sexta-feira, 14 de abril de 2017

Não Existem Pedras Semipreciosas

 BERILO  ÁGUA MARINHA
 OPALA NOBRE

Não Existem Pedras Semipreciosas




Se alguém ouvir dizer que o Brasil não produz pedras semipreciosas poderá ficar surpreso, uma vez que o nosso país é reconhecidamente um grande produtor de gemas e o Rio Grande do Sul, por exemplo, é o maior produtor de ágata e ametista do mundo. A afirmativa, porém, é correta, pois não é se justifica separar as gemas em preciosas e semipreciosas.
Embora a denominação pedra preciosa seja correta, o mesmo não se dá com pedra semipreciosa, e são várias as razões para isso. A principal delas é que nunca houve consenso sobre quais pedras seriam consideradas preciosas. Normalmente, eram assim classificados o rubi, a safira, a esmeralda e o diamante. Alguns autores, porém, incluíam também a opala preciosa e o crisoberilo, por exemplo. E outros, a pérola. Outra razão para não se separar as gemas em semipreciosas e preciosas é a inutilidade dessa distinção. Para o Brasil, que produz boa quantidade de esmeralda e diamante, mas quase nada de rubi e safira, a distinção, mais do que inútil, é muito prejudicial.
Mas não ficam aí os argumentos contra a classificação semipreciosa. Embora esmeralda, rubi, safira e diamante sejam usualmente gemas caras, a turmalina paraíba tem preço médio maior que o do rubi e o da safira (e com as jazidas em fase de exaustão, ele só tende a aumentar). A alexandrita e a opala-negra têm preço médio igual ao da esmeralda. Por esses motivos, a classificação semipreciosa caiu em desuso em quase todo o mundo, sobrevivendo apenas em alguns países, entre eles o Brasil.
Gemólogos de renome internacional condenam de modo enfático seu emprego. Robert Webster considera-o “insatisfatório”, lembrando que “foi abandonado por consenso geral”.Walter Schumann afirma que “a designação ainda é usada no comércio, mas não é uma expressão correta porque muitas pedras chamadas semipreciosas são mais valiosas que as preciosas”. Diz também que “não há uma linha divisória real entre as pedras mais ou menos valiosas.” Joel Arem lembra que “no passado, os termos ‘preciosa’ e ‘semipreciosa’ foram amplamente usados”, mas que “hoje seu uso cria confusão, porque um diamante pobre pode valer menos que uma variedade muito fina e rara de granada.”
Mas não são apenas os gemólogos que condenam o termo. Também os joalheiros mais bem informados o fazem. Erich Merget dizia que “a denominação semipreciosa, atualmente muito utilizada, deveria ser totalmente abandonada. Até hoje, ninguém foi capaz de explicar a origem dessa expressão absurda e os vocábulos correspondentes em outras línguas, tais como inglês, francês e alemão, já deixaram de vigorar. Essa expressão não figura mais na literatura técnica desde primeiro de fevereiro de 1972.”
“O termo ‘gema’ tornou-se designação comumente aceita para todas as pedras ornamentais de valor, eliminando a anterior distinção artificial entre as chamadas ‘pedras preciosas’ e ‘semipreciosas’”, afirma Jules Sauer. Hans Stern, proprietário da H. Stern, empresa brasileira com 90 joalherias no Brasil e mais 85 espalhadas por 14 países, é mais radical: “uma pedra é preciosa ou é um pedaço de paralelepípedo. Não há alternativa e, portanto, não há significado na expressão ‘semipreciosa’”. É ele também quem diz que “não existe pedra semipreciosa assim como não existe mulher semigrávida”.

Coerente com esses posicionamentos, a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT recomenda evitar sempre o uso da palavra “semipreciosa”, substituindo-a por “preciosa”, salvo nos casos de exigências comerciais ou legais (NBR 10630). A ressalva justifica-se porque a Itália aplica uma taxação menor às gemas importadas que chegam ao país quando classificadas na origem como semipreciosas.
Portanto, não se constranja de chamar ágata, ametista, citrino, topázio, água-marinha, turmalina etc. de pedras preciosas. E chame de joia (não de bijuteria) brincos, anéis e outras peças feitas com gemas que você considera baratas. O setor joalheiro, como qualquer outro ramo do comércio, trabalha com produtos caros e baratos; e o preço nunca foi motivo para uma gema deixar de ser preciosa.

A Grande variedade das Gemas Brasileiras

A Grande variedade das Gemas Brasileiras





O Brasil é mundialmente conhecido por sua riqueza em pedras preciosas. Das nove províncias gemológicas existentes no mundo, ou seja, das nove regiões geográficas excepcionalmente ricas em gemas, nosso país é líder não apenas na quantidade produzida, mas também na diversidade.
Para se ter uma idéia do quanto aqui se produz, basta dizer que apenas o Estado de Minas Gerais contribui com cerca de 25% da produção mundial (Favacho, 2001). Para demonstrar a diversidade, basta dizer que um brasileiro bem informado e de bom nível cultural consegue citar (conhecendo ou não) cerca de quinze pedras preciosas, mas existem em nosso país mais de cem tipos diferentes.
Elaborar uma lista das gemas de um país é tarefa que apresenta algumas dificuldades:
- Devem-se incluir apenas as gemas produzidas ou todas as existentes?
- Devem-se incluir as gemas existentes mesmo que as ocorrências sejam esparsas ou apenas aquelas que são encontradas num número significativo de locais?
- Uma gema que já foi produzida, mas que hoje está com suas reservas esgotadas, deve figurar na lista?
- Minerais que podem ser lapidados, mas só o são para peças de coleção, não para confecção de joias, devem ser considerados?
Essas são algumas questões que exigem uma definição de critérios. Assim, os critérios adotados para elaborar a relação apresentada a seguir são os seguintes:
a) Foram incluídas gemas que podem não estar sendo produzidas, mas que existem em volume considerável em pelo menos um lugar do país, como é o caso do rubi.
b) Incluíram-se também gemas cuja produção foi importante, mas cujas jazidas estão hoje em fase de esgotamento, como a turmalina Paraíba.
c) Não foram incluídas substâncias minerais que são usadas para obtenção de objetos decorativos, mas não para adorno pessoal, pois, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT esse segundo uso é condição indispensável para que uma substância seja considerada gema. Ficaram de fora, por isso, substâncias como pedra-sabão, gipsita e agalmatolito.
d) Variedades diferentes de um mesmo mineral foram consideras gemas diferentes. Ex.: quartzo rosa, quartzo enfumaçado, ametista, citrino, ágata etc. (gemas diferentes, mas todas variedades de quartzo).
e) Gemas que têm dois nomes diferentes aparecem com o nome oficialmente recomendado pela Comissão de Minerais Novos - Nomenclatura e Classificação da International Mineralogical Association. Ex.: schorlita (e não afrizita), titanita (e não esfênio).
f) Em lugar de quartzo, termo que designa um grande número de gemas diferentes, usou-se cristal-de-rocha, que é o quartzo macrocristalino e sem impurezas. Embora esta seja uma denominação muito inadequada, está consagrada pelo uso em todo o mundo e em muitos idiomas.
g) Praticamente todas as gemas brasileiras são minerais, ou seja, pedras preciosas. Mas foram incluídas duas gemas orgânicas: o copal - uma espécie de resina semelhante ao âmbar - e a jarina - também chamada de marfim-vegetal, uma palmeira da Amazônia que tem sementes grandes e muito duras -, pois ambos são usados como adorno pessoal.
h) Foram incluídas gemas como aragonita, fluorita e apofilita, que não costumam ser vistas no mercado de gemas brasileiras, mas existem em nosso país e são assim consideradas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM, 1983).
i) São tantos e tão variados os tipos de jaspe que poderiam ser considerados gemas independentes; são aqui, porém, considerados uma só.
j) Existe, no Brasil, citrino natural, mas o citrino aqui produzido é principalmente aquele obtido por tratamento térmico da ametista. Isso permite que sejam considerados duas gemas diferentes, mas são aqui reunidas sob o mesmo nome, até porque o preço de mercado dos dois é o mesmo. Pela mesma razão, chama-se de ágata indistintamente a natural e aquela de cores obtidas por tingimento.
Obedecendo a esses critérios, chega-se à relação abaixo, de 108 gemas diferentes. Vê-se, portanto, que as cerca de 15 pedras preciosas que uma pessoa culta e bem informada consegue citar não são nem 15% do elenco de gemas brasileiras.

Relação das Gemas Brasileiras
Gemas orgânicas
Copal
Jarina

Granadas
Almandina
Grossulária
Hessonita
Piropo
Rodolita
Spessartina

Grupo das olivinas
Crisólita
Peridoto


Variedades de berilo
Água-marinha
Berilo verde
Esmeralda
Goshenita
Heliodoro
Morganita

Variedades de coríndon
Rubi
Safira

Variedades de crisoberilo
Alexandrita
Crisoberilo
Olho-de-gato

Variedades de espodumênio
Hiddenita
Kunzita
Trifana
Variedades de feldspato
Adulária
Amazonita


Variedades de opala
Opala-de-fogo
Opala preciosa
Variedades de quartzo
Ágata
Ametista
Aventurino
Calcedônia
Cornalina
Crisoprásio
Jaspe
Ônix
Ônix-real
Concreção de sílica
Heliotrópio
Citrino
Cristal-de-rocha
Madeira fossilizada
Oneguita
Quartzo azul
Quartzo com dendritos
Quartzo com goethita
Quartzo com turmalina
Quartzo enfumaçado
Quartzo mórion
Quartzo olho-de-gato
Quartzo rosa
Quartzo rutilado

Variedades de turmalina
Acroíta
Dravita
Indicolita
Rubelita
Schorlita
Turmalina bicolor
Turmalina melancia
Turmalina Paraíba
Verdelita

Variedades de topázio
Topázio
Topázio-imperial
Demais gemas
Allanita
Ambligonita
Anatásio
Andaluzita
Apatita
Apofilita
Aragonita
Axinita
Barita
Brasilianita
Calcita
Cassiterita
Childrenita
Cianita
Cordierita
Crisocola
Diamante
Diopsídio
Dumortierita
Epídoto
Escapolita
Esfalerita
Espinélio
Estaurolita
Euclásio
Fenaquita
Fluorita
Gahnita
Hematita
Herderita
Lazulita
Malaquita
Nefrita
Obsidiana
Petalita
Pirita
Quiastolita
Rodonita
Rutilo
Scheelita
Sillimanita
Sodalita
Titanita
Turquesa
Zircão


As mesmas 109 gemas em ordem alfabética são:
Acroíta
Adulária
Ágata
Água-marinha
Alexandrita
Allanita
Almandina
Amazonita
Ambligonita
Ametista
Anatásio
Andaluzita
Apatita
Apofilita
Aragonita
Aventurino
Axinita
Barita
Berilo verde Brasilianita
Calcedônia
Calcita
Cassiterita
Childrenita
Cianita
Citrino
Concreção de sílica
Copal
Cordierita
Cornalina
Crisoberilo
Crisocola
Crisólita
Crisoprásio
Cristal-de-rocha
Diamante
Diopsídio
Dravita
Dumortierita
Epídoto
Escapolita
Esfalerita
Esmeralda
Espinélio
Estaurolita
Euclásio
Fenaquita
Fluorita
Gahnita
Goshenita
Grossulária
Heliodoro
Heliotrópio
Hematita
Herderita
Hessonita
Hiddenita
Indicolita
Jarina
Jaspe
Kunzita
Lazulita
Madeira fossilizada
Malaquita
Morganita
Nefrita
Obsidiana
Olho-de-gato
Oneguita
Ônix
Ônix-real
Opala-de-fogo
Opala preciosa
Peridoto
Petalita
Pirita
Piropo
Quartzo azul
Quartzo com dendritos
Quartzo com goethita
Quartzo com turmalina
Quartzo enfumaçado
Quartzo mórion
Quartzo olho-de-gato
Quartzo rosa
Quartzo rutilado
Quiastolita
Rodolita
Rodonita
Rubelita
Rubi
Rutilo
Safira
Scheelita
Schorlita
Sillimanita
Sodalita
Spessartina
Titanita
Topázio
Topázio imperial
Trifana
Turmalina bicolor
Turmalina melancia
Turmalina Paraíba
Turquesa
Verdelita
Zircão


Alguns comentários adicionais
- Alguns autores não fazem diferença entre berilo verde e esmeralda; outros consideram berilo verde aquele com menos de 0,1% de cromo (ou 0,15% para outros).
- Adulária é o mesmo que pedra-da-lua.
- Ônix é a calcedônia com faixas retas e paralelas de qualquer cor, exceto vermelha, alaranjada e marrom (cores da cornalina e do sárdio). A preta é a mais apreciada e a maior parte do ônix hoje comercializado é calcedônia tingida dessa cor.- Ônix-real é o nome comercial de uma variedade que ocorre em Sapopema e Curiúva, próximos da Cidade de Ibaiti, no Estado do Paraná. As cores comumente distribuem-se em anéis, e são preta e branca, às vezes com tons cinza alternados com branco e marrom. Tem alta densidade e brilho metálico após lapidação. O aspecto metálico da gema deve-se à presença de pequenas quantidades de ouro, platina, cobre ou ferro, geralmente dois desses metais.
- Concreção de sílica não é um nome muito apropriado, mas designa melhor a gema conhecida comercialmente como conchinha de ágata e medalha.

Mina do Chico Rei


Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.
Olha quantas tonalidades!


Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.


Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.

Ouro Preto, antiga Vila Rica, foi a cidade mais importante do Ciclo do Ouro. Só para Portugal, foram enviadas 800 toneladas de ouro, oficialmente. Isso sem contar o que ficou para ornamentar as igrejas e o que caiu na ilegalidade. Ainda hoje, é possível visitar algumas minas de ouro na cidade. Uma delas é a Mina do Chico Rei, que fica a uns 100 metros da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição.
Durante o período colonial, era conhecida com Mina da Encardideira. Como depois, supostamente, foi adquirida por Chico Rei, quando a mina foi redescoberta, foi rebatizada com esse nome.
Como assim “redescoberta”? É que com o fim da extração do ouro, a mina foi desativada e abandonada. Nos anos 1950, a família de dona Mariazinha comprou uma casa, em cujo quintal estava a entrada da mina, mas ninguém sabia disso. Um dia, os seus filhos brincavam de bola quando o brinquedo caiu em um buraco. A família ficou surpresa ao perceber que parecia ser a entrada de uma galeria. Foram pesquisar e descobriram que se tratava da Mina da Encardideira. Hoje, o filho de dona Mariazinha, o Toninho da Mina, é quem administra o local. Além de ser aberta ao turismo, a mina também é objeto de estudo de estudantes de alguns cursos de graduação e de pós-graduação e inclusive está sendo mapeada por graduandos em geologia. Foi com esse relato que começou a minha visita guiada à mina.
Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.

A visita guiada à mina Chico Rei

Fui recepcionada pelo próprio Toninho que me encaminhou para a guia Regina, uma simpática professora aposentada que ama apresentar e explicar a mina para os turistas. Depois de me contar a história acima, colocamos os capacetes e fomos para a mina. Ainda eram umas nove da manhã e tive a guia (e a mina) exclusiva para mim!
Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.
A mina é imensa: são mais de 80 quilômetros quadrados de extensão. Suas galerias estão debaixo da Praça Tiradentes, da feirinha da Igreja São Francisco de Assis e da Casa dos Contos (veja no mapa os pontos marcados e tenha uma pequena noção de sua dimensão – a mina é a estrelinha). Em vários trechos, tem mais de um andar.

Porém, apenas 300 metros são iluminados e abertos a visitação, o suficiente para entender a dinâmica do trabalho na mina.
No interior das galerias é frio e úmido. Água escorre pelas paredes em muitos pontos. Os escravos ficavam ali dentro o dia inteiro, escavando, carregando peso, escalando as galerias superiores (algumas com uma inclinação incrível), respirando a fumaça do óleo que queimava nas lamparinas, sentando-se no chão molhado para se alimentar, tendo que andar abaixados em inúmeros trechos. É assustador, comovente, de arrepiar. Regina disse que o escravos que iam trabalhar nas minas tinham um “prazo de validade” de 10 anos, no máximo 15.
Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.
Ela foi me mostrando as paredes das minas, seus veios de cristal, onde provavelmente poderia se encontrar ouro. A escavação precisava ser feita toda em um mesmo sentido, o que gera um bonito desenho. Na medida em que iam encontrando ouro, os mineiros vinham depositando em uns buracos arredondados chamados buchos. Assim, o ouro ficava bem guardado em um só lugar, e poderia ser facilmente recolhido no final do dia.
Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.
Veios de cristal na Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.
Veios de cristal
Bucho na Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.
Bucho
Além do ouro, outro elemento era extraído: a argila. Além de usada para fabricação de cerâmica, era utilizada também como maquiagem, conforme me relatou a Regina. Durante nossa visita, ela foi me mostrando as várias tonalidades ali encontradas – nós contamos 11, mas havia muito mais, só que acabou o espaço no braço da Regina.
Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.
Argila
Regina me mostrando um local com argila, na Mina Chico Rei, uma mina de ouro do século XVIII, aberta à visitação, em Ouro Preto.
Regina me mostrando um local com argila. Observe um bucho aberto na direção da mão dela.
No fim do passeio, Regina me mostrou alguns objetos que foram encontrados dentro da mina, quando foi redescoberta pela família da dona Mariazinha. São instrumentos utilizados para castigar os escravos, como correntes e algemas. Some todas as condições de trabalho que eu falei ali em cima com grossas argolas de ferro presa aos tornozelos. Triste e vergonhoso período de nossa História.

Chico Rei, verdade ou lenda?

Falei do ouro, falei da mina, mas e onde que entra o Chico Rei? Deixei para o final, por ser uma história muito polêmica.
Segundo dizem, Chico se chamava Galanga e era rei de uma tribo no Congo. Ele, sua esposa e filhos foram capturados com toda sua gente por portugueses que traficavam escravos e trazidos para o Rio de Janeiro no navio negreiro Madalena, por volta de 1730-1740. Sua esposa e filha foram jogadas ao mar para acalmar a ira dos deuses da tempestade, junto com outro negros considerados mais fracos.
Todos que vieram com Galanga, incluindo um único filho que sobreviveu à viagem, foram comprados pelo Major Augusto, dono da Mina da Encardideira. Galanga foi rebatizado com o nome católico de Francisco.
Chico escondia ouro em pó entre os cabelos e, assim, foi juntando meios para comprar sua liberdade, a de seu filho e a de seus compatriotas. Major Augusto, doente e no fim da vida, vendeu a mina para o ex-escravo.
Chico Rei, já forro e com um certo poder aquisitivo (já era o dono da mina), mandou construir a Igreja de Santa Efigênia e os negros passaram a poder ser enterrados em uma igreja. Seria Chico Rei a pessoa que introduziu o congado em Minas Gerais. Morreu de hepatite aos 72 anos.

Igreja de Santa Efigênia, em Ouro Preto, Minas Gerais.
Igreja de Santa Efigênia
Os que contestam sua existência alegam falta de registros históricos. Não há documentos que comprovem a existência de Chico. A primeira vez que foi citado em um livro foi em 1904, por Diogo de Vasconcelos, em “História Antiga de Minas”, em uma nota de rodapé.
Os que acreditam na existência de Chico, afirmam que a tradição oral acerca de sua história é forte em Ouro Preto e que documentos podem ter se extraviado ou ter sido destruídos.

Como visitar a Mina do Chico Rei

A mina fica aberta o dia todo. A entrada custa R$ 20,00 por pessoa e não são aceitas carteirinhas de estudante. Grupos devem agendar pelo telefone abaixo. Há um restaurante no local, o Boca da Mina, que funciona apenas para grupos, com agendamento prévio e estacionamento gratuito.

Bahia Emerald

Bahia Emerald


The Bahia Emerald is one of the largest emeralds and contains the largest single shard ever found. The stone, weighing approximately 752lbs (341kg)[1] (approximately 1,700,000 carats) originated from Bahia, Brazil and is emerald crystals embedded in host rock. It narrowly escaped flooding during Hurricane Katrina in 2005 during a period of storage in a warehouse in New Orleans.] It was subsequently reported stolen in September 2008 from a secured vault in South El Monte in Los Angeles County, California.[ The stone has been valued at some $400 million, but the true value is unclear. At one point, the emerald was listed for sale on eBay for a "Buy It Now" price of $75 million.[3

History

It originally was mined in the beryl mines of north Bahia, Brazil, from which it takes its name. Bahia is an archaic form of Portuguese baía, meaning 'bay' after the bay first seen by European explorers in the 16th century.

Location of Bahia state in Brazil.
After being moved from Brazil to the United States, various attempts were made to sell it without success. There were conflicting claims of ownership. Eventually, the emerald was seized from a gem dealer in Las Vegas and taken into the custody of the Los Angeles Sheriff's Department. After a series of legal actions, Judge John A. Kronstadt of the Los Angeles County Superior Court announced in September 2010 that he would hear the case.[2] Anthony Thomas, among the claimants, claimed to have original ownership of the gem including claimants who have paid more than $1.3 million for the emerald.[] A trial date was set for January 21, 2013, in the Los Angeles County Court. On January 29, 2014, Judge Kronstadt issued a ruling rejecting the claims of Anthony Thomas, leaving the determination of the remaining claimants for a future trial.]Mr. Thomas subsequently filed bankruptcy to discharge the costs and attorney fees he incurred in his failed attempt to claim the Bahia Emerald as his own. Mr. Thomas' appeal from the ruling against him was later dismissed because Thomas failed to pursue the appeal in a timely fashion.
After a trial on March 30, 2015, in the Los Angeles Superior Court, the Honorable Michael Johnson, the judge who succeeded Judge Kronstadt in the civil case, entered a final order on June 23, 2015 determining and ruling that FM Holdings, LLC was the bona fide purchaser of the Bahia Emerald and that title to the Bahia Emerald is now held solely and exclusively by FM Holdings, LLC by a series of agency relationships and lawful transactions. All other claimants to the Bahia Emerald have either been previously dismissed, e.g., Tony Thomas, or settled their claims leaving FM Holdings, LLC, as the sole and exclusive owner of the Bahia Emerald by Judge Johnson's June 23, 2015, ruling.
On June 25, 2015, U.S. District Court Judge Colleen Kollar-Kotelly, on a request by the Department of Justice, issued a restraining order protecting the stone, arguing that it is subject to forfeiture in Brazil, where prosecutors in an upcoming criminal trial allege that two men knowingly received the stolen emerald and illegally smuggled it out of the country

Serra dos Carajás

Serra dos Carajás


Serra dos Carajás
Vista de satélite de uma das minas da Serra dos Carajás.
Localização
Coordenadas
Coordenadas: 6° 6' 29" S, 50° 18' 16" W
LocalizaçãoMarabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu
Bandeira do Pará.svg Pará
País(es) Brasil
Características
Altitude máxima716 m
Cumes mais altosMonte Redenção; Serra Sul
A Serra dos Carajás é uma grande cordilheira e acidente geográfico presente no sudeste do estado do Pará, no Brasil. Na área da serra, desenvolve-se o Projeto Grande Carajás, um grande e ambicioso projeto de extração mineral em operação. Anteriormente à colonização de origem portuguesa, esse território era povoado pelos povos Karajá e Kayapó.
A extensão da serra subdivide-se em regiões, como Serra Norte, Serra Sul, Serra Leste, Serra do Sossego e outras. Entre os projetos minerários em andamento ou com implantação prevista no local, todos eles parte do Projeto Grande Carajás, podem-se destacar: Complexo Minerário de Carajás, Projeto Rio Doce Manganês, Projeto Igarapé-Bahia, Projeto Salobo, Projeto Ferro Carajás S11D (antigo Projeto Serra Sul), Mineração Onça Puma e Projeto Serra do Sossego. O depósito ferrífero da Serra dos Carajás contém 18 bilhões de toneladas de minério lavrável, constituindo-se no maior do mundo em 2013. Também há grande depósitos minerais de manganês, zinco, níquel, cobre, ouro, prata, bauxita, cromo, estanho, tungstênio e urânio.
A Serra dos Carajás, assim como seu entorno, atualmente encontram-se densamente povoados. Grandes centros urbanos se instalaram nas proximidades do acidente geográfico, fato que contribuiu para a profunda modificação paisagística ocorrida no local a partir da década de 1970. A própria serra encontra-se em contínuo processo de modificação paisagística devido aos grandes projetos minerários assentados em seu território[

Serra N1 em fevereiro de 2016