sábado, 15 de abril de 2017

Coreia do Norte exibe possíveis novos mísseis enquanto porta-aviões dos EUA se aproxima

Coreia do Norte exibe possíveis novos mísseis enquanto porta-aviões dos EUA se aproxima

sábado, 15 de abril de 2017 10:49 BRT
 


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Por Sue-Lin Wong e James Pearson PYONGYANG/SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte exibiu o que pareceram ser novos mísseis de longo alcance e mísseis para lançamento a partir de submarinos neste sábado no 105º aniversário do fundador do país, Kim Il Sung, enquanto um porta-aviões nuclear dos Estados Unidos se aproximava da região. Os mísseis tiveram papel de destaque em um gigantesco desfile militar, com o neto de Kim e atual líder do país, Kim Jong Un, dedicando tempo para saudar o comandante das Forças Estratégicas, divisão militar que controla o arsenal de mísseis. Um ataque da Marinha norte-americana contra uma base área síria este mês, com mísseis Tomahawk, despertou questionamentos sobre os planos do presidente dos EUA, Donald Trump, para a Coreia do Norte, que realizou diversos testes balísticos e nucleares em desafio a sanções impostas pela ONU, com ameaças frequentes de destruir os Estados Unidos. Kim Jong Un, que parecia bastante relaxado em um terno escuro e rindo junto com seus assessores, observou as festividades do "Dia do Sol", na praça Kim Il Sung, em Pyongyang. Soldados perfilados e bandas marciais encheram a praça, em frente ao rio Taedonggang, sob o sol primaveril, e foram seguidos por tanques, sistemas lançadores de foguetes e outros armamentos. Diferente de outros desfiles militares com a presença de Kim, desta vez não foi evidente a presença de algum oficial sênior da China. A China é o único grande aliado da Coreia do Norte, mas já se manifestou contrária a seus testes de mísseis e nucleares, dando aval para sanções da ONU. Analistas militares disseram acreditar que alguns dos mísseis exibidos são novos tipos de mísseis balísticos intercontinentais (ICBM, na sigla em inglês). A Coreia do Norte mostrou dois tipos de ICBM acoplados a lançadores, sobre caminhões, sugerindo que Pyongyang tem trabalhado rumo a um "novo conceito" de ICBM, disse a analista sênior do Instituto Internacional de Estudos Middlebury, em Monterey, Califórnia, Melissa Hanham. "No entanto, a Coreia do Norte tem o hábito de exibir novos conceitos em desfiles antes mesmo de testá-los ou lançá-los", disse ela. "Ainda é muito cedo para o design desses mísseis", completou. Mísseis balísticos Pukkuksong para lançamento a partir de submarinos também estiveram no desfile. Foi a primeira vez que a Coreia do Norte mostrou estes armamentos em uma parada militar. Na sexta-feira a Coreia do Norte reclamou que os Estados Unidos estão levando "grandes ativos estratégicos nucleares" para a região, à medida que a frota comandada pelo porta-aviões USS Carl Vinson, aproximava-se.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Na Sexta-feira Santa, Papa fala sobre vergonha para a Igreja e a humanidade

Na Sexta-feira Santa, Papa fala sobre vergonha para a Igreja e a humanidade

sexta-feira, 14 de abril de 2017 20:01 BRT
 


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Por Philip Pullella ROMA (Reuters) - O papa Francisco, que liderou uma cerimônia na Sexta-feira Santa, pediu perdão a Deus por escândalos na Igreja Católica e pela "vergonha" da humanidade que está se tornando cada vez mais acostumada a cenas de cidades bombardeadas e afogamento de imigrantes. O papa Francisco presidiu a tradicional Via Crucis no Coliseu de Roma, que foi acompanhada por cerca de 20.000 pessoas, em meio a um forte esquema de segurança após os recentes ataques em cidades europeias. Francisco sentou-se enquanto uma grande cruz de madeira foi levada em procissão, parando 14 vezes para marcar eventos das últimas horas da vida de Jesus, desde a sua condenação até o seu enterro. No final do serviço de duas horas, o papa leu uma oração que ele próprio escreveu sobre a vergonha e a esperança. No que parecia ser uma referência ao escândalo de abuso sexual da Igreja, ele falou de "vergonha por todas as vezes em que bispos, sacerdotes, irmãos e freiras escandalizaram e feriram seu corpo, a Igreja". A Igreja Católica tem lutado por quase duas décadas para deixar para trás o escândalo do abuso sexual de crianças pelo clero. Os críticos dizem que mais deve ser feito para punir os bispos que encobriram os abusos ou foram negligentes na prevenção. Francisco falou também da vergonha que disse deveria ser sentida pelo "derramamento diário do sangue inocente de mulheres, crianças, imigrantes" e pelo destino daqueles que são perseguidos por causa de sua raça, status social ou crenças religiosas. Ele falou de "vergonha por todas as cenas de devastação, destruição e afogamento que se tornaram comuns em nossas vidas". Nesta sexta-feira, mais de 2 mil imigrantes que tentavam chegar à Europa foram resgatados no mar Mediterrâneo. A segurança foi reforçada na área ao redor do Coliseu, após recentes ataques de caminhões contra pedestres em Londres e Estocolmo. Cerca de 3.000 policiais vigiaram a área.

Mineração: por que devemos investir no diamante do Brasil

Mineração: por que devemos investir no diamante do Brasil?


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O tempo de comprar é “quando houver sangue nas ruas”. Esta é a frase de um banqueiro, o Barão de Rotschild, feita no século 18 após a derrota de Napoleão na Batalha de Waterloo.
Ele estava certo e ganhou fortunas se beneficiando do pânico que seguiu a derrota da França.
Nós hoje estamos chegando a mais um momento de quase pânico entre os investidores que não sabem o que fazer com o seu precioso dinheiro.
De um lado temos a guerra dos preços do minério de ferro que está arrasando, a nível global, projetos, minas e mineradoras. Do outro os preços do petróleo, também em queda, fazem o mesmo com as empresas de energia e com as economias exportadoras.
Empresas como a Petrobras, que já foi uma das três maiores do mundo, podem virar lixo, um penny stock com preços abaixo de US$5 por ação sendo listadas somente em bolsas especiais para as empresas nanicas…
No meio deste tiroteio os investidores correm, atabalhoadamente, para o ouro na expectativa de que as quedas possam ser revertidas em 2016.
Será que isso vai ocorrer?
Entretanto, a maioria esquece que o diamante está se consolidando como um dos melhores investimentos da década e que nós no Brasil temos uma gigantesca região cratônica, favorável, que produziu milhões de quilates onde ainda não existem minas primárias de diamante.
O que faz o diamante tão interessante?
Simples. A produção mundial está caindo (veja o gráfico) e o consumo mundial só faz aumentar criando um descompasso que faz os preços subirem exponencialmente (veja o gráfico do preço do diamante de 1 quilate).
No gráfico de preços por tamanho observa-se que os preços sobem em função da procura por um específico tamanho de pedra. De 2010 para cá as pedras com tamanho entre 3 a 4 quilates foram as que mais subiram. São elas que irão propiciar a lapidação de diamantes de 1 a 2 quilates tão procurados pelas joalherias, cujas pedras atingem, quando excepcionais, até US$33.000 por quilate.
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Os diamantes pequenos, que são quase todos lapidados na Índia também estão tendo uma grande procura.
O mais interessante é que esta tendência não está sendo revertida, pois para que isso ocorra, é preciso que as novas descobertas consigam superar a demanda: isso está muito longe de acontecer.
Quando observamos  a localização dos principais produtores do mundo vemos que 70% deles estão na África (Congo,Botswana, Angola, Zimbabwe, África do Sul e Namíbia), o restante no Canadá, Rússia e na Austrália.
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No mapa mundi vemos, com clareza, que a produção de diamante mundial está, principalmente associada às regiões cratônicas.
São nessas regiões geologicamente estáveis e frias que ocorrem na África, Canadá, Austrália, Rússia e Brasil que o foco da exploração e pesquisa mundial para diamantes está concentrado. Em todas essas regiões, com exceção do Brasil  existem importantes minas primárias de diamante.
Por que não no Brasil?
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É que as empresas que investiram na exploração mineral (De Beers e Rio Tinto) e que descobriram a grande maioria dos mais de 1.500 kimberlitos brasileiros, mesmo tendo encontrado vários pipes com teores econômicos, nunca evidenciaram um depósito que elas considerassem de classe mundial.
Ou seja, o que elas descobriram foi, na época, considerado pequeno.
As grandes multinacionais, é lógico, também não tinham nenhum interesse em colocar em produção novas minas brasileiras que iriam competir com as suas próprias minas já em produção. Era muito mais interessante “sentar em cima” do que desenvolver. Foi o que a Rio Tinto e a De Beers fizeram.
Eventualmente elas foram embora do Brasil deixando para trás inúmeros kimberlitos interessantes sem um bom trabalho de detalhamento. Somente agora, que a crise de 2008 passou,  e os preços subiram, alguns poderão ser lavrados economicamente.
É o caso do kimberlito Braúna descoberto, muitas décadas atrás, pela De Beers na Bahia, em um cluster com outros 21 corpos. O Braúna foi retomado pela junior Lipari e, somente agora, está sendo promovido à mina.
O Braúna deverá produzir em torno de 225.000 quilates de diamantes por ano, por 7 anos e será o primeiro kimberlito a ser lavrado em toda a América do Sul.
Casos similares ocorrem em todas as regiões cratônicas do Brasil, onde são produzidos anualmente grandes quantidades de diamantes, quase todos fora do radar do DNPM. Para o Brasil se tornar um grande produtor de diamantes primários é só uma questão de fomento e investimento.
É óbvio que algumas coisas deverão ser mudadas na legislação, com a aprovação de um novo Código Mineral justo, que fomente e incentive a pesquisa mineral no país, mantendo os direitos de prioridade e protegendo aqueles que investem.

Um kimberlito que não falha

Um kimberlito que não falha





Letseng é um kimberlito excepcional. A jazida está situada no montanhoso Lesotho, um enclave da África do Sul e tem uma história bastante peculiar.

Letseng é um desses kimberlitos de baixíssimo teor.

Imagine só que cem toneladas de minério produzem 3 quilates de diamante, apenas 600 miligramas.

Some a esse problema o fato de que em Letseng o tamanho médio das pedras é elevado e veremos que são necessárias milhares de toneladas para termos alguma produção de diamante.

Foi essa característica ímpar que literalmente matou vários programas de pesquisa efetuados neste kimberlito ao longo de 20 anos. Os geólogos não conseguiam entender qual seria o volume médio a ser amostrado para a obtenção de um teor médio.

Vários tentaram e somente um conseguiu.

A equipe que teve sucesso calculou que seriam necessárias, no mínimo, 1 milhão de toneladas de amostra para se ter um estudo representativo sobre os teores a qualidade e tamanho das pedras de Letseng, parâmetros fundamentais para a construção de um cash flow preciso.

Em outras palavras, o minerador teve que fazer uma lavra piloto para obter esses dados.

Foi essa percepção e enorme investimento que transformaram Letseng em uma das minas mais bem sucedidas de diamantes do mundo.

Eles descobriram que o kimberlito estatisticamente produz pedras enormes com alta qualidade. O sonho de todo o minerador.

Pois foi, mais uma vez, em Letseng que o mundo viu maravilhado a venda de mais uma pedra de grande tamanho.

A foto mostra um diamante branco com 314 quilates, de altíssima qualidade, que foi vendido nesta semana por US$19,3 milhões de dólares. Já é o segundo diamante, maior que 300 quilates, descoberto em Letseng neste ano.

Apesar da idade a mina continua a pleno vapor. Um recente programa de sondagem exploratória ampliou as reservas de Letseng até 350m de profundidade.


Fatores Que Determinam o Preço das Gemas

Fatores Que Determinam o Preço das Gemas






O termo gema designa, além de pedras preciosas, substâncias orgânicas (como pérola, âmbar, coral, madrepérola, marfim etc.), pedras sintéticas (cada vez mais numerosas) e artificiais (poucas). De todas elas, porém, as mais valiosas são as gemas minerais naturais.
O que torna um mineral valioso como adorno pessoal são basicamente duas características, a beleza e a raridade. Mas isso não significa que a gema mais rara é sempre a mais valiosa. O citrino e a ametista, por exemplo, ambos variedades de quartzo, têm preços diferentes; a ametista, embora mais comum, é mais valiosa.
Por outro lado, podem ocorrer alguns paradoxos. A andaluzita, por exemplo, é uma gema relativamente rara e, por isso, é pouco conhecida. Sendo pouco conhecida, é pouco procurada e, com pouca procura, acaba sendo relativamente barata.
Outro fator a ser considerado é a moda. Há épocas em que uma determinada gema é mais procurada, enquanto outras caem em relativo esquecimento. E há, enfim, a questão da abundância ou escassez local: a ametista e a ágata são muito mais baratas no Brasil, maior produtor mundial, do que na Europa.
O diamante, em vários aspectos a mais importante das gemas, tem seu valor muito influenciado por um fator extra: a produção e a venda dessa gema são em grande parte controladas por uma única empresa, a DeBeers Consolited Mines, que controla a oferta e dessa maneira influencia muito no preço final. Essa influência já foi maior e a tendência é diminuir ainda mais pela crescente presença dos diamantes sintéticos no mercado de gemas.

O valor de uma pedra preciosa em particular depende de quatro fatores:
- Tamanho: uma gema de 1 quilate (200 mg), por exemplo, sempre valerá mais do que duas de meio quilate com mesma qualidade. Convém lembrar também que as gemas têm diferentes densidades (a opala é bem mais leve que o topázio), sendo assim gemas de mesmo tamanho podem ter pesos diferentes.
- Cor: em princípio, quanto mais escura a cor, mais valiosa a gema. A turmalina verde é uma exceção; e o diamante, a menos que tenha cor bem definida, é tanto mais valioso quanto mais incolor for. É importante também que a cor seja uniforme.
- Pureza: a ausência de inclusões (impurezas e fraturas) é sempre desejável. Esmeraldas, porém, só se mostram puras em gemas muito pequenas, pois é normal que sejam cheias de fraturas, preenchidas por impurezas.
- Lapidação: gema de boa cor e boa pureza pode ter seu preço diminuído se não for bem lapidada. Isso é particularmente importante no caso do diamante, pois, sendo na grande maioria das vezes incolor, tem no brilho uma característica importante. E um bom brilho depende muito de uma boa lapidação.

Tudo isso torna bastante difícil elaborar uma lista das gemas mais valiosas, a menos que se considere puramente o valor de mercado. Então, basta ver a cotação atual em empresas especializadas, lembrando, porém, que os valores mudam de acordo com diversas variáveis, como as ditas acima, previsíveis em maior ou menor grau.
Levando em conta critérios técnicos e mercadológicos e usando o maior preço médio por quilate (1 quilate = 200 mg) pago no mercado internacional, as dez gemas mais valiosas hoje são as seguintes:

Esmeralda
Esmeralda
 Safira
Safira

 Rubi
Rubi
 Turmalina paraíba
Turmalina paraíba
 Diamante
Diamante

Diamante: até US$ 63.000 por quilate. Valor passível de influência pela presença crescente de diamantes sintéticos no mercado.
Turmalina paraíba: até US$ 15.000 por quilate. Descoberta inicialmente na Paraíba (daí seu nome), foi posteriormente descoberta também na África. As jazidas brasileiras, porém, já estão esgotadas e as africanas estão em vias de exaustão, o que deverá elevar esse preço (se já não elevou). Valor tão alto explica-se pela incomparável cor azul dessas gemas.
3º, 4º Rubi e safira: até US$ 12.000 por quilate. Rubi e safira são diferentes variedades de um mesmo mineral, o coríndon. O rubi é vermelho e a safira pode ter qualquer outra cor, sendo mais valiosa a azul.
5º, 6º, 7º Esmeralda, opala-negra e alexandrita: até US$ 9.000 por quilate. O preço da esmeralda varia muito em razão das impurezas que pode ter; gemas puras são sempre de pequenas dimensões. Opala-negra é aquela que tem um fundo escuro, sobre o qual ficam ressaltadas suas numerosas cores. A alexandrita, além de muito rara, destaca-se por ter cor verde em luz natural e vermelha em luz artificial.
Demantoide: até US$ 5.000. O demantoide é uma rara granada de cor verde.
Olho de gato: até US$ 3.500. Variedade de crisoberilo, assim como a alexandrita, o olho de gato recebe esse nome por exibir chatoyance, faixa luminosa que lhe dá o aspecto de um olho de felino. Embora essa característica esteja presente também em outras gemas, nenhuma delas atinge preço tão alto.
10º Topázio-imperial: até US$ 2.000. Produzido apenas no Brasil, o topázio-imperial tem cor laranja, rosa, salmão ou avermelhada. Delas, a mais valorizada é a vermelha.

 Topázio imperial
Topázio imperial
 Olho de gato
Olho de gato
 Demantoide
Demantoide

 Alexandrita
Alexandrita
  Opala negra
Opala negra