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Cobre mantém recuperação, após fortes perdas recentes
Os futuros de cobre mantêm o tom positivo da última sessão nesta manhã, estendendo a recuperação das mínimas desde janeiro que atingiu recentemente, em meio ao enfraquecimento do dólar e o bom desempenho comercial do Japão e China. Por volta das 7h35 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 1,01%, a US$ 5.651,00 por tonelada.
Já na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio tinha alta de 0,49%, a US$ 2,5470 por libra-peso, às 8h08 (de Brasília). O índice DXY do dólar se enfraquece nos negócios da manhã, tornando o cobre mais atraente para detentores de outras moedas. Além disso, dados fortes da balança comercial do Japão, divulgados ontem à noite, e da China, publicados na semana passada, também favorecem os preços do cobre, segundo analistas.
Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram generalizados: o alumínio subia 1,44%, a US$ 1.940,00 por tonelada; o estanho avançava 0,76%, a US$ 20.000,00 por tonelada; o zinco ganhava 1,95%, a US$ 2.619,50 por tonelada; o chumbo tinha valorização de 1,11%, a US$ 2.184,50 por tonelada; e o níquel mostrava alta de 0,85% a US$ 9.470,00.
BNDES e Finep vão financiar R$ 502 mi em projetos em pesquisa na área mineral
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vão financiar 502 milhões de reais para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de mineração e transformação mineral, no âmbito de sua iniciativa Inova Mineral, informou o banco em uma nota nesta quarta-feira. Lançado no ano passado, o Inova Mineral tem como objetivo estimular o desenvolvimento de novas tecnologias no setor de mineração e transformação mineral. Em sua primeira seleção, a iniciativa aprovou 24 planos de negócios dos 41 inscritos entre setembro e novembro– que somam investimentos totais de 737 milhões de reais.
O BNDES destacou que o maior número de projetos aprovados é voltado para a mitigação de riscos e impactos ambientais da atividade de mineração, como o aperfeiçoamento de sistemas de sensores inteligentes para o monitoramento de barragens. No total foram dez planos com esse objetivo e um total de pouco mais de 200 milhões de reais em investimentos. Segundo o banco, o maior volume de investimentos, pouco mais de 400 milhões, irá para cinco planos de negócios com foco em materiais de alto desempenho, incluindo os minerais chamados “portadores de futuro”.
“Um exemplo é o projeto de uma plataforma tecnológica de grafeno, forma super-resistente do carbono com aplicações em diferentes segmentos industriais e que tem sido considerada uma das principais matérias-primas de tecnologias do futuro”, disse o BNDES. Com um orçamento total de quase 1,2 bilhão de reais, o Inova Mineral fará uma segunda seleção de planos de negócios, como previsto. As propostas serão recebidas entre 15 de maio e 14 de julho. O resultado deverá ser divulgado no final de outubro.
Cinco habilidades necessárias para ter saúde e sucesso (segundo os cientistas
Direito de imagemGetty ImagesImage caption Habilidades identificadas por cientistas como importantes não dependem de inteligência e podem ser desenvolvidas
Qual é o segredo para uma vida bem sucedida?
De acordo com os resultados de uma pesquisa científica britânica, a chave para o sucesso não está necessariamente em aspectos como educação, dinheiro ou inteligência, mas, sim, em certas "habilidades para a vida" como o otimismo ou a persistência.
Um grupo de pesquisadores da University College de Londres (UCL, na sigla em inglês) examinou mais de 8 mil homens e mulheres entre 52 e 90 anos e a maneira como viviam e avaliavam suas vidas.
O estudo concluiu que cinco habilidades podem ser a chave para desfrutar da terceira idade com boas condições de vida:
Estabilidade emocional
Determinação
Dedicação
Sensação de estar no controle
Otimismo
Direito de imagemGetty ImagesImage caption Os participantes que tinham pontuações melhores nas cinco habilidades demonstraram melhores condições de vida e de saúde Elas são frequentemente chamadas de habilidades "não cognitivas", porque são características pessoais maleáveis, que não têm a ver com a capacidade intelectual das pessoas.
Os especialistas verificaram que uma pontuação mais alta nestes quesitos estava associada ao bem-estar social e pessoal, ao sucesso econômico e à boa saúde nos adultos.
Por isso, em artigo publicado na revista científica PNAS, eles afirmam que estimular e manter estas habilidades - não só na infância, mas também na idade adulta - pode ser crucial para uma velhice melhor.
Mais dinheiro, mais amigos e menos depressão
De acordo com o estudo, as pessoas que tiveram uma pontuação alta em ao menos quatro dos cinco atributos observados tinham, em geral, menos depressão, um círculo social mais amplo e mais dinheiro.
Por outro lado, os que pontuavam bem em apenas uma ou duas habilidades sofriam com mais solidão, maior ocorrência de depressão e maior probabilidade de desenvolver doenças crônicas.
Direito de imagemiStockImage caption Especialistas recomendam fomentar e manter habilidades não cognitivas não só na infância, mas também na vida adulta Por exemplo, apenas 3% dos que tinham boa pontuação nas cinco habilidades tinha sintomas de depressão severa, contra 22% das pessoas no grupo que pontuou menos.
Os que demonstravam mais estabilidade emocional, determinação, dedicação, sensação de controle e otimismo também apresentaram níveis menores de colesterol e indicadores melhores para doenças do coração e diabetes tipo 2.
"Nos surpreendeu a grande variedade de processos - econômicos, sociais, psicológicos, biológicos e relacionados com saúde e deficiência - que parecem estar relacionados com estas habilidades para a vida", disse o professor Andrew Steptoe, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da UCL, um dos líderes do estudo.
Entre as cinco habilidades, no entanto, não há uma mais importante do que outra.
"Os efeitos, na verdade, dependem mais da acumulação de capacidades", afirma Steptoe.
Os pesquisadores dizem que não é possível concluir que haja uma relação causal direta entre estas características não cognitivas e o sucesso, mas os resultados abrem possibilidades para explorar como melhorar a qualidade de vida e a função social dos mais velhos na sociedade.
Justiça condena empresas a pagarem R$ 2 milhões de indenização à família de morto na tragédia de Mariana
A juíza titular de Vara do Trabalho de Ouro Preto, Graça Maria Borges de Freitas, determinou na segunda-feira (17) que a mineradora Samarco, suas proprietárias Vale e BHP Billiton, a empresa terceirizadora Manserv e a WMC Mineração paguem uma indenização por danos morais e materiais à família de Mateus Márcio Fernandes. O trabalhador, de 29 anos, é um dos 19 mortos no rompimento da barragem de Fundão. Ele era funcionário da Manserv.
A juíza determinou ainda o pagamento à viúva, Ana Cláudia Profeta, de 23 anos, de uma pensão mensal de dois terços do salário que Fernandes recebia. O procedimento deverá ser feito até a data em que ele completaria 75 anos. O filho do casal também deve receber a pensão de mesmo valor – até os 25 anos incompletos. As rés têm oito dias para recorrer da decisão judicial. A barragem da Samarco rompeu-se no dia 5 de novembro de 2015. O “mar de lama” liberado com o colapso da estrutura provocou a morte de 19 pessoas, destruiu casas, devastou o Rio Doce e atingiu o litoral do Espírito Santo. O desastre é considerado o maior já registrado no país.
De acordo com o advogado de Ana Cláudia, Bruno Lamis, é a primeira decisão efetiva que condenou a mineradora, depois de quase 1 ano e 6 meses do rompimento da barragem. Ele disse que a Justiça determinou que a viúva e o filho de 6 anos recebam R$ 500 mil, cada um. O defensor falou ainda que o pai e a mãe recebem R$ 200 mil, cada; cinco irmãos, R$ 50 mil, cada; e quatro sobrinhos, R$ 20 mil, cada um.
“A decisão é compatível com a dor da família quase dois anos depois do acontecimento. Foi uma resposta à altura da Justiça. A sentença foi bem fundamentada”, disse Lamis. O advogado disse que, apenas por danos morais, as empresas terão que pagar R$ 1,78 milhão.
A viúva, que está desempregada, contou que o filho do casal ainda chora e fica triste pela ausência do pai. “A única coisa que a gente pôde fazer foi procurar a Justiça”, disse Ana Cláudia. Ela falou ainda que a sentença foi justa.
Por meio de nota, a Samarco informa que analisará a decisão da Justiça do Trabalho. A empresa reafirmou que sempre prestou assistência aos familiares dos trabalhadores que morreram em decorrência do rompimento da barragem de Fundão. A empresa disse ter pago às famílias de trabalhadores falecidos R$ 100 mil a título de adiantamento de indenização, conforme acordo firmado com o Ministério Público de Minas Gerais, em 23 de dezembro de 2015. A Samarco ainda afirmou que mantém diálogo com as famílias a fim de chegar a um acordo indenizatório justo e respeitoso.
Por meio de nota, a BHP Billiton informou que vai analisar a decisão do Tribunal de Justiça. “A companhia espera que os acordos indenizatórios sejam justos e corretos para as famílias de trabalhadores falecidos em decorrência do rompimento da barragem de Fundão”, disse.
A Vale também afirmou que vai analisar a decisão. “A Samarco, com suporte da Vale e da BHP, tem prestando assistência às famílias das vítimas e espera chegar a um acordo justo e correto”, finaliza a nota da mineradora. O G1 fez contato com a Manserv Montagem e Manutenção e a WMC Mineração e aguarda os retornos.
O tesouro em minerais raros encontrado em montanha submarina no Oceano Atlantico
Direito de imagemNOCImage caption Batizada de Tropic, o monte próximo às Ilhas Canárias tem 3 mil metros de altura e apenas um terço dele se destaca na superfície do Atlântico
Em uma montanha submarina, nas águas do Oceano Atlântico, está um tesouro de raros minerais.
Uma equipe de investigadores do Centro Nacional de Oceanografia (NOC, na sigla em inglês) do Reino Unido identificou um crosta de rochas extremamente rica em minerais raros nas paredes desse monte, a 500 quilômetros das Ilhas Canárias.
Amostras trazidas à superfície detectaram a presença de uma substância rara conhecida como telúrio em concentrações 50 mil vezes mais elevadas que as já identificadas na terra. O telúrio, comum em ligas metálicas, é usado também em um tipo avançado de painel solar.
A montanha também contêm minerais e terras-raras usados na fabricação de turbinas eólicas e em dispositivos eletrônicos.
A descoberta levanta uma questão delicada: se a busca por recursos alternativos de energia pode impulsionar a exploração mineral no fundo do mar.
Controvérsia
O monte submarino, cujo nome é Tropic, tem três mil metros de altura e seu cume fica a 1 mil metros da superfície.
Os pesquisadores do Centro Oceanográfico Nacional (NOC na sigla inglesa) do Reino Unido usaram robôs submarinos para investigar a crosta de grãos finos que cobre toda a superfície da montanha e tem espessura de quatro centímetros.
Bram Murton, líder da expedição que explora a Tropic, contou à BBC que esperava encontrar minerais em abundância no local, mas jamais imaginou que as concentrações dos mesmos seriam tão elevadas.
"Esta crosta é incrivelmente rica e é isso que faz com que essas rochas sejam incrivelmente especiais e valiosas do ponto de vista de recursos", explicou.
Direito de imagemNOCImage caption Estima-se que o Monte Tropic tenha 2.670 toneladas de telúrio, mineral usado como semicondutor e comum em placas de energia solar
Debate necessário
Murton calcula que as 2.670 toneladas de telúrio da montanha equivalem a um duodécimo de todo o consumo mundial.
O pesquisador deixou claro que não está defendendo a prática da mineração no mar. A atividade foi recentemente regulamentada pela ONU, mas já provoca controvérsia pelos danos potenciais que pode causar ao meio ambiente marinho.
Ainda assim, Burton quer que a descoberta da equipe dele - parte de um projeto mais amplo chamado MarineE-Tech - provoque um debate sobre de onde devem vir os recursos vitais.
"Se precisamos de energia verde, precisamos de materiais para construir dispositivos capazes de gerar esse tipo de energia [limpa]. E esses materiais têm de vir de algum lugar", disse.
"Ou os tiramos da terra e fazemos um buraco lá. Ou os tiramos do fundo do mar e fazemos ali um buraco comparativamente menor", afirmou Murton, que acredita que esse é um dilema que precisa ser enfrentado por toda a sociedade. "Tudo o que fazemos tem um custo".
Pesquisadores têm pesquisado benefícios e riscos da mineração em terra e no mar.
Direito de imagemNOCImage caption A descoberta do Mont Tropic levanta o debate sobre vantagens e riscos da mineração no fundo do mar
Vantagens e desvantagens
De forma geral, a mineração em terra implica em desmatar, remanejar povoados e construir vias de acesso para remover rochas com concentrações relativamente baixas de minerais (ou de minério).
No mar, por sua vez, os minérios são muito mais ricos, ocupam uma área menor e o impacto imediato sobre populações é bem menor. A desvantagem é que a vida marinha nas áreas de extração corre praticamente morre, e esse efeito devastador pode se estender rapidamente e, potencialmente, comprometer uma grande área.
Uma das principais preocupações é o efeito da poeira produzida ao se cavar o fundo do mar, que pode viajar longas distâncias e afetar organismos vivos pelo caminho.
Para entender as possíveis implicações, a expedição britânica realizou um experimento no qual tentou reproduzir os efeitos da mineração para medir a quantidade de pó produzido.
Os resultados preliminares, disse Murton, mostram que a poeira não é facilmente detectada a um quilômetro de distância além da fonte. Isso indica que o impacto da mineração submarina poderia ser mais localizado do que o inicialmente previsto.
Rico como a floresta tropical
Outro estudo, conduzido pelo mesmo grupo, avaliou evidências fornecida pela exploração do fundo do mar em curso e concluiu que muitas criaturas marítimas afetadas se recuperariam em um ano. Poucas, entretanto, voltariam a alcançar seus níveis anteriores, mesmo depois de duas décadas.
Uma pesquisa focou em organismos minúsculos no leito do Oceano Pacífico, na região conhecida como Zona Clarion-Clipperton, ao sul do Havaí.
Direito de imagemReutersImage caption A montanha rica em mineirais está a 500 quilômetros das Ilhas Canárias, no Oceano Atlântico
A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês) - uma organização ligada às Nações Unidas - autorizou empresas de 12 países a buscar minerais nas rochas do fundo do mar dessa região.
De acordo com Andy Gooday, professor do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, as rochas do fundo do mar têm uma variedade de organismos unicelulares do tipo xenophyophorea muito maior do que se esperava.
Esses organismos estão nos degraus mais inferiores da cadeia alimentar marinha. Também desempenham um papel importante na formação de estruturas sólidas - como se fossem recifes de coral em miniatura - e fornecem habitats para outras criaturas marinhas.
Image caption Professor compara a riqueza da vida marinha com a identificada numa floresta tropical
Para Gooday, a vida identificada nos sedimentos do oceano profundo é comparável à que existe em uma floresta tropical e "é muito mais dinâmica" do que imaginava.
"Se você remover os organismos unicelulares, que são muito frágeis e certamente serão eliminados pela mineração, outros organismos também serão destruídos", disse.
"É difícil de prever e, como todo o oceano está conectado aos efeitos da mineração, precisamos aprender mais. Nós ainda sabemos muito pouco sobre o que está acontecendo lá em baixo", completou.