quarta-feira, 12 de abril de 2017

Presidente chinês pede a Trump solução pacífica para tensão com Coreia do Norte

Presidente chinês pede a Trump solução pacífica para tensão com Coreia do Norte

quarta-feira, 12 de abril de 2017 09:56 BRT
 


 ]

Por Michael Martina e David Shepardson PEQUIM (Reuters) - O presidente da China, Xi Jinping, pediu uma resolução pacífica para a tensão crescente na península coreana em uma conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira, enquanto um grupo de ataque norte-americano liderado por um porta-aviões ruma para a região. A conversa de Trump e Xi, ocorrida só cinco dias depois de ambos se encontrarem nos EUA, aconteceu no momento em que um jornal estatal chinês influente alertou que a península coreana nunca esteve tão perto de um "confronto militar" desde que a Coreia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear em 2006. A tensão aumentou consideravelmente devido aos temores de que a reclusa Coreia do Norte possa realizar um sexto teste nuclear em breve, ou lançar mais mísseis, e à ameaça de ação unilateral de Trump para solucionar o problema. Trump ordenou que o porta-aviões USS Carl Vinson siga para a península na tentativa de refrear as ambições nucleares e de mísseis de longo alcance de Pyongyang, que o regime desenvolve em desafio a resoluções e sanções da Organização das Nações Unidas (ONU). Trump pressionou Xi a fazer mais para conter o programa nuclear norte-coreano quando ambos tiveram seu primeiro encontro pessoal na Flórida na semana passada. Na terça-feira ele escreveu no Twitter que a Coreia do Norte está "procurando confusão" e que os EUA irão "resolver o problema" com ou sem ajuda da China. Na ligação, Xi ressaltou que a China "está comprometida com a meta da desnuclearização da península, em salvaguardar a paz e a estabilidade da península e defende a resolução de problemas por meios pacíficos", disse a emissora estatal chinesa CCTV. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, que disse que Trump tomou a iniciativa do telefonema, exortou todos a reduzirem a tensão. "Esperamos que as partes relevantes não adotem ações irresponsáveis. Nas circunstâncias atuais, isso é muito perigoso", disse Lu aos repórteres durante um boletim regular à imprensa. Na terça-feira a mídia estatal norte-coreana alertou para um ataque nuclear contra os EUA diante de qualquer sinal de uma agressão norte-americana. Autoridades de Pyongyang, incluindo o líder Kim Jong Un, insinuaram que um teste de míssil balístico intercontinental ou algo semelhante pode estar a caminho. (Reportagem adicional de Ju-min Park em SeuL, Nobuhiro Kubo, Tim Kelly em Tóquio e Christian Shepherd e Philip Wen em Pequim)

Autoriza Arpad Szuecs a comprar pedras preciosas

Senado Federal

Secretaria de Informação Legislativa

DECRETO Nº 37.352, DE 17 DE MAIO DE 1955.
Autoriza Arpad Szuecs a comprar pedras preciosas.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 87, número I, da Constituição, e tendo em vista o Decreto-lei nº 466, de 4 de junho de 1938,
DECRETA:
Artigo único. Fica autorizado Arpad Szuecs, de nacionalidade Húngara e residente em Belo Horizonte, Capital do Estado de Minas Gerais, a comprar pedras preciosas nos têrmos do Decreto-lei nº 466, de 4 de junho de 1938, constituindo título desta autorização uma via autêntica do presente decreto.
Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1955; 134º da Independência e 67º da República.
JOÃO CAFÉ FILHO
J.M. Whitaker
Reações: 
 


4 comentários:

  1. http://www.jusbrasil.com.br/diarios/3525447/pg-40-secao-1-diario-oficial-da-uniao-dou-de-07-12-1983
    ResponderExcluir
  2. Espetacular. O seu pai merece uma biografia. Ele viveu em grandes momentos da história da humanidade na era moderna. No Brasil, apesar dos poucos contatos que mantive com ele, me contou fatos homéricos.
    ResponderExcluir






    1. Obrigado pelas palavras dr. Ubaldino, vindo do sr. é uma honra, pois o sr. também merece uma biografia, pois assumiu vários cargos, diretor da Emprapa,em Brasília etc. e quase ministro da Agricultura na época do Tancredo Neves.Meu pai gostava muito do sr. e nós também. Abração
      Excluir

A COROA DE SANTO ESTEVÃO

A COROA DE SANTO ESTEVÃO

A coroa de Santo Estevão, também conhecida como "Sagrada Coroa da Hungria" foi usada para celebrar os reis húngaros desde o século XIII. A coroa leva o nome de István (1000-1038), o primeiro rei cristão da Hungria e que foi canonizado santo após sua morte. É objeto de enorme veneração e respeito por parte do povo húngaro e sua história comporta fantásticas aventuras: já foi perdida, roubada, considerada resgate de guerra, escondida dentro de arcas de madeira, cofres de ferro, barril de óleo e esteve em castelos, cidades, pequenas vilas, até mesmo no Fort Knox, USA.
A coroa, em ouro e guarnecida com safiras, granadas, pérolas, figuras esmaltadas e também gemas substituídas por vidro, é considerada, por alguns especialistas húngaros, como tendo a sua forma 100% original, mas existem controvérsias devido a alguns detalhes que se sobressaem: a pequena cruz no topo está afixada com um parafuso que penetra o estomago da figura de Jesus, o que não é uma representação ortodoxa; a maioria das figuras dos apóstolos estão superpostas e fora de ordem; a coroa, na sua presente forma atual, não pode ter sido confeccionada por nenhum ourives comissionado pela corte húngara, parecendo mais um amálgama de diversas peças; ainda, para se adequar ao tamanho normal de uma cabeça adulta, faz-se necessária a colocação de tecidos acolchoados por dentro da peça, cuja distribuição desbalanceada do peso sobrecarrega demais o pescoço de quem a porta.
A coroa é composta de duas peças: uma coroa inferior de estilo bizantino e outra superior cruciforme, mais antiga. A primeira data cerca de 1070 e consta ter sido um presente do imperador bizantino Miguel VII Dukas a Synadene, princesa que se tornou esposa do rei húngaro Géza I(1074-75). A coroa superior em forma de cruz foi dada como presente pelo papa Silvestre II ao rei Estevão I e possui um detalhe peculiar: a cruz no topo não está afixada em ângulo reto, mas sim com uma inclinação de aproximadamente quase 30 graus, provavelmente devido a algum acidente em sua manipulação. Não é considerada a cruz original, a qual consta como ter contido uma relíquia que se acreditava ser um pedaço da cruz onde Jesus foi crucificado.
Citando algumas das aventuras pelas quais a coroa de Santo Estevão I passou, entendemos porque ela é considerada uma relíquia sagrada pelo povo húngaro, que crê que enquanto existir a coroa (e ela se encontrar em solo pátrio), a Hungria existirá como nação. Em 1241, o rei Bela IV resgatou a coroa dos tártaros; em 1463, o rei Mateus comprou-a da corte vienense por uma soma astronômica; em 1526 ela foi escondida na cidadela de Fuzer, quando da invasão otomana; em 1849 a coroa foi enterrada dentro de uma arca de ferro, em uma cidadezinha da Romênia, quando da queda dos Habsburgos; em 1945 ela foi escondida dentro de um barril de óleo, para escapar do exército russo que entrava na Áustria; também em 1945, ela passou para a posse do Governo dos Estados Unidos da América, que não a considerou como espólio de guerra, mas a manteve guardada no Forte Knox, mesmo lugar onde é guardado o ouro do tesouro norte-americano. Em 5 de janeiro de 1978, a posse da coroa foi finalmente transferida novamente para o governo da Hungria e atualmente encontra-se no prédio do parlamento húngaro.

OURO E GEMAS BRASILEIRAS NO ROMANTISMO PORTUGUÊS DO SEC. XIX

OURO E GEMAS BRASILEIRAS NO
ROMANTISMO PORTUGUÊS DO SEC. XIX

A vinda da Corte Portuguesa para o Brasil foi acompanhada de um grande número de joalheiros e lapidários. Graças a este fato, as medidas repressivas tomadas em relação aos ourives locais foram suprimidas e observou-se então um desenvolvimento da confecção e do comércio de jóias no Brasil.
De uma maneira geral, o design das jóias do início do século XIX seguia o estilo Barroco, com uma grande predominância de diamantes e de motivos florais.

Um dos grandes ourives que veio com a Corte Portuguesa para o Brasil foi Antônio Gomes da Silva, nascido em Lisboa. Com a alcunha de “mestre ourives da prata e cravador de diamantes” dada pelo Rei D.João VI, criou no Rio de Janeiro algumas jóias belíssimas, como a Cruz e Colar da Ordem de Torre e Espada e diamantes e esmeraldas, em 1813. Em 1817, confeccionou para a aclamação de D. João VI uma coroa, um cetro e um florete. Várias obras de Antonio Gomes da Silva encontram-se hoje no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.
Não foi somente o ouro e os diamantes que encantaram os nobres portugueses vindos com a Corte. Também as ametistas, os topázios e as águas-marinhas tiveram um papel de destaque nas jóias confeccionadas então.
Maria Pia - reprodução

Em
1870, o ourives Estevão de Souza criou para a Rainha D.Maria Pia um fantástico conjunto formado por colar e tiara em ouro com grandes diamantes formando estrelas.




Uma famosa joalheria, “Leitão e Irmão” - conhecidos como “joalheiros da Coroa”, foi responsável a partir de 1875, por uma grande renovação na arte da ourivesaria, com sofisticadas montagens e novos designs para jóias inspirados na história e no artesanato português e que tinha na Rainha D.Maria Pia sua mais fiel e assídua cliente.
Em geral, as jóias portuguesas da segunda metade do século XIX obedeceram aos modelos em voga em toda a Europa, onde o ouro, com ou sem gemas, ocupava lugar de destaque. A jóia romântica, com letras formando nomes e pequenas frases e com retratos em miniatura era a mais popular. Assim como no resto da Europa, os medalhões em ouro e cristal contendo os cabelos de um ente querido e usados como um pendente junto ao peito ou em pulseiras eram extremamente apreciados, como também o motivo de serpentes - em geral usadas em braceletes.

O GRANDE ROUBO DAS JÓIAS DA COROA FRANCESA

O GRANDE ROUBO DAS JÓIAS DA COROA FRANCESA

No outono europeu de 1792, Paul Miette, famoso bandido francês ora em liberdade, admira as jóias e os tesouros da França, sem se importar em ser interrogado ou preso. Desde 1791, crêem os responsáveis pela guarda dos valiosos objetos que estes estão completamente seguros no edifício chamado de Garde-meuble, atualmente sede do Ministério da Marinha Francesa, e situado na Place de la Concorde, em Paris. Neste edifício de bela arquitetura estavam coleções de gemas raras, jóias fantásticas, armaduras de reis e príncipes, tapeçarias e móveis, tudo de um valor inestimável e guardado no que era considerado um ‘cofre-forte’. Mas na noite do dia 11 de setembro de 1792, por volta das 23 horas, dois bandos se encontram em frente ao Garde-meuble: um é liderado por Miette e outro, por Depeyron, seu companheiro de roubos. Depois de acertados alguns detalhes de última hora, os dois líderes começam a escalar o edifício até o primeiro andar, seguidos pelos outros ladrões. Retiram com precisão de profissionais os vidros de uma janela e entram. No interior do prédio, quebram vitrines e enchem os bolsos com jóias. Nesta noite, não tocam nas coleções de gemas.
Coroa Francesa com os diamantes Régent e SancyNas noites seguintes, e sem que ninguém notasse os roubos, os ladrões voltaram com a mesma determinação: à luz de velas, arrombam uma cômoda contendo uma grande quantidade de gemas, inclusive os célebres diamantes Sancy, de Guise e Hortense, e 82 rubis orientais raríssimos. Dentre os rubis roubados, estava um com 24 quilates, descrito na ficha do catálogo da coleção como "um grande rubi do oriente, de cor rosa intenso, pesando 22¾ quilates". Alguns dos rubis roubados foram deixados pelos ladrões na pressa em dividir o produto do roubo às margens do rio Sena, sendo então recuperados.
Muitas foram as jóias roubadas por Miette e seu bando. A maioria delas simplesmente sumiu, para jamais ser recuperada pelo governo francês. Porém algumas foram mais tarde encontradas. Dentre estas estavam o belísssimo diamante rosa Hortense e a grande safira de Luís XIV, considerada até o século XIX como a mais bela safira do mundo. Esta safira, de cor e pureza magníficas, provinha do antigo Ceilão (atual Sri-lanka) e chegou à Europa pelas mãos de mercadores venezianos. Monsieur Perret, marchand francês com trânsito na corte de Luís XIV, apresentou–a ao ‘Rei Sol’, que não titubeou em comprá-la imediatamente.