domingo, 11 de junho de 2017

A exploração de água mineral

Evidentemente importante, principalmente ao longo das últimas décadas, o estudo voltado ao descobrimento de novas fontes potáveis de água tem por maior objetivo garantir a preservação da vida humana e animal, posta em risco em épocas e locais desérticos de tempos em tempos.
A prospecção e pesquisa de água mineral são, portanto, uma grande necessidade. O encontro de novas fontes é uma das formas de garantir a segurança da humanidade, motivo esse que tem levado mais profissionais e empresas a se lançar na
exploração desse bem que o ser humano a têm transformado em um recurso não renovável.
Veja neste artigo como se faz a prospecção, pesquisa e exploração de água mineral e conheça o passo a passo previsto em Lei para tal prática.

Primeiros passos na procura por água mineral?

O primeiro passo para começar um processo de prospecção e pesquisa de água mineral é o reconhecimento. A partir dele é possível conhecer todo o território, acumulando o máximo de conhecimentos possíveis a cerca da hidrogeologia local.
Inicialmente deve ser feito um estudo da geologia regional, posteriormente um estudo da geologia local, levantamento dos pontos de água da região, cartografia geológica e hidrogeológica, fotointerpretação, inventário hidrogeológico, rastreios hidroquímicos e levantamentos geofísicos.
Grandes maiorias das ocorrências hidrominerais estão localizadas no sistema fracturado, deverá ser feito um estudo geológico-estrutural minucioso, por forma a se definirem os vários sistemas de fracturação responsáveis pela circulação da água mineral natural.
Entre os inúmeros processos, o apontamento de água é, evidentemente, o mais importante nessas fases iniciais. Ele determina, entre outras coisas, a viabilidade do projeto e encaminha a equipe para o próximo passo.
A prospecção e pesquisa de água mineral confronta os dados que foram observados nas fases iniciais do projeto, a fim de direcioná-lo para as etapas de sondagem, onde são feitos furos a partir da prospecção mecânica que permitem a realização de ensaios de caracterização geológica, hidroquímica e hidrodinâmica dos aquíferos interceptados.
A água mineral obtida nesse processo deve ser considerada como estável tanto fisioquimicamente falando, quanto em questões bacteriológicas. A qualidade deve ser o princípio básico para que seja dada continuidade, e não a quantidade, postura assumida erroneamente por muitas exploradoras.

A exploração de água mineral

Feitos os devidos estudos, sondagens e pesquisas sobre a área, é chegada a hora de traçar estratégias para o início do processo de exploração de água mineral.
A exploração, por sua vez, deve então considerar tudo o que já foi visto e avaliado antes que qualquer intervenção maior ganhe vida.
Além do desperdício financeiro para os projetos mal desenvolvidos, é importante lembrar que cada tipo de exploração mineral causa certo impacto direto na natureza, sendo realmente importante evitar os projetos sem maiores fundamentos.
A exploração, ou seja, o aproveitamento econômico do recurso, engloba a construção de estruturas captantes (geralmente furos verticais, inclinados ou horizontais) e a monitorização constante da exploração.
A etapa de exploração é considerada de suma importância, afinal é o momento em que o projeto sai do papel e traz resultados e lucros para as empresas.
Destinada a diferentes fins, a água que é explorada nesse cenário pode contribuir com o abastecimento de estruturas prediais de indústria ou habitação, suprimento da reserva utilizada em sistemas de irrigação e assim por diante.
As águas subterrâneas têm como uma de suas principais características a capacidade de estar pura no momento da exploração. Um estudo mais apurado poderá confirmar se a poluição do solo não atingiu ao manancial, viabilizando ou não a extração do bem.

5 passos para a prospecção, pesquisa e exploração de água mineral dentro da Lei

Para dar início ao processo de prospecção, pesquisa e exploração de água mineral é necessário seguir alguns passos para manter o projeto de acordo com as Leis e Códigos de Mineração e de Águas Minerais.
Conheça a seguir quais são estes passos e sua importância para o projeto como um todo:

1.     Entrega do requerimento de autorização de pesquisa

O primeiro passo para estar em concordância com as leis que regem os processos de exploração de água mineral é formalizar o pedido da autorização para execução da pesquisa, através de um requerimento.
O formulário deve ser entregue nos padrões do DNPM, com plano de pesquisa e planta de localização da área, no momento da solicitação.
Vale lembrar que no plano de pesquisa devem constar os tipos de captação – por caixa e por poço tubular –, além de outros apontamentos de dados técnicos do projeto.

2.     Alvará de pesquisa

O alvará de pesquisa é conquistado a partir do momento em que o Departamento avalia os dados e documentos entregues junto ao requerimento de autorização de pesquisa.
Esse alvará possui validade de até dois anos para prospecção, pesquisa e exploração de água mineral, podendo ser ainda prorrogado segundo critérios do próprio DNPM.

3.     Produção do relatório final de pesquisa

Com o alvará de pesquisa em mãos, a empresa pode dar início as etapas e trabalhos iniciais. Nessa fase os primeiros pontos colocados em prática são ligados a estudos técnicos – tais como hidroquimicos, hidrogeológicos e geológicos – sempre tomando nota sobre resultados e observações que integrarão o relatório final de pesquisa.
Na produção deste relatório final é importante apresentar os resultados dos ensaios e testes de bombeamento, bem como do estudo in loco. Outros dados que devem constar nesse relatório são os estudos voltados à área de proteção da fonte e classificação do tipo de água encontrada.
Quanto mais detalhado e verídico for o apontamento desses dados no relatório final, mais rápida sua aprovação para que seja dada a sequência nos trabalhos de exploração de água mineral na área delimitada.

4.     Entrega do requerimento de lavra

Relatório aprovado, é chegada a hora de fazer um novo requerimento, dessa vez solicitando a autorização para lavra.
Dentre os tópicos que devem integrar esse pedido estão o plano de aproveitamento econômico, junto à outorga da portaria responsável pela execução de tais projetos de Lavra com a Área de Proteção de Fonte.

5.     Rótulo e operação de lavra

Por fim, o último passo é se adequar as exigências da Portaria de Lavra submetendo o projeto ao modelo de rótulo. Após tal adequação, é feita uma nova análise bacteriológica de amostras da água mineral extraída na área, a fim de avaliar e indicar mais uma vez sua qualidade.
Os procedimentos de prospecção, pesquisa e exploração de água mineral são de extrema importância para a sociedade moderna. Destaca-se que a partir de tal ação é possível vislumbrar um mundo sem escassez desse recurso hídrico e muito mais saudável para a população.
Geohidrologia, ou como também é chamado hidrogeologia, é o segmento da geociência responsável pela prospecção, pesquisa e exploração de água mineral principalmente em fontes subterrâneas
Fonte: Globo.com

Reservas de Nióbio no Brasil

O metal Nióbio é alvo de cobiça mundial. Para nossa sorte, o nióbio no Brasil existe em abundância (98% das reservas de nióbio estão no Brasil). Em contrapartida, o Governo Federal não possui uma política específica para a comercialização do nióbio no Brasil.
temperaturas externas, que existe. Também é um metal supercondutor e seu ponto de fusão (derretimento) é aos 2.468 °C, enquanto que seu ponto de evaporação é aos 4744 °C. Se adicionado (em gramas) proporcionalmente à tonelada de aço, pode dar maior tenacidade e leveza ao material. Hoje em dia, esse elemento mineral é utilizado na fabricação de turbinas de avião, automóveis, gasodutos, tomógrafos utilizados para ressonância magnética, além de lentes óticas, lâmpadas de alta intensidade, bens eletrônicos, e até em piercings, nas indústrias aeroespacial, bélica e nuclear.

Reservas de Nióbio no Brasil

O Brasil corresponde a mais de 90% da comercialização mundial de nióbio, seguido por Canadá e Austrália. As reservas brasileiras possuem 842.460.000 toneladas distribuídas nas jazidas locais. As maiores estão localizadas em Minas Gerais (75%), Amazonas (21%) e em Goiás (3%).

Nióbio no Brasil.
Nióbio no Brasil.

Um relatório feito pelo Plano Nacional de Mineração 2030 dá conta de que, atualmente, o país explora 55 substâncias minerais, o que corresponde a 4% de toda a produção mundial e é líder global na produção do nióbio. Devido a esse fato, existem várias teorias sobre a negociação desse metal com outros países. Há quem diga que o preço cobrado pela exportação do nióbio no Brasil, é ínfimo, que as reservas nacionais estão sendo “dilapidadas” e que, por não regulamentar a venda e controlar o preço de venda, o país estaria perdendo bilhões.

‘Questão do Nióbio no Brasil’

Um dos primeiros – e mais conhecidos – representantes da “questão do nióbio” foi o deputado federal e ex-candidato à presidência da República Enéas Carneiro, falecido em 2007. Enéas afirmava que só a riqueza do mineral em si seria capaz de ampliar – e muito – a fortuna patrimonial do Brasil. Esse metal é tão valorizado que chegou a ser envolvido em um escândalo: O Mensalão, em 2005. À época, o empresário Marcos Valério afirmou, durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios, que o Banco Rural entrou em contato com José Dirceu (atualmente preso) acerca da exploração de uma mina de nióbio localizada da Amazônia.
Já em 2010, o site WikiLeaks – conhecido por divulgar documentos, vídeos e fotos sigilosas de órgãos mundiais importantes – vazou um documento do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que colocava as minas de nióbio no Brasil na lista de locais cujos recursos e infraestrutura são essenciais e estratégicos para os EUA.
Posteriormente, outro fato que mexeu com o tema nióbio no Brasil: A venda de uma parte da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), considerada a maior produtora de nióbio do mundo, para companhias asiáticas. Já em 2011, algumas empresas de origem chinesa, japonesa e sul-coreana fecharam a compra de 30% do portfólio financeiro da CBMM por US$ 4 bilhões. A CBMM foi fundada em 1965, quando o banqueiro Walter Moreira Salles se associou à companhia de mineração Molycorp. Posteriormente, Salles comprou o restante das ações da empresa, localizada em Araxá (MG).

Saiba mais sobre o nióbio

Agora que você já está mais por dentro do nióbio no Brasil, é hora de apresentarmos algumas informações curiosas sobre esse metal. Para começar, o nióbio não é tão raro e precioso quanto o ouro. Estatísticas oficiais dão conta de que a liga ferro-nióbio foi negociada por US$ 26.500/ton em média, no ano de 2012. Enquanto isso, a cotação média da onça de ouro, média de 31,10 gramas, foi de US$ 1.718.
Apesar de ser muito cobiçado, o Nióbio não é uma fonte de energia primária ou de alto nível de consumo, como o petróleo. Mesmo assim, parece que o nióbio não possui quaisquer concorrentes. Mas, o fato é que ele tem. São eles: vanádio, tântalo e titânio.
A negociação do nióbio brasileiro com outros centros subiu de US$ 13 o quilo no ano de 2001 para US$ 32 em 2008. Já em 2012, a média foi de US$ 26,5 o quilo. Como os preços não são negociados em bolsas de valores e como as produtoras possuem subsidiárias em outros países, surgiram suspeitas (ainda não comprovadas) de subfaturamento. Já a suspeita de as jazidas nacionais estarem sendo “dilapidadas” não se mostra real. Afinal de contas, somente a CBMM explora jazidas que têm durabilidade estimadas em mais de 200 anos. O governo também informou que não possui planos para iniciar a produção de nióbio em outras áreas que possuam reservas lavráveis conhecidas, como Amazonas e Rondônia.

Os maiores produtores de nióbio no Brasil

Os 98% de nióbio do mundo todo, pertencem ao Brasil, a maioria desta porcentagem está concentrada nas mãos de apenas duas empresas: A CBMM, que segue sendo controlada pelo grupo Moreira Salles (agora pelos herdeiros de João Moreira) – os mesmos fundadores do banco Unibanco – e a Mineração Catalão de Goiás, empresa controlada pela britânica Anglo American. Dos 100% de nióbio no mundo todo, 80% pertencem à CBMM, seguida pela canadense Lamgold (10%) e a Anglo American (8%), que só possui produção de nióbio no Brasil.
A CBMM diz estar presente em todos os países que são produtores de aço, em especial China, Japão, EUA, Coreia, Índia, Alemanha, Rússia e Inglaterra. Na passagem de 2001 para 2012, a empresa afirma ter aumentado em 18% seu lucro líquido (R$ 1,454 bilhão em 2012). Já em 2013, chegou a R$ 3, 898 bi. 95% desse faturamento provieram do mercado internacional, que mesmo assim, não gosta de ter que depender de um único fornecedor de determinada matéria-prima (no caso, esse único fornecedor é o Brasil). Estimativas dão conta de que a produção de nióbio no Brasil deve subir. A taxa média de crescimento da produção anual tem sido de 10%. Em 2012, a produção chegou a 61 mil toneladas. Já em 2015, a quantidade de produção de nióbio no Brasil deve chegar a 100 mil toneladas.
Imagem: Stone [Public domain], via Wikimedia Commons

Como funciona uma exploração de diamantes

Como anda a exploração de diamantes no Brasil? O Brasil é um país de dimensões continentais e de imensa riqueza tanto em superfície quanto em grandes profundidades. As reservas de minério de ferro de qualidade tornam o país o segundo maior exportador do mundo, atrás da Austrália e seguido por Rússia e China. Dentre as gemas preciosas, destacam-se os diamantes, cristal de alto valor agregado no mercado mundial de grande interesse de companhias multinacionais em explorar nossas terras à procura de minas ou jazidas de diamantes.
Na TV, a exploração de diamantes é lembrada na trama da novela da Rede Globo, “Império”, onde o “comendador Zé Alfredo” (interpretado por Alexandre Nero) acumula fortunas e esbanja vaidades com sua família, vivendo uma série de problemas que envolvem a sua história desde o garimpo, onde foi à procura do sonho da riqueza. É a ficção imitando a realidade, lembrando do caso da Serra dos Carajás, no Pará, em que reuniram-se milhares de pessoas em busca do sonho de se tornarem ricos às custas de muito sofrimento, solidão, doenças, violência, tudo em nome da fama e da riqueza.

Segredos que valem ouro

O número de locais com diamantes no Brasil não é divulgado com precisão, mas sabe-se que há reservas gigantescas de diamantes no país, principalmente nos estados de Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.
Dizem os especialistas que, em reservas indígenas, preservadas por leis da Constituição Brasileira e pela Fundação Nacional do Índio (Funai), há enormes jazidas, mas não estão autorizadas para exploração de diamantes. Não é de hoje que o país sofre com a exploração das suas terras em todos os sentidos, minerais, agrícolas, fauna e flora, desde os tempos do Império. Não se tem a conta de quantos bilhões de dólares já se perderam ao longo dos anos com o envio de pedras preciosas para o exterior.
Para se ter uma idéia das riquezas ocultas no solo brasileiro, em 2014, foi divulgado na internet, em sites especializados, que a exploração de diamantes em terras indígenas do Parque Aripuanã e de Serra Morena, em Rondônia e Mato Grosso, respectivamente, pode render algo em torno de 40 bilhões de dólares por ano, caso seja regulamentada, já que o garimpo em terras indígenas é proibido e, além do que, no Brasil, o que se observa é que, após a extração de minerais preciosos por garimpagem, é uma prática insustentável e que degrada completamente a região explorada, não há políticas de reflorestamento e de revitalização do solo e de programas que beneficiem as populações que vivem acerca da mesma.

Profissionais que brilham

As pesquisas e levantamentos sobre reservas diamantíferas estão a cargo de geólogos e outros especialistas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), vinculado ao Ministério das Minas e Energia junto de empresas multinacionais, como a gigante multinacional De Beers, com sede na Àfrica do Sul. As descobertas levaram a aproximadamente 1.200 pontos de exploração de diamantes no Brasil, entretanto, sem haver informações precisas acerca da quantidade e qualidade dos diamantes.
De acordo com os geólogos envolvidos na pesquisa, atualmente, o país dispõe de reservas de diamantes industriais e de gemas, utilizados para fabrico de jóias. Em média, um diamante no garimpo pode ser comercializado por 2 milhões de reais em forma bruta, mas, depois de lapidada, chega a 20 milhões de reais.
Exploração de diamantes
Exploração de diamantes
Mas a procura por pedras preciosas começou bem antes disso, na era dos desbravamentos dos bandeirantes, no século 17 em diante, tendo as primeiras descobertas no estado das Minas Gerais. O cuidado das reservas e de sua exploração era por conta da chamada Intendência das Minas, quer estava obviamente subordinada à metrópole – já que o Brasil era uma colônia – portuguesa. Como nos dias de hoje, a corrupção e o contrabando das riquezas nacionais eram comuns. Para coibir essas manobras, a Corte Portuguesa criou um núcleo de fiscalização de nome Casa de Fundição ao mesmo tempo em que deixava a extração aos cuidados de “contratadores”.
Ainda que houvesse extração e exportação de ouro e diamante para Lisboa, muitas benfeitorias à época puderam ser vistas com o passar dos anos, mudanças políticas, sociais, econômicas e culturais.

Como funciona uma exploração de diamantes

A exploração de diamantes em uma jazida descoberta não é diferente no Brasil ou na África do Sul. Geralmente, existem máquinas gigantes que operam escavando altas profundidades – já que as pedras costumam estar localizadas a centenas de metros abaixo da superfície – com a ajuda de explosivos, alta tecnologia e garimpeiros em busca das pedras preciosas. Daí, elas são separadas do cascalho e identificadas por um sistema de raio-X. As minas então são criadas sobre região com alta concentração de kimberlito, rocha formada pelo resfriamento do magma vulcânico. Durante a exploração nas minas, as rochas são pulverizadas como cascalhos por meio de explosões em áreas profundas da mina.
Águas de rios e lençóis freáticos transportam pedras que se concentram em áreas superficiais e por isso são “peneirados” pelos mineradores. Da separação por tamanho, as pedras seguem para flotação. Entra em cena uma máquina de triagem em forma de raio-X que funciona para separar o que é diamante e o que não é, passando em seguida a uma apuração manual de cada pedra.
Muita gente ouve diamante como uma jóia preciosa, é verdade, mas a parte menos valiosa, que não é denominada gema, é destinada à indústria para a fabricação de peças de corte, discos, brocas, serras, bisturis, equipamentos cirúrgicos em geral e termômetros de precisão.
Imagem: Ayswaryak

Dia dos Namorados impulsiona vendas de joias e bijuterias


Dia dos Namorados impulsiona vendas de joias e bijuterias

Setor trabalha com perspectiva de aumento de 10% nas vendas em relação ao ano passado


Jornal do Brasil




Mesmo com crise e caindo em uma segunda-feira, o Dia dos Namorados terá mais brilho do que no ano passado.
Segundo a Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Rio de Janeiro (Ajorio), a projeção é de aumento de 10% no volume de vendas em relação a 2016, desbancando os mercados de chocolates e cosméticos na preferência dos apaixonados. Ano passado, o faturamento do setor ficou estável comparado com o período anterior.
Segundo a diretora-executiva da Ajorio, Angela Andrade, as vendas devem disparar no próximo fim de semana que antecede a data.  “O Dia dos Namorados é a terceira data mais importante do ano para o setor, perdendo apenas para o Dia das Mães e Natal. Sempre há um movimento de turistas no Rio de Janeiro que deve impulsionar as vendas no fim de semana, principalmente nas lojas dos aeroportos e pontos turísticos”, acredita.
O movimento será reforçado ainda pelo Circuito de Moda Carioca, que irá acontecer no Galpão Malha, em São Cristóvão, com a presença de marcas associadas como Eneida França, Zoia e Pili’Secret.
Segundo a coordenadora de Moda do Sebrae-RJ, Fabiana Melo, os investimentos no e-commerce e promoções ajudaram a aumentar as vendas, principalmente das pequenas empresas, que estão se estruturando em lojas virtuais. Recentemente, a Ajorio lançou em parceria com o Sebrae-RJ o Guia É do Rio!, que reúne os designers e marcas mais criativas do setor. “O guia aumentou a divulgação e fez com que novos nomes do design carioca se tornassem mais conhecidos. Esperamos que também influencie positivamente nas vendas para o Dia dos Namorados”, afirmou.
Apostando nisso, alguns criadores presentes no guia lançaram peças específicas para o Dia dos Namorados, como Márcia Mór, Eduardo Lafry, Lívia Canuto, Renata Rose, Felipe Patusco e Ni Romiti. Há desde anéis masculinos até as clássicas alianças. No guia, estão os contatos de 70 designers cariocas.
Para a designer Regina Machado, especialista em História da Arte, a joia é o presente mais adequado para esta data. “É a declaração mais valiosa de permanência daquele contrato amoroso. Além disso, é uma compra inteligente, porque é o único luxo que não vira lixo, dado seu valor hereditário”,  disse.
Mais informações sobre o setor
O Estado do Rio de Janeiro tem mais de 3,3 mil empresas do setor, o que representa 15% do total dos estabelecimentos neste segmento no País. A Ajorio representa os interesses de toda a cadeia produtiva do setor de joias no Estado do Rio de Janeiro e atua por meio de parcerias com o poder público e instituições como o Sebrae-RJ, Fercomércio-RJ, Sistema Firjan, entre outras instituições. Filiada ao Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), a Ajorio possui sede própria e seu orçamento é composto pelo pagamento de contribuições dos associados, além de parte de recursos provenientes dos sindicados que compõem o Sistema Ajorio.

Telefone que pertencia a Adolf Hitler é leiloado por R$ 750 mil

Vendido como "uma das armas mais destrutivas de todos os tempos, que causou a morte de milhares de pessoas", aparelho foi encontrado em bunker

Aparelho que pertencia a Adolf Hitler foi encontrado no bunker do ditador alemão
Divulgação/Alexander Historical Auctions
Aparelho que pertencia a Adolf Hitler foi encontrado no bunker do ditador alemão
O telefone que pertencia a Adolf Hitler  foi vendido em leilão por US$ 243 mil, cerca de R$ 751 mil na cotação atual. O lance inicial para a compra era de US$ 100 mil.
O aparelho de Hitler , encontrado no bunker do ditador alemão, até então estava sendo guardado em uma caixa mantida dentro de uma casa de campo inglesa.

O telefone foi vendido pela casa de leilões Alexander Historical Auctions, em Cheasapeker City, no estado norte-americano de Maryland. No entanto, o nome do comprador não foi informado.
Durante sua apresentação aos possíveis compradores, o aparelho telefônico foi descrito como "uma das armas mais destrutivas de todos os tempos, que causou a morte de milhares de pessoas".
Inicialmente na cor preta, o telefone de Hitler foi pintado de vermelho antes do leilão e teve o nome do nazista gravado sobre ele, juntamente à suástica, emblema oficial do Partido Nacional-Socialista alemão, símbolo do nazismo.

Leilão de calcinha

No fim do ano passado, uma calcinha lilás que pertenceu à mulher de Hitler, Eva Braun, foi vendida em um leilão por cerca de 2,9 mil libras  (mais de R$ 11,4 mil). A peça fazia parte de uma coleção que foi colocada à venda na casa de leilões Philip Serrell. Esperava-se que ela atingisse um preço muito menor: cerca de 400 libras (cerca de R$ 1,5 mil).
Um anel de ouro, uma caixa de prata com espelho e um suporte de prata, que ainda continha um batom vermelho brilhante de Eva Braun, também foram arrematados. Os objetos foram vendidos a um colecionador privado.
A calcinha tem um laço de fita e as iniciais de Eva Braun bordadas. O anel, enfeitado com pedras preciosas, foi vendido por 1,2 mil libras (R$ 4,5 mil). Já o batom com as iniciais EB alcançou o preço de 360 libras (R$ 1,4 mil).
Enquanto isso, uma coleção de fotografias em branco e preto do início do século 20 retratando Eva Braun e, em algumas delas, o próprio Hitler foi vendida por 100 libras (cerca de R$ 400).