sexta-feira, 14 de abril de 2017

A MINA DE OURO DE MORRO VELHO- MG

A MINA DE OURO DE MORRO VELHO- MG

  

Saint John Del Rey Mining Company 1868

Revista Kosmos - Morro Velho em 1907

Lugar construido pelos Ingleses com reduto para a passagem de água para a lavagem do ouro
Morro Velho, também conhecido como AngloGold Ashanti Brasil Mineração, seu atual proprietário, a AngloGold Ashanti, é um complexo de minas de ouro localizado próximo à cidade de Nova Lima, no estado de Minas Gerais, Brasil.
É uma das duas minas operadas pela companhia no Brasil, sendo a outra a mina de ouro Serra Grande.
Em 2008 o Brasil contribuiu com 8% da produção total da companhia.


História

As minas são exploradas desde 1835, sendo a mais antiga mina de ouro continuamente explorada. Algumas das minas atingem mais de 3 mil metros de profundidade. Sua produção principal é de ouro, prata e arsênio, porém outros minerais também são extraídos do complexo.
Embora tenham sido fechadas Mina Velha e Mina Engenho D'Água em 2003 e 2004, a extração de ouro aumentou nos três anos subsequentes, com 240.000 onças (6.800 kg) de ouro em 2004, com uma média de minério de 0,222 onças por tonelada (7,62 gramas por tonelada). Os custos de produção foram de US$ 133 por onça, com lucro operacional de US$ 45 milhões.
Em 2009 a mina tinha 3 mil funcionários, sendo 2.250 do quadro permanente.]
A São João d'El Rey Mining Company era uma sociedade anónima, inicialmente estabelecida em abril de 1830 por um grupo de investidores britânicos. A empresa arrendou os direitos para trabalhar as minas de São João São João d'el Rey, em Minas Gerais, Brasil, entre os proprietários da mina, um médico alemão e três comerciantes britânicos. Uma equipe de mineiros Cornish viajou ao Brasil para começar a trabalhar nas minas em junho e julho de 1830; no entanto, nos primeiros dois anos, a empresa encerrou suas operações devido ao minério de baixa qualidade e questões legais. Depois de pesquisar a região para propriedades de mineração disponíveis, a empresa adquiriu a mina de ouro de Morro Velho, em 1834. Outras minas detidas pela empresa incluiu as minas Espírito Santo e Raposos.
A São João d'El Rey Mining Company começou seu trabalho através da melhoria de equipamentos e infra-estrutura da mina. Embora capital significativo foi dedicado a obras de renovação, a produção da mina aumentou rapidamente, ea empresa paga seus primeiros dividendos em 1842. A São João d'El Rey Mining Company incentivou a imigração de cidadãos britânicos para o Brasil para trabalhar na mina. A companhia também empregou o trabalho de escravos, que predominaram na força de trabalho na mina até a emancipação brasileira no final do século XIX.
Morro Velho sofria de várias catástrofes em meados do século XIX. Em 21 de novembro de 1867, ocorreu um incêndio na mina durante a noite, fazendo com que a mina a entrar em colapso. A empresa passou sete anos levantamento de capital e de trabalho para reconstruir a mina através da escavação de novos poços de minas. Durante a década de 1870, descobriu-se que o então atual superintendente meu, James Gordon, estava envolvido em práticas comerciais fraudulentas, incluindo desvio de recursos da mina e que participam em empreendimentos comerciais externas. Gordon foi demitido, e a empresa procurou encontrar um novo superintendente para restaurar a ordem para Morro Velho.
Em 1884, George Chalmers foi contratado como superintendente. Chalmers começou por rever e reestruturar a administração e os processos de trabalho de Morro Velho. Antes de Chalmers foi capaz de fazer melhorias para a própria mina, mas a queda de uma rocha em 10 de novembro de 1886 levou a um colapso gradual de toda a mina durante os próximos semanas. Como a produção interrompida a empresa entrou em liquidação, Chalmers argumentou para reconstruir a mina através de outro novo par de poços de minas. Embora inicialmente cautelosos com a profundidade proposta desses poços de minas, o conselho, diretores e acionistas foram gradualmente convencidos do plano, e Chalmers retornou ao Brasil em 1887 para restaurar a Morro Velho.
Reconstrução da mina começou na década de 1890. Além de cavar novos poços de minas, Chalmers construiu várias pequenas centrais hidrelétricas para gerar eletricidade para trabalhar na mina. Com o resultado dos esforços de Chalmers, a produção de ouro no Morro Velho ultrapassou os recordes anteriores. No início do século XX, Chalmers também desenhou uma planta de refrigeração inovadora para baixar as temperaturas na mina, e garantiu terra e recursos para perto da mina para uso futuro. Chalmers deixou seu cargo como superintendente em 1924, depois de quarenta anos com a empresa, e serviu como um engenheiro consultor até sua morte em 1928.
A revolução brasileira em 1930 mudou significativamente as práticas de trabalho e de câmbio para o São João d'El Rey Mining Company. Formação de união de um mineiro na Morro Velho resultou em uma força de trabalho mais estável com benefícios garantidos, enquanto restrições monetárias obrigou a empresa a reinvestir em projetos na mina e na área. conflito continuou entre os supervisores principalmente europeus e os trabalhadores brasileiros resultaram em greves e redução da produção e da infra-estrutura de Morro Velho estava na necessidade de renovação.
Finalmente, em 1957, as posições de controlo da empresa foram comprados por um grupo de investidores interessados ​​principalmente no minério de ferro, que também ocorreu naturalmente na área. Os investidores venderam terras de ferro da empresa para a Hanna Mining Company, com sede em Cleveland, Ohio, e a posse do São João d'El Rey Mining Company 130 anos chegou ao fim.

Mina de Chico Rei

Mina de Chico Rei é uma escavação subterrânea localizada sob parte da cidade de Ouro Preto onde, por tradição oral, o personagem real conhecido como Chico Rei, trazido do Congo como escravo trabalhou explorando-a até comprar sua carta de alforria e , depois, a própria mina, durante o ciclo do ouro no Brasil Colonial.[ Está aberta à visitação turística nos 50 metros iniciais.
Conta a tradição oral que Chico Rei e outros escravos escondiam ouro entre os cabelos ao saírem da mina e mais tarde lavavam-os na pia batismal da igreja, sendo acobertados pelos religiosos. Major Augusto , que fora o proprietário da mina vendeu-a ao alforriado Chico Rei no final de sua vida, e nas mãos deste ela passou a prosperar.
A mina, que antes era chamada de Encardideira,[] foi redescoberta em 1950 e renomeada como Mina de Chico Rei. É escavada artesanalmente, e distribuída em cinco níveis. Possui uma galeria de 11.500 metros, e está iluminada apenas no túnel inicial , até o chamado salão de cristais, que é um átrio a partir do qual sai um tunel mais elevado. A mina, que está sendo mapeada por estudantes de geologia estende suas galerias até a Casa dos Contos e a Escola de Minas, antigo palácio do Governador.

Kimberlito é vulgarmente conhecido como a rocha que contêm diamantes

Kimberlito

Kimberlito é vulgarmente conhecido como a rocha que contêm diamantes. Na realidade, não é um tipo específico de rocha, mas sim um grupo complexo de rochas ricas em voláteis (dominante CO2), potássicas, ultramaficas híbridas com uma matriz fina e macrocristais de olivina e outros minerais como: ilmenita, granada, diopsidio, flogopita, enstatita, cromita.
O clã dos kimberlitos são divididos em dois grupos <ref>Smith, C. B., Gurney, J.J., Skinner, E. M. W., Clement, C. R., Ebrahim, N., 1985. Geochemical Character of southern African kimberlites: a new approach based upon isotopic constraints. Trans. Geol. Soc. S. Africa 88, p. 267-280</ref> <ref>Skinner, E.M.W., 1989. Constrasting group-1 and group-2 kimberlite petrology: towards a genetic model for kimberlite. In. Proc. Fourth Int Kimberlite Conf. Geol Solc. Aust, Spec. Publ, 14, p. 528-544.</ref>
Grupo I: Tipicamente ricos em CO2 e empobrecidos em potássio em relação aos do grupo II. Corresponde à rocha original encontrada em Kimberley, na África do Sul.
Grupo II: Tipicamente ricos em água, apresentam matriz rica em micas e também calcita, diopsídio e apatita, e correspondem ao kimberlitos lamprofíricos ou micáceos <ref>Wagner, P.A., 1914. The diamond fields of Southern Africa. Transvaal Leader, Joahannesburg, South Africa. </ref>
Os kimberlitos são formados pela fusão parcial do manto a profundidades maiores que 150 km. O magma kimberlítico durante sua ascensão do manto para a crosta, comumente, transporta fragmentos de rochas e minerais - também conhecidos como xenólitos e xenocristais (entre eles o diamante). O kimberlito pode trazer diamante até a superfície desde que tenha passado por regiões no manto/crosta que fossem ricas neste mineral e que sua velocidade de ascensão seja rápida o suficiente para não desestabilizar a estrutura do diamante, que caso contrário se converteria em grafite (polimorfo estável do carbono na pressão ambiente). Ressalta-se, portanto, que o magma
que forma o kimberlito não é o produtor de diamante, apenas um meio de transporte.
No Brasil diversos kimberlitos foram encontrados desde a década de 1970, no entanto, poucos foram estudados . Estudo petrográfico e química mineral da intrusão kimberlítica Régis, no Oeste de Minas de Gerais. 2009. Dissertação de Mestrado. para a compreensão dos mecanismos de colocação destes corpos ou do tipo de manto amostrado por estes magmas. As principais descobertas de kimberlitos no Brasil foram feitas inicialmente pela Sopemi subsidiária do Grupo Sul Africano De Beers. A Sopemi descobriu clusters com dezenas de kimberlitos em Minas Gerais, Goiás e , posteriormente, em Juína no Mato Grosso onde estabeleceu a sua primeira e última lavra no Brasil. Posteriormente, na década de 90 a Rio Tinto usando intensivamente a aeromagnetometria e geoquímica descobriu outras dezenas de corpos kimberlíticos nas mesmas regiões antes trabalhadas pela De Beers. Entre 2004 e 2007 a Majestic Diamonds and Metals e Canadense a Vaaldiam descobriram e avaliaram algumas dezenas de novos kimberlitos. Ao contrário do que é publicado no Brasil vários corpos kimberlíticos foram avaliados por intermédio de sondagens, trincheiras, bulk-samplings e lavra-piloto de pequeno porte. Os kimberlitos mais conhecidos estão em Minas e Bahia estudados pela Sopemi e Vaaldiam, em Pimenta Bueno e Juína avaliados pela Rio Tinto, Vaaldiam e Diagem e em Goiás avaliados pela D10 Mineração.

Novas jazidas de diamantes no Brasil

Novas jazidas de diamantes no Brasil


Oito especialistas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia, mapearam e identificaram dezenas de novas áreas potencialmente ricas em diamantes no País, especialmente no Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará.
Essa iniciativa faz parte do projeto Diamante Brasil, cujas pesquisas de campo começaram em 2010. Desde então, os geólogos visitaram cerca de 800 localidades em diversos estados, recolheram amostras de rochas e efetuaram perfurações para descobrir mais informações sobre as gemas de cada um dos pontos.
O ponto de partida para as expedições foi uma lista deixada ao governo pela empresa De Beers, gigante multinacional do setor de diamantes que prestava serviços para o Brasil na área de mineração. Neste documento, constavam as coordenadas geográficas de 1.250 pontos, entre os quais muitos kimberlitos*. Apesar das informações sobre as possíveis localidades dessas jazidas, não havia detalhes sobre quantidades, qualidade e características das pedras, impulsionando o trabalho de campo dos geólogos.
O objetivo principal dos pesquisadores era fazer uma espécie de tomografia das áreas diamantíferas no território brasileiro, visando atrair investimentos de mineradoras e eventualmente ajudar a mobilizar garimpeiros em cooperativas. Essas medidas podem trazer um aumento na produção de diamantes em território nacional e coibir as práticas ilegais relacionadas a essas pedras preciosas.
Atualmente, o Brasil conta principalmente com reservas dos chamados diamantes industriais e de gemas (para uso em jóias). Os de gemas são os que fazem girar mais dinheiro, considerando que um diamante desses pode ser vendido em um garimpo do Brasil por R$ 2 milhões. Já o valor da pedra lapidada pode chegar à R$ 20 milhões.
Os detalhes dos achados ainda são mantidos em sigilo. Com o fim do trabalho de campo, os geólogos do Diamante Brasil darão início à descrição dos minerais encontrados e as análises das perfurações feitas pelas sondas. A intenção dos pesquisadores é divulgar todos os dados em 2014.
*O que é um Kimberlito?
De acordo com Mario Luiz Chaves, doutor em geologia pela Universidade de São Paulo e professor adjunto da UFMG, kimberlitos são rochas hibridas, ígneas ultrampaficas, potássicas e ricas em voláteis, com origem a mais de 150km de profundidade e que chegam a superfície por meio de pequenas chaminés vulcânicas ou diques. Normalmente, os diamantes são encontrados neste tipo de rocha. Confira uma foto:

Os cinco maiores diamantes lapidados do mundo

A obra Diamante: a pedra, a gema, a lenda, de autoria do professor doutor Mario Luiz Chaves e do doutor em engenharia de minas Luís Chambel, aborda aspectos geológicos e de mineração relacionados aos famosos minerais e traz diversas curiosidades para os leitores. Abaixo separamos uma lista baseada no livro com dados sobre os maiores diamantes do mundo e fotos incríveis de cada um deles.
1)    Cullinan I
Essa pedra foi encontrada em 1905 na África e recebeu o nome de Cullinan em homenagem ao dono da mina, Thomas Cullinan. É considerado o maior diamante já encontrado e pesa 3.106 quilates. Atualmente, adorna o Cetro do Soberano, propriedade real da Inglaterra.
2)    Incomparable
O Incomparable, ou Imcomparável, tem uma história curiosa: foi encontrado em 1984 por uma garota em uma pilha de cascalho próxima à mina MIBA Diamond, no Congo. Considerado inútil pela administração da mina, o cascalho foi descartado com a pedra, e a menina acabou descobrindo o segundo maior diamante bruto do mundo, com 890 quilates. O corte do diamante gerou 14 gemas menores e o Incomparável, um diamante dourado com 407,48 quilates.
3)    Cullinan II
O Cullinan II, conhecido como Pequena Estrela da África, foi encontrado no mesmo ano e local que o Cullinan I. Com 317.4 quilates (63.48 g) é o terceiro maior diamante lapidado do mundo, e foi colocado na coroa imperial, também pertencente à realeza da Inglaterra.
4)    Grão Mogol
Encontrado na Índia em 1550, pesa 793 quilates. A pedra deu nome a um município em Minas Gerais. O paradeiro atual desta preciosidade é desconhecido.
5)    Nizam
O Nizam é o diamante mais antigo desta lista e foi descoberto na Índia em 1830. A pedra tem 227 quilates e já adornou coroas e joias reais (Elizabeth). Atualmente ninguém sabe ao certo qual foi o seu último destino.

Venda de diamantes aumentou mais de 20% em fevereiro


Venda de diamantes aumentou mais de 20% em fevereiro







O negócio das pedras preciosas rendeu a Angola 1082 milhões de dólares (1022 mil milhões de euros) em 2016. Em fevereiro, ascenderam a 89 milhões de dólares (83,5 milhões de euros).
As vendas de diamantes por Angola aumentaram em fevereiro mais de 20%, face a janeiro, para 83,5 milhões de euros, com o aumento no volume exportado a compensar a quebra na cotação.
A informação resulta de dados do Ministério das Finanças a que a Lusa teve acesso, sobre a arrecadação de receitas com a venda de diamantes no segundo mês de 2017, apontando que Angola vendeu 796.053 quilates, contra os 641.983,42 quilates exportados em janeiro, então por 72,8 milhões de dólares (68,2 milhões de euros).
Em fevereiro, estas vendas ascenderam a 89 milhões de dólares (83,5 milhões de euros), mas a cotação por quilate desceu para 111,87 dólares, contra os 113,43 dólares do primeiro mês do ano.
Estas vendas representaram ainda um encaixe fiscal, em receita para o Estado através de cobrança de Imposto Industrial e pagamento de royalties pelas empresas mineiras, no valor de 884,6 milhões de kwanzas (quase cinco milhões de euros), menos de metade face ao mês anterior, de janeiro.
Os diamantes renderam a Angola 1.082 milhões de dólares (1.022 mil milhões de euros) em 2016, uma redução de 100 milhões de dólares (94,5 milhões de euros) comparativamente a 2015, segundo dados avançados em dezembro pelo ministro da Geologia e Minas de Angola, Francisco Queirós.
"Em 2016, o subsetor dos diamantes registou um bom desempenho no que se refere à produção industrial, tendo-se registado uma diminuição considerável no mercado artesanal motivado pela escassez de divisas no mercado cambial", explicou o ministro.
A produção total de diamantes atingiu os 8.934.000 quilates, o correspondente a 99,21% da meta corrigida de 2016.
"Se não tivesse havido uma diminuição considerável na produção artesanal de quase 60% da produção, o volume total de diamantes este ano teria ultrapassado a meta e atingido cerca de 102% da cifra programada" disse o governante.
O ministro anunciou anteriormente a entrada em operação do maior kimberlito do mundo, o Luaxe, na província angolana da Lunda Sul e de outros projetos de média e pequena dimensão nas províncias diamantíferas das Lundas Norte e Sul, de Malange, do Bié e do Cuando Cubango.