segunda-feira, 8 de maio de 2017

Impasse com município próximo a Mariana pode atrasar volta da Samarco

Impasse com município próximo a Mariana pode atrasar volta da Samarco


O retorno da mineradora Samarco ao município de Mariana, região Central de Minas Gerais, poderá atrasar devido a um impasse com a prefeitura de Santa Bárbara, um dos municípios próximos.
Isso porque a prefeitura ainda não emitiu a carta de conformidade à empresa, documento que permite a Samarco voltar a operar na região. O documento deve ser fornecido por todos os municípios envolvidos na cadeia de produção.
As prefeituras de Catas Altas, Matipó, Ouro Preto e Mariana já assinaram suas cartas. Embora não haja efetiva produção da Samarco em Santa Bárbara, em um dos distritos do município vem ocorrendo a captação e o bombeamento da água a ser usada nas operações da mineradora. No documento, deverá constar que a captação está de acordo com as leis municipais de uso e ocupação do solo, mas ainda não foi emitido.
O impasse teve início quando a prefeitura de Santa Bárbara alegou que, conforme a legislação da cidade, a entrega da carta de conformidade depende de estudos de impacto ambiental. Segundo o município, a Samarco está retirando do Rio Conceição mais de 2,05 milhões de litros por hora, por meio de uma adutora, em funcionamento 24 horas. A carta que vigorava anteriormente, emitida em 2009, foi suspensa por causa da tragédia, quando uma barragem de rejeitos da Samarco rompeu e a lama invadiu os municípios, destruiu a vegetação e poluiu o Rio Doce.
No início de fevereiro deste ano, a mineradora chegou a acionar o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), pedindo uma liminar que impôrsse o município de Santa Bárbara a entregar uma nova carta de conformidade, sob o argumento de que a avaliação de estudos ambientais é de responsabilidade do governo estadual.
No entanto, em decisão publicada em 28 de março, a juíza Ana Paula Lobo negou o pedido e reconheceu o direito da prefeitura de exigir estudos e informações complementares. Uma audiência de conciliação foi agendada pela magistrada para o dia 18 de abril, mas acabou desmarcada a pedido das partes, que afirmaram estar dialogando em busca de um acordo extrajudicial. Por esta razão, o processo foi suspenso por 30 dias.
A Agência Brasil apurou que, no dia 24 de fevereiro, a Samarco protocolou na prefeitura de Santa Bárbara um estudo de autodepuração do Rio Conceição, feito pela empresa Potamos. De acordo com a mineradora, ficou comprovado que não há impactos significativos na captação de água. “Considerando cenários com e sem a captação, os teores de oxigênio dissolvidos na água sempre permanecem dentro dos padrões previstos pela legislação”, disse a Samarco, em nota.
A prefeitura de Santa Bárbara informou que o estudo apresentado ainda está em análise e que a mineradora só o entregou após de acionar a Justiça. “Posso adiantar apenas que, na visão do Poder Público municipal, há impactos”, diz Camilla Lage, assessora de articulação social do município.
O município espera ser compensado com uma ação mitigadora, caso haja impacto ambiental por causa da captação de água. Segundo Camila Lage, não cabe à prefeitura indicar o que deve ser feito. “As ações mitigadoras são de responsabilidade da empresa que gera o impacto. É ela que deve apresentar uma iniciativa”, disse. Uma possibilidade que vem sendo cogitada é elaborar um projeto voltado para o tratamento do esgoto.
Atividades paralisadas
A Samarco afirma que, desde 2014, já fazia captação de água no distrito de Brumal, em Santa Bárbara, e tinha todas as licenças e outorgas devidas. A mineradora diz que o diálogo entre a prefeitura do município e a empresa continua em andamento. “Devido ao cenário de incertezas enfrentado pelo processo de licenciamento, a empresa não tem, neste momento, previsão de retorno de suas operações”, disse, em nota.
As atividades da Samarco estão paralisadas desde que suas licenças ambientais foram suspensas, em decorrência da tragédia de novembro de 2015, quando rompeu-se a Barragem de Fundão, em Mariana (MG). Foram permitidos no ambiente mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Além de devastar a vegetação nativa, a lama poluiu a Bacia do Rio Doce, destruiu comunidades e provocou a morte de 19 pessoas. O episódio é considerado a maior tragédia ambiental do país.
 Fonte: O Tempo

Ibovespa opera sem viés pressionado por Vale; BB Seguridade é destaque positivo

Ibovespa opera sem viés pressionado por Vale; BB Seguridade é destaque positivo

segunda-feira, 8 de maio de 2017 11:00 BRT
 


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SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa oscilava entre leves altas e baixas nesta segunda-feira, com as ações da Vale entre as principais influências negativas diante de novo recuo do minério de ferro na China, enquanto BB Seguridade subia após balanço, ajudando a limitar as perdas. Às 10:59, o Ibovespa subia 0,24 por cento, a 65.868 pontos. O giro financeiro somava 823,5 milhões de reais. No exterior, a diminuição das incertezas políticas na Europa após Emmanuel Macron confirmar as expectativas e vencer a eleição para a presidência da França também ajudava a reduzir a pressão sobre os mercados. Localmente, investidores seguem à espera de novidades relativas ao avanço das reformas no Congresso Nacional, principalmente a da Previdência. "O governo parte para o corpo a corpo para agilizar a tramitação e os mercados vão sentir se este esforço terá êxito para apostar em nova rodada positiva por aqui", escreveram os analistas da corretora Lerosa Investimentos em nota a clientes. DESTAQUES - VALE PNA tinha baixa de 1,52 por cento e VALE ON recuava 1,19 por cento, em mais uma sessão de perdas para os contratos futuros do minério de ferro na China. - BR MALLS ON caía 0,79 por cento, após fechar a sexta-feira com ganhos superiores a 5,5 por cento diante de reportagens informando que a administradora de shopping centers estaria preparando uma oferta de ações. Nesta manhã, a empresa confirmou que contratou bancos para levantar cerca de 1,7 bilhão de reais por meio de oferta pública primária de ações com esforços restritos. - BANCO DO BRASIL ON tinha baixa de 1,12 por cento, tendo o desempenho mais fraco do setor bancário, após informar que o Tesouro Nacional determinou a venda das ações do BB no fundo soberano, em um programa a ser realizado ao longo de até 24 meses. Analistas do Credit Suisse consideram a notícia marginalmente negativa, mas permanecem otimistas com o papel devido ao valor atrativo e o bom momento para os resultados diante da melhora do retorno sobre patrimônio líquido. - BB SEGURIDADE ON subia 1,58 por cento, entre os destaques positivos do Ibovespa, após divulgar lucro líquido ajustado de 992,8 milhões de reais, alta de 3,7 por cento sobre o mesmo período de 2016. Analistas do BTG Pactual consideraram os resultados uma surpresa "pequena, mas positiva". - PETROBRAS PN ganhava 0,77 por cento e PETROBRAS ON tinha alta de 1,15 por cento, em sessão sem rumo claro para os preços do petróleo no mercado internacional, que refletiam dados mostrando que a recuperação das atividades de perfuração nos Estados Unidos se estende por um ano, mas com o movimento limitado pelas notícias de que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e outros produtores vão ampliar o corte da produção. (Por Flavia Bohone; Edição de Gabriela Mello)
 

Em crise, Europa vê esperança em vitória de Macron na França

Em crise, Europa vê esperança em vitória de Macron na França

segunda-feira, 8 de maio de 2017 09:04 BRT
 


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Presidente eleito da França, Emmanuel Macron, celebra vitória em cerimônia em frente ao Louvre, em Paris. 07/05/2017 REUTERS/Christian Hartmann
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Por Noah Barkin BERLIM (Reuters) - O establishment político da Europa iniciou 2017 em estado de pânico: o Reino Unido havia votado pela separação da União Europeia seis meses antes e os Estados Unidos acabavam de eleger um presidente hostil a seu grandioso projeto e aos valores que defende. As mesmas forças que levaram ao Brexit e a Donald Trump --a revolta popular com as elites distantes, a desigualdade econômica e a imigração-- ameaçavam abalar o continente em um ano no qual os maiores países europeus realizam eleições. O maior risco de todos era a França, nação com uma economia debilitada, uma ambivalência histórica em relação à UE e uma política, a líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, que parecia bem posicionada para capitalizar os medos dos eleitores. Em vez disso, no domingo, Le Pen sofreu uma derrota contundente para Emmanuel Macron, candidato independente de 39 anos que adotou uma plataforma explicitamente pró-Europa. Macron incentivou os franceses a acolher, e não rejeitar, a globalização, e prometeu trabalhar com a Alemanha para relançar a UE, um projeto visto há tempos como um fiador da paz e da prosperidade, mas que atualmente mostra dificuldade para encontrar sua razão de ser depois de anos de crise. A vitória de Macron representa um alívio para a Europa e para os valores liberais democráticos que vem defendendo há mais de um século. Os cenários assustadores sobre os quais se sussurrava nas capitais europeias no início de 2017 não se materializaram. A Europa recebeu uma nova chance. Estas são as mensagens principais do êxito de Macron, e se refletiram nas reações do continente ainda no domingo. "Viva Macron Presidente! Há esperança para a Europa!", tuitou o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni. O porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, classificou a escolha como uma vitória de uma "Europa forte e unida" e da amizade germano-francesa. Mas a votação francesa também foi um alerta. A Frente Nacional de Le Pen teve 35 por cento dos votos, quase o dobro do que seu pai, Jean-Marie, conquistou em 2002, um resultado que atingiu a nação como um terremoto na época, desencadeando uma ampla "frente republicana" para contê-lo. Nesta eleição, o sentimento de choque e a frente anti-Le Pen se mostraram muito mais fracos. Na noite de domingo ela subiu a um palco em Paris e pediu a "todos os patriotas" que se unam a ela na oposição ao novo presidente.

domingo, 7 de maio de 2017

Como os dinossauros foram extintos?

Como os dinossauros foram extintos?

Especulações sobre este tema incluem desde a poeira cósmica até a colisão de um asteróide com a Terra

Você decide: erupções vulcânicas, radiação de uma estrela Supernova, poeira galáctica, epidemias ou asteróide assassino? Qual destes fatores teria levado os dinossauros à extinção? Bem, obviamente, não há um consenso sobre o tema. Mas vamos lá. Antes de mais nada, é bom dizer que os dinossauros sumiram do mapa há 65 milhões de anos. Eles viveram durante a Era Mesozóica (230 a 65 milhões de anos atrás) e dominaram o ambiente terrestre durante os períodos Jurássico (160 a 110 milhões de anos) e Cretáceo (110 milhões a 65 milhões de anos). Desapareceram e somente seus restos fossilizados ficaram para contar história.
VULCÕES VENENOS
Uma versão dela, digna de consideração, fala em erupções vulcânicas que teriam lançado sulfato e dióxido de carbono na atmosfera. Estes gases teriam provocado mudanças climáticas bruscas no planeta e matado animais e plantas. Assim, depois de muitos anos, com a escassez de alimento, os dinossauros acabaram morrendo também. Uma segunda versão da história, no entanto, diz respeito a doenças que teriam atacado os répteis e dizimado sua população. Defensores desta hipótese, como o polêmico paleontólogo americano Robert Bakker, afirmam que tudo começou com a redução do nível dos oceanos no fim do período Cretáceo. Em decorrência do fenômeno, várias “pontes” naturais se formaram entre continentes antes isolados e os animais puderam migrar de um lugar para outro. Com isso, grupos diferentes de dinossauros (que tinham um sistema imunológico específico e seus próprios parasitas) se misturaram e sucumbiram diante das “novas” doenças surgidas com a migração.
A versão da história que envolve um asteróide, no entanto, parece a mais plausível até agora. Ela diz que um corpo celeste de dez quilômetros de diâmetro deve ter se chocado contra a Terra, causando uma catástrofe que deu cabo dos dinossauros. O planeta ficou sob uma nuvem de poeira que bloqueou a luz solar por um longo período, eliminando quase toda a vegetação e matando os animais de fome.
 

Pedras preciosas são minerais valorizados pela raridade e por qualidades físicas

Pedras preciosas
Pedras preciosas são minerais valorizados pela raridade e por qualidades físicas como a beleza e a dureza. Depois de receber tratamento adequado -- lapidação, polimento -- a pedra preciosa é usada na confecção de jóias e objetos de arte. Chama-se gemologia o estudo físico, químico e genético das pedras preciosas, bem como de outras substâncias não-minerais usadas com o mesmo fim, como pérolas, âmbar, coral e marfim. Diversas propriedades são consideradas na avaliação da beleza e valor das gemas, entre as quais se destacam a iridescência, ou reflexão das cores do arco-íris em suas facetas; a opalescência, ou reflexo nacarado característico das opalas; e o asterismo, ou efeito estrelado da luz refletida por alguns brilhantes.
Entre os mais de dois mil minerais conhecidos, cerca de cem encontram uso em joalheria e menos de vinte são considerados preciosos ou semipreciosos. Alguns deles, como o berilo e o coríndon, dão origem a mais de um tipo de gema.
Histórico
O uso das pedras preciosas teve início no Oriente, onde antigos povos usavam-nas como símbolo de riqueza e poder. Os romanos, ao estabelecer contato com esses povos pelo comércio ou pela guerra, adquiriram o gosto pelas jóias, que passaram a ser usadas pela classe dominante. Entre os germânicos, que viviam ao norte do Império Romano, havia o costume de sagrar rei um homem possuidor de grandes riquezas. Uma das obrigações do monarca era recompensar os serviços de seus súditos com ouro e jóias. À luz da pesquisa científica, as pedras preciosas passaram a ser objeto de pesquisa e foram classificadas em centenas de tipos.
Classificação das pedras preciosas
Embora sejam mais de uma centena, as variedades mais importantes de gemas usadas em joalheria, divididas em grupos, segundo sua composição, são: (1) berilos, em cuja composição entram proporções variáveis de alumínio e berílio, cristalizam no sistema hexagonal, dos quais os mais conhecidos são a água-marinha, de cor azul; a esmeralda, de cor verde; e o crisoberilo, conhecido como olho-de-gato devido à capacidade de mudar de cor, do verde a um vermelho intenso, sob a luz incandescente; (2) coríndons, óxidos de alumínio de forma hexagonal, transparentes, entre os quais os mais conhecidos são o rubi e a safira; (3) diamante, produto da cristalização, em condições especiais, de moléculas de carbono puro, que varia do incolor ao amarelado, possui a dureza máxima na escala de Mohs e apresenta grande transparência; (4) feldspatos, silicato de elementos alcalinos, dos quais o mais comum é a amazonita, de opacidade e dureza médias e com cores que variam do amarelo-esverdeado ao azul-esverdeado; (5) granadas, silicatos de ferro, alumínio, cálcio ou magnésio, podem ser verdes, como a esmeralda ucraniana, ou vermelhas; (6) jades, entre os quais se destacam o lápis-lazúli, de cor azul intensa, a olivina verde e o jade imperial, opaco ou transparente; (7) quartzo, ou sílica natural, que pode ter diversas cores, como a ametista, as turmalinas, os topázios e o ônix; e (8) gemas orgânicas, produtos da ação de animais ou vegetais, como as pérolas, corais e âmbar. Embora não sejam pedras preciosas, são a elas associadas pela beleza e pelo uso similar.
Pedras sintéticas
As pedras obtidas artificialmente têm em sua composição os mesmos elementos químicos encontrados nas pedras naturais. Possuem as mesmas propriedades físicas e químicas. São produzidas sinteticamente, com grande perfeição, rubis, safiras e outras variedades coloridas dos minerais da família do coríndon, espinélios de todas as cores, esmeraldas, diamantes, rutílios (titânia sintética) e quartzo incolor.
A fabulita é um titanato de estrôncio produzido pela primeira vez em 1952. Por seu índice de refração, superior ao do diamante, e pela grande dureza, é usada em substituição ao brilhante. Outro produto sintético de dureza próxima à do diamante é o borazon, ou nitreto de boro.
Técnicas de polimento e tratamento
Normalmente, as pedras preciosas encontradas na natureza não estão prontas para a comercialização. Devem ser antes submetidas a um processo de embelezamento que inclui a retirada das impurezas e o aperfeiçoamento dos contornos que não apresentam cristalização perfeita. Todos esses processos são muito antigos, com exceção das técnicas de lapidação do diamante que, devido à extrema dureza dessa pedra, só foram aperfeiçoadas no século XV.
A lapidação e o polimento das pedras preciosas são feitos por meio de três processos diferentes usados de acordo com sua dureza. O tratamento com areia abrasiva e água no interior de um cilindro giratório é usado em pedras de dureza média como a ágata, opala e ônix. O resultado é um excelente polimento, porém as formas são irregulares. A técnica Idar-Oberstein, que consiste no uso de pequenos tornos polidores, se emprega tradicionalmente nessa cidade alemã para o polimento de pedras de grande ou média dureza. Um terceiro processo, muito utilizado para pedras de grande dureza, é o que consiste de corte com serra e posterior polimento com areia, pó de diamante e outros abrasivos.
De grande importância é o corte, que contribui para destacar o brilho e a beleza das pedras. Para isso usa-se um instrumento de grande velocidade dotado de brocas de diamante, contra as quais se pressiona a pedra até conseguir a forma, tamanho, simetria e profundidade desejados. Durante o tratamento das jóias, podem ser acentuadas determinadas cores e tonalidades mediante aquecimento sob condições controladas, exposição da pedra aos raios X ou aplicação de pigmentos nas células básicas dos cristais.
Imitações
As imitações de pedras preciosas são feitas com várias substâncias, às vezes produtos não cristalinos. As imitações mais comuns são feitas de vidro, vidros espelhados, plásticos e imitações de pérolas. Os vidros usados para imitar pedras preciosas compõem-se de óxido de silício, álcalis, chumbo, cálcio, boro, tálio, alumínio ou óxidos de bário. Essas imitações são facilmente reconhecidas pelo brilho vítreo nas superfícies de fraturas, pelo calor ao tato, pelo arredondamento das arestas inferiores da pedra, decorrente da fusão do material, pela pequena dispersão e pelo comportamento de uma gota d'água em sua superfície. Às vezes podem também ser observadas bolhas esféricas na estrutura e faixas coloridas, curvas ou irregulares. Os plásticos são usados para imitar âmbar, marfim e gemas de materiais opacos.
Outro tipo de imitação são as pedras duplas, triplas ou espelhadas. As pedras duplas se fazem por união de duas peças com uma cola incolor. Em duplas feitas de granada e vidro, este é fundido à granada. As triplas são confeccionadas por meio da colagem de duas pedras com um cimento que dá coloração à pedra. As pedras espelhadas são obtidas com a colocação de um espelho na base da pedra, para produzir os efeitos de cintilação de uma jóia verdadeira.
Valor
Em geral, são considerados preciosos somente o diamante, rubi, safira e esmeralda, por reunirem as propriedades físicas de cor, brilho, dispersão e dureza. Algumas pedras são valiosas em função de uma só dessas propriedades, como a cor, no caso das turmalinas. A raridade da gema também influi no valor. Esse fato faz com que algumas pedras, classificadas como semipreciosas, possam alcançar preços superiores aos de algumas pedras preciosas. É o caso da jadeíta, forma rara do jade, mais valiosa que o rubi-estrela, de baixa qualidade. As pedras preciosas e semipreciosas têm sua produção quase toda canalizada para a joalheria, mas certos tipos especiais, ou as que apresentam imperfeições, são usadas em relojoaria e na indústria de abrasivos e de instrumentos elétricos e eletrônicos.
Procedência
Os diamantes podem ser encontrados em depósitos primários, em rochas ultrabásicas como o kimberlito. Desse tipo são as jazidas da África do Sul, Congo, Tanzânia, Zaire, Índia, Estados Unidos e Rússia. Também aparecem sob a forma de depósitos aluviais no Brasil, Guiana, Venezuela, África do Sul, Angola e Costa do Marfim.
Certos tipos de rubis e safiras são encontrados em Myanmar. A esmeralda é proveniente da Colômbia, Sri Lanka, Índia, Áustria, África do Sul e Rússia. O Brasil, assim como Madagascar e os Estados Unidos, tem grandes jazidas de pegmatitos que produzem gemas de boa qualidade como a água-marinha, considerada a pedra típica do Brasil, o topázio e a turmalina. As principais zonas produtoras brasileiras ficam no nordeste de Minas Gerais, sudeste da Bahia e norte, centro e sul do Rio Grande do Sul.