domingo, 30 de abril de 2017

Garimpo ilegal de ouro leva milhares a reserva ambiental no Amazonas

Avesso à vida urbana, o agricultor Arildo Ari Mar, 72, nunca quis seguir os irmãos e trocar a comunidade Santa Rosa por Manaus, a cerca de 500 km de viagem de barco. um mês, porém, ele viu uma cidade de garimpeiros surgir sobre o trecho do rio Madeira diante da sua casa.
"Essas balsas chegaram do nada. Nem sabíamos que tinha ouro aqui. Sei que testaram ali, ficaram e foi chegando pessoal de Humaitá, Porto Velho", diz o ex-seringueiro.
Na gíria amazônica, o fenômeno é conhecido como fofoca. Um garimpeiro encontra grande quantidade de ouro, a notícia se espalha, e logo uma multidão surge para buscar a mesma sorte.
Desta vez, a corrida do ouro se deu em trecho do rio Madeira bem em frente à comunidade de 16 famílias, fundada no final do século 19 pelo avô de Arildo, no ciclo da borracha. A área faz parte da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Madeira, de 283 mil hectares.
No início, durante as primeiras semanas deste mês, havia cerca de 700 balsas de garimpo, segundo a administração da RDS. Isso significa uma população flutuante de 3.000 pessoas. Todas operando ilegalmente.
















Mas não havia ouro para todo mundo, e o minério começou a "fracassar". Quando a Folha esteve na região, em meados do mês, cerca de metade das balsas havia deixado o local.
Por outro lado, havia quatro grandes dragas recém-chegadas em operação, com capacidade de processamento equivalente a várias balsas. Conhecidas como "dragões", podem consumir mil litros de diesel por dia e conseguem perfurar pedras no fundo do leito.
Os transtornos da invasão para os moradores foram imediatos. Por causa da contaminação, passaram a comprar galões de água em Novo Aripuanã, a cidade mais próxima, a cerca de 40 km.
Do barco escolar, crianças, na maioria evangélicas, chegaram a ver mulheres nuas em cima do prostíbulo flutuante, estacionado a poucos metros das casas. O barulho do motor não para. As plantações de banana, principal fonte de renda, viraram banheiro para os garimpeiros. A pesca foi interrompida.
Até agora, as ações de fiscalização foram pontuais e de pouco efeito. No início, o chefe da RDS, Miqueias Santos, usou dois PMs para retirar garimpeiros de uma praia. Dias depois, recebeu ameaças e teve de deixar Novo Aripuanã.
Por se tratar de um rio interestadual, a fiscalização é de responsabilidade federal, mas apenas a Marinha esteve na região, limitando-se a inibir que os balseiros obstruam a navegação e a fiscalizar condições de segurança.
À Folha, o secretário estadual de Meio Ambiente, Antônio Stroski, afirmou que grandes ações de comando e controle na Amazônia são lentas por causa das distâncias e do custo, mas que uma operação com o governo federal está sendo planejada.
DIVERGÊNCIAS
Passado o susto inicial, a comunidade Santa Rosa, toda com laços de parentesco, se dividiu. Parte das famílias quer a saída imediata e incondicional dos garimpeiros. Sentindo-se ameaçadas após darem entrevista a uma TV local, se recusaram a falar com a reportagem.
Mais pragmática, a ala liderada por Arildo se acostumou com a ideia de conviver com o garimpo, que pode ficar em atividade por anos, principalmente durante o período da seca. "Estamos até entrosados", afirma.
Na condição de presidente da associação de moradores, Arildo passou a pedir uma contribuição semanal de R$ 100 para cada uma das balsas. Com o dinheiro arrecadado, comprou um gerador de eletricidade novo e planeja um poço artesiano.
Empolgado, um dos seus filhos pegou dinheiro emprestado para investir cerca de R$ 30 mil numa balsa e contratou dois garimpeiros. Nos dias em que a reportagem esteve na região, tentava colocar o motor para funcionar.
"Entrei no negócio pela fofoca do ouro", diz Arildo Filho, 40. "Mas não sei operar."
(articleGraphicCredit)..
PRECARIEDADE
Imersas na maior floresta do mundo, as balsas de garimpo parecem saídas da Revolução Industrial. O barulho alto do motor ligado dia e noite, o ar impregnado de fumaça de óleo diesel e o espaço exíguo fazem esquecer que se está em plena Amazônia.
Foi sobre balsas assim que Jaime Cruz, 50, o Jamico, passou a maior parte da sua vida. Atrás do ouro desde os 22 anos, possui quatro delas, operadas com seis filhos, nove garimpeiros e a mulher.
Filho de seringueiro, Jamico nasceu em uma comunidade ribeirinha próxima a Humaitá (AM), na bacia do Madeira. De infância pobre, compara-se com os filhos dizendo que "já foram criados tomando água gelada", mas afirma que o garimpo tornou a vida um pouco melhor.
"Nós não temos tempo de morar em terra. Se parar, o que vou comer?", diz Jamico, um dos primeiros a chegar à nova "fofoca", gíria usada tanto para indicar um local de ouro recém-descoberto quanto para uma fila de balsas.
As condições de trabalho são difíceis. Amarradas em linha a poucos metros do barranco, cada balsa tem uma mangueira acoplada a um motor que suga água e terra do rio. A maioria é operada de cima, mas algumas balsas usam mergulhadores, submersos de 3h a 4h por turno.
Água e lama passam por uma plataforma inclinada forrada de carpete, capaz de reter o do ouro, e volta ao rio.
A cada intervalo, um garimpeiro usa a cuia para checar se a água está trazendo ouro ("fagulhando"). Caso não esteja, a mangueira é mudada de posição. No rio Madeira, o ouro é extremamente fino e com ordem de pureza de mais de 98%, segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Diego Padgurschi /Folhapress
Balsas de garimpo ilegal sugam água e terra do rio Madeira, no Amazonas
Balsas de garimpo ilegal sugam água e terra do rio Madeira, no Amazonas
DESCANSO EM REDES
Nas balsas do Jamico, três garimpeiros, geralmente em chinelos e sem camisa, se revezam no controle do fluxo da água em turnos de 4h, noite e dia. O descanso é sobre redes num pequeno espaço acima do motor e do carpete.
"Por obrigação, nos acostumamos a essa vida. O barulho do motor é a nossa cantiga pra dormir", diz Jamico.
A cada 40 horas, o motor é desligado para que o ouro possa ser extraído do carpete e recuperado com uso do mercúrio. O resultado de tantas horas costuma ser do tamanho de uma bola de gude, da qual 45% é ouro.
Depois de separado, é vendido a um comprador, que geralmente aparece aos domingos, o único dia de descanso. Naquela semana, o grama saía por R$ 108.
Para o ambiente, a boa notícia é que a queima para a separação do ouro passou a ser feita no cadinho nos últimos anos. O aparelho, parecido a uma pequena panela, retém quase todo o mercúrio, que pode ser usado novamente.
É um alívio para o garimpeiro devido ao alto custo do mercúrio —1 kg do mineral custa cerca de R$ 1.000.
A atividade, porém, tem impactos ambientais significativos. Para o DNPM, os principais problemas são a mudança no leito do rio, despejo de derivados de petróleo e a perturbação da fauna aquática.
Dono de uma balsa vizinha à de Jamico, Edemir Albuquerque, 51, admite que o garimpo polui, mas diz que é pouco em comparação ao lixo produzido pelas cidades amazônicas.
COBRANÇA ILEGAL
A corrida do ouro não atrai apenas garimpeiros. Em um domingo, acompanhados de dois PMs armados, três secretários municipais de Novo Aripuanã visitavam balsa por balsa exigindo um imposto municipal de R$ 200 de cada um.
A cobrança é ilegal, segundo a secretaria estadual de Meio Ambiente.
Surpreendidos pela reportagem da Folha, eles explicaram que a cobrança se refere a um imposto municipal e que agiam em nome do prefeito da cidade, Robson de (Pros).
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Herald Santana, a cobrança tem amparo em uma lei que licencia extração mineral. Falou que a visita servia para "promover educação ambiental", mas admitiu que não haveria nenhuma sanção para quem não pagasse.
Com ele estavam o secretário de Habitação e Tributo Municipal, Jorge de Assis, e o secretário da Agricultura, Valmir Mello.
Aos garimpeiros que concordavam com a cobrança, os secretários entregavam um recibo escrito a mão. Em pelo menos um caso, eles aceitaram receber apenas R$ 100.
"Isso é sacanagem", disse o secretário estadual de Meio Ambiente, Antonio Stroski. Segundo ele, o licenciamento é competência do Estado.

Produção de diamantes no Brasil pode crescer até 10 vezes

Produção de diamantes no Brasil pode crescer até 10 vezes

Pedras preciosas

Aumento é resultado da exploração da primeira jazida brasileira de diamantes primários, no município de Nordestina, na Bahia

 
Divulgação/Governo da Bahia Em 2015, a produção brasileira foi em torno de 31,8 mil quilates, ao valor total na ordem de US$ 1,5 milhões
Em 2015, a produção brasileira foi em torno de 31,8 mil quilates, ao valor total na ordem de US$ 1,5 milhões
Com a exploração da primeira jazida de diamantes primários do País, iniciada em 2016, no município baiano de Nordestina, o Brasil deve dobrar a produção e a exportação de pedras neste ano e elevar os valores atuais entre 5 e 10 vezes nos próximos anos.
Em 2015, a produção brasileira de diamantes foi em torno de 31,8 mil quilates, um total de US$ 1,5 milhão. A produção mundial, de acordo com o Sistema de Certificação do Processo de Kimberley (que controla mundialmente os dados de produção, importação e exportação dos países membros), foi de aproximadamente de 127,34 milhões de quilates, no valor de US$ 13,7 bilhões.
No mesmo ano, o Brasil exportou cerca de 34,7 mil quilates ao valor total de aproximadamente US$ 5,7 milhões, ao passo que a exportação mundial foi de 351,4 milhões de quilates ao valor de US$ 42,4 bilhões aproximadamente. 
A diferença entre a produção e a exportação ocorre porque na produção anual não são considerados os estoques remanescentes de anos anteriores.
Boa parte da produção brasileira de diamantes é exportada, principalmente, para os Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Israel.
Jazidas
Além de Nordestina, o Projeto Diamantes do Brasil, em execução pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), tem revelado várias áreas com grandes possibilidades de se encontrar diamantes primários. As jazidas de diamantes primários são aquelas onde se extrai o diamante bruto diretamente da rocha geradora.
Enquanto essas áreas não são totalmente estudadas, os diamantes secundários continuam a ser encontrados por garimpeiros e por pequenos mineradores, principalmente nas regiões de Coromandel e Diamantina, em Minas Gerais, além de algumas áreas nos estados de Goiás, Pará e Roraima. O projeto tem demonstrado que a grande maioria dos estados brasileiros possuem ocorrências de diamantes.
Processo de extração
A rocha primária de diamantes chama-se kimberlito, em homenagem à cidade de Kimberley (África do Sul), onde foram encontrados diamantes pela primeira vez em 1870, resultantes de estudos geológicos, de pesquisa e exploração mineral (e não por garimpos em rios).
Antes disso, de 1725 a 1866, o Brasil foi o maior produtor de diamantes no mundo, sendo o local onde primeiramente se comercializou a pedra preciosa. Em 1860, foi descoberto o diamante Estrela do Sul, considerado um dos maiores do mundo com 128 quilates.

Exploração de diamantes no Brasil

Como anda a exploração de diamantes no Brasil? O Brasil é um país de dimensões continentais e de imensa riqueza tanto em superfície quanto em grandes profundidades. As reservas de minério de ferro de qualidade tornam o país o segundo maior exportador do mundo, atrás da Austrália e seguido por Rússia e China. Dentre as gemas preciosas, destacam-se os diamantes, cristal de alto valor agregado no mercado mundial de grande interesse de companhias multinacionais em explorar nossas terras à procura de minas ou jazidas de diamantes.
Na TV, a exploração de diamantes é lembrada na trama da novela da Rede Globo, “Império”, onde o “comendador Zé Alfredo” (interpretado por Alexandre Nero) acumula fortunas e esbanja vaidades com sua família, vivendo uma série de problemas que envolvem a sua história desde o garimpo, onde foi à procura do sonho da riqueza. É a ficção imitando a realidade, lembrando do caso da Serra dos Carajás, no Pará, em que reuniram-se milhares de pessoas em busca do sonho de se tornarem ricos às custas de muito sofrimento, solidão, doenças, violência, tudo em nome da fama e da riqueza.

Segredos que valem ouro

O número de locais com diamantes no Brasil não é divulgado com precisão, mas sabe-se que há reservas gigantescas de diamantes no país, principalmente nos estados de Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.
Dizem os especialistas que, em reservas indígenas, preservadas por leis da Constituição Brasileira e pela Fundação Nacional do Índio (Funai), há enormes jazidas, mas não estão autorizadas para exploração de diamantes. Não é de hoje que o país sofre com a exploração das suas terras em todos os sentidos, minerais, agrícolas, fauna e flora, desde os tempos do Império. Não se tem a conta de quantos bilhões de dólares já se perderam ao longo dos anos com o envio de pedras preciosas para o exterior.
Para se ter uma idéia das riquezas ocultas no solo brasileiro, em 2014, foi divulgado na internet, em sites especializados, que a exploração de diamantes em terras indígenas do Parque Aripuanã e de Serra Morena, em Rondônia e Mato Grosso, respectivamente, pode render algo em torno de 40 bilhões de dólares por ano, caso seja regulamentada, já que o garimpo em terras indígenas é proibido e, além do que, no Brasil, o que se observa é que, após a extração de minerais preciosos por garimpagem, é uma prática insustentável e que degrada completamente a região explorada, não há políticas de reflorestamento e de revitalização do solo e de programas que beneficiem as populações que vivem acerca da mesma.

Profissionais que brilham

As pesquisas e levantamentos sobre reservas diamantíferas estão a cargo de geólogos e outros especialistas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), vinculado ao Ministério das Minas e Energia junto de empresas multinacionais, como a gigante multinacional De Beers, com sede na Àfrica do Sul. As descobertas levaram a aproximadamente 1.200 pontos de exploração de diamantes no Brasil, entretanto, sem haver informações precisas acerca da quantidade e qualidade dos diamantes.
De acordo com os geólogos envolvidos na pesquisa, atualmente, o país dispõe de reservas de diamantes industriais e de gemas, utilizados para fabrico de jóias. Em média, um diamante no garimpo pode ser comercializado por 2 milhões de reais em forma bruta, mas, depois de lapidada, chega a 20 milhões de reais.
Exploração de diamantes
Exploração de diamantes
Mas a procura por pedras preciosas começou bem antes disso, na era dos desbravamentos dos bandeirantes, no século 17 em diante, tendo as primeiras descobertas no estado das Minas Gerais. O cuidado das reservas e de sua exploração era por conta da chamada Intendência das Minas, quer estava obviamente subordinada à metrópole – já que o Brasil era uma colônia – portuguesa. Como nos dias de hoje, a corrupção e o contrabando das riquezas nacionais eram comuns. Para coibir essas manobras, a Corte Portuguesa criou um núcleo de fiscalização de nome Casa de Fundição ao mesmo tempo em que deixava a extração aos cuidados de “contratadores”.
Ainda que houvesse extração e exportação de ouro e diamante para Lisboa, muitas benfeitorias à época puderam ser vistas com o passar dos anos, mudanças políticas, sociais, econômicas e culturais.

Como funciona uma exploração de diamantes

A exploração de diamantes em uma jazida descoberta não é diferente no Brasil ou na África do Sul. Geralmente, existem máquinas gigantes que operam escavando altas profundidades – já que as pedras costumam estar localizadas a centenas de metros abaixo da superfície – com a ajuda de explosivos, alta tecnologia e garimpeiros em busca das pedras preciosas. Daí, elas são separadas do cascalho e identificadas por um sistema de raio-X. As minas então são criadas sobre região com alta concentração de kimberlito, rocha formada pelo resfriamento do magma vulcânico. Durante a exploração nas minas, as rochas são pulverizadas como cascalhos por meio de explosões em áreas profundas da mina.
Águas de rios e lençóis freáticos transportam pedras que se concentram em áreas superficiais e por isso são “peneirados” pelos mineradores. Da separação por tamanho, as pedras seguem para flotação. Entra em cena uma máquina de triagem em forma de raio-X que funciona para separar o que é diamante e o que não é, passando em seguida a uma apuração manual de cada pedra.
Muita gente ouve diamante como uma jóia preciosa, é verdade, mas a parte menos valiosa, que não é denominada gema, é destinada à indústria para a fabricação de peças de corte, discos, brocas, serras, bisturis, equipamentos cirúrgicos em geral e termômetros de precisão.

Turquia bloqueia acesso à enciclopédia online Wikipédia

Turquia bloqueia acesso à enciclopédia online Wikipédia


 


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ISTAMBUL (Reuters) - A Turquia bloqueou a enciclopédia online Wikipédia, disse o órgão regulador das telecomunicações neste sábado, citando uma lei que permite proibir o acesso a sites considerados obscenos ou uma ameaça à segurança nacional. O ação deve preocupar ainda mais os grupos de direitos humanos e os aliados ocidentais da Turquia, que afirmam que Ancara restringiu acentuadamente a liberdade de expressão e outros direitos fundamentais na repressão que se seguiu ao fracasso do golpe do ano passado. "Depois de análise técnica e consideração jurídica ... uma medida administrativa foi tomada para este site (Wikipedia.Org)", disse o órgão de controle de telecomunicações BTK em um comunicado em seu site. O órgão citou uma lei que lhe permite bloquear o acesso a páginas individuais ou sites inteiros para a proteção da ordem pública, da segurança nacional ou do bem-estar do público. O regulador deve submeter tais medidas a um tribunal dentro de 24 horas. O tribunal tem então dois dias para decidir se a proibição deve ser mantida.

Eike Batista deixa Bangu e segue para prisão domiciliar até julgamento

Eike Batista deixa Bangu e segue para prisão domiciliar até julgamento

domingo, 30 de abril de 2017 12:42 BRT
 


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Por Brad Brooks SÃO PAULO (Reuters) - O empresário Eike Batista, que já foi o homem mais rico do Brasil, deixou neste domingo o presídio de Bangu para cumprir prisão domiciliar antes do julgamento por corrupção. Ele estava detido desde 30 de janeiro, após passar quatro dias em Nova York como fugitivo. Eike será julgado junto com o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que supostamente teria recebido do empresário milhões de dólares em subornos. Na sexta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu soltar Eike sob a justificativa de que os crimes cometidos por ele não envolviam violência nem consistiam ameaça a outros. Cinco anos atrás, Eike, atualmente com 60 anos, tinha uma fortuna de mais de 30 bilhões de dólares e figurava entre os 10 homens mais ricos do mundo, de acordo com a Forbes. Ele fora preso no curso da operação Eficiência após ter sido acusado por dois doleiros de ter pago 16,5 milhões de dólares a Cabral, supostamente em troca de obter contratos com a gestão estadual. (Por Brad Brooks)