sábado, 22 de abril de 2017

Mineradora Paraíba Tourmaline é interditada por invasão subterrânea

Mineradora Paraíba Tourmaline é interditada por invasão subterrânea




A mineradora Paraíba Tourmaline que pertence ao Deputado João Henrique (DEM-PB) foi interditada.

O motivo é que a mineradora estava invadindo, pela mina subterrânea, a área da concorrente Parazul Mineração.

A Paraíba Tourmaline e a Parazul estão disputando na justiça uma mineralização de turmalina paraíba.

Segundo o relato da polícia a Mineração Paraíba Tourmaline está trabalhando ininterruptamente para atingir, pelas galerias subterrâneas, a área mineralizada que pertence à Parazul.

Em 2009 iniciou uma investigação da Polícia local e Federal que comprovou indícios de lavagem de dinheiro, contrabando, evasão de divisas e usurpação de patrimônio. Era a operação Sete Chaves que ainda subsidia as provas contra a mineradora.

Descobriram que as turmalinas extraídas ilegalmente eram levadas para uma mina em Parelhas/RN onde eram legalmente certificadas.

Em função dos crimes cometidos o Ministério Público Federal decidiu interditar a Paraíba Tourmaline. Caso a interdição seja descumprida a empresa será multada em R$50.000 por dia.



Principais Acervos Minerais do Brasil

Principais Acervos Minerais do Brasil


Citar os principais acervos brasileiros na área de minerais, do mesmo modo que citar os principais mineralogistas brasileiros, é missão espinhosa pelo risco muito grande que se corre de omitir nomes importantes. Além disso, embora possam ser bem conhecidos os acervos públicos, pode haver coleções importantes em mãos de particulares que preferem não expô-las nem ter sua existência divulgada. Por isso, os acervos a seguir mencionados são uma tentativa de mostrar uma realidade que pode ser bem mais atraente do que imaginamos.


Acervos Públicos
Entre os acervos públicos, sem dúvida merece figurar com muito destaque o Museu de Ciência e Técnica da Universidade Federal de Ouro Preto, com um acervo de minerais e rochas que compreende 23 mil peças, procedentes de todo o mundo. Anteriormente chamado de Museu de Mineralogia, ele ocupa hoje todo o prédio construído em 1741, onde funcionava a Escola de Minas, e a ele se somaram acervos de outros museus. Assim, o museu atual pode ser visto como diversos museus ou então, pelo menos, como um museu multitemático, onde há seções de mineralogia, topografia, mineração, metalurgia, física, astronomia, desenho e biblioteca de obras raras. Há ainda uma sala que reproduz o interior de uma mina de ouro.
O Museu Nacional foi criado em 1818 e até 1824 chamou-se Museu Real. Nessa data, passou a ser Museu Imperial, até 1889, quando recebeu a atual denominação. Fica no Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, onde está desde 1892. Entre as várias coleções importantes que recebeu está a Coleção Werner, com a qual se iniciou o acervo, e a coleção de minerais de José Bonifácio. Mas em 1946-1947, em revisão do acervo que fez, Viktor Leinz só reconheceu 1.800 das 3.200 peças da primeira coleção. A de José Bonifácio e uma outra estavam praticamente perdidas. O Museu Nacional tem importante coleção de meteoritos, entre eles o Bendegó, o maior já encontrado no Brasil (5.360 kg), mas o acervo mineralógico permanece na reserva técnica, inacessível, portanto, ao público.
O Museu de Ciências da Terra, também no Rio de Janeiro, antes pertencia ao Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, passando a ser do Serviço Geológico do Brasil - CPRM em 2013. Ele possui dezenas de milhares de peças, algumas de valor histórico, e foi organizado em 1907 por Orville Derby. Ao contrário do Museu Nacional, tem seu acervo de minerais acessível ao público. (Para mais informações, visite a página do museu nesse site.)
O Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo possui o Museu de Geociências, localizado na Cidade Universitária e aberto ao público. O acervo, um dos mais importantes do Brasil, inclui minerais, rochas, espeleotemas, meteoritos (entre eles o Itapuranga, o terceiro maior do Brasil) e muitos fósseis, distribuídos em 550 m². São quase 50 mil peças, das quais 10% estão em exposição permanente. Também em São Paulo, há o Museu Geológico Valdemar Lefebvre, com acervo de minerais, rochas e fósseis.
Em Porto Alegre (RS), a CPRM mantém o Museu de Geologia. Embora não tenha um acervo grande, ele se destaca por conter rica coleção de gemas brutas (100 tipos) e lapidadas (62 tipos), além de outros minerais, inclusive a rara lulzaquita. Há também rochas e fósseis, com um mesossaurus tenuidens em excelente estado de conservação. O museu desenvolve intensa atividade, principalmente junto a escolas, distribuindo gratuitamente grande quantidade de amostras de minerais e rochas a alunos, professores e colecionadores em geral.
O Museu de História Natural da Ulbra - Universidade Luterana do Brasil, em Canoas (RS), tem um acervo que também não se destaca pelo tamanho, mas merece ser citado por conter uma valiosa coleção de minerais muito raros. São cerca de 200 peças, procedentes de aproximadamente 15 países, integrantes da Coleção Pércio de Moraes Branco, adquirida por aquele museu em 1996. Várias dessas espécies provavelmente não figuram em nenhum outro museu do país. Esse acervo foi objeto de artigo publicado em 1997 no Southern Brazilian Journal of Chemistry e na Revista da Universidade de Santa Fé (Argentina).


Acervos Particulares Históricos
Entre as coleções particulares de minerais brasileiros, a primeira de que se tem notícia é a do sertanista português João Coelho de Sousa, que reuniu um acervo de ouro, gemas e outros minerais na segunda metade do século XVI.
O mineralogista francês Jean Louis de Bournon (1751-1825) tinha uma coleção de 22.880 peças, entre as quais minerais do grupo da platina procedentes do Brasil e que lhe foram doados pelo seu amigo Domingos Antônio de Sousa Coutinho. Essa coleção está quase intacta, mas dividida: parte no Museu Nacional de História Natural e parte no Colégio da França, em Paris.
O inglês John Mawe (1766-1829) foi importante comerciante de minerais para coleção e a ele se deve um tratado sobre pedras preciosas que muito ajudou a tornar conhecidas e valorizadas na Europa as gemas brasileiras.
D. João VI, rei de Portugal que transferiu a corte portuguesa para o Brasil, tinha uma rica coleção de gemas, na qual se destacam muitos diamantes de grandes dimensões, em geral com peso acima de 17 quilates, pois diamantes desse porte eram os que a família real costumava escolher dentre todos os produzidos pelas minas do reino.


Acervos Particulares Atuais
Apesar de muito rico em pedras preciosas e da imensa variedade que elas mostram no Brasil, nosso país tem bem poucos colecionadores de minerais, quando comparado com Estados Unidos e Itália, por exemplo. Nos últimos anos, a crescente busca de cristais para fins místicos e terapêuticos (cristaloterapia) aumentou o número dos que se dedicam a esse tipo de colecionismo, mas ainda é difícil encontrar quem faça isso de modo sistemático e permanente.
Entre as coleções particulares atuais que devem ser citadas estão as dos colecionadores abaixo, em ordem alfabética.
Álvaro Lúcio, engenheiro natural de Santa Catarina, diplomado em Ouro Preto (MG), é autor de diversos livros e artigos técnicos. Sua valiosa coleção de minerais tem peças representativas das jazidas mais interessantes entre as descobertas no Brasil nas últimas décadas.
O geólogo Andrea Bartorelli, criador do Museu de Minerais de Paraty, Rio de Janeiro, é autor de três livros e responsável por várias exposições de minerais. Sua coleção conta com cerca de mil peças, na sua grande maioria brasileiras.
Assad Marto é médico, nascido na Jordânia. Começou sua coleção aos 11 anos e é membro de várias associações mineralógicas. Associou-se a proprietários de lavras de gemas em Minas Gerais, o que ajudou a ampliar sua importante coleção, formada principalmente de peças de grades dimensões e diferentes das habitualmente vistas.
Carlos Jesus Cornejo Chacón nasceu em Santiago (Chile) e atua como jornalista, fotógrafo e editor, tendo realizado diversas exposições de minerais. Junto com Andrea Bartorelli é autor da excelente obra "Minerais e Pedras Preciosas do Brasil" (2010), principal fonte das informações aqui apresentadas. Além de uma biblioteca especializada em mineralogia, possui uma coleção com mais de mil peças, muita delas coletadas pessoalmente nas muitas viagens que realizou.
Guido Borgomanero nasceu na Itália e começou a colecionar minerais muito jovem, mas mais intensamente a partir de 1959. Naquela época, com 38 anos, foi nomeado cônsul adjunto em São Paulo. Fez curso de gemologia e visitava garimpos e pedreiras. Aposentado, optou por permanecer no Brasil, onde faleceu em 2005. Sua esposa, Ragnhild Borgomanero, preserva a coleção que ele montou com tanto carinho.
Júlio Landmann, químico diplomado pela Universidade de São Paulo - USP, com MBA nos Estados Unidos, tem destacada atuação no meio cultural. E coleciona minerais desde criança. Sua coleção é, sem dúvida, uma das melhores do Brasil. São cerca de 800 peças de valor estético, 70% delas procedentes do Brasil.
Luiz Alberto Dias Menezes Filho, engenheiro de minas paulista, é colecionador de minerais há 50 anos. Importa e exporta minerais para coleção e participa das principais feiras internacionais do setor.
Paulo Roberto Amorim dos Santos Lima, geólogo diplomado pela UFRJ em 1972, é autor de dois livros de mineralogia: "Minerais em Grãos: Técnicas de Coleta, Preparação e Identificação" e "Guia de Mineralogia". Começou a colecionar minerais em 1969 e possui mais de três mil peças em seu acervo, representando cerca de 650 espécies.
Reinhard Wegner é mineralogista e vulcanólogo, com especialização em pegmatitos graníticos. Leciona diversas disciplinas na Universidade Federal da Paraíba e possui uma vasta coleção de minerais.
Rolando e Bruno Gioia possuem uma coleção sobre a qual não temos dados, mas que, a julgar pelas fotos que se vê na obra "Minerais e Pedras Preciosas do Brasil", deve ser importante.
Duas outras coleções menos importantes que as anteriores podem ser citadas. Uma é a de Daniel Berringer, gemólogo especializado em diamantes, que coleciona minerais e gemas lapidadas desde os oito anos de idade, dedicando-se também às chamadas pedras temáticas, curiosas por suas formas. A outra é de Pércio de Moraes Branco, que coleciona minerais há 43 anos. Das 1.500 peças da sua primeira coleção, 90% foram adquiridas em 1996 pelo Museu de Ciências Naturais da Universidade Luterana do Brasil. Sua coleção atual, objeto de reportagem na revista "Retrô – Antiguidades e Coleções", compreende cerca de mil peças, principalmente gemas brutas (60 tipos) e lapidadas (70 tipos).
Por fim, embora não esteja mais no Brasil, não pode deixar de ser mencionada a coleção Ilia Deleff. São 78 cristais gigantescos, de 200 kg a 4 mil kg, todos encontrados no Brasil, reunidos pelo búlgaro Ilia Deleff ao longo de 25 anos. Nela estão os maiores cristais de citrino, topázio azul, morganita e amazonita azul do mundo, além de um quartzo enfumaçado de três toneladas.
Durante três anos, Deleff tentou vendê-la a instituições brasileiras, com condições de pagamento extremamente vantajosas, mas não conseguiu. Ofereceu-a, então, a instituições estrangeiras. Diversos países manifestaram interesse e o acervo acabou vendido, em 1982, ao Museu Nacional de História Natural da França. A coleção saiu do Brasil como simples matéria-prima para a indústria(!). Deleff foi condecorado pelo então presidente francês François Mitterrand com a Ordem Nacional das Palmas Acadêmicas.

Ilia Deleff e sua coleção (fotos: Revista Veja):




Diamante: uma gema singular

Diamante: uma gema singular




Entre as muitas pedras preciosas, o diamante destaca-se por várias razões e tem características que o tornam único, daí se dividir as gemas em dois grupos: diamante e gemas de cor.

A denominação gemas de cor é muito inadequada, porque há diamantes que são bem coloridos (e com as modernas técnicas de tratamento de gemas eles são cada vez mais comuns) e há muitas gemas que podem ser incolores. Mas essa divisão está consagrada e é amplamente usada e aceita no meio gemológico, pois a diferença entre o diamante e as demais gemas, como veremos, é muito mais que uma questão de cor.

A importância do diamante é ressaltada também nos manuais de gemologia. Neles a descrição das gemas costuma iniciar pelo diamante, vindo a seguir as demais pedras preciosas.

Vejamos, então, quais são as características que tornam o diamante uma gema singular.


Dureza
A substância mais dura que se conhece é o diamante. Ele tem dureza 10 na Escala de Mohs, que vai de 1 a 10. O rubi e a safira têm dureza 9, mas o diamante é na verdade 150 vezes mais duro que eles. Isso tem a vantagem de permitir um excelente polimento, mas traz uma desvantagem: é bem mais difícil serrar, facetar e polir um diamante do que qualquer outra gema. Como nada é mais duro que ele, para polir o diamante é preciso usar pó do próprio diamante e contar com o conhecimento de um lapidador especializado - que, aliás, tem um nome especial: polidor de diamantes.


Aproveitamento Integral
Em matéria de diamante nada se perde. Mesmo as pedras de qualidade muito ruim são muito úteis e valiosas, pois podem ser empregadas em ferramentas de corte ou perfuração. E até mesmo o pó do diamante tem valor, pois, como vimos, ele é usado para polir o próprio diamante.


Diamantes coloridos
Diamantes coloridos

Cor
Como regra, quanto mais escura a cor de uma gema, mais valiosa ela é. Acontece, porém, que 99,9% dos diamantes são incolores ou levemente amarelados. Com isso, quanto menos cor o diamante tiver, mais valioso ele será, a menos que tenha uma cor bem definida (como os da figura ao lado), caso em que o preço poderá ser altíssimo. É por isso que a classificação de diamantes lapidados adotada e recomendada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT possui as categorias: absolutamente incolor, excepcionalmente incolor, nitidamente incolor e aparentemente incolor.


Classificação
Existem várias maneiras de classificar as gemas em termos de qualidade de cor e de pureza, e cada país, ou mesmo cada produtor, emprega o seu. O diamante, porém, é a única gema que possui um sistema de classificação reconhecido internacionalmente. Na verdade existe mais de um, mas hoje em dia praticamente se usa apenas o do Gemological Institute of América - GIA. O sistema adotado pela ABNT é o mesmo, apenas com tradução para o português (conforme tabelas abaixo). Isso facilita muito a comercialização da gema, pois a definição dos preços é muito menos subjetiva.

SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DO DIAMANTE LAPIDADO QUANTO À COR
CLASSIFICAÇÃO
ABNT
CLASSIFIAÇÃO
GIA
CLASSIFICAÇÃO
 HRD/ CIBJO
Absolutamente incolor
D
Exceptional white +
Excepcionalmente incolor
E
Exceptional white
Acentuadamente incolor
F
Rare white +
Nitidamente incolor
G
Rare white
Aparentemente incolor
H
White
Aparentemente colorido
I
Slightly tinted white
Levemente colorido
J
Claramente colorido
K
Tinted white
Nitidamente colorido
L
Acentuadamente colorido
M-Z
Tinted  colour
Cor excepcional
Z+
Fancy diamonds
1) A especificação da cor deve ser determinada por um profissional competente, utilizando um conjunto de padrões obtido por comparação com os conjuntos de padrões HRD, CIBJO ou do GIA, sob luz artificial padronizada, equivalente a 5.000- 5.300 kelvins (ABNT).

2) GIA = Gemological Institute of America.
HRD = Hoge Raad voor Diamant.
CIBJO = Confédération Internationale de la Bijouterie, Joaillerie e Orfèvrerie, des Diamants et Pierres.


SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DO DIAMANTE LAPIDADO QUANTO À PUREZA
(adotada mundialmente, inclusive pela ABNT)

CLASSE

CARACTERÍSTICAS
FL
Flawless
Interna e externamente puro ao exame com equipamento óptico.
IF ou LC
Internally flawless ou loupe clean
Internamente livre de qualquer inclusão ao exame com equipamento óptico.
VVS1 / VVS2
Very very small inclusions
Inclusões pequeníssimas e muito difíceis de serem visualizadas ao exame com equipamento óptico.
VS1 / VS2
Very small inclusions
Inclusões muito pequenas e difíceis de serem visualizadas ao exame com equipamento óptico.
SI1 / SI2
Small inclusion(s)
Inclusões pequenas, fáceis de serem visualizadas com equipamento óptico e invisíveis a olho nu através da coroa.
I1 ou P1
Piqué I
Inclusões evidentes ao exame com equipamento óptico e difíceis de serem visualizadas a olho nu através da coroa, não diminuindo a transparência do diamante.
I2 ou P2
Piqué II
Uma inclusão grande e/ou algumas inclusões menores, fáceis de serem visualizadas a olho nu através da coroa, diminuindo um pouco a transparência do diamante.
I3 ou P3
Piqué III
Uma inclusão grande e/ou numerosas inclusões menores, muito fáceis de serem visualizadas a olho nu através da coroa, diminuindo sensivelmente a transparência do diamante.
1) As subdivisões encontradas em algumas das classes são definidas de acordo com número, posição, tamanho, cor, forma e natureza das inclusões.

2) A pureza de um diamante deve ser determinada por um profissional competente, examinando a gema sob iluminação adequada, com equipamento óptico de lentes aplanáticas e acromáticas com dez aumentos (ABNT).



Controle do Preço
Existe uma empresa, a DeBeers Consolited Mines, que exerce um grande controle sobre a produção e comercialização do diamante em todo o mundo. Esse controle já foi bem maior e, embora nunca tenha sido um monopólio, chegou perto disso. Como consequência, o preço do diamante há muito tempo é definido em grande parte pela atuação dessa empresa. Não fosse por isso, essa gema, que está entre as pedras preciosas mais caras do mundo, seria valiosa sim, mas não tanto.


Conhecimento da Produção
Grande parte das gemas, provavelmente a maior parte delas, é produzida por processos ainda bastante rudimentares ou pouco mecanizados, a exemplo dos garimpos brasileiros. Com isso, o real volume produzido não é bem conhecido, de modo que a produção mundial é sempre um valor estimado. Já com o diamante é diferente. Como a produção está muito centralizada em uma só empresa, é bem mais fácil obter dados confiáveis sobre o volume da produção anual, bem como saber, ano a ano, quais os países que mais produziram.


Estilo de Lapidação
Cada gema costuma ter um estilo de lapidação que lhe é mais adequado. Para as turmalinas, por exemplo, recomenda-se a lapidação navete. Para a alexandrita, a lapidação pera. Para o diamante, a lapidação mais apropriada é o brilhante. Em nenhuma das gemas conhecidas, porém, a lapidação mais indicada se confunde tanto com a própria gema como no caso do diamante. O brilhante está tão associado ao diamante que muitas pessoas usam erroneamente esse nome como sinônimo de diamante, dizendo "anel de brilhante" quando querem dizer anel de diamante. Isso não é correto porque o diamante pode ser lapidado do outras maneiras e outras gemas podem receber lapidação brilhante.


Controle de Procedência
O diamante é a única gema que possui um controle internacional de procedência. Devido ao seu uso para aquisição clandestina de armas, sobretudo em países africanos (o que gerou as expressões "diamantes de sangue" e "diamantes de conflito" para designar os diamantes assim vendidos), foi criado em 2002 o Processo Kimberley. Trata-se de um acordo que envolve dezenas de países produtores, pelo qual os signatários não compram diamantes brutos que não venham acompanhados de um documento padronizado atestando sua procedência, o chamado Certificado do Processo Kimberley. O Brasil é, desde 2003, um dos signatários desse acordo e tem tido presença ativa nas reuniões realizadas para tratar desse assunto.

Cristal prismático de topázio

Foto do MineralForma Cristalográfica
 
Cristal prismático de topázio
Direções ópticas e cristalográficas
Fórmula Química - Al2SiO4(OH,F)2
Composição - 
55,95 % Al2O3, 32,97 % SiO2, 4,45 % H2O, 11,47 % F
Cristalografia -
Ortorrômbico
        Classe -
Bipiramidal rômbica

Propriedades Ópticas -
Biaxial positivo

Hábito -
Prismático
Clivagem -
Excelente em {001}
Dureza - 8
Densidade relativa - 3,4 - 3,6
Fratura - Subconchoídal
Brilho - Vítreo
Cor - Branco, amarelo-vinho, amarelo-palha, cinza, verde, azul, vermelho.


Associação -
Associado a fluorita, cassiterita, turmalina, muscovita. 

Propriedades Diagnósticas -
Apresenta fosforecência, insolúvel em HCl, testes químicos. 
Ocorrência -
Ocorre em granitos e riólitos, veios ou cavidades, sendo nestes últimos resultado de cristalização pneumatolítica residual de magmas. Ocorre também em alguns xistos e gnaisses, como resultado do mesmo processo. Frequentemente encontrado em pegmatitos.
Usos - G
ema e indústria de refratários.

O que aconteceria se a raça humana desaparecesse subitamente

O que aconteceria se a raça humana desaparecesse subitamente

Vídeo fascinante mostra o que aconteceria com a Terra se, de um segundo para o outro, os humanos sumissem e não levassem nada consigo



Já parou para pensar no que aconteceria se, em um piscar de olhos, toda a humanidade desaparecesse da face da Terra? Ignore, por um momento, as razões que levariam a tal fenômeno e tente imaginar apenas a sucessão de eventos pelos quais passaria o nosso planeta.






Se você achou a tarefa muito difícil, não se preocupe. O canal #MindWarehouse produziu um vídeo que registra com alta definição esse cenário hipotético – do momento exato de nosso sumiço às próximas centenas de milhões de anos (você pode assisti-lo no final deste texto).
A cronologia dos fatos é fascinante. Em apenas algumas horas, o mundo sentirá os primeiros efeitos da ausência do homem. Como a maior parte de nossa matriz energética ainda é gerada a partir de combustíveis fósseis, as luzes se apagarão logo por falta de abastecimento, jogando o planeta nas sombras.
Em poucos dias, estações inteiras de metrô serão inundadas, pois as bombas que as protegem de águas subterrâneas deixarão de funcionar.
As consequências serão especialmente dramáticas para os animais domésticos e para aqueles que foram presos em fazendas. Sem seus donos, a comida acabará logo e, consequentemente, boa parte deles morrerá de fome. Nos poucos casos em que conseguirem escapar e sobreviver, reinará a lei do mais forte.
Em apenas um mês, a água das energias nucleares começará a evaporar, causando uma série de explosões muito maiores do que as de Fukushima e Chernobyl.
Espécies inteiras serão afetadas pela radioatividade e sucumbirão ao câncer.
Após pouco mais de um ano, os animais sobreviventes contemplarão uma “estranha chuva de estrelas”. Não, não estamos falando de astros naturais, mas sim, da queda de satélites colocados em órbita por nós. Sem a atividade humana, eles cairão como meteoros sobre a Terra.
A maioria das cidades será tomada pela vegetação. Outras, como Dubai e Las Vegas, serão engolidas pela areia dos desertos.
Em aproximadamente 300 anos, construções de metal, como a torre Eiffel, e pontes de ferro irão desmoronar por conta da corrosão de seus materiais.
E quais serão as construções humanas mais longevas? Inesperadamente, aquelas erguidas e esculpidas com pedras, caso das pirâmides do Egito, da muralha da China e do Monte Rushmore, nos Estados Unidos.
Em 50 milhões de anos, os últimos rastros da civilização humana serão as garrafas de plástico e pedaços de vidro, prova da nossa surpreendente capacidade de produzir lixo.
Em mais 50 milhões de anos, porém, até esses resíduos terão desaparecido. Depois disso, sem o impacto da ação do homem, a natureza tomará novamente conta de tudo. E se, daqui a 300 milhões de anos, surgir uma nova espécie racional, ela nunca saberá de nossa existência.
O vídeo, que pode parecer apenas uma viagem fictícia, termina com uma forte mensagem. “Como vocês podem ver, a Terra poderá viver muito bem sem nós. Nós é que não podemos viver sem ela.”
Confira abaixo a produção (com narração em inglês) que já conta com mais de 10 milhões de visualizações.
Este conteúdo foi originalmente publicado em Exame.com