, mas também como investimento. A ênfase passou a ser na qualidade das gemas, perfeitamente facetadas e montadas em peças de design de acordo com a moda. A partir da segunda metade do século XX, novas idéias e conceitos, assim como novos materiais passaram a ser utilizados pelos designers, como os metais titânio e nióbio, e também diferentes tipos de plásticos e papéis, buscando novos caminhos de expressão. Atualmente, a joalheria mundial está voltada para o design, que deve ser criativo, bem identificável e corresponder a um mercado consumidor sempre crescente e ansioso por inovações tanto nas técnicas de fabricação, quanto na expressão dos estilos e conceitos escolhidos, cabendo a todos os profissionais envolvidos, seja na produção artesanal seja na produção industrial de jóias, contribuir para a qualidade do produto final, dentro da exigência deste mercado consumidor que premia a qualidade, a criatividade e o estilo diferenciado. | |
segunda-feira, 10 de abril de 2017
A HISTÓRIA DA JOALHERIA
Pedra brasileira alcança prestígio internacional e amplia os negócios de ourives em Pedro II, no Piauí
Pedra brasileira alcança prestígio internacional e amplia os negócios de ourives em Pedro II, no Piauí
por Hanny Guimarães | Fotos: Ernesto de Souza
Sobre a pedra bruta de onde são extraídas, estãos expostas gemas de opala (esq.) e peças já lapidadas que serão usadas em joias (dir.)
Essa pedra preciosa, ainda pouco valorizada no país, movimenta a economia local e chega a render para os ourives até R$ 70 mil por mês. O município tem a única reserva de gemas nobres de opala no Brasil, que é a segunda maior do mundo – a primeira está na Austrália, que explorou minas brasileiras na década de 1970.
Afastada a desorganização e a mineração desenfreada, a cidade tomou as rédeas do negócio e foram criadas associações ligadas ao garimpo e à lapidação, estruturando o mercado da pedra.
Juscelino Souza, há 24 anos como lapidário em Pedro II, no Piauí
Exportação e mercado interno
Assim como a empresa de Juscelino, outras 30 se estabeleceram na região. Atualmente, elas são responsáveis pelo beneficiamento de 5 quilos de pedra bruta por mês, que resultam em 30 quilos de joias, já com valor agregado da prata ou do ouro utilizados na confecção das peças.Cerca de 30% das opalas garimpadas são de alta qualidade e seguem para exportação, movimento que chega a render até R$ 500 mil anuais para lapidários do município. Os principais compradores são os Estados Unidos e a Alemanha, além de França e Suíça, que também valorizam o produto. Os 70% restantes ficam na região de Pedro II e são utilizados na produção de joias artesanais comercializadas no próprio Nordeste e em alguns estados brasileiros.
Para reconhecer uma gema de valor é preciso estar atento à intensidade de cores que ela apresenta. Quanto maior o jogo de cores, mais valiosa é a pedra. A opala pode ser classificada, em ordem decrescente, como extra, média, fraca ou leitosa. Os garimpeiros chegam a vender as mais preciosas por até R$ 200 o grama, enquanto o grama da opala comum vale cerca de R$ 5.
Indicação Geográfica
Segundo estimativas dos garimpeiros, ainda há jazidas inexploradas na região. Hoje existem cerca de 30 minas locais, e estudos sugerem que apenas 10% da reserva foi explorada. Com a organização do setor, as associações receberam o suporte que faltava para se desenvolverem. Em 2005, foi criado o Arranjo Produtivo da Opala, projeto que ajudou a reestruturar o mercado das pedras de Pedro II.
Peças feitas em mosaico utilizando resíduos da lapidação de opala
Juscelino, que também é o presidente da Associação para a Indicação Geográfica da Opala, diz que com a obtenção do selo a demanda deverá aumentar, o que pode elevar o preço final da joia em até 30%. Enquanto aguardam reconhecimento nacional, as associações se preparam para criar uma escola profissionalizante. “O espaço irá atender o aumento da produção e oferecer formação para os jovens do município”, afirma.
Hoje é fato que a maior reserva de OPALAS NOBRES do mundo está no Brasil, em PedroII Piauí, porque as minas da Austrália estão esgotadas, e portanto como nem 20% foi explorado, a riqueza da região atrai cada dia mais estrangeiros, que vão requerer alvarás pelo DNPM para explorar Opalas Nobres em toda a região.
Estima-se que tem no subsolo mais de 2 bilhões de dólares em Opalas nobres e negras, as mais raras.
O que define se uma pedra é preciosa ou semipreciosa?
Toda pedra usada como ornamento por sua beleza, durabilidade e raridade, deve ser chamada só de gema. A beleza de uma gema é determinada por um conjunto de fatores como cor, transparência, brilho, efeitos ópticos especiais (variação de cores, dispersão da luz, opalescência); enquanto a durabilidade está relacionada à resistência a ataques químicos e físicos. A raridade com que uma pedra ocorre na natureza é outro fator importante na determinação de seu valor comercial. No entanto, a tradição e a moda podem influenciar decisivamente no preço final. Assim, o diamante que não é uma das gemas mais raras na natureza – costuma ter um alto valor de mercado por ser uma das pedras mais antigas e tradicionais para uso em joias, ou seja: ele nunca sai de moda.
A grande maioria das gemas são minerais, classificados de acordo com a seguinte divisão: substâncias cristalinas (diamante, topázio, ametista, esmeralda, água-marinha); substâncias amorfas (como opala e vidro vulcânico); substâncias orgânicas (pérola, coral, âmbar) e rochas (lápis-lazúli, turquesa e outras). Todas essas substâncias são naturais. Além delas, há hoje no mercado um grande número de produtos parcial ou totalmente fabricados pelo homem, tentando reproduzir o brilho e a beleza desses minerais. São as gemas sintéticas: chamadas de revestidas, reconstituídas ou compostas.
A denominação “pedra preciosa” costumava ser usada apenas para o diamante, a esmeralda, o rubi e a safira, por serem as mais conhecidas e apreciadas desde a antiguidade; as demais eram denominadas popularmente de semipreciosas. “Esses termos são artificiais e confusos desmerecendo gemas como opala, água-marinha, crisoberilo, ametista ou alexandrita, entre outras pedras de grande beleza, apreciadas no mundo todo. Por isso, a distinção entre pedras preciosas e semipreciosas deve ser evitada, usando-se o termo gema”, afirma o gemologista Pedro Luiz Juchem, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A grande maioria das gemas são minerais, classificados de acordo com a seguinte divisão: substâncias cristalinas (diamante, topázio, ametista, esmeralda, água-marinha); substâncias amorfas (como opala e vidro vulcânico); substâncias orgânicas (pérola, coral, âmbar) e rochas (lápis-lazúli, turquesa e outras). Todas essas substâncias são naturais. Além delas, há hoje no mercado um grande número de produtos parcial ou totalmente fabricados pelo homem, tentando reproduzir o brilho e a beleza desses minerais. São as gemas sintéticas: chamadas de revestidas, reconstituídas ou compostas.
A denominação “pedra preciosa” costumava ser usada apenas para o diamante, a esmeralda, o rubi e a safira, por serem as mais conhecidas e apreciadas desde a antiguidade; as demais eram denominadas popularmente de semipreciosas. “Esses termos são artificiais e confusos desmerecendo gemas como opala, água-marinha, crisoberilo, ametista ou alexandrita, entre outras pedras de grande beleza, apreciadas no mundo todo. Por isso, a distinção entre pedras preciosas e semipreciosas deve ser evitada, usando-se o termo gema”, afirma o gemologista Pedro Luiz Juchem, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O TESOURO DE WINCHESTER
O TESOURO DE WINCHESTER
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Arqueólogos britânicos encontraram vários exemplos de elaborados ornamentos pessoais usados pela elite da sociedade que dominava a região perto de Winchester, Reino Unido. Esses ornamentos, datados em torno de 100 AC-50 DC (Idade do Ferro), provam a criatividade e o esmerado trabalho dos ourives da Antiguidade na Grã-Bretanha. Exemplares confeccionados em ouro, electrum, prata e bronze, principalmente torcs (colar geralmente rígido rente ao pescoço composto quase sempre por fios de ouro retorcidos; representavam riqueza, poder e coragem e também eram usados pelos homens em batalhas para demonstrar também grau de comando), broches e braceletes estão entre o maior número das jóias encontradas. É interessante notar que o tipo e a decoração das jóias encontradas era notadamente celta, mas a técnica de confecção era romana. Então, podemos pensar que ou foram feitos por ourives romanos a serviço de um governante britânico ou foram confeccionados deliberadamente ao estilo celta, e oferecidos pelo César reinante em Roma a algum rei ou senhor-da-guerra local, como presente diplomático. Os arqueólogos não encontraram nenhuma evidência de comprovação do porque das jóias encontradas perto de Winchester terem ido parar lá: se foram enterradas por segurança contra ladrões ou saqueadores, como uma oferenda aos deuses ou para acompanhar os mortos na sua jornada para a outra vida, a resposta permanece um mistério. | |
LENDAS E HISTÓRIAS SOBRE O OURO DOS INCAS
LENDAS E HISTÓRIAS SOBRE
O OURO DOS INCAS | |
Os Incas levam a fama, devido a uma lenda em especial – que tem várias versões - espalhada durante o período de dominação da sua civilização, de que foram eles que inventaram as técnicas de trabalhar o ouro na região dos Andes . Conta esta lenda que três ovos caíram do céu: um de ouro, um de prata e o outro de bronze, diretamente para as mãos do fundador de Cuzco e da dinastia imperial Inca, Manco Capac. E que a mãe do fundador mandou confeccionar para ele ornamentos em ouro e prata para serem colocados sobre os ombros, na testa e usados como uma tiara. Ao ver o filho ornado com tais jóias, mandou-o subir ao topo de uma colina, onde o brilhante reflexo do sol transformou-o num ser radiante. Assim então Manco foi consagrado como o “Filho do Sol”. Canções Incas cantavam sobre o deus Tonapa que, ao vagar na Terra como um miserável fugitivo, deixou nas mãos de Manco uma vara, a qual mais tarde tornou-se o tupayauri , cetro de ouro que continha a insígnia imperial dos Incas. O ouro, para os Incas, assim como para várias outras civilizações, era um símbolo religioso, um sinal de poder e um emblema de nobreza. O metal, escasso durante a primeira dinastia, só era usado pela família imperial e por distintos membros da sociedade Inca. Estes objetos e ornamentos feitos em ouro como sandálias, chamadas Ilanquis, escudos (chipana) e o parat, espécie de peitoral. Os sacerdotes Incas rezavam nos templos para que as sementes germinassem na Terra e que o ouro continuasse a aparecer no leito dos rios e em veios subterrâneos, e que os Incas triunfassem sobre todos os inimigos. As vitórias Incas aumentaram o valor mítico do ouro e seu uso ornamental. Os triunfantes Incas exigiam dos vencidos tributos em ouro e outros metais que serviam para enriquecer os palácios de Cuzco e o templo de Coricancha. | |
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