sexta-feira, 2 de junho de 2017

Serra Verde investe US$ 170 milhões em Minaçu

Serra Verde investe US$ 170 milhões em Minaçu


A Mineração Serra Verde (MSV) anunciou investimentos de US$ 170 milhões para construção e implantação da mina e planta industrial para processamento de terras-raras nos próximos dois anos em Minaçu (GO). A expectativa é que o projeto comece a operar em 2020 e gere aproximadamente 300 empregos diretos e mais 600 indiretos na região.
“O projeto foi muito bem desenvolvido, com custos competitivos com o mercado chinês, e a Mineração Serra Verde estima, além da geração de empregos, o desenvolvimento industrial e social em Minaçu e região”, segundo a empresa, a qual informou também que a MSV já obteve todos os relatórios e aprovações junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
O projeto de terras-raras da MSV tem área de cerca de 85 mil hectares, sendo que apenas 15% foi explorado até o momento. Em um primeiro momento a MSV irá produzir apenas o concentrado de terras-raras, que posteriormente passará por um processo de separação para obtenção dos elementos individuais. Como no Brasil não existe tecnologia capaz de realizar eta separação, a empresa deve exportar sua produção para separadores asiáticos ou europeus.
Fonte: Brasil Mineral

75 anos: Gerações que constroem a história da Vale

75 anos: Gerações que constroem a história da Vale


No dia 3 de junho de 1942, nas páginas dos jornais nacionais ocupadas em sua maioria com notícias da Segunda Guerra Mundial, tinha uma em especial que destoava do assunto do momento: a construção, dois dias antes, de uma nova mineradora no país. Era a pequena Companhia Vale do Rio Doce, que nascia com um capital de 200 mil contos de réis. A empresa cresceu, amadureceu e, passados 75 anos, se tornou a segunda maior mineradora do mundo.​
Fazem parte da construção dessa promissora história as diversas gerações que passaram pela empresa ao longo desses 75 anos. Pois é, a Vale está presente na história de muitas famílias, que estão há várias gerações trabalhando na mineradora. Conheça algumas delas:
Rodrigo Nunes Oliveira passou a infância e adolescência vendo o seu pai,Sebastião Nunes de Oliveira, trabalhando como maquinista da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM). Seguindo seus passos, ele entrou para a empresa em 2008, ainda como estagiário, na Vale em Belo Horizonte. Atualmente Rodrigo é analista e Suprimentos no Complexo Carajás, no Pará, e se orgulha disso: “Coleciono nove anos de paixão por essa empresa”.
Yasmin Campos guarda lembranças da Vale durante a sua infância: “Lembro das visitas da família, concurso de cartinhas no dia dos pais (ganhei um inclusive) e festas de final de ano da empresa”. Seu pai, Edson Lopes, foi técnico em mecânica na empresa, enquanto ela é programadora de logística.
Fonte: Vale

   

A Alemanha transformou uma mina de carvão em uma bateria de energia renovável

A Alemanha transformou uma mina de carvão em uma bateria de energia renovável


Alemanha está transformando uma de suas minas de carvão mais antigas em uma gigantesca “estação bateria” que armazenará energia hidroelétrica e fornecerá energia para cerca de 400 mil casas, com a esperança de lançar instalações similares em todo o país nos próximos anos.  Depois de meio século de serviço, a mina de carvão Prosper-Haniel, no noroeste do país, deve ser encerrada em 2018, quando a tarefa de a converter em uma instalação de energia limpa começará. Pesquisadores de várias universidades alemãs estão trabalhando com empresas de engenharia privadas e o governo no projeto. Juntos, estão realizando estudos de viabilidade no lugar desde 2012. Se o projeto for um sucesso, mais minas como essa poderiam ser adaptadas.
A mina de 600 metros de profundidade fornece algo que a área não tem naturalmente – elevação. Isso é crucial se você quiser criar uma planta de bombeamento de armazenamento como este. O fluxo de água abastece turbinas e gera eletricidade, com a água bombeada novamente durante períodos de baixa demanda. “Em regiões como a região da Renânia ou do Ruhr, a falta de declives na paisagem não fornece as diferenças de altura necessárias [para a energia hidroelétrica]”, explica o site do projeto.
Quanto à parte de bateria da equação, a água poderia ser bombeada para fora da mina durante um dia particularmente ensolarado ou ventoso, efetivamente armazenando a energia como um volume de água no reservatório superior até que fosse necessário. Há cerca de 26 quilômetros de poços no complexo, com o potencial de ter um milhão de metros cúbicos de água fluindo através deles, ajudados pelas forças da gravidade.
Embora as instalações de armazenamento hidrelétrico bombeadas como essa normalmente usem mais energia do que geram, tornaram-se importante equilibrar as cargas elétricas durante os horários de pico, quando outras fontes de energia renováveis ​​– como a luz do Sol e o vento – podem não estar disponíveis. Se a fábrica Prosper-Haniel entrar em operação conforme planejado, ajudará a região de Renânia do Norte-Vestfália a atingir seu objetivo de ter 30% de sua energia proveniente de fontes renováveis ​​até 2025, informa Brian Parkin, da Bloomberg.
Os apoiadores do projeto dizem que também irá criar novos empregos e gerar atividade econômica em uma região onde as pessoas têm tradicionalmente confiado nos combustíveis fósseis para sua subsistência. Outras conversões de minas estão atualmente sendo propostas nos EUA e já estão em andamento em uma mina de ouro abandonada na Austrália, que segue um plano similar à de Prosper-Haniel. Um benefício adicional da conversão de minas em desuso é que ela não interfere com a paisagem natural ou exige o redirecionamento de rios.
Fonte: Engenhariae

   

Receita da exportação de minério do Brasil cresce pouco em maio

Receita da exportação de minério do Brasil cresce pouco em maio


A receita com as exportações de minério de ferro do Brasil em maio cresceu pouco ante abril, apesar de um forte aumento dos embarques, como reflexo da recente queda dos preços da commodity no mercado internacional, apontaram dados publicados nesta quinta-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A receita com as exportações de minério de ferro do Brasil em maio cresceu apenas 1,8 por cento ante o mês anterior, para 1,651 bilhão de dólares, enquanto os embarques cresceram 46 por cento no mesmo período, para 35,111 milhões de toneladas, mostraram os dados.
O resultado ocorreu devido à queda do preço médio do minério de ferro vendido pelo país para 47 dólares por tonelada em maio, ante 67,5 dólares em abril. O resultado é um importante indicativo da receita da mineradora Vale, maior produtora global da commodity e dominante nas exportações do produto nacional, que vinha se beneficiando de uma recuperação dos preços no último ano.
Os preços spot do minério de ferro já caíram 40 por cento desde o pico no ano, fechando maio a 57 dólares por tonelada, menor nível em mais de sete meses. Já as vendas externas petróleo somaram 3,53 milhões de toneladas em maio e acumularam receitas de 1,084 bilhão de dólares, mais que o dobro do mesmo mês de 2016. O desempenho das vendas externas do petróleo reflete o avanço da produção da Petrobras e de suas sócias no pré-sal e a baixa demanda pela commodity nas refinarias nacionais, devido à fraqueza no consumo de combustíveis no país.
Fonte: Exame

   

quarta-feira, 31 de maio de 2017

A HISTÓRIA DO BERILO E SUAS GEMAS COMO ESMERALDA E ÁGUA-MARINHA.

Berílio


História

O berilo gemas e esmeralda são as duas formas de berílio silicato de alumínio, Be3Al2 (SiO 3) 6.
O mineralogista francês Abbé René-Just Haüy pensei que eles poderiam abrigar um novo elemento, e ele perguntou Nicholas Louis Vauquelin, analisá-las e ele percebeu que abrigava um novo metal e ele investigou-lo.


Em fevereiro 1798 Vauquelin anunciou a sua descoberta na Academia Francesa e nomeado o glaucinium elemento (glykys gregas = doce) porque seus compostos era doce.
Outros preferiram o nome de berílio, com base na pedra preciosa, e este é agora o nome oficial.
Berílio metálico foi isolado em 1828 por Friedrich Wöhler em Berlim e de forma independente por Antoine-Brutus Alexandere-Bussy em Paris, ambos os quais extraiu-lo a partir de cloreto de berílio (BeCl 2) fazendo reagir este com potássio.
Berílio Be é um metal alcalino terroso pertencente ao segundo grupo da Tabela Periódica.
O berílio ocorre nos minerais berilo (3 BeO. Al2O3.6 SiO2) e crisoberilo (BeO. Al 2O3).
A esmeralda, a água marinha e o berilo são as gemas dos silicatos de alumínio e berílio.
O metal é extraído a partir da mistura fundida de BeF2 / NaF por eletrólise ou por redução de magnésio por BeF2.
É usado na manufatura de ligas de Be – Cu que são utilizadas em reatores nucleares como refletores e moderadores devido à sua pequena seção transversal.
O óxido de berílio é usado em cerâmicas e em reatores nucleares.

O berílio e seus compostos são tóxicos e podem causar graves doenças pulmonares e dermatites.
O metal é resistente à oxidação pelo ar devido à formação de uma camada de óxido mas reage com os ácidos clorídrico e sulfúrico diluídos.
Os compostos de berílio apresentam forte caráter covalente.
O elemento foi isolado independentemente pelos pesquisadores F. Wohler e A. A. Bussy em 1828.
Berílio
Berilos lapidados originários dos Estados de Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte.
A variação na cor é conseqüência de variedade na composição
Berílio
Cristal de esmeralda de 8 cm, do estado da Bahia.
A esmeralda é um aluminossilicato que adquire a cor verde devido
à presença de impurezas de cromo
Berílio
Amostra de água marinha de 450 gramas. A água marinha também é um
aluminossilicato (BERILO) e a cor azulada deve-se à presença de pequenas quantidades de ferro.

Símbolo – Be

Número atômico: 4
Massa atômica: 9.012182 amu
Ponto de fusão: 1278,0 ° C (K 1551,15, 2332,4 ° F)
Ponto de ebulição: 2970,0 ° C (3.243,15 K, 5378,0 ° F)
Número de prótons / Elétrons: 4
Número de nêutrons: 5
Classificação: Alcalinoterrosos
Densidade @ 293 K: 1,8477 g / cm3
Cor: cinza
Data da descoberta:
1798
Descobridor: Fredrich Wohler
Nome de Origem: A partir do berilo mineral
Usos: naves espaciais, mísseis, aviões
Obtido a partir de: berilo, chrysoberyl

Estrutura atômica

Berílio
Número de níveis de energia: 2
Primeiro Nível de energia: 2
Segundo Nível de energia: 2

Usos

Berílio é usado em ligas com cobre ou níquel para fazer giroscópios, molas, contatos elétricos, ponto-de soldagem eletrodos e ferramentas que não produzam faíscas. Misturando berílio com estes metais aumenta sua condutividade elétrica e térmica.
Outras ligas de berílio são usados ? como materiais estruturais para aeronaves de alta velocidade, mísseis, veículos espaciais e satélites de comunicação.
Berílio é relativamente transparente aos raios-X de modo folha de berílio ultra-fino está encontrando uso em litografia de raio-X.
Berílio também é usado em reatores nucleares como um refletor ou moderador de nêutrons.
O óxido tem um ponto de fusão muito elevado tornando-se útil no trabalho nuclear, bem como com aplicações cerâmicas.
O Berílio é usado em engrenagens e rodas dentadas particularmente na indústria da aviação.

Propriedades físicas

Berílio é duro, um metal frágil com uma superfície branco-acinzentado.
É o denso (mais claro) do metal menos que pode ser utilizado na construção.
O seu ponto de fusão é de 1287 ° C (2349 ° F) e o ponto de ebulição é estimada ser de cerca de 2.500 ° C (4.500 ° F).
A sua densidade é de 1,8 gramas por centímetro cúbico.
O metal tem uma elevada capacidade calorífica (que pode armazenar calor) e condutividade térmica (que pode transferir o calor de forma eficiente).
Curiosamente, o berílio é transparente aos raios X. Os raios X passam através do metal sem serem absorvidos.
Por esta razão, berílio é por vezes utilizado para fazer as janelas para máquinas de raios-X.

Propriedades quimicas

Berílio reage com ácidos e com água para formar hidrogênio gás.
Ele reage rapidamente com o oxigênio no ar para formar óxido de berílio (BeO).
O óxido de berílio forma uma película fina sobre a superfície do metal que impede que o metal de reagir com o oxigênio adicional.
Fonte: www.rsc.org/www.chemicalelements.com/www.cdcc.sc.usp.br/www.chemistryexplained.com