terça-feira, 11 de abril de 2017

Lista de Fachin tem 9 ministros, incluindo Moreira Franco e Padilha; 29 senadores e 42 deputados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou abertura de investigação contra nove ministros do governo federal, três governadores, 29 senadores e 42 deputados federais. Todos foram citados nos depoimentos de delação premiada de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. O ministro Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho também será investigado
Com a abertura da investigação, os processos devem seguir para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para a Polícia Federal (PF) para que sejam cumpridas as primeiras diligências contra os citados. Ao longo da investigação, podem ser solicitadas quebras de sigilo telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios acusados.
Entre os citados estão ministros importantes do governo de Michel Temer, como Moreira Franco e Eliseu Padilha. Entre os senadores, aparecem Aécio Neves e José Serra, do PSDB, bem como Lindbergh Farias, do PT, e Vanessa Grazziotin, do PC do B.
Veja a lista dos ministros, senadores e deputados que serão investigados.
Ministros
1. Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República
2. Roberto Freire, Ministro da Cultura
3 – Bruno Araújo, ministro das Cidades
4 – Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores
5 – Marcos Antônio Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
6 – Blairo Maggi, Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
7 – Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional
8 – Eliseu Padilha , ministro da Casa Civil Eliseu Padilha
9 – Gilberto Kassab, ministro da Ciência e Tecnologia
Governadores
1 – Renan Filho, governador de Alagoas
2 – Robinson Faria, governador do Rio Grande do Norte
3 – Tião Viana, governador do Estado do Acre
Senadores
1. Romero Jucá (PMDB-RR)
2. Aécio Neves (PSDB-MG)
3. Renan Calheiros (PMDB-AL)
4. Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
5. Paulo Rocha (PT-PA)
6. Humberto Costa (PT-PE)
7. Edison Lobão (PMDB-PA)
8. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
9. Jorge Viana (PT-AC)
10. Lidice da Mata (PSB-BA)
11. Agripino Maia (DEM-RN)
12. Marta Suplicy (PMDB-SP)
13. Ciro Nogueira (PP-PI)
14. Dalírio Beber (PSDB-SC)
15. Ivo Cassol (PP-RO)
16. Lindbergh Farias (PT-RJ)
17. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
18. Kátia Abreu (PMDB-TO)
19. Fernando Collor (PTC-AL)
20. José Serra (PSDB-SP)
21. Eduardo Braga (PMDB-AM)
22. Omar Aziz (PSD-AM)
23. Valdir Raupp (PMDB-RR)
24. Eunício Oliveira (PMDB-CE)
25. Eduardo Amorim (PSDB-SE)
26. Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
27. Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
28. Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
29. Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Deputados Federais
1 – Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara
2. Marco Maia (PT-RS)
3. Carlos Zarattini (PT-SP)
4. Paulinho da Força (SD-SP)
5. João Carlos Bacelar (PR-BA)
6. Milton Monti (PR-SP)
7. José Carlos Aleluia (DEM-BA)
8. Daniel Almeida (PCdoB-BA)
9. Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
10. Nelson Pellegrino (PT-BA)
11. Jutahy Júnior (PSDB-BA)
12. Maria do Rosário (PT-RS)
13. Felipe Maia (DEM-RN)
14. Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
15. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
16. Vicentinho (PT-SP)
17. Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
18. Yeda Crusius (PSDB-RS)
19. Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
20. José Reinaldo (PSB-MA)
21. João Paulo Papa (PSDB-SP)
22. Vander Loubet (PT-MS)
23. Rodrigo Garcia (DEM-SP)
24. Cacá Leão (PP-BA)
25. Celso Russomano (PRB-SP)
26. Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
27. Pedro Paulo (PMDB-RJ)
28. Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
29. Paes Landim (PTB-PI)
30. Daniel Vilela (PMDB-GO)
31. Alfredo Nascimento (PR-AM)
32. Zeca Dirceu (PT-SP)
33. Betinho Gomes (PSDB-PE)
34. Zeca do PT (PT-MS)
35. Vicente Cândido (PT-SP)
36. Júlio Lopes (PP-RJ)
37. Fábio Faria (PSD-RN)
38. Heráclito Fortes (PSB-PI)
39. Beto Mansur (PRB-SP)
40. Antônio Brito (PSD-BA)
41. Décio Lima (PT-SC)
42. Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Acusados se manifestam e negam irregularidades
Senadores, deputados e ministros manifestaram-se hoje (11) sobre os 76 inquéritos abertos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, para investigar políticos com foro privilegiado citados nas delações de ex-executivos da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. O Supremo ainda não divulgou a lista oficial com os nomes dos investigados. Porém, mais cedo, o jornal O Estado de S. Paulo divulgou os nomes que seriam da lista. Conforme o jornal, nove ministros, 29 senadores e 42 deputados, entre eles os presidentes do Senado e da Câmara, estariam entre os investigados.
Parlamentares
O senador e presidente do PMDB, Romero Jucá (RR) disse em nota que sempre estará à disposição da Justiça para prestar qualquer informação. “Nas minhas campanhas eleitorais sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas”, disse o presidente nacional da legenda.
Já o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que considera importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações, pois “assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta”.
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que a ” Justiça brasileira tem maturidade e firmeza para apurar e distinguir mentiras e versões alternativas da verdade”.
O líder do PMDB no Senados, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a abertura dos inquéritos permitirá que ele possa conhecer “o teor das supostas acusações para, enfim, exercer meu direito de defesa sem que seja apenas baseado em vazamentos seletivos de delações.”
“Um homem público sabe que pode ser investigado. Mas isso não pode significar uma condenação prévia ou um atestado de que alguma irregularidade foi cometida. Acredito que esses inquéritos serão arquivados por falta de provas, como aconteceu com o primeiro deles”, argumentou o senador e ex-presidente do Senado.
O senador petista Lindbergh Farias (RJ) disse confiar que as investigações irão esclarecer os fatos. “Assim como das outras vezes, estou convicto de que o arquivamento será o único desfecho possível para esse processo. Novamente, justiça será feita”, disse o parlamentar em nota.
O senador Humberto Costa (PT-PE) disse por meio de nota que aguarda o levantamento do sigilo dos novos documentos para ter acesso às informações necessárias à sua defesa. “O senador, que já abriu mão de todos os seus sigilos, se coloca, como sempre o fez, à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários”, diz a nota.
O senador e presidente do DEM, José Agripino Maia (RN) disse que, mesmo não tendo disputado as eleições de 2014, “desconhece o teor das menções” a ele atribuídas e que se coloca “à disposição da Justiça para colaborar com as investigações que se venham a requerer”.
A defesa do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) disse que não foi oficialmente comunicada e tampouco teve acesso à investigação. “Fernando Bezerra mantém-se, como sempre esteve, à disposição das autoridades a fim de prestar quaisquer esclarecimentos que elas possam necessitar”.
O senador Dalirio Bebeber (PSDB-SC) disse que recebeu com surpresa a inserção de seu nome na lista dos investigados. “Não tive, até o presente momento, qualquer acesso ao processo para conhecer o conteúdo do que me é atribuído”. O parlamentar catarinense disse estar “indignado”, mas “absolutamente tranquilo, pois minha consciência em nada me acusa”. “Digo à sociedade brasileira, em especial, aos catarinenses, que sempre confiaram em mim, que espero que rapidamente a verdade seja restabelecida”.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que as doações feitas para as suas campanhas “foram oficiais, declaradas e posteriormente aprovadas pela Justiça Eleitoral”.
O ex-governador de Minas Gerais e senador Antonio Anastasia (PSDB) disse que em toda sua trajetória “nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém”.
A defesa do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) disse que o parlamentar “contesta mais uma vez a falsidade das alegações que fazem contra si, se colocando à disposição do Poder Judiciário para os esclarecimentos cabíveis”.
Em relação às delações, a defesa do deputado federal Marco Maia (PT-RS) informou que “as ações criminais cabíveis contra estes delatores serão adotadas, na medida em que imputam a terceiros atos inexistentes como forma de obterem benefícios que não merecem junto ao Poder Judiciário”.
Ministros
O ministro Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse que não comentará as informações divulgadas.
A defesa do ministro ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou que “todo e qualquer conteúdo de investigações será debatido exclusivamente dentro dos autos”.
Já o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, disse que está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários, “muito embora não tenha sido notificado oficialmente nem tenha conhecimento de nada daquilo que é acusado”. “Marcos Pereira agiu sempre dentro da lei enquanto presidente de partido, buscando doações empresariais respeitando as regras eleitorais, e esclarecerá não ter qualquer envolvimento com atitudes ilícitas”, informou a assessoria do ministro por meio de nota.
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastaecimento, Blairo Maggi, informou por meio de sua assessoria que também não irá se manifestar sobre as informações divulgadas hoje e reiterou que há “zero possibilidade de ter envolvimento com qualquer irregularidade”.
A assessoria de imprensa do Ministério da Cultura informou que o ministro Roberto Freire só irá se manifestar a respeito da abertura de inquérito quando tiver acesso ao teor das delações. “O ministro, entretanto, reforça sua idoneidade em toda a sua trajetória política e sua disposição em contribuir com os esclarecimentos necessários à Justiça”, disse a nota.
A defesa do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo disse não ter tido acesso ao conteúdo do pedido de abertura de inquérito. “O ministro está à disposição das autoridades e confia que será comprovada a falta de relação entre ele e os fatos investigados”, informou a assessoria por meio de nota.
Governadores
O governador de Alagoas, Renan Filho, declarou que todas as doações recebidas durante a campanha “ocorreram dentro da lei e foram devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”.
Lista
Em março, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, que retirasse o sigilo de grande parte dos 950 depoimentos de colaboradores da Odebrecht, nos quais eles citam o envolvimento de dezenas de políticos, “considerando a necessidade de promover transparência e garantir o interesse público”.  Na lista, estavam 83 solicitações de autorização para a abertura de inquéritos contra políticos no exercício de seus cargos. Todos são suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.
Os pedidos são baseados nas delações premiadas de 77 funcionários e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, que foram homologados – isto é, tornados juridicamente válidos – pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, em 30 de janeiro.
As informações são da Agência Brasil.

Ibovespa cai com instabilidade no exterior e na reforma da Previdência; Azul sobe na estreia

O Índice Bovespa iniciou o dia praticamente estável, aos 64,672 pontos, ou 0,04% acima do fechamento de ontem, mas perdeu força e passou a cair. Às 11 horas, o índice recuava 0,6%, para 64.216 pontos. Mas os volumes seguem fracos nos últimos dias, com a média de abril em R$ 6,8 bilhões, 17% abaixo dos R$ 8,2 bilhões de março, mostrando a insegurança dos investidores em assumirem posições mais expressivas, aguardando também a queda dos juros amanhã no fim da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa hoje. Os estrangeiros trouxeram para o mercado brasileiro R$ 825 milhões neste mês, até dia 6, revertendo a saída de R$ 3,346 bilhões de março.
O mercado pode ter alguma agitação maior hoje pelo vencimento do mercado de Ibovespa Futuro, que pode estimular alguma especulação com os papéis de maior peso no indicador.
Secretário americano em Moscou
Mas as atenções seguem concentradas no exterior e na tensão criada entre Washington e Moscou após os ataques americanos a uma base aérea do governo sírio, aliado dos russos. Hoje, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, fez novas declarações contra o presidente sírio Bashar Al-Assad, afirmando que seu governo está chegando ao fim. Tillerson deverá se reunir com autoridades russas em Moscou para tratar da crise, que não parece estar perto do fim. Ao mesmo tempo, a tensão na Ásia prossegue com a chegada de um navio de guerra americano ao Mar da China, em resposta às ameaças do ditador norte-coreano Kim Jong-un.
Surpresa com ação de Trump puxa ouro
O que assusta os investidores é a rápida mudança de comportamento do presidente Donald Trump, que defendia a saída dos EUA desses conflitos, e de repente passou a agir de maneira mais agressiva que seu antecessor, Barack Obama. O destempero de Trump e o que parece ser um esforço de conquistar a simpatia de setores nacionalistas americanos levam os investidores a procurarem proteção, o que valoriza o ouro e os títulos do Tesouro americano. O metal sobe 0,95% em Nova York e os juros dos papéis de 10 anos do Tesouro dos EUA, que vão na direção contrária dos preços dos títulos, caíram para 2,334% ao ano, ante 2,368% ontem.
Ontem, a presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, afirmou que o tempo de políticas de estímulos aos mercados estão chegando ao fim, o que indica alta nos juros e venda de títulos de bancos comprados para aumentar a liquidez.
Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa, com o Nikkei recuando 0,27% e o Hang Seng, de Honk Kong, 0,72%, enquanto o Índice da Bolsa de Xangai subiu 0,60%.
Reforma da Previdência na agenda de Temer
No Brasil, as atenções estão voltadas para a reforma da Previdência. Hoje, o presidente Michel Temer reúne os líderes da base em café pela manhã para avaliar seu real poder para aprovar a reforma.
Transição para todos
Enquanto isso, o relator da reforma na Câmara, deputado Arthur Maia, diz que pretende criar uma regra de transição para todos os trabalhadores, e não apenas para os acima de 45 anos para as mulheres e 50 para homens. Todos teriam de cumprir um “pedágio” de 30% a mais de tempo restante para a aposentadoria, e não 50% como hoje. E a idade mínima subiria gradativamente, começando com 55 anos para mulheres e 57 para homens. O cálculo das contribuições para o benefício máximo também mudaria, de 49 anos para todos, ou 50% mais 1% ao ano, para 60% mais 1% ao ano. Não há, porém, uma estimativa do impacto financeiro dessas mudanças na proposta.
Ambev lidera negociação e cai 2%
Os papéis ordinários (ON, com voto) da Ambev são destaque, com o maior volume negociado e queda de 2%. Vale preferencial (PN, sem voto) série A cai 1,27% e Petrobras PN, 0,34%, com a baixa do petróleo.
Azul e Gol sobem com notícia sobre capital estrangeiro
Hoje, as companhias aéreas são destaque também, com as ações PN da Azul estreando no mercado em alta. O papel foi vendido na oferta pública inicial (IPO) por R$ 21,00, chegou a R$ 21,94 e há pouco estava sendo negociado a R$ 21,80. Também a ação PN da Gol estava em alta de 5,28%. Ambas as empresas foram beneficiadas pela notícia de que o Ministério do Turismo propôs ao presidente Temer uma nova medida provisória para aumentar a participação dos estrangeiros nas empresas aéreas, acabando com o limite de 20% atual.
Braskem lidera altas e Bradespar, baixas
As maiores altas do índice são de Braskem PNA, 1,63%, Cemig PN, 1,46%, Ecorodovias ON, 1,42% e BB Seguridade ON, 1,09%. As maiores quedas eram de Bradespar PN, 3,03%, Ultrapar ON, 2,26%, Ambev ON e Vale ON, 1,65%.
Europa estável e EUA em baixa
Na Europa, o índice Euro Stoxx 50 está praticamente estável, enquanto o Financial Times, de Londres, sobe 0,62%, o DAX, de Frankfurt, 0,03% e o CAC, de Paris, 0,10%. Os mercados acompanham a disputa presidencial na França, que está embolada na reta final das votações que acontecem no dia 23. O risco de Marine Le Pen, de ultra-direita e anti União Europeia, ganhar, ainda assusta os investidores.
Nos EUA, o Índice Dow Jones abriu em queda, de 0,19%, enquanto o Standard & Poor’s 500 recua 0,43% e o Nasdaq, 0,47%. O petróleo também cai, 0,32% em Nova York, com o tipo WTI vendido a US$ 52,91 no mercado futuro, e o Brent, de Londres, em baixa de 0,46%, a US$ 55,72 o barril.

Ação da Azul sobe 6,7% na estreia com liberação para estrangeiros, que virá em projeto de lei

As ações da Azul Linhas Aéreas estrearam hoje no mercado acionário da B3 em alta e com forte volume negociado. Os papéis tiveram a sétima maior movimentação do dia na bolsa, com R$ 292,3 milhões, superando papéis tradicionais como o da bolsa, que girou R$ 264 milhões. O papel, que foi lançado a R$ 21 ontem, fechou em R$ 22,40, em alta de 6,67%. A alta foi motivada em boa parte pelo anúncio do Ministério do Turismo de que o presidente Michel Temer assinaria hoje uma medida provisória eliminando o limite de 20% para capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras.
A medida é uma reivindicação antiga do setor, que com isso poderia fechar parcerias com estrangeiros e melhorar seu capital. Mas o assunto é polêmico pois setores da Aeronáutica consideram o setor estratégico para a segurança nacional. E outros consideram que o Brasil só deveria abrir seu mercado para os estrangeiros se houvesse reciprocidade, já que vários países têm restrições para o capital externo na aviação. Provavelmente, o presidente foi alertado que a Medida Provisória poderia criar descontentamento no Congresso e resolveu dividir a responsabilidade da mudança com os parlamentares.
Mudança de MP para projeto de lei
Até o fim do dia, porém, a medida não havia sido divulgada e, às 17h45, a Agência Estado divulgou nota informando que o presidente teria desistido da medida provisória e enviaria um projeto de lei para o Congresso propondo as mudanças. O projeto de lei será mais demorado que uma MP, que passaria a ter validade imediata. Segundo a nota, a Casa Civil informou que será pedido aos líderes da base aliada a aprovação de um requerimento de urgência para o projeto.
Queda no after market
A mudança não afetou a ação da Azul porque, como papel estreante, ela não tem negociação após o fechamento, o after Market. Já a Gol, que vinha subindo com força durante o dia por conta da mudança, recuou 2% no after Market, variação máxima permitida para os papéis nesse pregão. No pregão normal, o papel havia subido 6,63% e fechado a R$ 10,30. No after Market, caiu para 10,30.
A expectativa é que o ajuste dos preços dos dois papéis continue amanhã, provavelmente para baixo.
O Índice Bovespa fechou em queda de 0,45%, aos 64,359 pontos, com R$ 8 bilhões de volume negociado.

Japoneses querem ser os primeiros a penetrar o manto da Terra

Japoneses querem ser os primeiros a penetrar o manto da Terra


Cientistas japoneses estão a caminho de conhecer um lugar muito mencionado nos livros de geografia, mas jamais explorado pelos seres humanos. Eles planejam ser o primeiro grupo a perfurar com sucesso o manto da Terra, a segunda camada do nosso planeta que fica entre o núcleo e a crosta terrestres. As informações são do site The Japan News.
pesquisa preliminar será realizada pela Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Terrestre-Marítima (Jamstec) em setembro deste ano nas águas ao nordeste das ilhas do Havaí. A escolha pelo mar está relacionada ao fato de que a crosta oceânica é mais fina do que a continental. Além do Havaí, México e Costa Rica são as outras duas localizações candidatas à perfuração.
A crosta marítima do Havaí será a primeira a receber os pesquisadores pois a temperatura da área em torno da fronteira entre o manto e a crosta é relativamente baixa, de 150°C. Isso torna a perfuração e a observação mais fáceis. Contudo, a camada do local é um pouco mais profunda do que a dos outros lugares escolhidos.
A Jamstec pretende realizar as escavações do manto no início de 2020. O navio Chikyu, construído em 2002 especialmente para esse tipo de missão, será usado para a perfuração. A sua broca terá que percorrer mais de quatro quilômetros de água e quase seis quilômetros da crosta terrestre para chegar ao manto.
O manto compõe mais de 80% do volume do nosso planeta. Ele é formado por rochas que se movimentam lentamente, o que afeta as placas tectônicas, a atividade vulcânica e a deriva dos continentes. Os pesquisadores esperam que a observação direta do local possa revelar a quantidade de água que o interior do planeta guarda e a sua dureza.
Com essas informações em mãos, os especialistas poderiam entender melhor como a Terra foi formada. Além disso, eles teriam a oportunidade de examinar mais a fundo a vida microbiana que existe no manto para saber como esses organismos sobrevivem dentro do nosso planeta. De acordo com a agência japonesa, o que pode atrasar a pesquisa é o custo das operações. Ela estima que é preciso 60 bilhões de yen (540 milhões de dólares) para a realização de todo o estudo, desde as perfurações até as observações.
Fonte: Exame

Votorantim Metais considera IPO, dizem fontes

Votorantim Metais considera IPO, dizem fontes


A Votorantim Metais, uma das maiores produtoras de metais básicos da América Latina, está considerando uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) para levantar recursos para investimentos e oferecer à controladora Votorantim SA dinheiro para expandir em outros segmentos fundamentais, disseram quatro pessoas com conhecimento direto da transação.
A produtora de metais sediada em São Paulo, conhecida como VMH, está completando um plano de três fases para o IPO em setembro, disse uma das fontes. Neste ponto, Toronto e Nova York parecem ser os destinos favoritos para uma listagem da companhia, disse a fonte. As negociações com bancos de investimento estão em estágio avançado, com Bank of America, Morgan Stanley e JPMorgan Chase concorrendo pela coordenação da oferta pública, entre outros, disseram duas das fontes.
As fontes não deram detalhes sobre estrutura e cronograma preliminares para a transação, nem um valor estimado para a VMH. O IPO daria à VMH acesso a uma ampla base de investidores apostando em uma recuperação de longo prazo nos preços do zinco, cobre, chumbo e prata, disse a primeira fonte. Os recursos podem ser úteis para o grupo Votorantim, maior conglomerado industrial diversificado do Brasil que está crescendo em energia, celulose e agronegócio enquanto reduz dívida acumulada de 14,7 bilhões de reais, acrescentaram as fontes.
Procurados no domingo, representantes do grupo Votorantim não se manifestaram, afirmando que a empresa não comenta rumores de mercado. Representantes do Bank of America não se manifestaram de imediato e do Morgan Stanley e do JPMorgan se recusaram a se pronunciar.

Ofertas de ações

A VMH será a mais nova adição a uma lista de companhias brasileiras que buscam lançar ofertas de ações nos próximos meses para reequilibrar sua estrutura de capital e preparar o caminho para expansão no futuro.
Alguns grandes grupos brasileiros estão aproveitando a retomada na atividade de mercados capitais para listar algumas de suas subsidiárias ou sair de negócios, bem como para arrecadar dinheiro para reduzir dívida. Executivos de bancos de investimento esperam que até um quarto das listagens de companhias brasileiras deste ano aconteçam no exterior.
A subsidiária brasileira do grupo francês Carrefour, bem como a companhia aérea Azul e a N2com Internet SA, conhecida pela marca de varejo online Netshoes, são companhias locais que estão buscando IPOs no Brasil ou no exterior. Com presença no Brasil e no Peru, onde possui uma participação majoritária na Cia Minera Milpo, a VMH opera cinco complexos industriais em Minas Gerais e em Cajamarquilla, no Peru. A VMH também tem escritórios de vendas em Houston e em Luxemburgo.
No ano passado, investimentos em zinco e subprodutos representaram 11 por cento dos 3 bilhões de dólares de gastos combinados de capital da Votorantim. Parte destes investimentos incluem esforços para ampliar a vida útil da mina de Vazante, no Brasil, por mais 10 anos. A receita líquida da divisão de zinco e subprodutos da Votorantim ficou em 6,386 bilhões de reais no ano passado, com lucro ajustado antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) de 1,328 bilhão de reais. O Ebitda alcançou 21 por cento da receita, tornando-a a atividade mais rentável entre os cinco segmentos de negócios listados pela matriz Votorantim nos resultados financeiros do ano passado.
Fonte: Exame