quinta-feira, 13 de abril de 2017

Justiça suspende licença da Belo Sun para exploração de ouro no Pará

Justiça suspende licença da Belo Sun para exploração de ouro no Pará


 A Justiça Federal suspendeu a licença de instalação concedida pelo governo do Pará à mineradora canadense Belo Sun para a exploração de ouro na região da hidrelétrica de Belo Monte, perto de Altamira. O Projeto Volta Grande, que deverá ser maior mina de ouro do Brasil, prevê investimentos de 1,22 bilhão de reais na fase de implantação que terá duração de três anos, segundo a empresa. O investimento em sondagem e pesquisa mineral é estimado em 5 milhões de dólares em 2017.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF) no Pará, até hoje a empresa não apresentou estudos válidos do impacto do projeto sobre os povos indígenas da região. ”Para o desembargador federal Jirair Meguerian, a concessão de licença para a mineradora se instalar, sem os estudos do componente indígena, desobedece decisão judicial anterior do próprio TRF1, que permitiu a continuidade dos licenciamentos, com a expressa orientação de que fosse analisado o impacto sobre os indígenas”, afirmou nota do MPF nesta quarta-feira.
Segundo o MPF, as etnias Arara e Juruna seriam afetadas pelo projeto, e a empresa apresentou estudo à Fundação Nacional do Índio (Funai) considerado inapto, “por não conter nenhum dado coletado dentro das áreas indígenas e por não ter sido realizada consulta prévia aos índios”. Procurada, a Belo Sun afirmou em nota que a decisão do tribunal foi dada sem ter ouvido os argumentos do Estado do Pará nem da empreendedora sobre o caso.
A Belo Sun afirmou que confia que reverterá a decisão judicial após ouvida. Além disso, a mineradora afirmou que as duas áreas indígenas mais próximas ao Projeto Volta Grande estão a mais de 10 quilômetros da área, mas que mesmo assim, de forma voluntária em 2012, a empresa solicitou um termo de referência (TR) e autorização da Funai para estudos sobre o modo de vida desses povos.
“O órgão federal emitiu um TR provisório e, até o momento, não concedeu a autorização para acesso às terras homologadas”, afirmou a Belo Sun. A empresa também explicou que no processo de avaliação do estudo de impacto ambiental pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) ficou definido que a empresa deveria elaborar um Estudo de Componente Indígena, com indígenas desaldeados, já realizado e protocolado na Funai e na secretaria estadual do meio ambiente (Semas), em abril de 2016, dando sequência ao processo de licenciamento ambiental.
No entanto, a empresa argumentou, sem dar detalhes, que não foi possível fazer entrevistas com um determinado grupo de indígenas. ”Uma das condicionantes da Licença de Instalação (LI), emitida pela Semas, determina que a empresa dê continuidade às tratativas junto à Funai”, afirmou. O MPF pontuou que essa é a segunda decisão judicial que suspende a licença de instalação da Belo Sun. ”O projeto está bloqueado também pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, por causa de irregularidades fundiárias cometidas na aquisição de terras para a instalação”, afirmou o órgão, que contabiliza cinco processos na Justiça contra o projeto de mineração.
Fonte: Reuters

   

Polícia de Nova York prende 25 em protesto sobre imigração na Trump Tower

Polícia de Nova York prende 25 em protesto sobre imigração na Trump Tower

quinta-feira, 13 de abril de 2017 21:03 BRT
 


]

Policiais  levam e escoltam manifestantes detidos durante protestos na Trump Tower, em Nova York  13/04/ 2017. REUTERS/Brendan McDermid
1 de 1Versão na íntegra
NOVA YORK (Reuters) - A polícia de Nova York prendeu nesta quinta-feira 25 pessoas que protestavam no lobby da Trump Tower contra as políticas de imigração e para as fronteiras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os manifestantes se sentaram na frente dos elevadores e gritaram "sem proibição, sem muro!", e as forças de segurança fecharam os acessos públicos à propriedade do presidente, um arranha-céu comercial e residencial onde a primeira-dama Melania Trump e o filho Barron Trump ficam enquanto o presidente está em Washington. Enquanto policiais fortemente armados faziam a guarda bloqueando as entradas, outros policiais levavam os manifestantes para os carros da polícia. O edifício no coração da Quinta Avenida também foi a sede da campanha de Trump e tem sido sua residência principal durante anos. O lobby está aberto ao público, embora a segurança tenha sido reforçada à medida que a campanha de 2016 progrediu e Trump foi eleito presidente. A polícia disse em um comunicado que acusações estavam pendentes. (Reportagem de Daniel Trotta)
 

O DIAMANTE AZUL WITTELSBACH            

O DIAMANTE AZUL WITTELSBACH            


foto: divulgação Christie'sCom uma história que data do século XVII e originário da Índia*, o diamante azul de cor intensa e com diâmetro de 24.40 mm, possui lapidação fancy (fantasia), com 82 facetas lapidadas em formato pouco usual: as facetas principais da coroa da gema são separadas verticalmente por outras secundárias e o pavilhão possui 16 facetas estreitas arranjadas aos pares que irradiam da ponta inferior (também chamada de culaça ou pinhão). O Wittelsbach é o terceiro maior diamante azul do mundo.
* a principal fonte de diamantes azuis na Índia situa-se na região de Golconda, Andhra Pradesh

foto: divulgação Christie'sOs primeiros registros do Wittelsbach na Europa datam da segunda metade do século XVII. Em 1666, o rei espanhol Felipe IV incluiu o diamante como parte do dote de sua filha Margarita Teresa - retratada quando criança no famoso quadro Las Meninas, obra magistral do pintor espanhol Diego Velásquez (1599-1660) quando do seu casamento com Leopoldo I da Áustria, também sagrado imperador romano-germânico. Além do diamante azul, o dote da princesa incluía jóias e outras gemas vindas também da Índia e de Portugal. Margarita Teresa faleceu sete anos após o casamento, em 1673. O imperador logo se casou com a princesa Claudia, do ramo austríaco dos Habsburgos. Mas foi seu terceiro casamento, em 1676, com Eleonora Madalena, filha do Eleitor do Palatinado, o mais feliz: tiveram 10 filhos, incluindo os futuros imperadores José I e Carlos VI.
Com a morte de Margarita Teresa, o diamante ficou de posse do imperador e, em um documento datado de 1673, o Wittelsbach é listado como centro de um grande broche adornado com diamantes. Leopoldo I presenteou com todas as jóias de sua primeira esposa a terceira que, ao falecer em 1720, deixou em testamento uma grande parte de suas jóias, incluindo o diamante azul, para sua neta Maria Amélia.
Em 1722, esta se casou com o príncipe bávaro Carlos Alberto, futuro imperador Carlos VII. Com este casamento, o diamante passou a fazer parte da Casa de Bavária e recebeu o nome Wittelsbach, um dos sobrenomes da família. Logo após o casamento, o sogro de Maria Amélia, eleitor da Bavária, em grandes apuros financeiros, usou o diamante como garantia de um empréstimo junto ao banqueiro Oppenheimer. Após a morte de seu pai, o imperador Carlos VII conseguiu reaver o diamante, pelo qual tinha grande predileção. O imperador mandou refazer várias vezes o design da peça onde o diamante se encontrava - cada um mais espetacular do que o anterior.
O reino da Bavária foi abolido em 1918, quando esta região da Alemanha atual tornou-se uma república. Último de uma longa sucessão de duques reinantes, o duque Luís III foi forçado a abdicar e retirar-se para a Hungria, onde morreu em 1921. Seu funeral em Munique foi a última vez em que o diamante Wittelsbach acompanhou um monarca. Com o fim do reinado bávaro, todas as possessões da antiga Casa de Wittelsbach foram colocadas sob o controle da nova república. Mas em 1931, um acordo permitiu que algumas jóias fossem a leilão pela Casa Christie’s e o dinheiro resultante fosse para os descendentes do falecido Luís III. O leilão foi efetuado em 1931, compreendendo 13 lotes de peças, incluindo o diamante azul, que foi arrematado por um comprador de sobrenome Thorpe por 5.400 libras esterlinas, valor considerável na época.
O diamante foi vendido novamente em 1951 e, logo depois, em 1955. Poucos anos mais tarde, em 1962, o Wittelsbach foi exibido na Feira Mundial de Bruxelas, Bélgica. Em 1964, o diamante trocou de mãos novamente para agora, em dezembro de 2008, ir novamente a leilão na Casa Christie’s de Londres. O valor inicial do lance não foi divulgado, mas espera-se que alcance a cifra de muitos milhões de dólares.

O diamante Beau Sancy

O diamante Beau Sancy



A gema conhecida como "Beau Sancy" (Belo Sancy) é um dos mais importantes diamantes históricos existentes. Lapidado em forma de pera e com 34,98 quilates, esteve nas joias das famílias reais da França, Inglaterra, Prússia e Holanda, testemunhando 400 anos da história europeia.
O diamante apareceu em registros pela primeira vez em 1595, quando Nicolas Harlay de Sancy, futuro Ministro das Finanças do rei francês Henrique IV (1553-1610), o colocou à venda. Comprado em Constantinopla em meados do século XVI, o diamante muito provavelmente é originário das minas localizadas perto da cidade de Golconda, Índia e que foram fontes de outros diamantes espetaculares, como o Hope, o Regente e o Koh-i-Noor.
Em 1604, O Beau Sancy foi comprado por Henrique IV como um presente à sua segunda esposa Maria de Médicis (1575-1642) por 25 mil escudos de ouro, para ser colocado no topo da coroa usada por ela na cerimônia de sua consagração como rainha, em 1610.
Após o assassinato de Henrique IV por Ravaillac, Maria de Médicis foi exilada pelo próprio filho, o novo rei francês Luis XIII, que tinha como primeiro-ministro o Cardeal Richelieu, inimigo da rainha. Depois de várias reviravoltas políticas, pois Maria De Médicis queria a todo custo voltar a ter poder político na França, em julho de 1631 a rainha-mãe foge para Bruxelas. Desgastada  por causa das tramas empreendidas para sua volta triunfal à França, o que nunca ocorreu, em 1638 Maria de Médicis vai para a Inglaterra na esperança de ser ajudada pelo genro Carlos I (1600-1649), casado com sua filha Henriqueta Maria.

Maria de Médicis foi recebida na corte inglesa com uma pensão substancial. Como era católica, logo despertou a ira dos protestantes, que em 1641 exigiram a sua partida. A rainha-mãe francesa viaja então primeiro para os Países Baixos onde, cheia de dívidas, vende o Beau Sancy para o príncipe Frederico Henrique de Orange-Nassau (1584-1647) por 80 mil florins e depois parte para seu último destino, a cidade de Colônia, na Alemanha, onde fica hospedada na casa do pintor Pedro Paulo Rubens até sua morte.
Em 1641, o diamante é usado para reforçar as alianças das províncias unidas holandesas com os grandes poderes políticos europeus: o casamento do filho do príncipe Frederico Henrique, mais tarde Guilherme II de Orange-Nassau (1631-1660), com a princesa Maria Stuart, filha dos reis da Inglaterra e neta de Maria de Médicis. Após a morte do marido, Maria Stuart volta para a Inglaterra com suas joias, incluindo o Beau Sancy.
Em 1677, por ocasião do casamento de Guilherme III de Orange-Nassau (1650-1702) com  a princesa Maria II Stuart, filha do rei inglês Jaime II, o Beau Sancy entra novamente para o tesouro da Casa de Orange-Nassau. Em 1689, Guilherme III e Maria II Stuart ascendem ao trono inglês e o diamante passa a fazer parte da joias da Coroa inglesa. Quando os reis morrem sem deixar herdeiros, o diamante volta para a Casa de Orange-Nassau.
Em 1702, em consequência de uma disputa entre os herdeiros da Casa de Orange, o recém-coroado Frederico II de Hohenzollern (1712-1786), primeiro rei da Prússia, desiste de todas as joias do seu legado para obter o Beau Sancy. O valor simbólico e o prestígio da já célebre gema é tanto, que o rei a torna o principal ornamento na coroa real da Prússia e associa o diamante à primeira ordem prussiana, a Ordem da Águia Negra.
Maior gema da Coleção dos Hohenzollern, o Beau Sancy passou de geração em geração dentro da mesma família até maio de 2012, e foi usado pelas mulheres da casa real em importantes ocasiões.
Quando o último imperador alemão, e também rei da Prússia, fugiu em 1918 para o exílio nos Países Baixos, as joias da coroa e o Beau Sancy permaneceram em Berlim. No final da Segunda Guerra Mundial, a coleção foi transferida para um cofre em Bückeburg, onde foi encontrada pelas tropas inglesas e devolvida aos Hohenzollern. Depois da guerra, o diamante passou pelos herdeiros da finada casa real da Prússia até ser herdado pelo príncipe George Frederico Hohenzollern, que decidiu entregá-lo à casa de leilões Sotheby's.
Em 15 de maio de 2012, o Beau Sancy foi leiloado em Genebra, Suíça, arrematado por quase dez milhões de dólares (exatos US$9.699.618,00), preço bem acima dos valores estimados pré-venda (entre 2 e 4 milhões de dólares). O lance, por telefone, foi dado por um comprador anônimo

Trump diz que Coreia do Norte é um problema que será tratado

Trump diz que Coreia do Norte é um problema que será tratado

quinta-feira, 13 de abril de 2017 17:09 BRT
 


  ]

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que Pyongyang é um problema que "será tratado", à medida que aumenta a especulação de que a Coreia do Norte estaria prestes a realizar um sexto teste nuclear. Trump, respondendo a uma pergunta sobre qual é sua mensagem para a Coreia do Norte, disse: "A Coreia do Norte é um problema. O problema será tratado." Ele afirmou acreditar que o presidente chinês, Xi Jinping, "trabalhará muito" para ajudar a resolver o desafio. O presidente disse que passou muito tempo com Xi na semana passada na Flórida. "Eu realmente gostei e respeito o presidente Xi ... Ele é um homem muito especial, acho que ele vai tentar muito." (Reportagem de Steve Holland)