terça-feira, 6 de junho de 2017

Bovespa fecha em alta de 0,8% com JBS liderando os ganhos; política segue no radar

Bovespa fecha em alta de 0,8% com JBS liderando os ganhos; política segue no radar

terça-feira, 6 de junho de 2017 20:19 BRT


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SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em alta nesta terça-feira, com as ações da JBS (JBSS3.SA: Cotações) liderando os ganhos após a empresa fechar a venda de operações de carne bovina na Argentina, Paraguai e Uruguai para a Minerva (BEEF3.SA: Cotações). No entanto, a cautela seguiu no radar, diante do cenário político conturbado e antes do começo do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta noite, que decidirá o futuro do presidente Michel Temer no cargo. [nL1N1J308D] O Ibovespa .BVSP fechou em alta de 0,81 por cento, a 62.954 pontos. O giro financeiro somou 6,66 bilhões de reais. Além do julgamento no TSE, Temer enfrenta ainda um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de corrupção, obstrução à Justiça e organização criminosa, depois da gravação de uma conversa do presidente com o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. Apesar da crise que atinge o Planalto, o mercado mantém a perspectiva de avanço nas reformas, ainda que de forma mais lenta do que o esperado anteriormente e com algumas mudanças. Desta forma, as atenções também estavam voltadas para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, à espera do início da votação da reforma trabalhista. Depois de três senadores de oposição terem lido seus votos em separado, a Comissão passou à fase de encaminhamento da votação do texto principal do relator, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). [nL1N1J30W6] [nL1N1J308B] DESTAQUES - JBS ON (JBSS3.SA: Cotações) subiu 8,37 por cento, tendo avançado 10,15 por cento no melhor momento da sessão, após a empresa anunciar a venda das operações de carne bovina na Argentina, Paraguai e Uruguai para a MINERVA (BEEF3.SA: Cotações), por 300 milhões de dólares. A Minerva, que não faz parte do Ibovespa, teve alta de 4,88 por cento. [nL1N1J30DU][nL1N1J30MP] - BANCO DO BRASIL ON (BBAS3.SA: Cotações) teve o melhor desempenho entre os bancos, com alta de 2,86 por cento. O Morgan Stanley elevou o preço-alvo para as ações do banco estatal para 23 reais, ante 20 reais, com recomendação "underweight". [nL1N1J31LT] - ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4.SA: Cotações) ganhou 1,61 por cento e BRADESCO PN (BBDC4.SA: Cotações) avançou 1,34 por cento, ajudando o tom positivo do Ibovespa devido ao peso dos papéis em sua composição. - BR MALLS ON (BRML3.SA: Cotações) avançou 4,06 por cento. A empresa negou nesta terça-feira que esteja em processo de fusão com a ALIANSCE (ALSC3.SA: Cotações), que não faz parte do Ibovespa e subiu 8,43 por cento. [nE6N1HD026] - VALE PNA (VALE5.SA: Cotações) subiu 0,2 por cento e VALE ON (VALE3.SA: Cotações) ganhou 0,34 por cento, revertendo as perdas da véspera, apesar da fraqueza dos contratos futuros de minério de ferro na China. [nL1N1J30G2] - PETROBRAS PN (PETR4.SA: Cotações) fechou estável e PETROBRAS ON (PETR3.SA: Cotações) teve variação positiva de 0,07 por cento, devolvendo as perdas vistas mais cedo, em linha com o movimento dos preços do petróleo no mercado internacional, que reverteram as baixas anteriores e fecharam em alta após encontrarem suporte técnico abaixo dos 47 dólares o barril, sob pressão de um embate diplomático no Oriente Médio. [O/R] - SUZANO PAPEL E CELULOSE PNA (SUZB5.SA: Cotações) caiu 2,45 por cento, após subir mais de 3 por cento na véspera, e FIBRIA ON (FIBR3.SA: Cotações) recuou 2,01 por cento, nas maiores perdas do Ibovespa. Como pano de fundo estavam os dados do Foex divulgados nesta manhã que, segundo a equipe do Credit Suisse, mostraram queda de 0,12 por cento nos preços da celulose na China na comparação semanal, depois de 30 altas consecutivas. Na Europa, no entanto, os preços subiram 2,54 por cento, avançando por 21 semanas seguidas. Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em .PG.BVSP Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em .PL.BVSP (Edição de Raquel Stenzel)

Wall St recua antes de votação no Reino Unido e de depoimento de ex-diretor do FBI

Wall St recua antes de votação no Reino Unido e de depoimento de ex-diretor do FBI

terça-feira, 6 de junho de 2017 18:19 BRT
 

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NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices acionários dos Estados Unidos encerraram a terça-feira próximos das mínimas da sessão, enquanto investidores se afastaram de ativos considerados de risco antes da divulgação de importantes notícias políticas e econômicas esperadas para quinta-feira. O índice Dow Jones caiu 0,23 por cento, a 21.136 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,28 por cento, a 2.429 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,33 por cento, a 6.275 pontos. As eleições gerais no Reino Unido enquanto o país mapeia sua saída da União Europeia, a reunião de política monetária do Banco Central Europeu e o depoimento do ex-diretor do FBI, James Comey, em um painel do Senado podem afetar a confiança dos investidores. Comey estava investigando se a campanha presidencial de Donald Trump e a Rússia se uniram para influenciar as eleições dos EUA de 2016, quando foi demitido em maio por Trump. O depoimento poderia afetar ainda mais o andamento da agenda do presidente dos Estados Unidos, que planeja diminuir a regulamentação e revisar a legislação tributária do país. Os investidores também aguardam a reunião do Banco Central Europeu, na qual os formuladores políticos devem ter uma visão mais positiva da economia, de acordo com fontes. "Temos muitas coisas na quinta-feira. Se você está procurando dias em que podemos ver uma volatilidade há muito aguardada, eu diria que provavelmente será quinta e sexta-feira", disse Anthony Conroy, presidente da corretora Abel Noser, em Nova York. A Amazon, que caiu 0,8 por cento, exerceu a maior pressão de baixa sobre o S&P. A ação do Walmart recuou 1,7 por cento, para 78,93 dólares, depois que a Amazon disse que ofereceria seu serviço de assinatura Prime com desconto para clientes dos EUA que tem ajuda governamental, visando uma base de clientes importantes do Walmart. (Por Rodrigo Campos)

EXCLUSIVO-Embate do Planalto com J&F pode ter desdobramentos no setor financeiro

EXCLUSIVO-Embate do Planalto com J&F pode ter desdobramentos no setor financeiro

terça-feira, 6 de junho de 2017
 
 
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Por Aluísio Alves e Lisandra Paraguassu SÃO PAULO (Reuters) - Após quatro anos acumulando perdas com EBX, Sete Brasil, Oi e Odebrecht, bancos brasileiros estavam saindo do ciclo de provisões multibilionárias para calotes de grandes conglomerados, mas o embate entre o Palácio do Planalto com a J&F pode estar prestes a mudar esse quadro. Com os acordos de delação de executivos da J&F e de leniência da empresa, admitindo pagamento de propinas a políticos, o que levou a pedidos de renúncia do presidente Michel Temer, o governo federal mandou a Caixa Econômica Federal cortar linhas para o grupo, recusando-se a renovar linhas de crédito e dar novas. A Caixa obedeceu de pronto e fez uma provisão extra para o balanço do segundo trimestre para perdas esperadas com empréstimos para o grupo, dono da JBS, da Alpargatas, do Banco Original e da Eldorado Celulose. "Depois que veio a delação (de executivos da J&F e da JBS), a Caixa recebeu o recado (do governo) e logo fez a provisão", disse uma fonte familiarizada com o banco. A J&F fechou na semana passada as bases de um acordo de leniência com o Ministério Público Federal pelo qual pagará multa recorde de 10,3 bilhões de reais por atos praticados por empresas controladas pela holding. Um importante integrante do governo admitiu que a ordem à Caixa para cortar o crédito a J&F foi uma retaliação. "É óbvio que se cria uma má vontade contra os caras, que se aproveitaram do país, tomaram juro subsidiado, e foram comemorar no exterior", disse a fonte de alto escalão do governo, também sob condição de anonimato. A ordem do Palácio do Planalto foi direto para a Caixa, maior credora da J&F com cerca de 9,7 bilhões de reais, segundo a fonte familiarizada com o banco, e não passou pelo Ministério da Fazenda, ao qual o banco está subordinado. A equipe econômica tem preferido manter distância do assunto, por perceber que o Palácio do Planalto está agindo "com o fígado" no caso J&F, disse outra fonte no governo. A decisão da Caixa de fazer uma provisão para a J&F foi provocada também pelo fato de o banco considerar ter garantias contratuais maiores do que as dadas pela J&F a outros bancos. Isso porque a Caixa foi quem financiou a compra da Alpargatas pela J&F no fim de 2015, por 2,7 bilhões de reais, disse a fonte familiarizada com o banco. A transação envolveu a concessão de garantias da J&F para a Caixa. Ou seja, numa eventual inadimplência da J&F com bancos, a Caixa poderia ter uma condição privilegiada de credor. A JBS tem cerca de 18 bilhões de reais em dívidas vencendo nos próximos 12 meses. O valor sobe para cerca de 32 bilhões se contar todo o conglomerado J&F. Além dos empréstimos, a Caixa tem 6,9 por cento do capital da JBS. A decisão da Caixa representa uma quebra do protocolo respeitado pelos bancos para casos similares. Em geral, empréstimos volumosos para grandes grupos são feitos em consórcios entre as instituições financeiras. Quando a situação do tomador se enfraquece, os bancos costumam rolar as dívidas, mas ao mesmo tempo vão constituindo provisões, para evitar um impacto muito pesado de uma só vez. Foi esse o rito obedecido nos casos de EBX, Sete Brasil, Oi e de Odebrecht, só para citar os casos maiores. Por enquanto, J&F e JBS têm honrado pagamentos com bancos, segundo fontes do setor financeiro. E analistas avaliam que ainda é cedo para falar de fragilização de liquidez da JBS, embora a empresa já tenha tido o rating cortado pelas agências Moody's e pela Fitch. Em parte, a confiança está lastreada no fato de no ano passado 64 por cento das receitas da JBS terem vindo do exterior e a crença majoritária é que essa linha não terá grandes impactos, mesmo com os desdobramentos da delação premiada de executivos do grupo J&F e do acordo de leniência da própria holding, o que levará a pagar 10,3 bilhões de reais em 25 anos. "Não esperamos que os ativos internacionais da JBS sejam impactados pelos eventos no Brasil", afirmou em relatório a equipe de analistas do Goldman Sachs. EFEITO CASCATA Para os bancos, no entanto, a iniciativa da Caixa os coloca em xeque. Como fizeram outros grupos nos últimos anos, eles vêm rolando linhas de crédito, mas exigindo mais garantias, com a justificativa de que é melhor preservar a empresa, pois as chances de receber os valores devidos é maior. Ao ter se adiantado, a Caixa na prática deixou um menor volume disponível de garantias, o que poderia gerar uma corrida dos demais bancos por elas. Diante de uma chance maior de perda, uma possível consequência desse quadro poderia vir na forma de provisões excedentes a partir do segundo trimestre. "Essa decisão da Caixa vai ter um efeito em cascata nos bancos", disse um alto executivo de um grande banco privado. E o movimento acontece no momento em que, pela primeira vez em vários trimestres, o sistema financeiro em conjunto começava a dar sinais de que as provisões para calotes começariam a cair. As provisões de Itaú Unibanco, Santander Brasil, Bradesco, Banco do Brasil caíram no primeiro trimestre entre 7 e 27 por cento, todos na comparação anual. Ao contrário da própria Caixa, cujas provisões deram um salto de 36 por cento ano a ano. [nL1N1IQ0C2] Entre os grandes bancos, o BB tem cerca de 4,5 bilhões de reais de empréstimos para a J&F, segundo uma fonte do próprio banco. Santander Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco todos têm exposição inferior a 4 bilhões de reais cada, segundo fontes do setor bancário. Consultados, BB, Itaú Unibanco e Bradesco afirmaram que não comentariam o assunto. O Santander Brasil não se manifestou até a publicação da reportagem. A Caixa reafirmou que o banco fez uma provisão relacionada à J&F, mas não deu mais detalhes. Em nota, a J&F afirmou que "mantém relacionamento de longo prazo com as instituições financeiras e não irá comentar discussões de temas específicos". O Palácio do Planalto afirmou que os bancos seguem critérios técnicos. "Os bancos decidirão sobre remuneração das linhas de crédito seguindo critérios técnicos. Toda e qualquer orientação em outro sentido não tem aval do Palácio do Planalto", afirmou a Presidência da República.

JBS vende operações de carne na Argentina, Paraguai e Uruguai para Minerva por US$300 mi

JBS vende operações de carne na Argentina, Paraguai e Uruguai para Minerva por US$300 mi

terça-feira, 6 de junho de 2017 20:24 BRT
 


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Por Paula Arend Laier SÃO PAULO (Reuters) - A JBS, maior produtora global de carnes, vendeu por 300 milhões de dólares a totalidade das ações de suas subsidiárias detentoras das operações de carne bovina na Argentina, Paraguai e Uruguai para subsidiárias da Minerva nos respectivos países, informaram as duas empresa de alimentos nesta terça-feira. A Minerva disse em uma teleconferência que pagará 280 milhões de dólares em dinheiro no fechamento da transação, o que é esperado em julho. O saldo remanescente será pago após a conclusão de due diligence. A JBS informou que pretende utilizar os recursos obtidos com a transação para diminuir sua alavancagem financeira. "A alienação de alguns ativos não estratégicos ajudará a empresa a se concentrar no crescimento em mercados maiores e mais lucrativos e a reduzir sua posição de alavancagem", afirmou o presidente do Conselho de Administração da JBS, Tarek Farahat, em nota. A JBS encerrou março com dívida líquida de 47,8 bilhões de reais. Em termos de alavancagem financeira, esse número equivalia a 4,2 vezes o Ebtida de 12 meses. [nL2N1IH1W3] Investidores vinham especulando sobre potencial venda de ativos pela JBS e sua controladora J&F em razão de multas pelo acordo de leniência e de delação premiada com autoridades brasileiras, além de outras eventuais penalidades, após executivos admitirem pagamento de propina para obter facilidades para o conglomerado. A aquisição ocorreu por meio das subsidiárias da Minerva Frigomerc, Pul Argentina e Pulsa. "A aquisição da JBS Paraguay, IPF, JBS Argentina e Frigorifico Canelones pelas subsidiárias da companhia constitui oportunidade estratégica de complementação das operações do Grupo Minerva e representa mais um passo em sua diversificação geográfica na América do Sul", disse a Minerva. O frigorífico disse que, após a conclusão da operação, o grupo passará a ter uma capacidade total de abate de 26.380 cabeças por dia. A Minerva aumentou sua estimativa de receita líquida para uma faixa de 13 bilhões a 14,4 bilhões de reais nos 12 meses até junho de 2018, para incorporar um aumento de 52 por cento na capacidade de abate após a aquisição. As ações ordinárias da Minerva, que não fazem parte do Ibovespa, fecharam em alta de 4,88 por cento, no maior patamar desde meados de fevereiro, enquanto as ações da JBS avançaram 8,37 por cento -- maior alta do índice. O valor da operação, segundo a JBS, está sujeito a um ajuste em valor equivalente à diferença entre o capital circulante líquido e o endividamento de longo prazo das sociedades na data de fechamento, cujo valor estimado em 31 de março de 2017 era positivo em aproximadamente 40 milhões de dólares. A transação foi aprovada pelos conselhos de administração de ambas as companhias e está condicionada a condições precedentes usuais em operações dessa natureza, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). (Reportagem adicional de Ana Mano)

Relator de julgamento da chapa Dilma-Temer ataca corrupção e defende importância de eleições com credibilidade

Relator de julgamento da chapa Dilma-Temer ataca corrupção e defende importância de eleições com credibilidade

terça-feira, 6 de junho de 2017 21:49 BRT
 

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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Herman Benjamin, relator do processo da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), criticou nesta terça-feira a corrupção na campanha e defendeu a importância de se garantir eleições que tenham credibilidade. "Enfraquecer a Justiça Eleitoral é condenar as eleições ao descrédito e, se desacreditadas, o que sobrará aos brasileiros?", questionou o ministro na introdução de seu voto. "O que ainda nos livra de decidir na rua com armas e sangue é a esperança de que a cada dois anos um pouco, ou muito, poderá mudar pelo voto." Benjamin reconheceu a mudança do quadro político do país em relação à situação de quando a ação contra a chapa formada pela então presidente Dilma Rousseff e por seu vice, Michel Temer, foi apresentada em 2014 pelo PSDB, partido do candidato que ficou em segundo lugar na eleição presidencial. Como Dilma sofreu impeachment ano passado, Temer é hoje presidente e tem nos tucanos seus principais aliados. "Não obstante essa profunda alteração do quadro político, os fatos continuam os mesmos", disse. "Nós juízes do TSE julgamos fatos como fatos, não expediente de conveniência política de instante." Benjamin questionou se o país deve continuar pagando campanhas caríssimas "pela via da corrupção e caixa 2 ou pela via transparente do financiamento público". "A tirania da corrupção é útero fértil para o totalitarismo", disse o ministro.