sexta-feira, 5 de maio de 2017

Minério de ferro na China tem mínima desde janeiro com preocupações sobre demanda

Minério de ferro na China tem mínima desde janeiro com preocupações sobre demanda


Os contratos futuros do minério de ferro da China caíram para mínima desde janeiro nesta sexta-feira, ampliando as perdas na semana e também pressionando o aço, com os investidores liquidando posições longas por preocupações com a desaceleração da demanda dos setores de construção e infraestrutura.
A venda generalizada desta semana fez o mercado de minério de ferro, um dos maiores em derivativos de commodities da China, fechar em queda semanal de 8,2 por cento, marcando seu pior desempenho semanal desde dezembro. ”O controle da dívida excessiva do governo local e do setor bancário paralelo na China têm sido prioridade na agenda do governo central, levando a preocupações de que uma liquidez mais apertada afetará a conclusão de alguns grandes projetos de infraestrutura”, afirmou a corretora de commodities Sucden em nota.
O minério de ferro na bolsa de Dalian caiu 7,5 por cento, para 461,5 iuanes por tonelada (66,89 dólares), a maior queda diária desde o final de novembro, tocando mínimas desde janeiro. O contrato mais ativo do vergalhão de aço em Xangai recuou 2,5 por cento, para 2.931 iuanes por tonelada, acumulando queda de 4,4 por cento na semana.
Fonte: Reuters

Trabalhadores da Mineração conquistam reajuste salarial acima da inflação

Trabalhadores da Mineração conquistam reajuste salarial acima da inflação


Trabalhadores do setor de Mineração em Cataguases e região estão comemorando a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho fechado pelo Sindicato da categoria, em abril último, com a Mineração Rio Pomba, do grupo Bauminas. O documento tem efeito retroativo a novembro de 2016 e, conforme salienta o presidente da entidade, José Isaac de Morais, “diante da realidade atual do país representa um avanço histórico para a categoria”, disse.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Mineração de Cataguases e Região concluiu as negociações com a direção da Mineração Rio Pomba em meados de abril que culminou em um reajuste salarial total de 10% sendo, 8,5% de reposição da inflação do período, que foi de 8,5%, e o restante (1,5%) é aumento real de salário.
Isaac revelou também que a empresa vai pagar a todos os funcionários um abono salarial a título de PLR (Participação nos Lucros e Rendimentos) no valor de R$930,00 e o valor do tícket alimentação passa a ser de R$480,00. O reajuste salarial e o tícket serão pagos com reajuste no quinto dia útil de maio, porém, retroativos ao mês de novembro de 2016.
“Foi uma negociação excelente. O melhor acordo em termos de percentual se comparado com a realidade atual do país. Conseguir aumento real e participação nos lucros nesta crise não é fácil e nós conseguimos. A categoria saiu vibrante da Assembleia”, disse Isaac, o presidente do Sindicato.
Fonte:G1

Vale muda gestão de minas e corta custos

Vale muda gestão de minas e corta custos


A Vale está implantando um novo sistema de gestão da produção nas minas de minério de ferro e de manganês que será importante na estratégia da empresa de continuar a reduzir custos e aumentar a produtividade. O desenvolvimento de uma plataforma única para fazer a gestão integrada da produção nas minas no Brasil está em linha com a decisão da mineradora de privilegiar margens ao invés de volumes no minério de ferro. A aposta é que o uso de inovação e de tecnologia pode contribuir no esforço da Vale de se tornar uma empresa ainda mais enxuta e competitiva.
O novo sistema de gestão da produção do minério de ferro e de manganês foi desenvolvi do em parceria com a Chemtech, empresa do grupo alemão Siemens. A ferramenta permitirá gerir de forma integrada 38 minas, plantas de beneficiamento e entrepostos logísticos. É esperada uma economia de US$ 70 milhões até 2020. O número será garantido por redução nos custos de TI, uma vez que haverá plataforma única de gestão, em substituição a diferentes sistemas antigos. São esperados também ganhos resultantes de maior produtividade de mão de obra e de equipamentos. E deverá haver menores impactos operacionais por indisponibilidade do sistema.
Jânio Souza, gerente de inovação em TI da Vale, disse que a empresa tinha vários sistemas diferentes de gestão da produção do minério de ferro, alguns com mais de 25 anos, que foram incorporados à medida que a Vale fez aquisições no começo dos anos 2000, incluindo empresas como MBR, Ferteco e Caemi. “Buscamos uma solução única para substituir os sistemas antigos dentro da necessidade [da Vale] de simplificar e reduzir custos”, disse Souza. O novo sistema unifica 17 sistemas de gestão da produção de minério de ferro que vinham sendo usados.
O novo sistema permitirá padronizar indicadores, facilitando a comparação entre diferentes operações de minas e haverá mais informação em “tempo real” sobre como os ativos estão sendo usados. “Conseguimos ver desvios [no processo produtivo] próximo do tempo real e tomar ações”, disse Souza.
Breno Bregunci, diretor de vendas da Chemtech, disse que com o novo sistema é possível dar maior transparência ao processo de informações para verificar, por exemplo, se houve algum desvio de qualidade no minério de ferro a ser entregue a um cliente antes de que o produto chegue ao destino. Bregunci disse que o sistema permite identificar eventuais problemas de especificação do produto de forma prévia de maneira a permitir a tomada de ações de “blendagem” (mistura) do material para elevar a qualidade antes do despacho do produto ao cliente.
“O sistema dá maior segurança para entrega do produto especificado pelo cliente e é possível ter uma noção do que acontece em tempo real. É um sistema amplo, atrelado à internet das coisas [conexão entre dispositivos eletrônicos]“, afirmou Bregunci. Segundo ele, o sistema também permite ter “visibilidade” sobre a parada programada de equipamentos para manutenção e seus efeitos na operação logística.
Souza, da Vale, disse que até o fim deste ano o sistema de gestão da produção estará implantado em todas as unidades de minério de ferro da Vale no Brasil. O sistema começou a ser instalado no ano passado em algumas unidades em Minas Gerais e depois houve implantação no Pará. “Com o sistema integrado nas minas, conseguimos padronizar vários conceitos. Podemos comparar o desempenho entre diferentes unidades, no Sudeste e no Norte”, disse Fabrícia Lenharo, responsável pelo projeto na área de ferrosos da Vale.
Fonte: Valor / Portos e Navios

Ouro fecha em baixa, com eleição na França e votação de reforma na saúde nos EUA

Ouro fecha em baixa, com eleição na França e votação de reforma na saúde nos EUA


O contrato futuro de ouro fechou em baixa nesta quinta-feira, 4, pressionado pelo cenário das eleições presidenciais francesas e pela votação do projeto do Partido Republicano de reforma na saúde na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para junho fechou em queda de 1,59%, a US$ 1.288,60 por onça-troy.
Líderes republicanos na Câmara disseram que votariam o projeto do partido que revoga e substitui o Ato de Cuidado Acessível (Obamacare) nesta tarde. Os investidores veem a votação como um teste da capacidade do presidente Donald Trump de aprovar leis como os investimentos em infraestrutura e a reforma tributária no Congresso.
Além disso, pesou sobre o ouro o comunicado do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), divulgado na quarta-feira, que deixou as portas abertas para um novo aumento nas taxas de juros na reunião de junho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Taxas de juros mais altas tendem a pesar sobre o metal precioso, que passa a competir com investimentos cujo rendimento aumenta quando ocorre um aperto monetário.
Além disso, o debate entre os candidatos à presidência da França foi favorável ao centrista Emmanuel Macron, que compete com a líder do partido de extrema-direita Frente Nacional, Marine Le Pen, segundo pesquisas de intenção de voto.
Com isso, a chance de uma saída da zona do euro, como deseja Le Pen, diminui. “Os investidores olham ao redor e não veem nada preocupante no horizonte por agora”, disse George Gero, diretor-gerente da RBC Capital Markets.
Fonte: Dow Jones Newswires

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Operação retira garimpeiros sem confronto em MT

Operação retira garimpeiros sem confronto em MT


A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) retomou nesta quarta-feira (3) a operação “Serra da Borda”, que tem o objetivo de retirar os garimpeiros remanescentes da Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda (443 km de Cuiabá). De acordo com informações preliminares, a ação “foi um sucesso” e as forças de segurança desenvolveram o plano “sem nenhum percalço”.
No momento, segundo agentes que fazem parte da operação, as Polícias Civil e Militar estão “finalizando a varredura no local, que já está retomado”. A ação contou com o suporte dos Bombeiros Militares, peritos da Politec, o Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), a Força Tática, a Rotam, a Gerência de Operações Especiais (GOE), o Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
O número de trabalhadores que se encontravam na área do garimpo não é oficial, mas estima-se que ao menos mil garimpeiros estariam à procura de ouro na região.
No último dia 24 de abril, as Forças de Segurança Pública de Mato Grosso já haviam iniciado os preparativos para a operação com a instalação de barreiras na região que bloqueavam o acesso de garimpeiros que pretendiam alcançar as áreas de garimpo. A extração de ouro no Brasil depende de autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Atualmente, a Mineração Apoena, do grupo Tarauacá, detém uma licença de pesquisa mineral na área, que também é desejada por mineradores autônomos.
Na última terça-feira (2) um grupo de garimpeiros se dirigiu a sede do Ministério Público Estadual (MPE-MT) de Pontes e Lacerda para tentar adiar a operação. Eles alegavam que haviam equipamentos utilizados na extração de metais e pedras preciosas que não poderiam ser retirados a tempo antes da ação das Forças de Segurança Pública de Mato Grosso, e, por isso, corriam o risco de perder suas ferramentas e máquinas. Os mineradores, entretanto, não foram atendidos.
INVASÕES
A primeira invasão a área de garimpo ilegal foi registrada em setembro de 2015. Na ocasião, milhares de pessoas se dirigiram a região seduzidas por imagens e vídeos que circulavam nas redes sociais e que mostravam grandes quantidades de ouro. O caso ganhou repercussão nacional.
Em 2015, a Justiça Federal determinou a desocupação da área uma vez que a exploração do metal precioso era feita sem autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão ligado ao Ministério das Minas e Energia.
A região foi desocupada num trabalho conjunto entre a Força Nacional, a Polícia Federal, as Polícia Rodoviária Federal, as polícias Civil e Militar de Mato Grosso, além das Forças Armadas.
Porém, em julho de 2016, a região voltou a ser invadida. Em torno de 20 garimpeiros foram detidos pela Polícia Militar e encaminhados à Polícia Judiciária Civil (PJC). Já em dezembro do ano passado, um grupo fortemente armado rendeu os seguranças de uma mineradora que possui autorização para realizar pesquisa mineral no local e invadiram novamente a área.
Fonte: Folhamax