quinta-feira, 13 de abril de 2017

China pede contenção militar às vésperas de comemoração na Coreia do Norte

China pede contenção militar às vésperas de comemoração na Coreia do Norte

quinta-feira, 13 de abril de 2017 09:42 BRT
 


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Por Michael Martina e Sue-Lin Wong PEQUIM/PYONGYANG (Reuters) - A força militar não pode resolver a tensão relativa à Coreia do Norte, disse a China nesta quinta-feira, quando um jornal chinês influente exortou o regime norte-coreano a interromper o programa nuclear em troca de proteção de Pequim. Diante da aproximação de um porta-aviões dos Estados Unidos e do aumento da tensão na região a, a Coreia do Sul disse acreditar que os EUA irão consultar Seul antes de qualquer ataque preventivo contra o Norte. Vêm crescendo os temores de que a reclusa Coreia do Norte realize em breve seu sexto teste nuclear ou mais lançamentos de mísseis, mesmo desafiando sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) e alertas contundentes de Washington de que sua política de paciência com Pyongyang acabou. A China, única grande aliada e benfeitora da Coreia do Norte, que apesar disso se opõe a seu programa de armas, pediu conversas que levem a uma resolução pacífica e à desnuclearização da península. "A força militar não pode resolver o assunto", disse o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, aos repórteres em Pequim. "Em meio ao desafio há uma oportunidade. Em meio às tensões também encontraremos um tipo de oportunidade para voltar às conversas". Embora o presidente norte-americano, Donald Trump, tenha alertado Pyongyang de que não irá tolerar qualquer provocação, autoridades dos EUA disseram que o governo está focando sua estratégia em sanções econômicas mais severas. Trump desviou o porta-aviões USS Carl Vinson para a península coreana, manobra que pode levar mais de uma semana, como demonstração de força com a meta de desestimular outro teste nuclear norte-coreano ou o disparo de mais mísseis para coincidir com eventos e aniversários importantes. A possibilidade de uma ação militar dos EUA ganhou corpo depois que a Marinha norte-americana disparou 59 mísseis Tomahawk contra uma base aérea da Síria na semana passada em reação a um ataque com gás letal. Wang alertou que a história irá responsabilizar qualquer instigador. "Quem quer que provoque a situação, quem quer que continue a causar problemas neste local terá que assumir a responsabilidade histórica", afirmou. Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, conversaram por telefone na quarta-feira, poucos dias depois de se reunirem nos EUA pela primeira vez. No Twitter, Trump disse que o telefonema com Xi foi uma discussão "muito boa" sobre a "ameaça da Coreia do Norte" e, mais tarde na quarta-feira, que seu país está preparado para lidar com a crise sem a China, se necessário. (Reportagem adicional de Natalie Thomas em Pyongyang, Ju-min Park e James Pearson em Seul, Christian Shepherd em Pequim, Linda Sieg em Tóquio e Matt Spetalnick, David Brunnstrom e Jeff Mason em Washington)
 

Putin diz que confiança entre Rússia e EUA piorou com Trump; Moscou recebe Tillerson friamente

Putin diz que confiança entre Rússia e EUA piorou com Trump; Moscou recebe Tillerson friamente

quarta-feira, 12 de abril de 2017
 


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Lavrov e Tillerson chegam para entrevista em Moscou
12/4/2017     REUTERS/Sergei Karpukhin
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Por Yeganeh Torbati e Denis Dyomkin MOSCOU (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira que a confiança entre EUA e Rússia piorou sob o governo do presidente Donald Trump, e Moscou demonstrou uma recepção hostil incomum ao secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, em diálogos diretos sobre a Síria. Qualquer esperança russa de que o governo Trump buscaria menos confrontos foi afastada na semana passada, após o novo líder norte-americano ordenar o disparo de mísseis contra a Síria para punir o aliado de Moscou por um possível uso de gás venenoso. Tillerson se encontrou com Putin no Kremlin após conversar com o chanceler russo, Sergei Lavrov, por cerca de três horas. O Kremlin havia previamente se negado a confirmar se Putin iria se encontrar com Tillerson, refletindo tensões sobre o ataque norte-americano na Síria. Enquanto Tillerson sentava-se para conversas com Lavrov anteriormente nesta quarta-feira, uma autoridade sênior russa criticou a “primitividade e agressividade” da retórica norte-americana, parte de uma série de afirmações que aparenta tentar maximizar a estranheza durante a primeira visita de um membro do gabinete de Trump. “Pode-se dizer que o nível de confiança em nível operacional, especialmente no nível militar, não melhorou, mas ao invés disto deteriorou”, disse Putin durante entrevista transmitida na TV russa. Ele intensificou o apoio russo ao presidente sírio, Bashar al-Assad, repetindo negações de que o governo de Assad seria culpado pelo ataque a gás na semana passada e acrescentando uma nova teoria de que o ataque pode ter sido fingido por inimigos do líder sírio. Tillerson reiterou a posição norte-americana de que Assad deve ser retirado do poder na Síria, mas aparentou assumir um tom mais leve com a Rússia. “Discutimos nosso ponto de vista de que a Rússia, como aliada mais próxima no conflito, talvez tenha os melhores meios de ajudar Assad a reconhecer esta realidade”, disse. Lavrov cumprimentou Tillerson com comentários frios pouco comuns, denunciando o ataque com mísseis na Síria como ilegal e acusando Washington de se comportar de forma imprevisível. Um dos vices de Lavrov foi ainda menos diplomático. “No geral, primitividade e agressividade são muito característicos da atual retórica vinda de Washington”, disse o vice-chanceler Sergei Ryabkov à agência de notícias estatal russa RIA. Mas Lavrov disse no encontro que algum progresso tem sido feito na Síria e que um grupo de trabalho foi criado para examinar a situação ruim dos laços entre EUA e Rússia. Ele também disse que Putin concordou em reativar um acordo de segurança aérea entre EUA e Rússia sobre a Síria, o qual Moscou suspendeu após os ataques norte-americanos. Tillerson destacou o baixo nível de confiança entre os dois países. "As duas principais potências nucleares do mundo não podem ter este tipo de relação”, disse. A hostilidade de Moscou a membros do governo Trump é uma mudança drástica em relação ao ano passado, quando Putin saudou Trump como uma figura forte e a TV estatal russa estava consistentemente cheia de elogios a ele. A Casa Branca tem acusado Moscou de tentar encobrir o uso de armas químicas por parte de Assad após o ataque contra uma cidade matar 87 pessoas na semana passada. Trump respondeu ao ataque a gás lançando 59 mísseis de cruzeiro contra uma base aérea síria na sexta-feira. Washington alertou Moscou e tropas russas na base não foram atingidas.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Reservas de minério de ferro da Vale crescem 5,6% em 2016

Reservas de minério de ferro da Vale crescem 5,6% em 2016


As reservas totais de minério de ferro da mineradora Vale cresceram 5,6 por cento em 2016 em relação ao ano anterior, para 18,44 bilhões de toneladas, segundo relatório 20F publicado pela empresa para atender à regulamentação do mercado norte-americano de capitais. Do volume total de reservas no fim 2016, as reservas provadas, para as quais todas as licenças ambientais foram obtidas, representaram 4,5 bilhões de toneladas, enquanto as reservas prováveis, que têm o processo de licenciamento em andamento, somaram 13,94 bilhões de toneladas.
As reservas totais do Sistema Sudeste foram as que mais cresceram, com avanço de 19,6 por cento, para aproximadamente 6 bilhões de toneladas. Já as reservas do Sistema Sul tiveram alta de 2,5 por cento, para 5,6 bilhões de toneladas, enquanto as do Sistema Norte caíram 2 por cento, para 6,8 bilhões de toneladas. A mineradora, maior produtora global de minério de ferro, precisa examinar periodicamente a viabilidade econômica das reservas diante das mudanças do setor.
As variações nas reservas refletem novas diretrizes estratégicas na análise das cavas finais, considerando novos pressupostos de preço, custo, projetos e blending, que afetaram todas as jazidas. ”Além disso, tivemos novas jazidas divulgadas pela primeira vez e atualizações de modelos de recursos. A declaração de reservas também contempla a depleção pela produção das minas”, disse a Vale em seu relatório 20F.
A companhia explicou que as reservas de Urucum e Corumbá, embora estejam em fase de produção, não são economicamente viáveis com base nos preços esperados de longo prazo e, por isso, desde o ano passado a empresa não declara reservas nessas instalações. A mineradora explicou que os volumes não incluem as reservas da mineradora Samarco, sua joint venture com a anglo-australiana BHP Billiton.
Segundo a Vale, após a ruptura da barragem de rejeitos da Samarco, em novembro de 2015, e a parada de suas operações, a Samarco está revendo as reservas da operação. ”Diante de tais circunstâncias, a Vale atualmente não está em condições de informar reservas para a Samarco em 31 de dezembro de 2016″, disse a empresa.
Fonte: Reuters

Ibovespa recua com cautela por inquéritos contra políticos, em dia de vencimentos

Ibovespa recua com cautela por inquéritos contra políticos, em dia de vencimentos

quarta-feira, 12 de abril de 2017 11:14 BRT
 


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SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista recuava nesta quarta-feira, com investidores adotando cautela diante da abertura de inquéritos contra ministros, parlamentares e outras autoridades no âmbito da operação Lava Jato. A sessão é marcada ainda pelos vencimentos de opções do Ibovespa e do índice futuro, o que pode favorecer alguma volatilidade ao longo do dia. Às 11:11, o Ibovespa caía 0,72 por cento, a 63.893 pontos. O giro financeiro era de 1,2 bilhão de reais. Na véspera, o relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, autorizou a abertura dos inquéritos a partir das delações feitas por executivos da Odebrecht a uma lista de políticos que inclui oito ministros do governo de Michel Temer. "Políticos vão tentar dar a resposta com ações e tentar mostrar à sociedade normalidade, mas o clima de ansiedade ainda é alto uma vez que detalhes das motivações das citações ainda estão por ser divulgados", escreveram analistas da corretora Lerosa Investimentos em nota a clientes. Ainda localmente, o mercado espera a decisão de política monetária, no fim do dia, com expectativa em pesquisa Reuters apontando para corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros, para 11,25 por cento ao ano. DESTAQUES - CEMIG PN tinha baixa de 2,94 por cento. A elétrica mineira teve prejuízo líquido de 299 milhões de reais no quatro trimestre de 2016, revertendo o lucro verificado em igual período do ano anterior, após ajustes contábeis pela desvalorização de seus investimentos na Renova Energia, empresa de geração renovável. - VALE PNA caía 3,45 por cento e VALE ON perdia 3,63 por cento, em sessão de fortes quedas dos contratos minério de ferro e de aço na China. - CSN ON tinha baixa de 3,22 por cento, USIMINAS PNA recuava 1,76 por cento e GERDAU PN caía 2,09 por cento, também na esteira das quedas das commodities básicas na China. - BRADESCO PN perdia 1,12 por cento, ajudando a pressionar o Ibovespa devido ao peso das ações em sua composição. ITAÚ UNIBANCO PN recuava 0,5 por cento. - PETROBRAS PN oscilava ao redor da estabilidade, enquanto PETROBRAS ON cedia 0,39 por cento, em sessão sem viés claro nos preços do petróleo no mercado internacional, após notícias de que a Arábia Saudita pressiona colegas membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e alguns rivais para prolongar os cortes de oferta para além de junho. (Por Flavia Bohone)
 

Maduro é vaiado por multidão em meio a escalada de crise na Venezuela

Maduro é vaiado por multidão em meio a escalada de crise na Venezuela

quarta-feira, 12 de abril de 2017 09:16 BRT
 


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Por Maria Ramirez e Alexandra Ulmer SAN FÉLIX, Venezuela/CARACAS (Reuters) - Venezuelanos revoltados atiraram objetos contra o presidente do país, Nicolás Maduro, durante um evento ocorrido na terça-feira, e os protestos contra o líder de esquerda só aumentam em meio a uma crise econômica brutal e ao que críticos dizem ser uma guinada rumo a uma ditadura. Imagens da televisão estatal mostraram uma multidão cercando o veículo em que Maduro acenava de pé em despedida ao final de um evento militar em San Félix, em Bolívar, Estado do sudeste da Venezuela. Algumas pessoas atiraram objetos contra Maduro, enquanto seus guarda-costas acudiam. Neste momento a rede estatal interrompeu a transmissão. Em outro vídeo compartilhado nas redes sociais, vozes gritando "Maldito!" eram ouvidas enquanto o veículo que aparentemente transportava Maduro, ex-motorista de caminhão e líder sindical, tentava abrir caminho pela multidão. Cinco jovens de 15, 17, 18, 19 e 20 anos de idade foram presos por lançar "objetos afiados" contra o veículo do presidente, de acordo com um relato de uma divisão local da Guarda Nacional visto pela Reuters na noite de terça-feira. Nenhum outro detalhe veio a público de imediato. O Ministério da Informação não respondeu a um pedido de informações, embora dirigentes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) tenham dito no Twitter que Maduro foi saudado por uma multidão em San Félix. Mas a oposição, que vem protestando há duas semanas para exigir eleições antecipadas, capitalizou o incidente, que viu como prova de que Maduro é profundamente desprezado devido à escassez de alimentos e à inflação cada vez maior. "O DITADOR só precisa sair de Miraflores (palácio presidencial) para ver como as pessoas o repudiam!", tuitou o parlamentar opositor Francisco Sucre, do Estado de Bolívar, um de muitos comentários nas redes sociais. O incidente rendeu comparações imediatas com o ano passado, quando as autoridades detiveram brevemente mais de 30 pessoas na ilha de Margarita por hostilizarem Maduro – um acontecimento raro, levando em conta que as aparições do líder socialista são coreografadas cuidadosamente e só mostram apoiadores entusiasmados de camisa vermelha. Vídeos publicados na ocasião mostraram dezenas de pessoas batendo panelas e zombando de Maduro. (Reportagem adicional)