segunda-feira, 24 de abril de 2017

Geólogos acreditam na extração econômica de ouro e metais preciosos nos esgotos

Geólogos acreditam na extração econômica de ouro e metais preciosos nos esgotos






Estudos feitos pela Universidade do Estado do Arizona estimaram que uma cidade de 1 milhão de habitantes joga no esgoto o equivalente a 13 milhões de dólares por ano em metais preciosos.

Os metais preciosos, ouro, prata, platina, paládio junto com outros metais como o cobre, vanádio, zinco, chumbo e estanho fazem parte do lixo jogado todos os dias no esgoto.

Um grande número de novos produtos industriais como shampoos, detergentes e até roupas (com prata para reduzir o odor) estão enriquecendo o valor dos resíduos sólidos que não são processados em plantas de filtragem e tratamento de água.

Nos oito anos que os estudos foram feitos, quando foram testados mensalmente os esgotos, chegou-se a uma conclusão extraordinária: o material sólido tem, em média 28g/t de prata, 0,6% de cobre, 49g/t de vanádio e 0,4g/t de ouro.

Os teores de ouro e de cobre são compatíveis com os teores médios de algumas minas econômicas famosas como a de Paracatu ou dos pórfiros de cobre ao redor do mundo.

Imagine ter verdadeiras minas de ouro a partir do sujo esgoto de uma cidade como S. Paulo, que polui os rios e o mar...

Não é ficção científica e pode ser feito economicamente!

Veja como a água pura pode ser recuperada dos mais poluídos esgotos)
água
O tratamento dos esgotos é feito nos Estados Unidos e em vários lugares do mundo (veja acima), mas, por enquanto, só a água é recuperada podendo ser imediatamente consumida pela população.

Já o resíduo sólido do tratamento dos esgotos onde estão os metais preciosos e que, depois do processo pode ser transformado em fertilizante e bioplásticos reduzindo ainda mais os custos do processo de tratamento.

Mais importante que tudo, a mineração dos esgotos irá viabilizar duas das maiores riquezas da humanidade: a água e o meio ambiente.

A mineração a serviço do meio ambiente...

Berílio: um metal do futuro

Berílio: um metal do futuro






Berílio é um desses metais que todos sabem que existe, mas poucos sabem quais são os seus usos.

Os berilos são a principal fonte do metal. Esses belos minerais hexagonais são originados nos pegmatitos de Minas Gerais e são amostras fundamentais em coleções de minerais. (foto).

Por ser muito leve, não magnético e maleável o berílio (Be) é usado em várias ligas, principalmente com alumínio e cobre que são usadas em várias aplicações. À medida que os avanços tecnológicos se acentuam mais aplicações para o berílio foram descobertas, aumentando exponencialmente o interesse da indústria.

Hoje o metal já é considerado um produto estratégico usado na telefonia celular, mísseis, indústria aeroespacial e reatores nucleares.

Apesar de sermos um dos maiores produtores de berilo, uma das principais fontes do berílio, não temos nenhuma planta de processamento do metal no Brasil. As principais estão nos Estados Unidos, Cazaquistão e China.

A Rússia deverá ser o mais novo membro deste clube e se prepara para produzir o metal, que vale US$500.000 por tonelada, no Siberian Chemical Combine.

Os russos já iniciaram um investimento cujo Capex deverá superar os US$40 milhões. Eles esperam produzir ainda em 2020.

As reservas mundiais de berilo e bertrandita ainda são especulativas.

Esses minerais são mais abundantes no Brasil, Madagascar, Rússia e Estados Unidos. Segundo cálculos altamente inferidos os recursos atingem 400.000t.

Que tal achar uma nova jazida de berilo no Brasil? As minas de esmeraldas talvez ainda tenham um grande volume de esmeralda (variedade de berilo) sem valor econômico, rejeitada, que pode interessar a compradores...


Frank o caçador de meteoritos

Frank o caçador de meteoritos







Poucas  pessoas, durante a sua vida, conseguem perseguir objetivos com grande  intensidade, sem perder o foco, amalgamando o conhecimento científico com as  ideias e os dados de uma longa e extenuante pesquisa ao longo do tempo, em uma  cruzada épica, em busca de respostas.
O Frank  Guardia, um geólogo canadense, que morou no Brasil, criador de empresas e  descobridor de jazidas e oportunidades é uma dessas pessoas.
Nestas  últimas décadas, Frank embarcou em uma viagem solo, na busca de dados que possam  comprovar a sua grande convicção: muito do que se vê e se propaga da geologia  nada mais é do que o efeito direto dos impactos de meteoritos.
Frank  está certo!
É só  olharmos para o nosso satélite, a Lua, e veremos uma superfície coberta por  milhões de cicatrizes de impactos de meteoritos. Na Lua essas crateras estão  ainda preservadas, pois lá não existe a erosão química e física que a atmosfera  e as águas aqui na Terra ocasionam. É lógico que a Terra, por ser mais antiga e  muito maior que a Lua, recebeu um número bastante superior de impactos diretos  de meteoritos que devem ter ocasionado imensas modificações geológicas ao longo  dos tempos.
Eu sei  que esse é um assunto por demais conhecido de todos. Afinal, quem não conhece, e  fala, sobre as extinções dos dinossauros causadas, provavelmente, pelo imenso  impacto de um meteorito que atingiu a Terra no Cretáceo, possivelmente onde hoje  é o Golfo do México?
 Esse impacto foi o responsável pela  extinção em massa de quase ¾ de todas as plantas e seres vivos do planeta  incluindo os dinossauros é claro.
O que  não se fala é sobre o efeito cumulativo de milhões de impactos de meteoritos e  sobre as quatrilhões (isso mesmo, números com mais de 15 zeros) de toneladas de  material terrestre que foram pulverizadas e ejetadas na atmosfera cobrindo  enormes regiões adjacentes ao impacto: o ejecta.
Pouco se  fala sobre a formação de imensos mares de lava que cobriram continentes e foram  derivados de grandes impactos, ou sobre enormes pedaços da Terra que foram  lançados ao espaço sideral, após impactos catastróficos, como o que gerou a  própria Lua.
Esta  relação de causa e efeito, entre os impactos e a geologia Terrestre, ainda é uma  das áreas cinza do nosso conhecimento e é onde Frank Guardia excede. Ele  investiu décadas em viagens, pesquisas e reconhecimentos geológicos sempre em  busca das evidências geológicas que possam iluminar essa área. Se um dia o campo  da geologia dos impactos de meteoritos se solidificar não podemos esquecer de  Guardia, que chegou a ser ridicularizado por muitos colegas por estar,  simplesmente, à frente de sua época.
Para que  você possa ter uma ideia sobre a enormidade do problema vamos fazer uma  comparação entre a Terra e a Lua.
A  inspeção da Lua mostra gigantescas crateras, como a Aitken, com 2.500km de  diâmetro e 13km de profundidade. É só calcular e veremos que o impacto da Aitken  deslocou mais de 25 milhões de quilômetros cúbicos de material. É como abrir uma  cratera de 2.900m de profundidade em todo o Brasil. Isso causado por apenas um  meteorito...
Os  números dos grandes impactos são simplesmente enormes e a Terra teve, nos  últimos 4,5 bilhões de anos, incontáveis impactos que ejetaram muitos  quatrilhões de toneladas  que  cobriram praticamente toda a superfície do planeta várias vezes,  que foram processadas pelo intemperismo terrestre, se transformando, aos  poucos, em sedimentos e em rochas metamórficas e ígneas no interminável ciclo  geológico. A real influência desse processo de redistribuição de rochas e de  homogeneização da crosta terrestre nunca será totalmente entendida.
Frank  está certo. A influência dos meteoritos na geologia da Terra é simplesmente  enorme, muito maior do que a geologia ensinada nas Universidades propaga.
Frank se foi no dia 02 de maio de 2016. 
A ele o  nosso reconhecimento e respeito.

Cientistas descobrem que adaga de Tutankamon é feita de meteorito

Cientistas descobrem que adaga de Tutankamon é feita de meteorito






Um interessante estudo publicado nesta semana finalmente esclarece um dos mistérios da Egiptologia: por que a adaga de Tutankamon tinha lâmina de ferro se os Egípcios não tinham a tecnologia da metalurgia do ferro?

Esta lâmina tinha, também, uma característica ímpar: ela nunca oxidava.

Quando o arqueólogo Howard Carter encontrou a múmia de um menino, em 1922, começava uma das mais famosas histórias da Egiptologia: a de Tutankamon.

Junto com os incríveis tesouros, mais de 5.000 peças, foram encontradas duas adagas (foto). Uma com a lâmina de ouro e a outra com uma lâmina de ferro, muito mais rara pelo fato de que na época ainda não era conhecida a metalurgia do ferro.

Este fato intrigou os estudiosos por décadas até que, na semana passada um grupo de cientistas italianos liderados por Daniela Comelli, descobriu a origem do ferro da adaga: um meteorito de nome Kharga descoberto no ano 2.000

Os cientistas fizeram um estudo de fluorescência de raio X (XRF) e observaram que a lâmina era na verdade composta por ferro, níquel e cobalto em proporções clássicas de um meteorito ferroso.

Depois foi só comparar com as análises de meteoritos próximos conhecidos e chegar até o octaedrito Kharga.

Estava solucionado mais um mistério da antiguidade.

A composição do meteorito Kharga, com alto teor de níquel (10,8%) é similar à do aço inox que não oxida.

Acredita-se que o termo ferro tenha sido criado pelos egípcios e hititas para designar o ferro vindo do céu: meteoritos. 

domingo, 23 de abril de 2017

A desconhecida Gemologia

A desconhecida Gemologia

Muito antes do tempo dos Faraós, o homem já descobrira métodos, bem elaborados, de substituir a pedra preciosa e o ouro por imitações que, para a época, eram consideradas perfeitas. Com o passar dos séculos, tornou-se uma praxe necessária reis e conquistadores de impérios terem sempre em seus fabulosos reinos um mago alquimista que possuísse poderes e detivesse a sabedoria da ciência para que, com seus complicados métodos científicos, fosse capaz de desvendar as mais complicadas reações da natureza e distinguir, dentre os tesouros conquistados, o que realmente era precioso.
Para termos idéia da incansável busca do homem pela fórmula capaz de dominar a natureza, ou de pelo menos tentar reproduzi-la, Auguste Louis Verneuil em 1894, observou que fundindo óxido de alumínio (Al2O3) em temperatura elevada, similar à exercida pela terra em seu subsolo, poderia daí obter um resultado extraordinário – O Corindon Sintético – que seria a notícia mais revolucionária da época para o setor joalheiro. O sistema conhecido como "fusion", até os meados dos anos 40, era a mais perfeita "imitação" do rubi, capaz de passar desapercebido aos olhos dos mais experientes joalheiros europeus. Com isso, o mercado de jóias e pedras preciosas na Europa entrou em pânico, obrigando o setor a tomar algumas atitudes, que se tornaram praxe do mercado joalheiro, até pouco tempo, de adquirir qualquer tipo de gema apenas dos comerciantes tradicionais que estavam  estabelecidos e conhecidos pelas suas "idas e vindas" das minas das pedras preciosas. Isso não foi o suficiente para conter a grande desconfiança que assolava o mercado joalheiro internacional, sendo criada então na Inglaterra, na década de 20, pelo British Goldsmith Union (Sindicato dos Ourives e Joalheiros da Inglaterra), a primeira escola de Gemologia. O efeito produzido no mercado por esses gemólogos – "magos", se comparados àqueles dos tempos medievais – foi o antídoto perfeito que se espalhou por outros países como os Estados Unidos (1931), onde foi criado o GIA – Gemological Institute of America – com seu revolucionário método de ensino à distância, difundindo a ciência da Gemologia para centenas de milhares de "magos" de diversas nações. Em seguida foi a vez da Alemanha, URSS, Hong Kong, Japão, Bélgica, entre outros.
Hoje, mais de 100 anos depois de Verneuil, as coisas se complicaram bastante para nós gemólogos, pois ao contrário daquele rubi sintético produzido de forma muito rudimentar e de fácil identificação, os russos, suíços, japoneses e americanos desenvolveram, utilizando a mais alta tecnologia, rubis, safiras, esmeraldas, diamantes, quartzos de todas as cores imagináveis, sem contarmos com os materiais denominados "de imitação" tornando-se assim cada vez mais complexas as técnicas exigidas para separar o "joio do trigo".
A Gemologia, contudo, é um instrumento fabuloso para manter a segurança e a confiança exigida pelo mercado joalheiro, porém, no Brasil, poucos ainda detêm o conhecimento necessário para se intitularem "gemólogos". O mercado deve ficar atento com aqueles que, através de farta assimilação literária, assim se intitulam, principalmente no meio daqueles que possuem carência e insegurança de informações mercadológicas.
Os gemólogos devem possuir, além de aparelhos técnicos (e saber manejá-los com destreza), grande experiência de mercado, pois somente a árdua manipulação diária de centenas de pedras naturais, sintéticas e imitações poderão dar subsídio e conhecimento necessário para o diagnóstico de uma gema sintética ou natural, em apenas alguns minutos. Aos olhos do leitor, talvez a inexperiência do profissional não pareça de suma importância, porém, no momento de identificar e assegurar ao cliente através de um documento (certificado) que tal gema não é o diamante, ou rubi, ou safira, ou esmeralda, ou alexandrita de US$80.000 que parecia ser e sim uma Moissanita, ou outro material qualquer de apenas US$1.500, teremos que recorrer – além da experiência prática - a todos os nossos embasamentos conceituais e tecnológicos disponíveis, pois por qualquer deslize, o prejuízo de uma das partes poderá ser imensurável.
Antigamente - voltando aos tempos medievais - se os magos emitiam uma opinião errada que levava a sua Majestade a assumir prejuízos, eram condenados à decapitação. E hoje? O que aconteceria?? Ao gemólogo, na melhor das hipóteses, caberia interpretação do poder judiciário. Quanto ao cliente, a certeza de ter sido lesado, assumindo provavelmente um prejuízo milionário, que talvez fosse descoberto somente muitos anos mais tarde...