quinta-feira, 8 de junho de 2017

Bovespa fecha em alta de 0,34% com avanço de reforma trabalhista, mas Petrobras pressiona

Bovespa fecha em alta de 0,34% com avanço de reforma trabalhista, mas Petrobras pressiona

quarta-feira, 7 de junho de 2017
 


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Por Flavia Bohone SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em leve alta nesta quarta-feira, com algum alívio diante do avanço da reforma trabalhista no Congresso Nacional, mas com a queda nos preços do petróleo pressionando as ações da Petrobras e tirando fôlego do mercado acionário brasileiro. O Ibovespa fechou em alta de 0,34 por cento, a 63.170 pontos, depois de subir 1,08 por cento na máxima do dia. O giro financeiro somou 6,59 bilhões de reais. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado concluiu na terça-feira, com placar apertado e sem nenhuma alteração, a votação da reforma trabalhista, que ainda precisará passar por outras comissões da Casa antes de seguir ao plenário. O avanço foi bem recebido pelo mercado, que mantém a expectativa de andamento das reformas, a despeito da crise que atinge o Planalto desde a divulgação de conversa entre o presidente Michel Temer e um dos sócios da JBS. No entanto, o placar apertado na votação ainda desperta alguma cautela quanto às dificuldades que devem ser encontradas à frente. O quadro político como um todo tem feito com que investidores evitem grandes movimentos, tendo ainda no radar o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode decidir o futuro do presidente Temer. Na sessão desta quarta-feira, o relator do processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, Herman Benjamin, votou para manter o conteúdo de depoimentos de delatores da Odebrecht no caso, chegando a chamar a empreiteira de "maior parasita" da Petrobras. Diante do ritmo demorado do julgamento, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, propôs realizar três sessões de julgamento para concluir o processo nos próximos dias, incluindo o sábado, se necessário. DESTAQUES - SMILES ON subiu 2,05 por cento, após a operadora de programas de fidelidade informar que será incorporada pela Webjet, em operação bem recebida por analistas, que apontam os benefícios fiscais da medida. GOL PN, controladora da Smiles e que não faz parte do Ibovespa, ganhou 6,11 por cento. - ITAÚ UNIBANCO PN ganhou 1,64 por cento, enquanto BRADESCO PN teve alta de 1,61 por cento, amparando o tom positivo do Ibovespa devido ao peso desses papéis em sua composição. A sessão foi positiva para o setor bancário como um todo, com SANTANDER UNIT avançando 2,02 por cento e BANCO DO BRASIL ON subindo 1,2 por cento. - KROTON ON avançou 3,65 por cento e ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES ON subiu 3,8 por cento, tendo como pano de fundo o andamento do processo de fusão entre as duas empresas. Segundo operadores, a expectativa é que a Kroton vai aceitar as exigências mais duras que teriam sido impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Logo após o fechamento do mercado, a Kroton confirmou que o Cade estendeu o prazo para análise da fusão e disse que ainda não há acordo sobre eventuais desinvestimentos necessários para aprovação do acordo. - PETROBRAS PN caiu 2,35 por cento e PETROBRAS ON teve baixa de 2,22 por cento, revertendo os ganhos vistos mais cedo, conforme os preços do petróleo no mercado internacional ampliaram as perdas após dados mostrarem um aumento inesperado nos estoques da commodity nos Estados Unidos. - NATURA ON perdeu 1,46 por cento, após o UBS cortar a recomendação dos papéis para "venda" ante "neutra".

Bolsas nos EUA sobem após alívio do mercado com depoimento de ex-diretor do FBI

Bolsas nos EUA sobem após alívio do mercado com depoimento de ex-diretor do FBI

quarta-feira, 7 de junho de 2017
 


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NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices de ações dos Estados Unidos subiram nesta quarta-feira apesar de um acentuado declínio de quase 2 por cento nas ações de energia após um depoimento escrito do ex-diretor do FBI, James Comey, que não continha grandes revelações quanto à investigação sobre influência russa nas eleições presidenciais do ano passado. O Dow Jones subiu 0,18 por cento, a 21.173 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,16 por cento, a 2.433 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,36 por cento, a 6.297 pontos. Comey, que foi demitido por Trump no mês passado, escreveu que o presidente dos EUA pediu que ele arquivasse uma investigação sobre o ex-conselheiro de segurança nacional, Michael Flynn. Mas os detalhes do depoimento de Comey, que deverá ser entregue na quinta-feira para o Comitê do Senado, aparentavam ter sido precificados no mercado de ações. Investidores estavam preocupados que qualquer revelação adicional poderia enfraquecer o momento para a agenda de menores impostos e regulações promovida por Trump. Apostas de que Trump pode implementar sua agenda são parcialmente responsáveis por um rali que levou os índices de ações a máximas recordes. "Eles estavam esperando que não teria nada lá que seria mais inflamatório", disse Peter Costa, presidente da trading Empire Executions. "O depoimento não foi desastroso como poderia ter sido", disse ele, acrescentando que o mercado estava aliviado que não havia surgido nenhum detalhe danoso e que o depoimento "muito provavelmente não se tornaria nenhum grande fiasco, outra coisa que o presidente tem que lidar." No setor de energia, a queda foi estimulada pela queda de 5 por cento nos futuros de petróleo nos EUA após um inesperado aumento nos estoques do país. O petróleo tipo Brent caiu quase 4 por cento. (Por Rodrigo Campos; reportagem adicional de Tanya Agrawal e Lewis Krauskopf)

Petrobras fará reajustes mensais no botijão de gás; eleva preço em 6,7%

Petrobras fará reajustes mensais no botijão de gás; eleva preço em 6,7%

quarta-feira, 7 de junho de 2017
 


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Sede da Petrobras no Rio de Janeiro, Brasil
13/04/2017
REUTERS/Ricardo Moraes
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Por Marta Nogueira e Luciano Costa RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras publicou nesta quarta-feira uma nova política de preços para a venda de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em botijões de até 13 kg, que prevê reajustes mensais às distribuidoras, garantindo margens de lucro à companhia. Ao anunciar a nova política, a empresa informou aumento do valor do chamado gás de cozinha em 6,7 por cento a partir de quinta-feira. A partir de julho, disse a Petrobras, as correções serão realizadas a partir do dia 5 de cada mês. Com o novo modelo, os preços serão formados pela média mensal das cotações do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, acrescida de uma margem de 5 por cento. Contudo, por questões de regulação governamental, a fórmula não inclui a necessidade de a empresa manter suas margens em linha com paridade de importação, o que acontece com outros combustíveis. O gás de cozinha era o único derivado do petróleo vendido pela empresa que ainda não tinha uma política de preços definida pela gestão do presidente Pedro Parente, que tem trabalhado para trazer maior previsibilidade ao mercado e reduzir a influência do governo nas decisões estratégicas da empresa. O movimento acontece cerca de oito meses após a empresa anunciar a nova política de preços para gasolina e diesel às distribuidoras, uma iniciativa que agradou o mercado, por manter os valores sempre acima da paridade de importação e prever avaliar correções pelo menos uma vez por mês. "A partir do momento que você tem agora previsibilidade completa para todos os combustíveis, sem dúvida nenhuma contribui para clareza maior para todos os investidores", afirmou Parente, em encontro com a imprensa nesta manhã. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) avaliou, em nota, como positiva a iniciativa da Petrobras em adequar seus preços em botijões de até 13 kg aos praticados no mercado internacional. Segundo o sindicato, o reajuste que será aplicado neste mês deixará o preço praticado aproximadamente 15 por cento inferior ao da paridade de importação. No entanto, o Sindigás destacou que a política anunciada não tratou do preço do gás comercializado para outras embalagens, que atendem o comércio e a indústria, mantendo-o com sobrepreço entre 45 por cento a 50 por cento ao da paridade de importação. "Penaliza, portanto, setores que já atravessam momento de grave crise econômica", afirmou o Sindigás em uma nota. INTERFERÊNCIAS DO GOVERNO A jornalistas, Parente ressaltou nesta quarta-feira que o novo modelo foi definido com base na resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), publicada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A resolução determina que o GLP em embalagens de até 13 kg, para uso residencial, deverão seguir preços diferenciados e inferiores aos praticados para outras embalagens, vendidos para os seguimentos industrial e comercial. "A política para GLP (de cozinha) segue a determinação do CNPE, ele tem que ter preço inferior (em relação) aos demais... Não podemos fugir de determinação do CNPE e temos que seguir o nosso planejamento estratégico", explicou Parente. O executivo buscou destacar que a atual gestão tem liberdade para praticar preços e que o governo não teve interferência na formulação da nova política. Segundo o executivo, ele não fala com o controlador, no caso o governo, "há algum tempo". No passado, os resultados financeiros da Petrobras foram amplamente prejudicados por interferências do governo federal, que utilizou a petroleira estatal como ferramenta de política econômica para controlar a inflação e aumentar o crescimento. Parente não quis falar sobre temas relacionados o papel do governo na Petrobras antes da sua gestão, mas afirmou que o gás de cozinha vendido pela Petrobras às distribuidoras ficou congelado entre 2007 e 2014. "Para a empresa era muito importante dar uma previbilidade que não existia. Não estou fazendo contas do passado e não quero entrar nessa discussão", disse Parente, explicando que a nova política não busca recompensar a empresa por possíveis perdas anteriores. EFEITOS DO REAJUSTE Segundo o presidente, o preço final ao consumidor pode ou não refletir reajustes feitos nas refinarias. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e revendedores. Na composição de preços ao consumidor, a Petrobras responde por cerca de 25 por cento do valor final, outros 20 por cento são tributos e o restante do preço é composto por distribuição e revenda (55 por cento). O ajuste anunciado neste mês foi aplicado sobre os preços praticados pela Petrobras sem incidência de tributos. Caso o reajuste aplicado seja integralmente repassado aos preços ao consumidor, a companhia prevê que o botijão de GLP-P13 pode subir, em média, 2,2 por cento ou 1,25 reais/botijão, isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos. Segundo o Sindigás, o impacto da nova política de preços pode variar bastante entre os polos de abastecimento, dado que os fatores de custo que formam o preço final ao consumidor são muitos, além do valor de compra do produto nas refinarias. "Em geral, observamos uma variação de 5 a 9 por cento nos preços em diferentes polos de suprimento", afirmou o Sindigás. (Por Luciano Costa e Marta Nogueira)

Preços do petróleo caem 5% nos EUA após alta inesperada nos estoques

Preços do petróleo caem 5% nos EUA após alta inesperada nos estoques

quarta-feira, 7 de junho de 2017 19:44 BRT
 

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NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo caíram 5 por cento nesta quarta-feira para uma mínima de um mês, após uma alta inesperada nos estoques de petróleo e gasolina dos Estados Unidos gerar temores de que os cortes de produção dos principais produtores globais não têm sido eficientes em reduzir o excedente global. Os estoques de petróleo dos Estados Unidos subiram em 3,3 milhões de barris, para 513 milhões de barris, segundo a Administração de Informações de Energia dos EUA (AIE). Isso surpreendeu analistas, que haviam projetado queda de 3,5 milhões de barris, especialmente um dia após o Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês) indicar uma queda ainda maior. O petróleo dos Estados Unidos fechou em queda de 5 por cento, ou 2,47 dólares por barril, a 45,72 dólares por barril, o menor fechamento para o petróleo dos EUA desde 4 de maio. O petróleo Brent recuou 2,06 dólares, ou 4 por cento, a 48,06 dólares por barril. (Por David Gaffen)

Relator vota por manter delações da Odebrecht e TSE pode fazer sessão até no sábado para concluir julgamento

Relator vota por manter delações da Odebrecht e TSE pode fazer sessão até no sábado para concluir julgamento

quarta-feira, 7 de junho de 2017
 


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Por Ricardo Brito BRASÍLIA (Reuters) - No principal debate do processo da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o relator da ação, Herman Benjamin, votou nesta quarta-feira para manter o conteúdo de depoimentos de delatores da Odebrecht no caso, chegando a chamar a empreiteira de "maior parasita" da Petrobras. O TSE encerrou o segundo dia de sessão de julgamento com a conclusão do voto de Benjamin apenas se referindo às preliminares --questões processuais que antecedem o mérito do processo propriamente dito. Os demais seis ministros, apesar de alguns debates, ainda não votaram as questões levantadas por Benjamin pela manhã. Diante do ritmo demorado do julgamento, o presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, propôs realizar três sessões de julgamento para concluir o processo nos próximos dias, incluindo o sábado, se necessário. O julgamento será retomado na quinta-feira às 9h com o voto dos ministros sobre as questões preliminares e a análise do mérito do processo. Em um denso voto, Herman Benjamin defendeu que o TSE julgue se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico se valendo das provas referentes aos delatores da Odebrecht. Para ele, não houve ampliação do escopo inicial do processo movido pelo PSDB e o andamento das investigações justificou a inclusão da empreiteira. As defesas do presidente Michel Temer e da ex-presidente Dilma Rousseff tentam excluir as delações da Odebrecht do processo do TSE sob o argumento de que houve alargamento ilegal do objeto do processo que somente mencionava irregularidades no financiamento da campanha por meio da Petrobras. PARASITA Benjamin, contudo, disse que não houve uma "invenção" da parte dele ao tomar, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), o depoimento de delatores da Odebrecht. Destacou que a corte já havia, com o apoio do próprio Mendes, reconhecido ser possível colher esses depoimentos. Em sua declaração mais contundente, o relator chamou a empreiteira de "maior parasita" da Petrobras, por meio da Braskem, empresa controlada pela empreiteira com forte participação societária da estatal. "Petrobras e Odebrecht nada a ver? Tem tudo a ver", disse. "A Petrobras se transformou em um veículo para a Odebrecht alcançar objetivos de natureza privada espúrios, mais até que outras empresas que estão listadas na petição inicial, mais do que todas elas", afirmou. O relator manifestou-se nesta quarta-feira sobre três preliminares. Além de opinar que não houve ampliação do escopo do processo, ele rejeitou as alegações de que houve cerceamento de defesa na tomada dos depoimentos e que o julgamento estaria sendo baseado em provas ilícitas, em razão do vazamento do conteúdo deles para a imprensa. Desses três, somente o último ponto, o único consensual, é que foi votado por todos os ministros: o TSE rejeitou anular os depoimentos dos delatores porque houve vazamentos na imprensa. "Só os índios não contactados da Amazônia não sabiam que a Odebrecht havia feito colaboração premiada. Se isso não é fato notório e público, não haverá outro", criticou. SINALIZAÇÕES Apesar de não terem formalmente votado, ministros do TSE deram indicações --em apartes ou comentários feitos durante o voto do relator-- de que vão divergir dele. O ministro Napoleão Nunes Maia, primeiro que votará após Benjamin, disse que é preciso haver "limite" na inclusão de fatos novos ao processo. Nunes Maia chegou a provocar o relator ao dizer se os fatos referentes à delação da JBS, que são "públicos e notórios", também deveriam ser trazidos ao processo. "Já que a Vossa Excelência abriu (para o caso Odebrecht), esses episódios da JBS são gigantescamente maiores", considerou. O presidente do TSE classificou de "falacioso" o argumento do relator de que o juiz instrutor poderá requisitar quaisquer documentos e testemunhas referentes ao caso. Segundo Mendes, se considerar esse argumento de Benjamin, terá de se manter a ação aberta para incluir as delações de empresários da JBS e, futuramente, o do ex-ministro dos governo Dilma e Lula Antonio Palocci. "(Falo isso) para mostrar que seu argumento é falacioso", disse. O relator do processo, contudo, rebateu o presidente do TSE. Disse ter se limitado, na instrução do processo, aos limites fixados na petição inicial da ação movida pelo PSDB. "Seria um argumento falacioso se eu não tivesse me atido a esses parâmetros", destacou. Na saída do julgamento, um dos advogados de Temer, Gustavo Guedes, disse em entrevista coletiva que já considerava que o relator não iria acolher as preliminares arguidas pela defesa. Mas se mostrou confiante e disse que o julgamento nem sequer começou. "Vamos aguardar a posição dos demais", disse.