terça-feira, 6 de junho de 2017

Conheça a Turmalina Paraíba: o mais belo azul do mundo!  

turmalina

Conheça a Turmalina Paraíba: o mais belo azul do mundo!  

     

Se você pensa que o diamante é a pedra preciosa mais rara que existe, você está enganado! A Turmalina Paraíba é encontrada apenas em cinco minas em todo o mundo, das quais três encontram-se no Brasil. Com seu tom de azul único, profundo, e um brilho próprio que fascina pessoas em qualquer lugar do planeta, esta gema escassa é extremamente cobiçada por seu valor agregado. Conheça um pouco mais sobre esta preciosidade agora.

Origem da Turmalina Paraíba

paraiba-turmalina
Descoberta na década de 1980 no estado do Nordeste, a Turmalina Paraíba está quase extinta, fato este comprovado pela dificuldade em encontrá-la na natureza. Vista pela primeira vez na cidade de São José da Batalha, a turmalina verde já era conhecida, porém esta, de um azul singular, jamais havia sido encontrada antes. Por essa característica de intensidade, ela foi logo foi chamada de azul neon.
Dez anos depois, foram encontradas outras duas minas na região, mas dessa vez, na divisa com o Rio Grande do Norte. Existem, ainda, outras duas na África, estando uma na Nigéria e a outra em Moçambique. Não há registro de nenhum outro local em que a Turmalina Paraíba tenha sido encontrada.

A descoberta de uma nova gema

turmalina2
O que levou especialistas a terem certeza de que se tratava de uma pedra nunca antes vista, foi a sua composição química. Na Turmalina Paraíba, especificamente, é encontrado o cobre, responsável por seu tom azulado e por transmitir a ideia de que ela expele luz. Este mesmo componente incomum já havia sido encontrado em outras pedras africanas, porém, em nenhum outro tipo de turmalina.
Segundo consta na história, os brasileiros, a princípio, não deram tanta atenção a esta gema. Foram os japoneses os primeiros a se curvar a esta beleza, buscando-a no Brasil e a revendendo a preços astronômicos na Ásia.

Diferenciais da Turmalina Paraíba


A exclusividade da beleza desta pedra confere um valor único às joias que a recebem e, consequentemente, às pessoas que as utilizam. É justamente por isso, que elas ganham um status de objeto de arte e são alvo de colecionadores que desejam aumentar suas peças e conferir a elas uma conotação especial.
Estudiosos ingleses utilizam o critério dos quatro Cs para calcular a qualidade das pedras. São elas: lapidação (cut), quilate (carat), pureza (clarity) e cor (color), sendo esta última a mais importante. A raridade da pedra e o design exclusivo de uma joia que a contenha, também são fatores relevantes para se concluir seu valor.
Por serem raras, estas pedras preciosas são trabalhadas por muitos joalheiros em seu tamanho natural, isto é, da forma em que são encontradas. Isso dificulta, por exemplo, o feitio de brincos, pois é necessário encontrar duas pedras similares para produzir este acessório. Quanto à lapidação, o facetamento da gema é que dá a ela determinados ângulos capazes de receber a luz e devolvê-la de forma brilhante aos nossos olhos. Por toda esta exclusividade, lojas especializadas as guardam a sete chaves, pois elas carregam um valor incontável!
Agora que você conheceu um pouco mais sobre a Turmalina Paraíba, conte-nos: qual tipo de joia gostaria de ter com esta rara pedra? Talvez um colar, anel, ou uma pulseira? Compartilhe seu desejo, deixando um comentário!

Maior pedra de água-marinha é brasileira e ficará exposta nos EUA

Maior pedra de água-marinha é brasileira e ficará exposta nos EUA

Peça batizada de Dom Pedro foi extraída em Minas Gerais nos anos 1980.
Joia de 2 quilos foi doada por casal da Flórida ao Museu de História Natural.

Da EFE

A maior pedra preciosa de água-marinha do mundo, batizada de Dom Pedro e extraída em Minas Gerais na década de 1980, foi doada por um casal de americanos para o Museu de História Natural de Washington e fará parte da exibição permanente da instituição.
A água-marinha é a variedade azulada do mineral berilo. O cristal bruto, lapidado em forma de obelisco, foi concedido ao museu por um casal da Flórida. A peça pesa pouco mais de 2 quilos e mede 36 centímetros de altura. Seu nome é uma homenagem aos dois imperadores que o Brasil já teve.
Pedra preciosa água-marinha (Foto: Donald E. Hurlbert/Smithsonian's National Museum of Natural History)Pedra preciosa de água-marinha (Foto: Donald E. Hurlbert/Smithsonian's National Museum of Natural History)
"Após passar por várias mãos e museus na Europa, (a pedra) ficou em propriedade do casal, com quem fiz contato e acertamos sua doação ao museu para que todo mundo possa contemplar essa maravilha tão especial", disse em entrevista à Agência EFE o curador da exibição, Jeffrey Post.
Segundo Post, o cristal original, quando foi extraído da mina, pesava cerca de 45 quilos, mas acabou se rompendo em três partes, e da maior, com pouco menos de 30 quilos, foi esculpido "Dom Pedro".
"Desconhecemos seu valor de mercado, fundamentalmente porque se trata de uma peça única e, portanto, incomparável. A única maneira de obter um preço aproximado seria colocando em leilão", afirmou o curador.
"A água-marinha é uma variedade do berilo, mineral que se fosse desenvolvido em laboratório seria incolor", explicou Post. "No entanto, como os cristais são gerados em lugares 'sujos', sempre há certas impurezas ao redor, como nesse caso, no qual o berilo incorporou pequenas quantidades de ferro", prosseguiu.
É justamente o ferro que, em interação com a luz, dá ao berilo o precioso tom turquesa que caracteriza a água-marinha. "São as impurezas que fazem essas gemas tão especiais", explicou o curador da exposição.
A maioria de cristais de água-marinha provém de depósitos geológicos de rocha pegmatito, muitos dos quais se encontram no Brasil, o que transforma o país na maior fonte de água-marinha do mundo.
A cada ano, quase sete milhões e meio de visitantes passam pelo Museu de História Natural, que pertence ao Instituto Smithsonian

Extração de minérios em Santa Luzia é destaque em Cancún, no México

Extração de minérios em Santa Luzia é destaque em Cancún, no México

      


O trabalho de pesquisa e extensão desenvolvido pelos professores e alunos do curso técnico em mineração da Escola Padre Jerônimo Lauwen, bem como a extração feita pelos garimpeiros do município de Santa Luzia, distante 260 km, tem sido destaque no congresso Shechtman International Symposium. Com o tema “Sustanaible Industrial Processing Summit & Exhibition”, o congresso acontece até esta semana, em Cancún, no México.

O evento é organizado por um comitê internacional que abrange empresas de vários países dos seis continentes: África, Ásia, Austrália, Europa, América do Norte e do Sul. O professor Francisco Souza participa do evento representando a Paraíba. Durante palestra, ele destacou a importância socioeconômica e industrial da atividade de prospecção na área, além de apresentar estratégias para a melhoria das condições gerais de trabalho em garimpo, como sustentabilidade, segurança, meio ambiente, saúde e qualidade de vida.
Frei Martinho, Picuí e Pedra Lavrada estão entre os municípios paraibanos cuja economia primária principal é a atividade mineral, tendo em vista que o clima semi-árido não favorece a agricultura local. Estas cidades estão localizadas na região central da Borborema, onde os corpos zoneadas pegmatíticos são intrusivas em mica-xisto da formação Seridó. Além de minerais industriais (quartzo, feldspato, muscovita), há também minerais raros (berilo, turmalina, água-marinha, tantalite) utilizados como gemas ou na indústria eletrônica.
Mineração - A mineração é feita por garimpeiros porque as pequenas dimensões de corpos de minério não permitem a instalação de médias e grandes empresas. Os pegmatitos geralmente ocorrem em altos estruturais, ou seja, sobre as dobradiças e flancos de anticlinais, facilitando a mineração a céu aberto para os minerais industriais e minerais raros associados.
Já a mineração subterrânea é feita como uma continuidade da mineração de superfície, onde as concentrações de minerais raros ocorrem em profundidades maiores do que as alcançadas pelos métodos rudimentares de desmontagem. 

Cristais de piroxmanguita (róseos)

piroxmanguita

Fórmula Química - (Mn,Fe)SiO3

Composição -
  Piroxenóide de Mn e ferro

Cristalografia -
Triclínico
        Classe -
Prismático

Propriedades Ópticas -
Biaxial positivo

Hábito -
Prismático
Foto do Mineral
Cristais de piroxmanguita (róseos)
Clivagem -  Perfeita em {110} e {1-10}
Dureza -
5,5 - 6
Densidade relativa -
3,61 - 3,80
Cor -
Vermelho ou  marrom

Associação -
 Normalmente associado a minerais manganesíferos.
Propriedades Diagnósticas -
Baixo ângulo 2V e cor. 
Ocorrência -
Mineral gerado por metamorfismo de contato e regional, em calcários e rochas cálcio-silicáticas (metamargas) ricas em manganês. Ocorre em escarnito associada a metamorfismo de contato e granulitos.

Cristais de wollastonita

wollastonita
Fórmula Química - CaSiO3

Composição -
  48,28 % CaO, 51,72 % SiO2
Cristalografia -
Triclínico
        Classe -
Pinacoidal

Propriedades Ópticas -
Biaxial negativo

Hábito -
Tabular ou maciço
Foto do Mineral
Cristais de wollastonita
Clivagem -  Perfeita em {100} e boa {001} e {-10-2}, com fragmentos controlados por {100} e {001}
Dureza -
5,5
Densidade relativa -
2,8 - 2,9
Brilho -
Vítreo a nacarado
Cor -
Incolor, branco acinzentado

Associação -
 
Normalmente associado a minerais cálcicos. 
Propriedades Diagnósticas -
Clivagem e solubilidade em ácido. 
Ocorrência -
Mineral gerado por metamorfismo de contato e regional, especialmente de baixa pressão, e alta temperatura (fácies piroxênio hornfels e granulito) através da reação: CaCO3 + SiO2= CaSiO3 + CO2, em calcários e rochas cálcio-silicáticas (metamargas). Ocorre em escarnito associada a metamorfismo de contato e granulitos.
Usos -
Industria de fibro-cimento; lã de vidro (fibras de grande resistência) e na indústria cerâmica.