sexta-feira, 9 de junho de 2017

Importações chinesas de minério em maio se recuperam de mínima de 6 meses

Importações chinesas de minério em maio se recuperam de mínima de 6 meses


As importações chinesas de minério de ferro subiram 5,5 por cento em maio em relação ao ano anterior, recuperando-se de uma mínima de seis meses em abril, com usinas do maior país siderúrgico do mundo adquirindo mais matéria-prima após fortes lucros. As importações de minério de ferro no mês passado atingiram 91,52 milhões de toneladas, de acordo com dados da Administração Geral de Alfândega nesta quinta-feira, ante 86,75 milhões de toneladas um ano antes e 82,23 milhões de toneladas em abril, o menor desde outubro de 2016.
Os analistas disseram que o total ainda estava próximo de máximas históricas, já que as usinas continuam a produzir grandes volumes de aço para aproveitar boas margens. ”A rentabilidade nas usinas de aço foi boa em maio, especialmente para produtores de vergalhão”, disse Wang Di, analista da consultoria CRU em Pequim. ”Eu não acho que haverá uma queda nas importações de minério de ferro no futuro porque, enquanto o estoque nos portos é muito alto, o estoque nas fábricas é relativamente baixo”.
No mês passado, os futuros chineses de minério de ferro mergulharam 15 por cento, em seu pior desempenho mensal em mais de um ano, com investidores liquidando posições longas em meio a preocupações com a desaceleração da construção e demanda de infraestrutura.
Fonte: Reuters

Qual é o segredo da Austrália para crescer por mais de 25 anos sem recessão

Qual é o segredo da Austrália para crescer por mais de 25 anos sem recessão


O país está a ponto de quebrar recorde da Holanda com o maior crescimento contínuo na era moderna. É preciso voltar muito no tempo para encontrar uma fase de crise na economia australiana.
Em 1990, a seleção argentina de futebol, liderada por Diego Maradona, jogava em Roma a final da Copa do Mundo contra a Alemanha. Havia poucos telefones celulares em operação e a maioria era do tamanho de um tijolo de construção. E a União Soviética estava em seu processo final de desintegração. Desde 1991, e por quase 26 anos consecutivos, a economia australiana vem crescendo consistentemente.
Números divulgados pelo governo australiano nesta quarta-feira mostraram que a economia seguiu crescendo no último trimestre. Com isso, o país conseguiu manter crescimento por 25 anos e nove meses, alcançando o recorde que pertenceu à Holanda no período do final do século 20 e início do século 21. No ano passado, o crescimento do Produto Interno Bruto australiano foi de 2,4%. A expectativa do Banco Central australiano é manter o ritmo de crescimento em 2017. o entanto, o crescimento do último trimestre foi de 0,3% – uma retração em relação ao trimestre anterior, que registrou crescimento de 1,1%.
O bom desempenho experimentado pela economia australiana tem ainda mais mérito devido ao colapso dos preços internacionais das matérias-primas – uma tendência ameaçadora para uma nação voltada para a mineração. A explicação pode ser encontrada, parcialmente, na boa sorte, segundo a correspondente de economia asiática da BBC, Karishma Vaswani. ”Houve perda de postos de trabalho no setor de mineração com o fechamento de algumas minas. Mas não esqueçamos que a Austrália é uma economia altamente diversificada”, afirmou.
“Turismo, finanças, tecnologia e educação são os componentes principais da economia da Austrália que se beneficiou de uma moeda mais fraca”, segundo a correspondente. Também ocorreram lucros no setor agrícola e a mesma indústria de mineração obteve um alívio com a recente desvalorização do dólar australiano, o que fez os produtos do país ficarem mais baratos no exterior. E os avanços tecnológicos a fizeram mais competitiva.

Alto padrão de vida

Mas, independentemente do desenvolvimento recente, o fato é que a Austrália está há mais de uma geração sem conhecer uma verdadeira crise econômica. O país conta com abundantes recursos naturais e seu território tem dimensões continentais. Conta com recursos minerais, mas também se beneficiou com correntes migratórias que levaram profissionais e empresários de todo o mundo a viver no país.
A Austrália atrai novos habitantes, em parte com a promessa de uma boa qualidade de vida em meio a praias, natureza e um clima agradável – além de cidades cosmopolitas como Sydney e Melbourne. O desemprego se mantém num nível baixo, em torno de 5%. E há muitos australianos que nunca experimentaram uma crise econômica. Mas analistas advertem que com uma demanda externa muitas vezes inconstante, um elevado nível de endividamento de seus habitantes e outros fatores que diminuem o consumo, não se pode descartar uma desaceleração do crescimento.
* Este texto foi originalmente publicado em 11 de setembro de 2016 e atualizado em 7 de junho de 2017.
Fonte: Terra

   

Preços futuros do minério de ferro caem pelo 3º dia seguido

Preços futuros do minério de ferro caem pelo 3º dia seguido


Os contratos futuros de minério de ferro na China ampliaram perdas nas negociações noturnas na China após caírem 2 por cento nesta quinta-feira, em seu terceiro dia consecutivo de queda, refletindo o fraco apetite pela matéria-prima, enquanto os preços do aço lutavam para sustentar ganhos. O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa de Dalian fechou em queda de 2 por cento em 423 iuanes (62 dólares) a tonelada. Na negociação noturna, ampliava perdas com queda de 1,1 por cento, às 11:07 (horário de Brasília).
Os estoques da matéria-prima nos portos da China foram a 136,55 milhões de toneladas na semana passada, perto do nível mais alto desde 2004. Após um aumento no início do ano impulsionado pelas despesas de infraestrutura de Pequim, os preços chineses do aço caíram 15 por cento em relação ao pico deste ano, enquanto a demanda da construção diminui durante o verão. O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai terminou quase estável em 2.968 iuanes por tonelada, depois de subir 2 por cento. Nas negociações noturnas na China, subiam cerca de 0,27 por cento.
Fonte: Exame

PEDRAS PRECIOSAS

PEDRAS PRECIOSAS

Pedras preciosas

Pedras preciosas são minerais valorizados pela raridade e por qualidades físicas como a beleza e a dureza. Depois de receber tratamento adequado -- lapidação, polimento -- a pedra preciosa é usada na confecção de jóias e objetos de arte. Chama-se gemologia o estudo físico, químico e genético das pedras preciosas, bem como de outras substâncias não-minerais usadas com o mesmo fim, como pérolas, âmbar, coral e marfim. Diversas propriedades são consideradas na avaliação da beleza e valor das gemas, entre as quais se destacam a iridescência, ou reflexão das cores do arco-íris em suas facetas; a opalescência, ou reflexo nacarado característico das opalas; e o asterismo, ou efeito estrelado da luz refletida por alguns brilhantes.

Entre os mais de dois mil minerais conhecidos, cerca de cem encontram uso em joalheria e menos de vinte são considerados preciosos ou semipreciosos. Alguns deles, como o berilo e o coríndon, dão origem a mais de um tipo de gema.

Histórico

O uso das pedras preciosas teve início no Oriente, onde antigos povos usavam-nas como símbolo de riqueza e poder. Os romanos, ao estabelecer contato com esses povos pelo comércio ou pela guerra, adquiriram o gosto pelas jóias, que passaram a ser usadas pela classe dominante. Entre os germânicos, que viviam ao norte do Império Romano, havia o costume de sagrar rei um homem possuidor de grandes riquezas. Uma das obrigações do monarca era recompensar os serviços de seus súditos com ouro e jóias. À luz da pesquisa científica, as pedras preciosas passaram a ser objeto de pesquisa e foram classificadas em centenas de tipos.

Classificação das pedras preciosas

Embora sejam mais de uma centena, as variedades mais importantes de gemas usadas em joalheria, divididas em grupos, segundo sua composição, são: (1) berilos, em cuja composição entram proporções variáveis de alumínio e berílio, cristalizam no sistema hexagonal, dos quais os mais conhecidos são a água-marinha, de cor azul; a esmeralda, de cor verde; e o crisoberilo, conhecido como olho-de-gato devido à capacidade de mudar de cor, do verde a um vermelho intenso, sob a luz incandescente; (2) coríndons, óxidos de alumínio de forma hexagonal, transparentes, entre os quais os mais conhecidos são o rubi e a safira; (3) diamante, produto da cristalização, em condições especiais, de moléculas de carbono puro, que varia do incolor ao amarelado, possui a dureza máxima na escala de Mohs e apresenta grande transparência; (4) feldspatos, silicato de elementos alcalinos, dos quais o mais comum é a amazonita, de opacidade e dureza médias e com cores que variam do amarelo-esverdeado ao azul-esverdeado; (5) granadas, silicatos de ferro, alumínio, cálcio ou magnésio, podem ser verdes, como a esmeralda ucraniana, ou vermelhas; (6) jades, entre os quais se destacam o lápis-lazúli, de cor azul intensa, a olivina verde e o jade imperial, opaco ou transparente; (7) quartzo, ou sílica natural, que pode ter diversas cores, como a ametista, as turmalinas, os topázios e o ônix; e (8) gemas orgânicas, produtos da ação de animais ou vegetais, como as pérolas, corais e âmbar. Embora não sejam pedras preciosas, são a elas associadas pela beleza e pelo uso similar.

Pedras sintéticas

As pedras obtidas artificialmente têm em sua composição os mesmos elementos químicos encontrados nas pedras naturais. Possuem as mesmas propriedades físicas e químicas. São produzidas sinteticamente, com grande perfeição, rubis, safiras e outras variedades coloridas dos minerais da família do coríndon, espinélios de todas as cores, esmeraldas, diamantes, rutílios (titânia sintética) e quartzo incolor.

A fabulita é um titanato de estrôncio produzido pela primeira vez em 1952. Por seu índice de refração, superior ao do diamante, e pela grande dureza, é usada em substituição ao brilhante. Outro produto sintético de dureza próxima à do diamante é o borazon, ou nitreto de boro.

Técnicas de polimento e tratamento

Normalmente, as pedras preciosas encontradas na natureza não estão prontas para a comercialização. Devem ser antes submetidas a um processo de embelezamento que inclui a retirada das impurezas e o aperfeiçoamento dos contornos que não apresentam cristalização perfeita. Todos esses processos são muito antigos, com exceção das técnicas de lapidação do diamante que, devido à extrema dureza dessa pedra, só foram aperfeiçoadas no século XV.

A lapidação e o polimento das pedras preciosas são feitos por meio de três processos diferentes usados de acordo com sua dureza. O tratamento com areia abrasiva e água no interior de um cilindro giratório é usado em pedras de dureza média como a ágata, opala e ônix. O resultado é um excelente polimento, porém as formas são irregulares. A técnica Idar-Oberstein, que consiste no uso de pequenos tornos polidores, se emprega tradicionalmente nessa cidade alemã para o polimento de pedras de grande ou média dureza. Um terceiro processo, muito utilizado para pedras de grande dureza, é o que consiste de corte com serra e posterior polimento com areia, pó de diamante e outros abrasivos.

De grande importância é o corte, que contribui para destacar o brilho e a beleza das pedras. Para isso usa-se um instrumento de grande velocidade dotado de brocas de diamante, contra as quais se pressiona a pedra até conseguir a forma, tamanho, simetria e profundidade desejados. Durante o tratamento das jóias, podem ser acentuadas determinadas cores e tonalidades mediante aquecimento sob condições controladas, exposição da pedra aos raios X ou aplicação de pigmentos nas células básicas dos cristais.

Imitações

As imitações de pedras preciosas são feitas com várias substâncias, às vezes produtos não cristalinos. As imitações mais comuns são feitas de vidro, vidros espelhados, plásticos e imitações de pérolas. Os vidros usados para imitar pedras preciosas compõem-se de óxido de silício, álcalis, chumbo, cálcio, boro, tálio, alumínio ou óxidos de bário. Essas imitações são facilmente reconhecidas pelo brilho vítreo nas superfícies de fraturas, pelo calor ao tato, pelo arredondamento das arestas inferiores da pedra, decorrente da fusão do material, pela pequena dispersão e pelo comportamento de uma gota d'água em sua superfície. Às vezes podem também ser observadas bolhas esféricas na estrutura e faixas coloridas, curvas ou irregulares. Os plásticos são usados para imitar âmbar, marfim e gemas de materiais opacos.

Outro tipo de imitação são as pedras duplas, triplas ou espelhadas. As pedras duplas se fazem por união de duas peças com uma cola incolor. Em duplas feitas de granada e vidro, este é fundido à granada. As triplas são confeccionadas por meio da colagem de duas pedras com um cimento que dá coloração à pedra. As pedras espelhadas são obtidas com a colocação de um espelho na base da pedra, para produzir os efeitos de cintilação de uma jóia verdadeira.

Valor

Em geral, são considerados preciosos somente o diamante, rubi, safira e esmeralda, por reunirem as propriedades físicas de cor, brilho, dispersão e dureza. Algumas pedras são valiosas em função de uma só dessas propriedades, como a cor, no caso das turmalinas. A raridade da gema também influi no valor. Esse fato faz com que algumas pedras, classificadas como semipreciosas, possam alcançar preços superiores aos de algumas pedras preciosas. É o caso da jadeíta, forma rara do jade, mais valiosa que o rubi-estrela, de baixa qualidade. As pedras preciosas e semipreciosas têm sua produção quase toda canalizada para a joalheria, mas certos tipos especiais, ou as que apresentam imperfeições, são usadas em relojoaria e na indústria de abrasivos e de instrumentos elétricos e eletrônicos.

Procedência

Os diamantes podem ser encontrados em depósitos primários, em rochas ultrabásicas como o kimberlito. Desse tipo são as jazidas da África do Sul, Congo, Tanzânia, Zaire, Índia, Estados Unidos e Rússia. Também aparecem sob a forma de depósitos aluviais no Brasil, Guiana, Venezuela, África do Sul, Angola e Costa do Marfim.

Certos tipos de rubis e safiras são encontrados em Myanmar. A esmeralda é proveniente da Colômbia, Sri Lanka, Índia, Áustria, África do Sul e Rússia. O Brasil, assim como Madagascar e os Estados Unidos, tem grandes jazidas de pegmatitos que produzem gemas de boa qualidade como a água-marinha, considerada a pedra típica do Brasil, o topázio e a turmalina. As principais zonas produtoras brasileiras ficam no nordeste de Minas Gerais, sudeste da Bahia e norte, centro e sul do Rio Grande do Sul.

Agulhas de diamantes iluminadas com laser emitem mais elétrons

Agulhas de diamantes iluminadas com laser emitem mais elétrons



Pela primeira vez, pesquisadores demonstraram que iluminar com laser uma agulha de diamante pode aumentar significativamente a emissão de elétrons pela ponta da agulha. A habilidade de controlar a emissão de elétrons com luz tem aplicações em fontes de raio-X portáteis, microscópios eletrônicos e sensores.
Um artigo sobre a descoberta foi publicado na revista Applied Physics Letters. “Nossa pesquisa mostra como a energia e o transporte de carga funciona em uma agulha de diamante em geral”, explicou o pesquisador V. Porshyn ao Phys.org. “Também mostramos que uma agulha de diamante fotoestimulada é capaz de emitir conjuntos de elétrons picocoulomb com nanossegundos. Além disso, a corrente observada é suficiente para operar uma fonte portátil de raio-X. Em um caso ideal, o aparelho pode ser do tamanho de uma caneta”
“Você pode descobrir a natureza de um material desconhecido com uma fonte de raio-X usando uma agulha de diamante. Se você colocar a agulha como cátodo em um microscópio eletrônico, você consegue alcançar uma resolução melhor porque você tem uma resolução de pontos mais eficiente. Claro que você pode usar a agulha como sensor para detectar luz também”, aponta ele.
O fato de diamantes emitirem elétrons é surpreendente, já que o material é isolante. Mas os pesquisadores descobriram que, mesmo sem exposição à iluminação, as agulhas de diamante têm uma pequena condutividade elétrica à temperatura ambiente. Essa condutividade é atribuída a defeitos do material.
Quando os pesquisadores iluminaram a base das agulhas de diamante em vácuo com um laser de pulso de nanossegundo, a emissão da ponta das agulhas aumentou significativamente.