terça-feira, 6 de junho de 2017

Sento Sé: Secretário descarta existência de nova pedra preciosa: ‘boato de WhastApp’

Sento Sé: Secretário descarta existência de nova pedra preciosa: ‘boato de WhastApp’

por Francis Juliano
Sento Sé: Secretário descarta existência de nova pedra preciosa: ‘boato de WhastApp’
Foto: Reprodução
Uma provável jazida de uma pedra ainda mais preciosa que as ametistas movimentou garimpeiros [e aventureiros] em Sento Sé, na região de Juazeiro, no Vale do São Francisco.  O novo mineral seria o quartzo rutilado, conhecido também como “rutilo dourado”. No entanto, segundo o secretário de meio ambiente local, Izamar Souza Reis, o fato não passa de um boato de WhatsApp.  “Isso não procede. É boato de grupos de WhatsApp. Na região da gente não existe quartzo rutilado. As pedra aqui são a ametista, o cristal branco, o citrino. São as pedras que podem surgir por aqui”, conta o secretário em entrevista ao Bahia Notícias. Conforme Izamar Reis, vários garimpeiros acabaram desapontados como a notícia e tiveram que voltar com uma mão na frente e outra atrás sem as tais pedras. Reis disse também que garimpeiros experientes e a comunidade de São Pedro, na localidade de Piçarrão, também já descartaram a existência do mineral. Sobre o garimpo das ametistas, que já levou mais de sete mil pessoas à Serra da Quixaba, o secretário informou que o processo de regularização está em curso. Uma reunião marcada para o dia 20 de junho deve acelerar o processo. 

PF investiga esquema clandestino de venda de pedras preciosas na BA; ametista custa alto no exterior

PF investiga esquema clandestino de venda de pedras preciosas na BA; ametista custa alto no exterior

No Brasil, um brinco simples de grife supera os R$ 2 mil

    
O contrabando de pedras preciosas entrou há anos no radar da Policia Federal da Bahia. Em 5 de dezembro de 2012, a PF de Juazeiro deflagrou a Operação Beryllos, destinada a combater o comércio clandestino de ametistas, citrinos e esmeraldas extraídas na região de Campo Formoso, cidade situada no Norte do estado.
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO )
Ametista em garimpo na Bahia atrai mercado ilegal de indianos, chineses e japoneses (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
Após quase dois anos de investigações, a PF descobriu uma quadrilha que atuava na extração de pedras, com participação de comerciante de Campo Formoso, compradores indianos e empresas de exportação do Rio de Janeiro, responsáveis pela remessa dos carregamentos aos países asiáticos.
De acordo com investigadores federais, a quadrilha usava documentos fiscais supostamente emitidos de forma irregular pela Secretaria da Fazenda em Senhor do Bonfim. Neles, eram declarados valores bem menores do que a soma real da transação.
Foi descoberto também a utilização de notas fiscais “frias” de empresas que não  tinham qualquer relação com o negócio.  A quadrilha também se valia de casas de câmbio no Brasil e no exterior para cometer crimes de evasão de divisas. Todas as pedras comercializadas tinham origem em garimpos ilegais.
Uma vez contrabandeadas, as pedras produzida na mina de Sento Sé são enviadas para a lapidação no exterior e comercializadas para joalherias espalhadas na Ásia, Europa e Estados Unidos. Lá, um colar de ouro com uma ametista de qualidade superior pode ultrapassar os U$$ 10 mil dólares facilmente. No Brasil, um brinco simples de grife supera os R$ 2 mil.

Cientistas checos veem risco crescente de asteroide colidir com a Terra  

Cientistas checos veem risco crescente de asteroide colidir com a Terra  

O risco de a Terra ser atingida por um asteroide de uma chuva de meteoros conhecida como Táuridas está aumentando© Fornecido por AFP O risco de a Terra ser atingida por um asteroide de uma chuva de meteoros conhecida como Táuridas está aumentando O risco de a Terra ser atingida por um asteroide de uma chuva de meteoros conhecida como Táuridas está aumentando, afirmaram cientistas checos nesta terça-feira.
Os astrônomos, da Academia Checa de Ciências, chegaram a essa conclusão depois de analisar 144 bólides - grandes meteoros que explodem na atmosfera - da Táuridas e detectar um novo "ramo" com pelo menos dois asteroides que têm entre 200 e 300 metros de diâmetro.
"Provavelmente, o ramo também inclui muitos asteroides não detectados que têm dezenas de metros de diâmetro ou mais", informou a academia checa em uma nota à imprensa.
"Portanto, o perigo de uma colisão com um asteroide cresce significativamente" a cada vez "que a Terra encontra esse fluxo de material interplanetário".
O novo ramo compreende objetos que se movem juntos em torno do Sol, e a Terra se encontra com ele a cada poucos anos por um período de cerca de três semanas.
"Durante este período, a probabilidade de uma colisão com um objeto maior (de cerca de dezenas de metros de diâmetro) é acentuadamente maior", informou a Academia.
Os asteroides são muito frágeis, mas quando eles são grandes assim, podem penetrar profundamente na atmosfera e representar uma ameaça real de colisão com a Terra, acrescentou.
O estudo pede pesquisas futuras para obter "uma melhor descrição dessa fonte real de objetos potencialmente perigosos, grandes o suficiente para causar um desastre local ou mesmo continental".
O artigo está disponível no site da Astronomy & Astrophysics

Extraordinários Cristais de Apatita

Extraordinários Cristais de Apatita

ExtraordináriosApatita
Apatita é o nome genérico para um importante grupo de minerais cuja composição geral é fosfato de cálcio (podendo ser hidratado e conter flúor ou cloro), sendo os mais frequentes a Apatita – CaOH ou “hidroxilapatita” (componente principal dos ossos e do esmalte dos dentes, um dos poucos minerais sintetizados pelo corpo humano) e a Apatita – CaF ou “fluorapatita” (à qual o termo apatita geralmente se refere), além da da Apatita – CaCl ou “cloroapatita”.
Apesar de ser usada, às vezes, como gema, a Apatita é um dos raros fosfatos de largo emprego industrial, já que é minerado para obtenção de fertilizantes e para a produção do ácido fosfórico utilizado na indústria alimentar. O seu nome provém do grego apatan (“enganar”), pois seus prismas e pirâmides hexagonais se assemelham aos de outros minerais, particularmente do berilo.
As jazidas primárias de apatita estão situadas principalmente em rochas como carbonatitos e fosforitos, localizadas no interior de complexos alcalinos. No Brasil, as principais jazidas situam-sem em chaminés alcalinas geradas por vulcanismo ocorrido no período Mezosóico, como nos depósitos de Jacupiranga e Araçoiaba da Serra, em São Paulo; Catalão, em Goiás; Araxá, Tapira e Salitre, em Minas Gerais; Anitápolis, em Santa Catarina; Morro dos Seis Lagos, no Amazonas, e vários outros. Entretanto, a maior parte da produção mundial provém de jazidas sedimentares geradas pela acumulação de organismos marinhos.
Os melhores cristais de Apatita para coleções são encontrados em veio associados às rochas graníticas das províncias pegmatíticas do Sufeste do Brasil (principalmente em Minas Gerais e no Espírito Santo) e da Borborema (Paraíba e Rio Grande do Norte). Isso devido à cristalização das apatitas nas cavidades do pegmatitos, onde têm espaço para se desenvolverem sob a forma de cristais perfeitos.
Do ponto de vista gemológico, o Brasil e o México são fornecedores tradicionais de apatita com qualidade para lapidação. A apatita gema brasileira é de uma profunda e intensa coloração azul, lembrando a tonalidade da safira, enquanto a do México é amarela.
A espetacular amostra de Apatita (Ca5(PO4)3(F,OH,Cl)) da foto acima foi extraída da Lavra do Sapo, no muncípio de Conselheiro Pena, MG e está em exposição na atração Inventário Mineral Djalma Guimarães, no 1º andar do MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal.

A Ametista

A Ametista


Uma das pedras preciosas mais conhecidas e apreciadas, a ametista é uma variedade de quartzo de cor roxa, devida à presença de ferro como impureza. Essa cor varia de um roxo bem claro até o bem escuro, e quanto mais escura a cor mais valiosa é a ametista. Exposta ao Sol por tempo prolongado, o colorido da ametista enfraquece.
Aquecida a uma temperatura adequada, em torno de 475 ºC, esta gema adquire cor amarela ou alaranjada, excepcionalmente vermelha, transformando-se, assim, em citrino, outra pedra preciosa muito apreciada. O citrino, porém, pode ser encontrado também na natureza e deve-se alertar que, seja natural ou produto de tratamento térmico da ametista, seu preço de mercado é o mesmo.
A ametista é em geral transparente, às vezes semitransparente, com brilho vítreo. Não tem clivagem, o que facilita sua lapidação. Ocorre em cavidades de rochas vulcânicas e em pegmatitos. Seu maior produtor mundial é o Brasil (Rio Grande do Sul e Bahia, principalmente), seguindo-se Rússia (Sibéria), Sri Lanka, Índia, Madagascar, Uruguai, Paraguai, México, Zâmbia, Birmânia, Canadá e Estados Unidos.
Os geodos com cristais de ametista extraídos no norte do Rio Grande do Sul podem atingir 2 m de comprimento, e já se encontrou um medindo 10 x 5 x 3 m, com 35 t. No Museu Britânico, há um cristal com cerca de 250 kg. Na coleção particular de Dom Pedro II, Imperador do Brasil, havia um cristal de 80 x 30 cm procedente do Rio Grande do Sul.
Ametistas sintéticas de ótima qualidade vêm sendo produzidas na Rússia, por processo hidrotermal e já são abundantes no mercado internacional. Na lapidação, recomenda-se os estilos cabuchão, pêra ou brilhante.
Em Ametista do Sul, município responsável pela maior parte da ametista gaúcha, há um interessante museu, o Ametista Parque Museu, que, além de exibir belas gemas e outros minerais da região, permite aos visitantes entrar em galerias que foram abertas para extração daquela gema, e vê-la ainda na rocha, exatamente como ocorre na natureza.
O nome da ametista tem uma origem curiosa. Amethystos, em grego, significa não ébrio, porque se acreditava, na Idade Média, que a bebida alcoólica servida em cálice feito com essa gema não provocava embriaguez. Ametisto é forma mais correta, mas não é usada.
As ametistas exibidas nas fotos dessa publicação estão expostas na atração Inventário Mineral, no 1º andar do MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, Belo Horizonte/MG.

Principais Ocorrências Brasileiras
Bahia – Bom Jesus dos Meiras, Brejinho das Ametistas, Vitória da Conquista, Ituaçu, Jacobina, Macaúbas e Rio de Contas.
Rio Grande do Sul – Iraí, Lajeado, Livramento, Rio Taquari, Santa Maria, São Gabriel, Soledade, Três Arroios, Erechim, Bento Gonçalves e Cruz Alta.
Minas Gerais – Viçosa, Ataléia e Itamarandiba.
Ceará – Russas, Quixeramobim e Solonópole.
Pernambuco – Petrolina.
São Paulo – Itapirapuã.
Goiás – Xambioá.
Santa Catarina – Timbó.
Paraná – Porto Guairá.
Pará – Marabá.
Mato Grosso do Sul – Corumbá

A ametista também é comum nos pegmatitos pouco evoluídos do extremo sul da Bahia, porém aparecem mais como curiosidade do que como produto econômico. Uma pequena produção é assinalada nos pegmatitos de Espírito Santo, (Mimoso do Sul, Fundão, Itaguaçu), Minas Gerais (Marambaia, Serro, Matias Barbosa), Ceará, e Rio de Janeiro.