sexta-feira, 14 de abril de 2017

Kimberlito é vulgarmente conhecido como a rocha que contêm diamantes

Kimberlito

Kimberlito é vulgarmente conhecido como a rocha que contêm diamantes. Na realidade, não é um tipo específico de rocha, mas sim um grupo complexo de rochas ricas em voláteis (dominante CO2), potássicas, ultramaficas híbridas com uma matriz fina e macrocristais de olivina e outros minerais como: ilmenita, granada, diopsidio, flogopita, enstatita, cromita.
O clã dos kimberlitos são divididos em dois grupos <ref>Smith, C. B., Gurney, J.J., Skinner, E. M. W., Clement, C. R., Ebrahim, N., 1985. Geochemical Character of southern African kimberlites: a new approach based upon isotopic constraints. Trans. Geol. Soc. S. Africa 88, p. 267-280</ref> <ref>Skinner, E.M.W., 1989. Constrasting group-1 and group-2 kimberlite petrology: towards a genetic model for kimberlite. In. Proc. Fourth Int Kimberlite Conf. Geol Solc. Aust, Spec. Publ, 14, p. 528-544.</ref>
Grupo I: Tipicamente ricos em CO2 e empobrecidos em potássio em relação aos do grupo II. Corresponde à rocha original encontrada em Kimberley, na África do Sul.
Grupo II: Tipicamente ricos em água, apresentam matriz rica em micas e também calcita, diopsídio e apatita, e correspondem ao kimberlitos lamprofíricos ou micáceos <ref>Wagner, P.A., 1914. The diamond fields of Southern Africa. Transvaal Leader, Joahannesburg, South Africa. </ref>
Os kimberlitos são formados pela fusão parcial do manto a profundidades maiores que 150 km. O magma kimberlítico durante sua ascensão do manto para a crosta, comumente, transporta fragmentos de rochas e minerais - também conhecidos como xenólitos e xenocristais (entre eles o diamante). O kimberlito pode trazer diamante até a superfície desde que tenha passado por regiões no manto/crosta que fossem ricas neste mineral e que sua velocidade de ascensão seja rápida o suficiente para não desestabilizar a estrutura do diamante, que caso contrário se converteria em grafite (polimorfo estável do carbono na pressão ambiente). Ressalta-se, portanto, que o magma
que forma o kimberlito não é o produtor de diamante, apenas um meio de transporte.
No Brasil diversos kimberlitos foram encontrados desde a década de 1970, no entanto, poucos foram estudados . Estudo petrográfico e química mineral da intrusão kimberlítica Régis, no Oeste de Minas de Gerais. 2009. Dissertação de Mestrado. para a compreensão dos mecanismos de colocação destes corpos ou do tipo de manto amostrado por estes magmas. As principais descobertas de kimberlitos no Brasil foram feitas inicialmente pela Sopemi subsidiária do Grupo Sul Africano De Beers. A Sopemi descobriu clusters com dezenas de kimberlitos em Minas Gerais, Goiás e , posteriormente, em Juína no Mato Grosso onde estabeleceu a sua primeira e última lavra no Brasil. Posteriormente, na década de 90 a Rio Tinto usando intensivamente a aeromagnetometria e geoquímica descobriu outras dezenas de corpos kimberlíticos nas mesmas regiões antes trabalhadas pela De Beers. Entre 2004 e 2007 a Majestic Diamonds and Metals e Canadense a Vaaldiam descobriram e avaliaram algumas dezenas de novos kimberlitos. Ao contrário do que é publicado no Brasil vários corpos kimberlíticos foram avaliados por intermédio de sondagens, trincheiras, bulk-samplings e lavra-piloto de pequeno porte. Os kimberlitos mais conhecidos estão em Minas e Bahia estudados pela Sopemi e Vaaldiam, em Pimenta Bueno e Juína avaliados pela Rio Tinto, Vaaldiam e Diagem e em Goiás avaliados pela D10 Mineração.

Novas jazidas de diamantes no Brasil

Novas jazidas de diamantes no Brasil


Oito especialistas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia, mapearam e identificaram dezenas de novas áreas potencialmente ricas em diamantes no País, especialmente no Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará.
Essa iniciativa faz parte do projeto Diamante Brasil, cujas pesquisas de campo começaram em 2010. Desde então, os geólogos visitaram cerca de 800 localidades em diversos estados, recolheram amostras de rochas e efetuaram perfurações para descobrir mais informações sobre as gemas de cada um dos pontos.
O ponto de partida para as expedições foi uma lista deixada ao governo pela empresa De Beers, gigante multinacional do setor de diamantes que prestava serviços para o Brasil na área de mineração. Neste documento, constavam as coordenadas geográficas de 1.250 pontos, entre os quais muitos kimberlitos*. Apesar das informações sobre as possíveis localidades dessas jazidas, não havia detalhes sobre quantidades, qualidade e características das pedras, impulsionando o trabalho de campo dos geólogos.
O objetivo principal dos pesquisadores era fazer uma espécie de tomografia das áreas diamantíferas no território brasileiro, visando atrair investimentos de mineradoras e eventualmente ajudar a mobilizar garimpeiros em cooperativas. Essas medidas podem trazer um aumento na produção de diamantes em território nacional e coibir as práticas ilegais relacionadas a essas pedras preciosas.
Atualmente, o Brasil conta principalmente com reservas dos chamados diamantes industriais e de gemas (para uso em jóias). Os de gemas são os que fazem girar mais dinheiro, considerando que um diamante desses pode ser vendido em um garimpo do Brasil por R$ 2 milhões. Já o valor da pedra lapidada pode chegar à R$ 20 milhões.
Os detalhes dos achados ainda são mantidos em sigilo. Com o fim do trabalho de campo, os geólogos do Diamante Brasil darão início à descrição dos minerais encontrados e as análises das perfurações feitas pelas sondas. A intenção dos pesquisadores é divulgar todos os dados em 2014.
*O que é um Kimberlito?
De acordo com Mario Luiz Chaves, doutor em geologia pela Universidade de São Paulo e professor adjunto da UFMG, kimberlitos são rochas hibridas, ígneas ultrampaficas, potássicas e ricas em voláteis, com origem a mais de 150km de profundidade e que chegam a superfície por meio de pequenas chaminés vulcânicas ou diques. Normalmente, os diamantes são encontrados neste tipo de rocha. Confira uma foto:

Os cinco maiores diamantes lapidados do mundo

A obra Diamante: a pedra, a gema, a lenda, de autoria do professor doutor Mario Luiz Chaves e do doutor em engenharia de minas Luís Chambel, aborda aspectos geológicos e de mineração relacionados aos famosos minerais e traz diversas curiosidades para os leitores. Abaixo separamos uma lista baseada no livro com dados sobre os maiores diamantes do mundo e fotos incríveis de cada um deles.
1)    Cullinan I
Essa pedra foi encontrada em 1905 na África e recebeu o nome de Cullinan em homenagem ao dono da mina, Thomas Cullinan. É considerado o maior diamante já encontrado e pesa 3.106 quilates. Atualmente, adorna o Cetro do Soberano, propriedade real da Inglaterra.
2)    Incomparable
O Incomparable, ou Imcomparável, tem uma história curiosa: foi encontrado em 1984 por uma garota em uma pilha de cascalho próxima à mina MIBA Diamond, no Congo. Considerado inútil pela administração da mina, o cascalho foi descartado com a pedra, e a menina acabou descobrindo o segundo maior diamante bruto do mundo, com 890 quilates. O corte do diamante gerou 14 gemas menores e o Incomparável, um diamante dourado com 407,48 quilates.
3)    Cullinan II
O Cullinan II, conhecido como Pequena Estrela da África, foi encontrado no mesmo ano e local que o Cullinan I. Com 317.4 quilates (63.48 g) é o terceiro maior diamante lapidado do mundo, e foi colocado na coroa imperial, também pertencente à realeza da Inglaterra.
4)    Grão Mogol
Encontrado na Índia em 1550, pesa 793 quilates. A pedra deu nome a um município em Minas Gerais. O paradeiro atual desta preciosidade é desconhecido.
5)    Nizam
O Nizam é o diamante mais antigo desta lista e foi descoberto na Índia em 1830. A pedra tem 227 quilates e já adornou coroas e joias reais (Elizabeth). Atualmente ninguém sabe ao certo qual foi o seu último destino.

Venda de diamantes aumentou mais de 20% em fevereiro


Venda de diamantes aumentou mais de 20% em fevereiro







O negócio das pedras preciosas rendeu a Angola 1082 milhões de dólares (1022 mil milhões de euros) em 2016. Em fevereiro, ascenderam a 89 milhões de dólares (83,5 milhões de euros).
As vendas de diamantes por Angola aumentaram em fevereiro mais de 20%, face a janeiro, para 83,5 milhões de euros, com o aumento no volume exportado a compensar a quebra na cotação.
A informação resulta de dados do Ministério das Finanças a que a Lusa teve acesso, sobre a arrecadação de receitas com a venda de diamantes no segundo mês de 2017, apontando que Angola vendeu 796.053 quilates, contra os 641.983,42 quilates exportados em janeiro, então por 72,8 milhões de dólares (68,2 milhões de euros).
Em fevereiro, estas vendas ascenderam a 89 milhões de dólares (83,5 milhões de euros), mas a cotação por quilate desceu para 111,87 dólares, contra os 113,43 dólares do primeiro mês do ano.
Estas vendas representaram ainda um encaixe fiscal, em receita para o Estado através de cobrança de Imposto Industrial e pagamento de royalties pelas empresas mineiras, no valor de 884,6 milhões de kwanzas (quase cinco milhões de euros), menos de metade face ao mês anterior, de janeiro.
Os diamantes renderam a Angola 1.082 milhões de dólares (1.022 mil milhões de euros) em 2016, uma redução de 100 milhões de dólares (94,5 milhões de euros) comparativamente a 2015, segundo dados avançados em dezembro pelo ministro da Geologia e Minas de Angola, Francisco Queirós.
"Em 2016, o subsetor dos diamantes registou um bom desempenho no que se refere à produção industrial, tendo-se registado uma diminuição considerável no mercado artesanal motivado pela escassez de divisas no mercado cambial", explicou o ministro.
A produção total de diamantes atingiu os 8.934.000 quilates, o correspondente a 99,21% da meta corrigida de 2016.
"Se não tivesse havido uma diminuição considerável na produção artesanal de quase 60% da produção, o volume total de diamantes este ano teria ultrapassado a meta e atingido cerca de 102% da cifra programada" disse o governante.
O ministro anunciou anteriormente a entrada em operação do maior kimberlito do mundo, o Luaxe, na província angolana da Lunda Sul e de outros projetos de média e pequena dimensão nas províncias diamantíferas das Lundas Norte e Sul, de Malange, do Bié e do Cuando Cubango.


Quão poderosa é a 'mãe de todas as bombas' que os EUA lançaram contra o Estado Islâmico?

Quão poderosa é a 'mãe de todas as bombas' que os EUA lançaram contra o Estado Islâmico?

'Mãe de todas as bombas' durante testeDireito de imagem AFP
Image caption Moab é a arma mais poderosa depois das bombas atômicas
Seu nome oficial é GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast, mas é mais fácil se lembrar da sigla em inglês, MOAB, que também inspira seu apelido famoso: "Mother of all Bombs", ou seja, "a mãe de todas as bombas".
Ela faz parte do arsenal dos Estados Unidos e seu poder explosivo só perde para uma bomba nuclear, como as usadas no Japão durante a Segunda Guerra Mundial.
Nesta quinta-feira, uma MOAB foi lançada pelos militares dos EUA em uma operação de combate ao grupo autodenominado Estado islâmico (EI) no Afeganistão, informou o secretário de imprensa da Casa Branca, Sean Spicer.
O ataque ocorreu às 19h32 (horário local) - o alvo era um "sistema de túneis e cavernas" que os EUA dizem ser usados pelos extremistas em Nangarhar, no leste do Afeganistão.
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Vídeo mostra poder de destruição de 'mãe de todas as bombas' usada por EUA contra EI

Vídeo mostra poder de destruição de 'mãe de todas as bombas' usada por EUA contra EI
"Os Estados Unidos estão numa séria luta contra o Estado Islâmico. Para derrotar o grupo, devemos negar-lhes espaço operacional - foi o que fizemos", disse Spicer diante de jornalistas na Casa Branca.

Poderosa

A MOAB é uma bomba de 9,8 toneladas, o que é equivalente à potência de 11 toneladas de TNT e a torna a arma mais poderosa depois das bombas de reação nuclear.
No entanto, está muito longe de causar o tipo de destruição provocado por bombas atômicas como a que os Estados Unidos jogaram na cidade japonesa de Hiroshima em 1945.
Ela foi testada pela primeira vez em 2003, na Flórida, enquanto os EUA realizavam operações no Iraque e no Afeganistão em decorrência dos ataques de 11 de setembro de 2001.
Moab em cima de caminhão antes de ser transportadaDireito de imagem AFP/FORÇA AÉREA DOS EUA
Image caption A bomba foi testada pela primeira vez em 2003 na Flórida
Até então, ela nunca tinha sido usada em combate, explica o repórter de defesa da BBC, Jonathan Marcus.
"É uma arma enorme, guiada por GPS. O seu efeito principal é uma enorme explosão numa área imensa", diz.
A bomba tem um comprimento de nove metros e geralmente é carregada por um avião Hércules MC-130, que a libera com a ajuda de um paraquedas. O GPS serve de guia até o alvo.
A arma foi desenvolvida por Albert L. Weimorts Jr., do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA, e é "uma versão maior das armas usadas durante a Guerra do Vietnã", afirma Marcus.

'A munição adequada'

"Estamos muito orgulhosos dos nossos militares. Foi um evento de sucesso", disse, em um breve comunicado, o presidente dos EUA, Donald Trump.
Nas primeiras horas após o lançamento da MOAB no leste do Afeganistão, ainda não se sabia se ela tinha causado mortes ou e qual era nível de destruição no terreno.
"As forças americanas tomaram todas as precauções para evitar baixas civis com este ataque", informou um comunicado do Comando de Operações dos EUA no Afeganistão.
O ataque foi realizado na mesma região onde um soldado americano morreu na semana passada.
O general John Nicholson, comandante das forças americanas no país, disse que as baixas do Estado Islâmico têm aumentado, levando os jihadistas a aumentarem o uso de explosivos caseiros, bunkers e túneis.
"Esta é a munição adequada para reduzir esses obstáculos e manter a dinâmica da nossa ofensiva", concluiu Nicholson.

Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong

Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong
Toby Melville/Reuters
Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong
Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong


    Um diamante rosa de 59,60 quilates foi vendido pelo valor recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong, nesta terça-feira (4).
    A compra do "Estrela Rosa" foi feita pela joalheria local Chow Tai Fook, após uma guerra de lances de cinco minutos pelo telefone entre três participantes.
    A peça– a maior, mais vívida e internamente mais perfeita já classificada pelo Instituto Gemólogico da América, de acordo com a Sotheby's– determinou "um novo recorde para qualquer diamante ou joia em leilão", segundo a casa de leilões.
    A joia já havia ido a leilão anteriormente, em novembro de 2013, mas não foi vendida. Na ocasião, a pedra preciosa alcançou um lance recorde de US$ 83 milhões, mas o comprador não conseguiu pagar.
    Desta vez, segundo Patti Wong, presidente da Sotheby's na Ásia, os três participantes haviam sido verificados previamente para a venda.
    "Todos os três participantes têm um longo relacionamento com a companhia e nós estávamos muito, muito confiantes de que todos tinham a capacidade financeira e, claro, o comprador definitivamente tinha a capacidade financeira", disse Wong. "Nós não estamos nem um pouco preocupados".