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sexta-feira, 21 de abril de 2017
A Corrida pelo Ouro na Serra Pelada
O poder de cura da natureza
O poder de cura da natureza
Eis o que a ciência mais avançada diz sobre ervas e suplementos dietéticos populares
Um estudo publicado na revista European Journal of Clinical Nutrition verificou que muitas pessoas usam uma grande variedade de suplementos vitamínicos e minerais.
Mas esses remédios naturais funcionam de verdade? Pesquisas recentes confirmam que alguns são mesmo benéficos e outros podem ser até essenciais para quem sofre de determinadas doenças.
Não se esqueça de que a maior parte dos nutrientes deve vir de uma alimentação equilibrada, e que é sempre aconselhável consultar o médico antes de tomar suplementos, principalmente quando já se usam outros remédios.
Equinácea
O que é: Na época das vovós, essa erva florida era encontrada em muitos armários de remédios. Com a chegada dos antibióticos, a equinácea perdeu o favoritismo, mas esse remédio vegetal está voltando.
O que faz: A erva tem efeito protetor contra gripes e resfriados; em quem já adoeceu, parece limitar a duração e a gravidade dos sintomas. Outros estudos recentes indicam que a equinácea funciona melhor quando tomada durante toda a estação fria, em vez de só quando aparecem os primeiros sintomas de resfriado.
Quem deve tomar? Embora não funcione com todo mundo, a equinácea é segura o suficiente para ser experimentada pela maioria das pessoas. No entanto, a menos que receitada por um médico, quem sofre de transtornos autoimunes deve evitá-la, assim como quem tem alergia a flores da família da margarida.
Ácidos graxos ômega-3
O que são: São gorduras e óleos essenciais para a saúde cardiovascular e o desenvolvimento cerebral. Além das cápsulas de óleo de peixe e de algas, podemos obter os ômega-3 EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenoico) de peixes “gordurosos” de águas profundas e de ovos de galinhas que receberam alimentação rica em ômega-3. Em fontes vegetais, como os óleos de linhaça e canola, nozes e pistaches, há um tipo diferente de ômega-3: o ALA (ácido alfalinolênico), que o organismo converte em EPA e DHA.
O que fazem: Um grande estudo com idosos de boa saúde, publicado ano passado, verificou que quem tinha nível mais alto de ácidos graxos ômega-3 no sangue apresentou taxa mais baixa de mortes em 14 anos e 40% menos probabilidade de morrer de doenças coronarianas, porque os ácidos graxos ômega-3 baixam o nível de triglicérides e a pressão arterial, e têm propriedades anti-inflamatórias.
Outro estudo de 2013 constatou que mulheres que comeram peixes gordurosos tiveram menor incidência de artrite reumatoide; quanto mais comiam, menor a probabilidade de contrair a doença. E, em 2010, um estudo amplo mostrou que quem consumia alimentos mais ricos em EPA e DHA (principalmente DHA) apresentava nível mais baixo de colite ulcerativa.
Vários estudos indicam que pode haver um vínculo entre o nível de EPA e DHA e o funcionamento mental. Em 2010, um estudo com mulheres deprimidas internadas numa casa de repouso italiana mostrou melhora significativa dos sintomas depois de oito semanas tomando dose elevada de suplementos de ômega-3. No ano passado, dois estudos, um com jovens saudáveis, outro com idosos saudáveis, encontraram um vínculo entre doses altas de óleo de peixe durante seis meses e melhora da capacidade cognitiva. Como explicação possível desses efeitos, o Dr. Philip Scheltens, do Alzheimercentrum Vumc, em Amsterdã, Holanda, observa que o EPA e o DHA são componentes importantes da membrana celular dos neurônios do cérebro humano. “As membranas são essenciais para as ligações entre neurônios porque formam a base da chamada sinapse.”
Quem deve tomar? É bom incluir ácidos graxos ômega-3 na alimentação, principalmente quando há histórico familiar de doença cardíaca ou pressão alta. A melhor fonte é peixe fresco.
CoQ10
O que é: Essa substância semelhante a uma vitamina é encontrada no organismo humano. Mas, embora o corpo fabrique CoQ10, o estoque natural pode cair quando envelhecemos. Ela também está presente nas castanhas.
O que faz: O CoQ10 atua como antioxidante, protegendo contra radicais livres que prejudicam células e tecidos, e como anti-inflamatório, e é essencial para o funcionamento de órgãos e músculos. Num estudo clínico com 80 pessoas na fase inicial da doença de Parkinson, publicado em 2002, os pesquisadores verificaram que quem tomou CoQ10 sofreu menos declínio funcional do que quem tomou placebo. Quanto mais alta a dose, melhor o resultado.
Embora um tanto controvertido, um dos usos mais conhecidos do CoQ10 destina-se a prevenir efeitos colaterais em quem toma as populares estatinas para baixar o colesterol.
“Observamos que algumas pessoas que usam estatinas têm nível reduzido de CoQ10”, diz o Dr. Gianni Belcaro, dos Laboratórios Cardiovasculares Irvine3 da Universidade Chieti-Pescara, na Itália. Ele explica que o nível reduzido de CoQ10 natural pode expor os pacientes a consequências graves. “Em primeiro lugar, é possível sentir dor e fraqueza muscular. E a deficiência também pode afetar o músculo cardíaco.”
Quem deve tomar? O cardiologista e escritor Dr. Stephen Sinatra diz no seu blog que o CoQ10 é “literalmente uma ‘pílula mágica’ para tratar e prevenir cardiopatias”. Outros médicos tendem a ser mais cautelosos na recomendação do suplemento, mas o CoQ10 pode ser benéfico para quem sofre de vários problemas cardiovasculares e neurológicos. Por ser capaz de baixar a pressão arterial, o CoQ10 aumenta o efeito dos medicamentos usados para tratar a pressão alta.
Quercetina
O que é: A quercetina é um flavonoide, composto vegetal encontrado em legumes, verduras, frutas, chás e ervas. Os flavonoides servem para manter as células saudáveis.
O que faz: Em 2011, pesquisadores de Estocolmo vincularam a quercetina à redução do risco de câncer gástrico. No mesmo ano, um artigo de pesquisadores da Itália afirmou que suplementos de quercetina melhoraram o resultado de pacientes com transtornos cardiovasculares e outros problemas inflamatórios. Outros estudos ainda indicam que ele ajuda a aliviar sintomas de alergia, às vezes mais que os medicamentos que requerem prescrição médica.
Quem deve tomar? Quem faz uma alimentação rica em frutas e hortaliças provavelmente ingere toda a quercetina de que precisa. Para mitigar os efeitos de transtornos inflamatórios ou autoimunes, pode-se pensar, com a ajuda do médico, em suplementos. Doses altas demais podem provocar lesões renais. E tenha cuidado se toma anticoagulantes, porque a quercetina acentua seu efeito.
Curcumina
O que é: A curcumina é o ingrediente ativo da cúrcuma, tempero amplamente usado na culinária asiática.
O que faz: Anti-inflamatória e antioxidante, a curcumina também oferece proteção contra algumas das nossas piores doenças, com um mecanismo ainda não explicado. Num estudo tailandês com pré-diabéticos, publicado em 2012, metade dos participantes recebeu curcumina e a outra metade, placebo. Em nove meses, 16,4% do grupo do placebo desenvolveu diabetes tipo 2; nenhum dos que tomavam curcumina apresentou a doença. Parece que a curcumina também ajuda a aliviar os sintomas da osteoartrite, de acordo com um pequeno estudo de 2010. Além disso, um relatório de 2012 mostrou o leve benefício da curcumina no combate aos sintomas da artrite reumatoide.
Quem deve tomar? A cúrcuma é usada como tempero há séculos e é provável que a maioria possa tomar curcumina, mas tenha cuidado se apresenta problemas na vesícula biliar ou refluxo gastroesofágico.
Mas esses remédios naturais funcionam de verdade? Pesquisas recentes confirmam que alguns são mesmo benéficos e outros podem ser até essenciais para quem sofre de determinadas doenças.
Não se esqueça de que a maior parte dos nutrientes deve vir de uma alimentação equilibrada, e que é sempre aconselhável consultar o médico antes de tomar suplementos, principalmente quando já se usam outros remédios.
Equinácea
O que é: Na época das vovós, essa erva florida era encontrada em muitos armários de remédios. Com a chegada dos antibióticos, a equinácea perdeu o favoritismo, mas esse remédio vegetal está voltando.
O que faz: A erva tem efeito protetor contra gripes e resfriados; em quem já adoeceu, parece limitar a duração e a gravidade dos sintomas. Outros estudos recentes indicam que a equinácea funciona melhor quando tomada durante toda a estação fria, em vez de só quando aparecem os primeiros sintomas de resfriado.
Quem deve tomar? Embora não funcione com todo mundo, a equinácea é segura o suficiente para ser experimentada pela maioria das pessoas. No entanto, a menos que receitada por um médico, quem sofre de transtornos autoimunes deve evitá-la, assim como quem tem alergia a flores da família da margarida.
Ácidos graxos ômega-3
O que são: São gorduras e óleos essenciais para a saúde cardiovascular e o desenvolvimento cerebral. Além das cápsulas de óleo de peixe e de algas, podemos obter os ômega-3 EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenoico) de peixes “gordurosos” de águas profundas e de ovos de galinhas que receberam alimentação rica em ômega-3. Em fontes vegetais, como os óleos de linhaça e canola, nozes e pistaches, há um tipo diferente de ômega-3: o ALA (ácido alfalinolênico), que o organismo converte em EPA e DHA.
O que fazem: Um grande estudo com idosos de boa saúde, publicado ano passado, verificou que quem tinha nível mais alto de ácidos graxos ômega-3 no sangue apresentou taxa mais baixa de mortes em 14 anos e 40% menos probabilidade de morrer de doenças coronarianas, porque os ácidos graxos ômega-3 baixam o nível de triglicérides e a pressão arterial, e têm propriedades anti-inflamatórias.
Outro estudo de 2013 constatou que mulheres que comeram peixes gordurosos tiveram menor incidência de artrite reumatoide; quanto mais comiam, menor a probabilidade de contrair a doença. E, em 2010, um estudo amplo mostrou que quem consumia alimentos mais ricos em EPA e DHA (principalmente DHA) apresentava nível mais baixo de colite ulcerativa.
Vários estudos indicam que pode haver um vínculo entre o nível de EPA e DHA e o funcionamento mental. Em 2010, um estudo com mulheres deprimidas internadas numa casa de repouso italiana mostrou melhora significativa dos sintomas depois de oito semanas tomando dose elevada de suplementos de ômega-3. No ano passado, dois estudos, um com jovens saudáveis, outro com idosos saudáveis, encontraram um vínculo entre doses altas de óleo de peixe durante seis meses e melhora da capacidade cognitiva. Como explicação possível desses efeitos, o Dr. Philip Scheltens, do Alzheimercentrum Vumc, em Amsterdã, Holanda, observa que o EPA e o DHA são componentes importantes da membrana celular dos neurônios do cérebro humano. “As membranas são essenciais para as ligações entre neurônios porque formam a base da chamada sinapse.”
Quem deve tomar? É bom incluir ácidos graxos ômega-3 na alimentação, principalmente quando há histórico familiar de doença cardíaca ou pressão alta. A melhor fonte é peixe fresco.
CoQ10
O que é: Essa substância semelhante a uma vitamina é encontrada no organismo humano. Mas, embora o corpo fabrique CoQ10, o estoque natural pode cair quando envelhecemos. Ela também está presente nas castanhas.
O que faz: O CoQ10 atua como antioxidante, protegendo contra radicais livres que prejudicam células e tecidos, e como anti-inflamatório, e é essencial para o funcionamento de órgãos e músculos. Num estudo clínico com 80 pessoas na fase inicial da doença de Parkinson, publicado em 2002, os pesquisadores verificaram que quem tomou CoQ10 sofreu menos declínio funcional do que quem tomou placebo. Quanto mais alta a dose, melhor o resultado.
Embora um tanto controvertido, um dos usos mais conhecidos do CoQ10 destina-se a prevenir efeitos colaterais em quem toma as populares estatinas para baixar o colesterol.
“Observamos que algumas pessoas que usam estatinas têm nível reduzido de CoQ10”, diz o Dr. Gianni Belcaro, dos Laboratórios Cardiovasculares Irvine3 da Universidade Chieti-Pescara, na Itália. Ele explica que o nível reduzido de CoQ10 natural pode expor os pacientes a consequências graves. “Em primeiro lugar, é possível sentir dor e fraqueza muscular. E a deficiência também pode afetar o músculo cardíaco.”
Quem deve tomar? O cardiologista e escritor Dr. Stephen Sinatra diz no seu blog que o CoQ10 é “literalmente uma ‘pílula mágica’ para tratar e prevenir cardiopatias”. Outros médicos tendem a ser mais cautelosos na recomendação do suplemento, mas o CoQ10 pode ser benéfico para quem sofre de vários problemas cardiovasculares e neurológicos. Por ser capaz de baixar a pressão arterial, o CoQ10 aumenta o efeito dos medicamentos usados para tratar a pressão alta.
Quercetina
O que é: A quercetina é um flavonoide, composto vegetal encontrado em legumes, verduras, frutas, chás e ervas. Os flavonoides servem para manter as células saudáveis.
O que faz: Em 2011, pesquisadores de Estocolmo vincularam a quercetina à redução do risco de câncer gástrico. No mesmo ano, um artigo de pesquisadores da Itália afirmou que suplementos de quercetina melhoraram o resultado de pacientes com transtornos cardiovasculares e outros problemas inflamatórios. Outros estudos ainda indicam que ele ajuda a aliviar sintomas de alergia, às vezes mais que os medicamentos que requerem prescrição médica.
Quem deve tomar? Quem faz uma alimentação rica em frutas e hortaliças provavelmente ingere toda a quercetina de que precisa. Para mitigar os efeitos de transtornos inflamatórios ou autoimunes, pode-se pensar, com a ajuda do médico, em suplementos. Doses altas demais podem provocar lesões renais. E tenha cuidado se toma anticoagulantes, porque a quercetina acentua seu efeito.
Curcumina
O que é: A curcumina é o ingrediente ativo da cúrcuma, tempero amplamente usado na culinária asiática.
O que faz: Anti-inflamatória e antioxidante, a curcumina também oferece proteção contra algumas das nossas piores doenças, com um mecanismo ainda não explicado. Num estudo tailandês com pré-diabéticos, publicado em 2012, metade dos participantes recebeu curcumina e a outra metade, placebo. Em nove meses, 16,4% do grupo do placebo desenvolveu diabetes tipo 2; nenhum dos que tomavam curcumina apresentou a doença. Parece que a curcumina também ajuda a aliviar os sintomas da osteoartrite, de acordo com um pequeno estudo de 2010. Além disso, um relatório de 2012 mostrou o leve benefício da curcumina no combate aos sintomas da artrite reumatoide.
Quem deve tomar? A cúrcuma é usada como tempero há séculos e é provável que a maioria possa tomar curcumina, mas tenha cuidado se apresenta problemas na vesícula biliar ou refluxo gastroesofágico.
ALEXANDRITA
ALEXANDRITA
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A mais rara e valiosa variedade de crisoberilo exibe as cores verde e vermelha, as mesmas da Rússia Imperial, e seu nome é uma homenagem a Alexandre Nicolaivich, que mais tarde se tornaria o czar Alexandre II; de acordo com relatos históricos, a sua descoberta, nos Montes Urais, em 1830, deu-se no dia em que ele atingiu a maioridade.
Como uma das mais cobiçadas gemas, esta cerca-se de algumas lendas, a mais difundida das quais diz que o referido czar teria ordenado a execução de um lapidário, depois que este lhe devolveu uma pedra de diferente cor da que lhe houvera sido confiada para lapidar.
Esta instigante mudança de cor deve-se ao fato de que a transmissão da luz nas regiões do vermelho e verde-azul do espectro visível é praticamente a mesma nesta gema, de modo que qualquer cambio na natureza da luz incidente altera este equilíbrio em favor de uma delas. Assim sendo, a luz diurna ou fluorescente, mais rica em azul, tende a desviar o equilíbrio para a região azul-verde do espectro, de modo que a pedra aparece verde, enquanto a luz incandescente, mais rica em vermelho, faz com que a pedra adote esta cor.
Este exuberante fenômeno é denominado efeito-alexandrita e outras gemas podem apresentá-lo, entre elas a safira, algumas granadas e o espinélio. É importante salientar a diferença entre esta propriedade e a observada em gemas de pleocroísmo intenso, como a andaluzita (e a própria alexandrita), que exibem distintas cores ou tons, de acordo com a direção em que são observadas e não segundo o tipo de iluminação a qual estão expostas.
Analogamente ao crisoberilo, a alexandrita constitui-se de óxido de berílio e alumínio, deve sua cor a traços de cromo, ferro e vanádio e, em raros casos, pode apresentar o soberbo efeito olho-de-gato, explicado detalhadamente no artigo anterior, no qual abordamos o tema do crisoberilo.
As principais inclusões encontradas na alexandrita são os tubos de crescimento finos, de forma acicular, as inclusões minerais (micas, sobretudo a biotita, actinolita acicular, quartzo, apatita e fluorita) e as fluidas (bifásicas e trifásicas). Os planos de geminação com aspecto de degraus são também importantes características internas observadas nas alexandritas.
Atualmente, os principais países produtores desta fascinante gema são Sri Lanka (Ratnapura e diversas outras ocorrências), Brasil, Tanzânia (Tunduru), Madagascar (Ilakaka) e Índia (Orissa e Andhra Pradesh).
No Brasil, a alexandrita ocorre associada a minerais de berílio, em depósitos secundários, formados pela erosão, transporte e sedimentação de materiais provenientes de jazimentos primários, principalmente pegmatitos graníticos. Ela é conhecida em nosso país pelo menos desde 1932 e acredita-se que o primeiro espécime foi encontrado em uma localidade próxima a Araçuaí, Minas Gerais. Atualmente, as ocorrências brasileiras mais significativas localizam-se nos estados de Minas Gerais (Antônio Dias/Hematita, Malacacheta/Córrego do Fogo, Santa Maria do Itabira e Esmeralda de Ferros), Bahia (Carnaíba) e Goiás (Porangatú e Uruaçú).
A alexandrita é sintetizada desde 1973, por diversos fabricantes do Japão, Rússia, Estados Unidos e outros países, que utilizam diferentes métodos, tais como os de Fluxo, Czochralski e Float-Zoning, inclusive na obtenção de espécimes com o raro efeito olho-de-gato.
A distinção entre as alexandritas naturais e sintéticas é feita com base no exame das inclusões e estruturas ao microscópio e, como ensaio complementar, na averiguação da fluorescência à luz ultravioleta, usualmente mais intensa nos exemplares sintéticos, devido à ausência de ferro, que inibe esta propriedade na maior parte das alexandritas naturais.
Na prática, a distinção por microscopia é bastante difícil, seja pela ausência de inclusões ou pela presença de inclusões de diferente natureza, porém muito semelhantes, o que, em alguns casos, requer ensaios analíticos mais avançados, não disponíveis em laboratórios gemológicos standard.
O custo das alexandritas sintéticas é relativamente alto - mas muito inferior ao das naturais de igual qualidade - pois os processos de síntese são complexos e os materiais empregados caros. O substituto da alexandrita encontrado com mais frequência no mercado brasileiro é um coríndon sintético “dopado” com traços de vanádio, que também exibe o câmbio de cor segundo a fonte de iluminação sob a qual se observa o exemplar. Eventualmente, encontram-se, ainda, espinélios sintéticos com mudança de cor algo semelhante à das alexandritas. | |
TOPÁZIO IMPERIAL
TOPÁZIO IMPERIAL
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Algumas teorias procuram explicar a origem do termo topázio e a mais plausível é que derive do vocábulo sânscrito tapas, significando fogo. A designação imperial, por sua vez, foi atribuída à gema em homenagem a D. Pedro I que, segundo relatos históricos, teria se encantado com a exuberância dos matizes e tons de alguns exemplares de topázio que lhe foram oferecidos durante uma estadia na antiga Vila Rica, em Minas Gerais, de onde foram extraídos. Descoberto por volta de 1760, o topázio imperial é a variedade mais valorizada desta espécie mineral e ocorre unicamente na região de Ouro Preto, em diversos depósitos numa área de aproximadamente 150 km2. Atualmente, as minas mais produtivas são as do Capão do Lana, cuja lavra é inteiramente mecanizada e situa-se na localidade de Rodrigo Silva; e a do Vermelhão, localizada em Saramenha, além de diversos depósitos aluviais nas cabeceiras de alguns córregos e ribeirões da região. Em termos de composição química, o topázio trata-se de um silicato de alumínio e flúor, incolor em seu estado puro. Acredita-se que as cores do imperial se devam à presença de elementos de transição e de terras raras dispersos na rede cristalina do mineral, entre eles Cr, Cs, Fe, V, Mn e Ti, sendo que os teores dos dois primeiros exibem uma correlação com a intensidade e tonalidades do amarelo ao avermelhado. Existem topázios de cores algo similares ao imperial provenientes de outras fontes no mundo, porém a produção é pequena e descontínua, como em Katlang (Paquistão) ou apresenta importância apenas histórica, como a outrora proveniente da Rússia, onde o jazimento encontra-se praticamente esgotado. O topázio imperial ocorre em pequenos cristais prismáticos, apresentando faces estriadas longitudinalmente, quase sempre com uma única terminação. Possui clivagem basal perfeita e sua elevada dureza (8 na escala Mohs) e brilho intenso conferem às gemas lapidadas uma rara beleza. Acredita-se que o topázio imperial possui origem hidrotermal, relacionada ao último evento vulcânico ocorrido na região; a rocha mineralizada compõe-se de uma argila alterada, cortada por veios de caolinita, que são lavrados por desmonte hidráulico, sendo, em seguida, os espécimes submetidos à cata manual e classificação. Os minerais associados ao topázio imperial são quartzo, mica, dolomita, especularita, rutilo e, raramente, euclásio, florencita e xenotima. As principais inclusões são as fásicas, os tubos de crescimento, as fraturas parcialmente cicatrizadas e as minerais, sobretudo de ankerita, tremolita, rutilo, goethita, especularita, topázio e pirofilita. O topázio imperial pode ser submetido a tratamentos, por meio de técnicas amplamente utilizadas e aceitas no mercado internacional de gemas, visando melhorar o seu aspecto e tornar suas cores ainda mais atraentes, com o conseqüente aumento do seu valor monetário. O método mais usual é o tratamento térmico, através do qual obtém-se gemas rosas a partir de exemplares alaranjados ou amarelos amarronzados, mediante a remoção do centro de cor amarelo. Este tratamento é estável e, geralmente, a melhor coloração é obtida após um lento aquecimento até uma temperatura de aproximadamente 450oC. Outros tipos de tratamento, mais recentemente aplicados ao topázio imperial, consistem no preenchimento de fraturas com resina, de uso consagrado em diamantes, rubis, safiras e esmeraldas, e o método de difusão superficial, empregado comumente em safiras e rubis. Como único país produtor da singular variedade imperial, o Brasil ocupa posição privilegiada na exportação do mineral topázio, seguido pela Nigéria, Madagascar, Paquistão, Sri Lanka e Rússia. Atualmente, os principais países de destino do topázio imperial são os Estados Unidos, Taiwan, Japão, Alemanha, Hong-Kong, China, Índia e Itália. | |
Cade nega pedido da CSN para maior atuação na Usiminas
Cade nega pedido da CSN para maior atuação na Usiminas
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) indeferiu pedido da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para desempenhar maior papel como acionista da Usiminas, de acordo com fato relevante divulgado na noite de quarta-feira pela siderúrgica mineira. A CSN havia pedido ao Cade que flexibilizasse o Termo de Compromisso de Desempenho, segundo o qual a empresa ficava impedida de participar, indicar candidatos aos conselhos de administração e fiscal da Usiminas, além de votar em assembleia geral ordinária convocada para 27 de abril. A CSN detém 15 por cento das ações ordinárias e 19 por cento das preferenciais da Usiminas. Os papéis PNA da Usiminas recuaram 38 por cento em dois meses, enquanto as ações ordinárias da CSN despencaram 76 por cento.
Fonte: Exame
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