domingo, 23 de abril de 2017

A desconhecida Gemologia

A desconhecida Gemologia

Muito antes do tempo dos Faraós, o homem já descobrira métodos, bem elaborados, de substituir a pedra preciosa e o ouro por imitações que, para a época, eram consideradas perfeitas. Com o passar dos séculos, tornou-se uma praxe necessária reis e conquistadores de impérios terem sempre em seus fabulosos reinos um mago alquimista que possuísse poderes e detivesse a sabedoria da ciência para que, com seus complicados métodos científicos, fosse capaz de desvendar as mais complicadas reações da natureza e distinguir, dentre os tesouros conquistados, o que realmente era precioso.
Para termos idéia da incansável busca do homem pela fórmula capaz de dominar a natureza, ou de pelo menos tentar reproduzi-la, Auguste Louis Verneuil em 1894, observou que fundindo óxido de alumínio (Al2O3) em temperatura elevada, similar à exercida pela terra em seu subsolo, poderia daí obter um resultado extraordinário – O Corindon Sintético – que seria a notícia mais revolucionária da época para o setor joalheiro. O sistema conhecido como "fusion", até os meados dos anos 40, era a mais perfeita "imitação" do rubi, capaz de passar desapercebido aos olhos dos mais experientes joalheiros europeus. Com isso, o mercado de jóias e pedras preciosas na Europa entrou em pânico, obrigando o setor a tomar algumas atitudes, que se tornaram praxe do mercado joalheiro, até pouco tempo, de adquirir qualquer tipo de gema apenas dos comerciantes tradicionais que estavam  estabelecidos e conhecidos pelas suas "idas e vindas" das minas das pedras preciosas. Isso não foi o suficiente para conter a grande desconfiança que assolava o mercado joalheiro internacional, sendo criada então na Inglaterra, na década de 20, pelo British Goldsmith Union (Sindicato dos Ourives e Joalheiros da Inglaterra), a primeira escola de Gemologia. O efeito produzido no mercado por esses gemólogos – "magos", se comparados àqueles dos tempos medievais – foi o antídoto perfeito que se espalhou por outros países como os Estados Unidos (1931), onde foi criado o GIA – Gemological Institute of America – com seu revolucionário método de ensino à distância, difundindo a ciência da Gemologia para centenas de milhares de "magos" de diversas nações. Em seguida foi a vez da Alemanha, URSS, Hong Kong, Japão, Bélgica, entre outros.
Hoje, mais de 100 anos depois de Verneuil, as coisas se complicaram bastante para nós gemólogos, pois ao contrário daquele rubi sintético produzido de forma muito rudimentar e de fácil identificação, os russos, suíços, japoneses e americanos desenvolveram, utilizando a mais alta tecnologia, rubis, safiras, esmeraldas, diamantes, quartzos de todas as cores imagináveis, sem contarmos com os materiais denominados "de imitação" tornando-se assim cada vez mais complexas as técnicas exigidas para separar o "joio do trigo".
A Gemologia, contudo, é um instrumento fabuloso para manter a segurança e a confiança exigida pelo mercado joalheiro, porém, no Brasil, poucos ainda detêm o conhecimento necessário para se intitularem "gemólogos". O mercado deve ficar atento com aqueles que, através de farta assimilação literária, assim se intitulam, principalmente no meio daqueles que possuem carência e insegurança de informações mercadológicas.
Os gemólogos devem possuir, além de aparelhos técnicos (e saber manejá-los com destreza), grande experiência de mercado, pois somente a árdua manipulação diária de centenas de pedras naturais, sintéticas e imitações poderão dar subsídio e conhecimento necessário para o diagnóstico de uma gema sintética ou natural, em apenas alguns minutos. Aos olhos do leitor, talvez a inexperiência do profissional não pareça de suma importância, porém, no momento de identificar e assegurar ao cliente através de um documento (certificado) que tal gema não é o diamante, ou rubi, ou safira, ou esmeralda, ou alexandrita de US$80.000 que parecia ser e sim uma Moissanita, ou outro material qualquer de apenas US$1.500, teremos que recorrer – além da experiência prática - a todos os nossos embasamentos conceituais e tecnológicos disponíveis, pois por qualquer deslize, o prejuízo de uma das partes poderá ser imensurável.
Antigamente - voltando aos tempos medievais - se os magos emitiam uma opinião errada que levava a sua Majestade a assumir prejuízos, eram condenados à decapitação. E hoje? O que aconteceria?? Ao gemólogo, na melhor das hipóteses, caberia interpretação do poder judiciário. Quanto ao cliente, a certeza de ter sido lesado, assumindo provavelmente um prejuízo milionário, que talvez fosse descoberto somente muitos anos mais tarde...

BENEFICIAMENTO DE DIAMANTES

BENEFICIAMENTO DE DIAMANTES



O comportamento do carbono na natureza sempre foi um assunto fascinante e desafiador para os estudiosos da Ciência Físico-Química.
Esse elemento químico se apresenta sob as formas, amorfas, lamelares e cristalinas, dependendo das condições de pressão, de temperatura e da presença, ou não, do oxigênio no momento de sua estruturação molecular.
O grande fascínio para humanidade é a forma cristalina - o enigmático e fascinante diamante, formado nas profundezas da terra, sob alta pressão, temperaturas elevadas e tempo de residência ou, melhor dizendo, tempo de permanência naquelas condições para estruturação das várias formas cristalinas. A maior ou menor pureza do cristal depende da composição química do magma vulcânico que envolve o cristal de diamante em formação e do tempo de exposição do mesmo àquelas condições.
As principais formações cristalinas do carbono são encontradas nos cones vulcânicos - os Kimberlitos, que, com o passar dos milênios, submetidos à erosão e metamosfismos diversos, liberam os cristais de diamante para as áreas circunvizinhas, concentrando-os, por ação da gravidade, nos leitos dos rios e cavidades rochosas.
O grande desafio para os pesquisadores foi a criação em laboratório das condições idênticas da formação dos cristais de diamante na natureza, sem deixar seqüelas, isto é, pistas capazes de denunciar a intervenção do homem.
Após anos de pesquisas conseguimos criar em laboratório essas condições, reproduzindo fielmente as condições do magma vulcânico, no interior do Kimberlito, durante a formação do cristal. Reproduzimos as condições físicas e químicas do interior do vulcão mas, logicamente, o fator tempo de contato (tempo de exposição entre o magma e o diamante) é importantíssimo e não temos condições de suprir esse detalhe, por isso criamos um ambiente químico capaz de acelerar as reações, entrando em ação a cinética química, a aceleração das reações química para compensar o fator tempo.
Aí entram em ação os reagentes químicos especialmente sintetizados para esse fim.
Esses reagentes irão compensar o exíguo tempo de exposição, catalisando e acelerando as reações físicas e químicas, criando condições de limpeza e purificação dos cristais e, muito importante, a perda em peso, quando acontece, é da ordem da terceira casa decimal do quilate. (Praticamente não há).
Entretanto, os resultados do beneficiamento são sempre imprevisíveis, dependem do sistema cristalino, da formação e da origem da pedra, do tipo de pigmento e das inclusões na rede cristalina formadora do cristal.
Nossa experiência tem demonstrado que cada pedra fornece um resultado diferente, como se o diamante tivesse características próprias, pedra a pedra.
Diríamos que não existem dois cristais de diamante capazes de fornecer resultados idênticos.
Cada pedra é uma pedra, uma caixa preta cujo resultado ou rendimento do tratamento é imprevisível. Porém, sempre se observa valor econômico agregado ao diamante após a operação de tratamento, com a vantagem da impossibilidade de detecção em laboratório de qualquer alteração do diamante provocada pelo homem, exatamente por o processo utilizado imitar a ação da natureza, havendo apenas uma diferenciação no fator tempo para purificação do diamante. O diamante industrial da região de Juina, por exemplo, após tratamento, passa à fazenda fina com uma valorização em torno de 1.000% (mil por cento).

Missão comercial espera atrair R$ 500 mi em investimentos de canadenses na mineração de Mato Grosso

Missão comercial espera atrair R$ 500 mi em investimentos de canadenses na mineração de Mato Grosso


Foto: Reprodução/Internet/Ilustração
Missão comercial espera atrair R$ 500 mi em investimentos de canadenses na mineração de Mato Grosso
Mato Grosso espera atrair R$ 500 milhões em investimentos durante a Prospectors and Developers Association of Canada (PDAC), em Toronto (Canadá), entre os dias 04 e 08 de março. A feira é considerada uma das maiores do segmento de mineração do mundo. A perspectiva de empresários do setor é que haja uma interação com novos parceiros que proporcione a entrada de novas tecnologias no mercado de extração de minerais, como é o caso do ouro.

Aproximadamente 35 pessoas compõe a Missão Comercial para o Canadá que visa apresentar o potencial mineral de Mato Grosso, entre representantes do Governo do Estado, empresários e prefeitos. A caravana é realizada por meio de uma parceria da Desenvolve MT (antiga MT Fomento) com a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

O Prospectors and Developers Association of Canada (PDAC) representa os interesses da indústria canadense de desenvolvimento.

Presidente da Desenvolve MT, Mario Milton Mendes. (Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto)

“O objetivo da Missão Comercial é a prospecção de projetos, que é uma das metas da Desenvolve MT. Cada um, seja prefeito, empresário ou nós mesmos do governo de Mato Grosso, irá apresentar o seu potencial”, pontua o presidente da Desenvolve MT, Mario Milton Mendes.

Para o prefeito de Alta Floresta, Aziel Bezerra, a Missão Comercial pode atrair investimentos para o município cuja economia gira 80% em torno, aproximadamente, da agropecuária e prestação de serviço. Segundo Bezerra, a mineração representa apenas 2% da economia do município.

“Alta Floresta tem ainda cerca de 80% do ouro em profundidade para ser explorado. Além disso, há jazidas de manganês, cassiterita, por exemplo, que também podem ser exploradas no município. A vinda de investimentos pode elevar para 50% a participação da mineração na economia do município”, comenta ao Agro Olhar o prefeito Aziel Bezerra.

 Gilson Camboim representante da Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto.
(Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto)

Novas tecnologias

A região de Peixoto de Azevedo é hoje considerada uma das maiores produtoras de ouro do país. Em 2016 foram captadas 7 toneladas de ouro, enquanto em 2015 haviam sido cerca de 4 toneladas, conforme Gilson Camboim, um dos representantes da Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto.

“A Missão Comercial no Canadá para nós significa uma oportunidade de buscar parceiros que proporcionem novas tecnologias para a extração, além de melhorar o trabalho de pesquisa”,  afirma Camboim. Questionado sobre o aumento de ouro captado na região de Peixoto de Azevedo ele comenta que o crescimento decorreu ao melhoramento de alguns equipamentos utilizados, bem como a campanha de legalidade da atividade.

Mato Grosso produz 87,2% do diamante brasileiro e quer implantar escola de design de joias

Mato Grosso produz 87,2% do diamante brasileiro e quer implantar escola de design de joias



Foto: Reprodução/Internet/Ilustração
Mato Grosso produz 87,2% do diamante brasileiro e quer implantar escola de design de joias
Responsável por 87,2% da produção nacional de diamantes, Mato Grosso deve implantar escola de design e ourivesaria em 2018. De acordo com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), o Estado possui garimpos e minas com exploração contínua há cerca de dez anos nos distritos diamantíferos de Juína, Alto Araguaia e Chapada dos Guimarães.


Dados mais recentes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) revelam que Mato Grosso em 2014 foram produzidos 49.637 quilates (cts), o equivalente a 87,2% dos 56.923 quilates produzidos no Brasil.

Os principais distritos diamantíferos de Mato Grosso, segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), estão localizados nas regiões de Juína, Chapada dos Guimarães, Paranatinga, Nortelândia/Diamantino, Poxoréo, Alto Araguaia, além do Rio das Garças (seu curso percorre municípios como Alto Garças, Guiratinga, Tesouro, General Carneiro, Pontal do Araguaia e Barra do Garças).

Ainda conforme a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), existem 156 garimpos /minas de diamantes de Mato Grosso cadastrados por meio do Projeto Diamante Brasil, além de quatro campos kimberlíticos e 117 corpos kimberlíticos.

“Além de sermos o maior produtor de diamantes, temos potencial enorme de crescimento. Ao contrário de Minas Gerais, por exemplo, nós temos ainda um limite de exploração muito grande. Hoje, produzimos 49 mil quilates, mas já chegamos a produzir 500 mil quilates”, comenta o presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Marcos Vinícius Paes de Barros.

Marcos Vinícius comenta que há um projeto para montar em 2018 uma Escola de Design e Ourivesaria. “Na parte de mineração das gemas, como diamante, ametista e quartzo, por exemplo, nós temos uma escola de gemologia, ou seja, lapidação e estamos tentando implantar uma de ourivesaria e design. Seria uma etapa seguinte ao processo de transformação da pedra, agregando muito mais valor a ela”.

O presidente da Metamat comenta que já foram formados 120 lapidários. “São Paulo é o Estado que mais concentra produção de joias do Brasil, gerando 45 mil empregos formais. Mato Grosso produz a pedra e não a joia, ou seja, é o oposto de São Paulo, o que faz com que o produto final volte para nós consumidores com um valor agregado ainda maior”.

O geólogo da Metamat, Wanderlei Magalhães, comenta que há previsão de em 2017 abrir uma turma para qualificar 30 pessoas para transformar gemas em artesanato. Hoje, em Mato Grosso, além do diamante e do ouro, são encontradas gemas como ametista, quartzo, granada, ágata, jaspe e topázio.

Brasilianita

Brasilianita


      

Uma pedra preciosa de brasilianita proveniente do município de Conselheiro Pena (MG)
A brasilianita ou brasilianite é um fosfato básico de sódio e alumínio, de fórmula química NaAl3(PO4)2(OH)4.[1] Cristaliza na classe prismática do sistema monoclínico, em exemplares de hábito prismático de cor amarelo-esverdeada, às vezes transparentes ou translúcidos.[ Forma-se em pegmatitos graníticos. Utiliza-se como gema. As principais jazidas são as do estado brasileiro de Minas Gerais, de Palermo Mine e de Smith Mine, no estado norte-americano de New Hampshire.