GEMAS IRRADIADAS:
TOPÁZIO AZUL | |||
O topázio azul é uma das gemas mais populares na joalheria e preferidas pelos designers, estando sempre presente nas linhas de produção. O que muitos comerciantes de jóias não sabem é que o topázio azul é extremamente raro na natureza. A cor azul intensa observada dominantemente no comércio é resultado da aplicação de radiação gama ou de outros tipos de radiações em topázios naturalmente incolores. Topázios azuis com cores mais suaves (similares à coloração de água-marinha) podem ser conseguidos com métodos envolvendo radiação gama. Tons de azuis mais acentuados - conhecidos como swiss blue e london blue - são obtidos através de aceleradores de elétrons e reatores nucleares. A subseqüente queima (tratamento térmico) é um fator determinante na coloração final. Tons cinzas indesejados podem aparecer se a queima não for corretamente conduzida. A cor azul em topázios irradiados é permanente. No entanto, fogo direto na pedra deve ser evitado durante a confecção da jóia. A causa de cor em topázios irradiados está diretamente relacionada a sua composição química. Existem basicamente dois tipos de topázios: topázios ricos em OH (hidroxila) e topázios ricos em F (Flúor). Estes últimos parecem ser mais susceptíveis à radiação gama que os demais. Topázios incolores do norte de Minas Gerais são famosos pelos resultados obtidos em tratamento por radiação gama.
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quarta-feira, 12 de abril de 2017
GEMAS IRRADIADAS: TOPÁZIO AZUL
GEMAS IRRADIADAS: QUARTZO
GEMAS IRRADIADAS:
QUARTZO | ||||
Os resultados da radiação gama (Cobalto-60) aplicada em quartzos incolores estão levando produtores de gemas do norte de Minas Gerais-Brasil e de outras regiões do Brasil e do mundo a testar cada pedaço de quartzo incolor para ver se o mesmo muda de cor. Variedade comerciais de quartzo, tais como green-gold, lemon, olive, prasiolita, ametistas, citrinos amarelos e laranja, ametista rose de france, quartzo fumê e morion - produzidos pela radiação gama aplicada em quartzo incolor natural - estão sendo cada vez mais observados em joalherias do mundo inteiro. O quartzo irradiado é uma excelente opção para quem trabalha com produção de jóias em série e que visa a exportação em larga escala, pois o mesmo pode ser conseguido em grandes quantidades e por preços mais acessíveis, além de permitir a ousadia do designer em criar peças com pedras de tamanhos mais acentuados e com disponibilidade de combinação de diferentes cores e tons.
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Azul estreia com pompa na Bovespa e reforça retomada em mercado acionário brasileiro
Azul estreia com pompa na Bovespa e reforça retomada em mercado acionário brasileiro
terça-feira, 11 de abril de 2017 17:54 BRT
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Por Paula Arend Laier SÃO PAULO (Reuters) - A Azul, terceira maior companhia aérea brasileira, estreou com pompa na Bovespa nesta terça-feira, após uma oferta inicial de ações (IPO) que movimentou 2 bilhões de reais e marcou mais um capítulo na retomada das captações no mercado acionário brasileiro. O antigo pregão viva-voz da bolsa paulista recebeu decoração ao estilo da companhia, incluindo os salgadinhos oferecidos pela empresa em seus voos, com recepcionistas vestindo o uniforme da linha aérea dando boas-vindas àqueles que atravessavam um túnel de embarque para acompanhar o tradicional toque do sino que dá início às negociações. O fausto também se traduziu em números. A operação atribuiu um valor de mercado de 2,4 bilhões de dólares (7,5 bilhões de reais) para a Azul. Além disso, a transação marcou o maior IPO desde a oferta da BB Seguridade em 2013, bem como a primeira listagem dupla de companhia brasileira - São Paulo e Nova York - desde a oferta do Santander Brasil em 2009. Ainda, a ação chegou a avançar mais de 9 por cento no melhor momento do dia em relação ao preço do IPO, de 21 reais, encostando no teto da faixa indicativa de 23 reais. Segundo informaram fontes do mercado à Reuters ainda na segunda-feira, a demanda pela oferta superou cinco vezes o volume ofertado, considerando o preço de 21 reais por ação. "Nós estamos muito satisfeitos com o resultado", afirmou o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, acrescentando que a operação deixa a empresa criada em 2008 pelo empresário David Neeleman, mais forte para enfrentar os desafios do dia a dia. Desafios que não são poucos uma vez que o setor no país ainda passa por fraqueza de demanda em razão da recessão brasileira que já dura dois anos. Sobre isso, o presidente da Azul, que estava limitado pelo período de silêncio do IPO, comentou apenas que a empresa "está bastante segura" de que nas condições atuais sua equação demanda/oferta está equilibrada. Uma semana antes, o presidente da rival Avianca Brasil, Frederico Pedreira, havia afirmado que o setor ainda tem espaço para reduzir a oferta de assentos, já que a taxa de ocupação de voos da indústria estava abaixo de 80 por cento. Para o presidente da Azul, o resultado do IPO representa um momento importante, porque sinaliza que investir no Brasil voltou a ser atrativo. "Demonstra confiança dos investidores na retomada da economia e na superação da maior crise que nosso país já viveu", afirmou o executivo à plateia que encheu o salão na B3. Os IPOs mais recentes na bolsa brasileira ocorreram em fevereiro, com a locadora de veículos Movida e o laboratório Instituto Hermes Pardini, mas as ofertas ocorreram em volumes mais tímidos, de 645,17 milhões e 877,7 milhões de reais, respectivamente. TUDO AZUL? Um dos focos dos investidores que apostaram no IPO da Azul é o programa de fidelidade de 7 milhões de clientes da companhia, TudoAzul, mas Neves não deu detalhes sobre os planos da empresa nesta frente. As rivais Gol e TAM há anos exploram seus programas de fidelidade por meio da criação das empresas Smiles e Multiplus. No prospecto do IPO, a Azul disse que busca seguir "investindo no crescimento do TudoAzul e avaliando oportunidades para expandir o valor desse ativo estratégico". A listagem da Azul adiciona, na bolsa brasileira, um novo concorrente em um setor formado apenas Gol desde 2012, quando a TAM saiu da bolsa após a fusão com a Latam. Por volta das 14:50, os papéis da Azul eram negociados a 22,46 reais, em alta de quase 7 por cento, enquanto os ADSs da empresa em Nova York tinham valorização de 7,5 por cento. Já a Gol mostrava ganho de 7,1 por cento, a 10,36 reais. No radar dos investidores do setor está o anúncio do governo brasileiro de permitir a abertura de 100 por cento do capital das companhias aéreas nacionais a estrangeiros. A Reuters antecipou a informação na véspera, relatando que o governo federal irá editar nesta terça-feira medida provisória sobre o tema. Na visão de Neves, é muito cedo para avaliar a MP, citando que essa análise dependerá de como virá a regulamentação. "É importante que seja feita de forma abrangente, olhando todas as variáveis que impactam o setor, não só capital." O presidente da associação de companhias aéreas, Abear, Eduardo Sanovicz, também presente no evento da Azul, destacou que não há uma concepção unificada no setor sobre a MP, mas que, no conceito geral, "é sempre positivo um país ter uma estrutura mais aberta, mais amigável para receber capital mais barato". TURBULÊNCIA A estreia das ações da Azul não teve exatamente um voo de cruzeiro. A previsão era de que as ações começassem a negociar no nível 2 da Bovespa na última sexta-feira, mas a operação foi suspensa um dia antes pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que apontando irregularidades, como divulgação de materiais de apresentação da operação na Internet. O IPO da Azul também ocorreu após três tentativas. A última, em junho de 2015, tinha sido abortada, assim como das primeiras vezes, pelo cenário adverso do mercado na época. No evento da Azul na bolsa, o presidente da B3, Edemir Pinto, afirmou que 2017 deve encerrar com 17 ofertas de ações entre operações de abertura de capital ou ofertas subsequentes, com o valor movimentado no total podendo superar sua estimativa de 25 bilhões de reais. Para que isso se confirme, ele vê como essencial a aprovação da reforma da Previdência, que ajudará na retomada da confiança, principalmente de investidores estrangeiros. "Dando a esses investidores a reforma...vamos ter uma avalanche de investimento estrangeiro no Brasil a partir do segundo semestre." (Com reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal, edição Alberto Alerigi Jr.)
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Pego de surpresa, Planalto minimiza impacto dos inquéritos abertos por Fachin e tenta afastar a crise
Pego de surpresa, Planalto minimiza impacto dos inquéritos abertos por Fachin e tenta afastar a crise
terça-feira, 11 de abril de 2017 21:56 BRT
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terça-feira, 11 de abril de 2017
Descoberta de fosfato feita pela CPRM no Piauí atrai investidores
Descoberta de fosfato feita pela CPRM no Piauí atrai investidores
O Brasil importa cerca de 34% do fosfato utilizado na agricultura. E para fomentar a descoberta de novos depósitos a fim de reduzir essa dependência do insumo, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) realiza diversos estudos de minerais estratégicos. No Piauí, um estudo de recursos minerais encontrou ocorrência de rocha fosfática com teores pontuais relativamente elevados de fósforo, na localidade de Poço D’anta, município de Jacobina, sudeste do estado.
As mineralizações foram identificadas numa área de 24km², em três afloramentos, ao longo de 6,5 km de extensão. A largura das zonas aflorantes varia de 40 a 400 metros. Essa área atraiu o interesse de empresas de mineração que pretendem pesquisa-las, para definir o tamanho da reserva e sua viabilidade econômica.A descoberta foi feita pelos geólogos Douglas Silveira e Camila Basto, durante trabalho de campo do projeto de Integração Geológica e de Recursos Minerais das Faixas Marginais da Borda Norte-Noroeste do Cráton São Francisco – Subárea Riacho do Pontal e Província Borborema, inseridos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC3).
A descoberta foi divulgada no informe técnico lançado pela CPRM em 2015, que visa divulgar ao setor mineral informações relevantes e preliminares sobre projetos em execução pela instituição, e também no VII Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (SIMEXMIN) no ano passado. “Eu e Camila Basto, como geólogos do projeto, sentimos enorme satisfação ao ver que nosso trabalho alcançou o objetivo: com resultados concretos que podem levar a uma transformação econômica significativa para a região”, avalia Douglas Silveira, pesquisador à frente do trabalho.
Ele explica que as ocorrências, localizadas no município de Jacobina do Piauí – PI, estão inseridas na Unidade geológica Grupo Ipueirinha que possui uma extensão de aproximadamente 550 km², o que sugere possibilidades de que mais ocorrências similares possam ser identificadas na região. “Existe uma tendência de crescimento da demanda por fertilizantes visando o aumento da produção agrícola e a descoberta de novos depósitos de fosfato é estratégica para o Brasil, que ainda possui dependência externa para este insumo mineral, em especial para o Piauí que tem fortalecido a atividade agrícola na região sul do estado”, acrescenta o pesquisador.
A descoberta foi divulgada no informe técnico lançado pela CPRM em 2015, que visa divulgar ao setor mineral informações relevantes e preliminares sobre projetos em execução pela instituição, e também no VII Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (SIMEXMIN) no ano passado. “Eu e Camila Basto, como geólogos do projeto, sentimos enorme satisfação ao ver que nosso trabalho alcançou o objetivo: com resultados concretos que podem levar a uma transformação econômica significativa para a região”, avalia Douglas Silveira, pesquisador à frente do trabalho.
Ele explica que as ocorrências, localizadas no município de Jacobina do Piauí – PI, estão inseridas na Unidade geológica Grupo Ipueirinha que possui uma extensão de aproximadamente 550 km², o que sugere possibilidades de que mais ocorrências similares possam ser identificadas na região. “Existe uma tendência de crescimento da demanda por fertilizantes visando o aumento da produção agrícola e a descoberta de novos depósitos de fosfato é estratégica para o Brasil, que ainda possui dependência externa para este insumo mineral, em especial para o Piauí que tem fortalecido a atividade agrícola na região sul do estado”, acrescenta o pesquisador.
Fonte: CPRM
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