sexta-feira, 21 de abril de 2017

Cristais de rodonita

Foto do MineralForma Cristalográfica
 
Cristais de rodonita
Direções ópticas e cristalográficas
Fórmula Química - (Mn,Ca,Fe)SiO3
Composição -
4,43 % CaO, 3,18 % MgO, 37,39 % Mn2O3, 11,35 % FeO, 47,44 % SiO2

Cristalografia -
Triclínico
        Classe -
Pinacoidal

Propriedades Ópticas -
Biaxial positivo

Hábito -
Tabular ou maciço
Clivagem - 
Duas direções, {110} e {1-10}
Dureza -
5,5 - 6,5

Densidade relativa -
3,4 - 3,7
Brilho -
Vítreo
Cor -
Vermelho, rosa ou castanha

Associação -
 Pode estar associada a outros minerais de manganês.

Propriedades Diagnósticas -
Cor e clivagem prismática.
Ocorrência -
Mineral gerado por metamorfismo de contato e regional.
Usos - Pedra ornamental e minério de Mn.

Frase da semana: "Compre na baixa e venda na alta.

Frase da semana:

"Compre na baixa e venda na alta. É muito simples. O problema é saber o que é baixo e o que é alto..."
Jim RogersCofundador do Quantum Fund e presidente da Rogers Holdings and Beeland Interests

Ouro na Antiguidade  

Ouro na Antiguidade
 
 
 
O ouro é um dos únicos metais que pode ser encontrado na natureza em sua forma elementar, pura ou também na forma de pepitas (fragmentos de metal). É considerado um dos metais mais valiosos que existe, sendo conhecido desde a Antiguidade e um dos primeiros metais trabalhados pelo homem na fabricação de moedas.
 
O ouro em particular sempre atraiu a atenção do homem, por ser um metal raro, e principalmente carregado de simbologia - para alguns povos, o ouro era considerado um “pedaço do sol” que caiu na Terra, e, portanto, por direito divino concedido, deveria pertencer àquele com maior destaque político ou religioso de uma sociedade. Além disso, o ouro servia para gerar riquezas. Governantes e templos podiam acumular grandes tesouros, em geral na forma de vasos ou outros objetos semelhantes e também na forma de jóias (as correntes em ouro eram largamente utilizadas). Sua coloração amarela intensa e brilhante faz com que o ouro seja utilizado na fabricação de jóias e ornamentos até hoje.
 
O ouro é considerado um metal nobre, sendo o elemento químico menos reativo de toda a Tabela Periódica. Devido a essa baixa reatividade, o ouro dificilmente sofre oxidação, no entanto, é um excelente condutor de eletricidade (45,2 x 106/mΩ). Essas propriedades fazem com que o metal ouro seja ideal para ser aplicado na produção de peças eletrônicas.
 

Ouro e Serra Pelada Pepitas

Ouro e Serra Pelada
Pepitas
 

 
As maiores pepitas de ouro do mundo, brasileiras, preservadas em seu estado natural, estão expostas no Museu de Valores do Banco Central do Brasil. Estas pepitas foram encontradas por garimpeiros que trabalhavam na Serra Pelada e em outros garimpos. A maior pepita de ouro encontrada no Brasil na região da Serra Pelada pesou aproximadamente 60 kg (com 52 kg de ouro contido).
 
 

Figuras 1: As três maiores pepitas do mundo com seus pesos em gramas, extraídas da Serra Pelada, Pará, no Brasil.

A Corrida pelo Ouro na Serra Pelada  

Ouro e Serra Pelada
A Corrida pelo Ouro na Serra Pelada
 
 
 
Em dezembro de 1979, no interior do estado do Pará, um vaqueiro de uma fazenda, encontrou a primeira pepita de ouro. Como a cidade era pequena, a notícia logo se espalhou.
 
O impacto dessa descoberta provocou uma verdadeira revolução na região e ocorreu uma nova corrida pelo ouro que gerou no Brasil o que foi considerado de maior garimpo a céu aberto do mundo.
 
Entre fevereiro e março de 1980, mais de 60 mil homens chegaram ao local, conhecido como Serra Pelada, região localizada no estado do Pará, atual município de Curionópolis e deu-se início a corrida pelo ouro, sem qualquer organização e preocupação com os riscos a saúde e ambiente, movidos apenas pela busca da riqueza. Os morros foram transformados em barrancos através da escavação para a retirada da pepita e como estas eram raras, quem conseguisse maior quantidade ganhava mais. Os lucros e os custos do ouro ficavam para os sócios, donos de fazenda. O garimpeiro ganhava muito pouco pela exploração, mesmo trabalhando dia e noite para obter poucas gramas de ouro.
 

Figura 7: Mapa do Brasil mostrando Curionópolis e o estado do PA.
 
Cerca de 10 toneladas foram extraídas em 1981 e as péssimas condições de trabalho no garimpo causaram uma perda de qualidade de vida dos trabalhadores da região e de suas famílias.
 
A extração do ouro na Serra Pelada durou aproximadamente 4 anos. Ao final de 1981, os depósitos de ouro na superfície se esgotaram e então, uma companhia de mineração tentou reaver a posse das terras e continuar a exploração. O apogeu do garimpo ocorreu em 1983, quando aproximadamente 14 toneladas de ouro foram extraídas. Nos dois anos seguintes, a produção teve um decréscimo e ficou em torno de 3 toneladas⁄ano. Nos anos seguintes, a produção continuou caindo: em 1988, aproximadamente 745 kg de ouro foram extraídos e em 1990, menos de 250 kg. Hoje, acredita-se que ainda existam pequenas jazidas de ouro em algumas regiões, mas a exploração já é controlada pela companhia de mineração Vale. Atualmente, a região da Serra Pelada se transformou em uma favela com cerca de 1000 habitantes e surgiu uma imensa cratera com 200 m de profundidade no local do garimpo.