domingo, 11 de junho de 2017

Conselho do Uber discutirá afastamento de CEO e mudança nas políticas, diz fonte

Conselho do Uber discutirá afastamento de CEO e mudança nas políticas, diz fonte

domingo, 11 de junho de 2017
 


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SAN FRANCISCO (Reuters) - O conselho da Uber Technologies [UBER.UL] discutirá o afastamento temporário do presidente-executivo Travis Kalanick da empresa de transportes urbanos e considerará mudanças radicais nas práticas de gestão da empresa em uma reunião no domingo, de acordo com uma pessoa familiarizada com a situação. A pessoa informada sobre o assunto disse que o conselho discutirá o afastamento de Kalanick da empresa. A discussão envolve a possibilidade de que ele retorne em um cargo com menos autoridade, afirmou a fonte, seja em outro cargo ou como presidente-executivo, mas com menos responsabilidades e sujeito à supervisão mais rigorosa. A fonte disse que não está claro se o conselho tomará qualquer decisão para alterar o papel de Kalanick. O conselho deve adotar várias mudanças de política interna e administração recomendadas por advogados externos contratados para investigar assédio sexual e a cultura da empresa mais amplamente. Os advogados externos não fizeram recomendações sobre Kalanick. Um porta-voz do Uber não tinha comentários. Kalanick não respondeu imediatamente a um pedido de comentários no sábado. (Por Joseph Menn e Heather Somerville)

Rivais de Macron dizem que previsão de maioria esmagadora é perigosa para democracia francesa

Rivais de Macron dizem que previsão de maioria esmagadora é perigosa para democracia francesa

domingo, 11 de junho de 2017
 


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PARIS (Reuters) - Não haverá espaço para debate no Parlamento e a democracia será sufocada se o presidente francês Emmanuel Macron vencer com a maioria parlamentar esmagadora que as pesquisas estão prevendo, dizem seus rivais após o primeiro turno deste domingo. “Não é saudável nem desejável para um presidente que obteve apenas 24 por cento dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais e que foi eleito no segundo turno pela rejeição à extrema-direita se beneficie de um monopólio na representação nacional”, disse o líder do partido Socialista, Jean-Christophe Cambadelis. François Baroin, que fez campanha pelo partido conservador Os Republicanos, ecoou este sentimento, dizendo que o poder político não deve estar concentrado nas mãos de um partido. Marine Le Pen, a líder da Frente Nacional, partido de extrema-direita, considerou que a enorme taxa de abstenção é “preocupante”, após ter se qualificado para o segundo turno em 18 de junho, que determinará quantos assentos o partido realmente terá. Respondendo às críticas, uma autoridade sênior do partido de Macron, A República em Marcha (LREM), disse que eles não passarão por cima das visões alternativas. “Nós seremos muito respeitosos com a oposição... Precisa haver respeito pelas minorias em um debate. Não há maioria dominante, mas uma maioria responsável”, disse Jean-Paul Delevoye, responsável por selecionar os candidatos do LREM.
 

Saiba quais fatores físicos tornam uma gema valiosa no mercado

Saiba quais fatores físicos tornam uma gema valiosa no mercado

Entenda como as pedras preciosas são identificadas pelos gemólogos              

joia rubi safira (Foto: Reprodução de TV)Sobre uma placa de acrílico, estão pedras como o rubi e a safira (Foto: Divulgação/Daniela Newman)
Só em 2015, o Brasil exportou mais de U$ 3,3 bilhões em joias, incluindo ouro e gemas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM). No que tange à produção mundial em 2014
, a entidade apontou o país como sendo o sétimo do mundo em termos de produção de joias. Diante deste cenário, e de um vasto acervo de pedras preciosas encontradas no Brasil, cada vez mais o mercado nacional vem demandando profissionais que possam identificar de forma correta as gemas, como são conhecidas as pedras preciosas e não-preciosas depois de serem lapidadas, ou polidas.
Para a gemóloga Daniela Newman, professora de Mineralogia do curso de Gemologia, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), é necessário que o profissional que trabalha no ramo de joias saiba identificar exatamente não só as diferentes espécies de gemas, como suas variedades, já que há uma grande diferença de valor e raridade entre elas.
Daniela Newman, professora de Mineralogia da UFES (Foto: Divulgação)Daniela Newman, professora de Mineralogia do
curso de Gemologia da UFES (Foto: Divulgação)
No Brasil, segundo ela, os principais depósitos minerais de gema estão localizados em estados como o de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, São Paulo e Paraná. As gemas brasileiras mais comuns são oriundas de variações do mineral berilo, incluindo pedras como a esmeralda, água-marinha, morganita e heliodoro; as turmalinas, com destaque para as turmalinas da Paraíba; as variedades do mineral espodumênio, que abrange a kunzita, hiddenita, hialofana; fosfatos, como a brasilianita e apatita; além dos óxidos, incluindo o rubi, a safira e o crisoberilo. Fazem parte da lista ainda diamantes e opalas, dentre outras gemas coradas.
Entre as mais preciosas, Daniela destaca o diamante, encontrado na Serra do Espinhaço (MG), Tibagi (PA), Juina (MT) e em Rondônia; a turmalina Paraíba; a esmeralda, comum em cidades como Socoto (BA), Santa Teresinha de Goiás (GO), Carnaíba (PE), Monte Santo (BA) e Nova Era (MG); e a água-marinha, encontrada em Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. “Uma turmalina Paraíba, via de regra, valerá mais do que uma apatita azul; bem como uma goshenita (variedade incolor do berilo) é mais rara do que um quartzo incolor. O diagnóstico correto de uma gema é o que dará credibilidade ao profissional, agregando valor tanto ao material isolado quanto montado em uma joia”, ressalta a gemóloga.
Uma gema é definida pela sua cor, pureza, beleza, raridade e portabilidade. Mas o que diferencia uma pedra da outra? Daniela explica que as gemas são diferenciadas pelas suas propriedades ópticas e físicas, principalmente no que diz respeito ao índice de refração, birrefringência (dupla refração), densidade, espectro de absorção de luz, sendo tais características resultantes da estrutura cristalina (sistemas de cristalização) da gema e da sua composição química. “O importante é que, em se tratando de gemas, todos os testes aplicados devem ser de caráter não destrutivo”, ressalta a especialista.
Processo de lapidação
A lapidação é aplicada a um mineral dando origem à gema e tem o intuito de realçar as características inerentes de cada peça. Em função da variedade de gemas com a qual se está trabalhando, aplicam-se técnicas diferentes, gerando formatos variados de lapidação. “No caso de gemas pleocróicas (que possuem variação de cor), é importante posicionar a lapidação corretamente, em função do eixo óptico do mineral, para que se possa aproveitar a melhor cor, que em uma gema representa 50% do seu valor no momento da avaliação”, detalha a professora.
Segundo Daniela, gemas que apresentam vários planos de clivagem (propriedade de se quebrarem, ou dividirem, com maior facilidade), como é o caso do diamante e da fluorita, são difíceis de serem lapidadas e cravadas, pois possuem vários planos de fraqueza e, ao serem submetidas a esforços mecânicos, podem se romper. “Gemas de alta dureza, como é o caso do coríndon (variedades do rubi e da safira) e do diamante, são difíceis de serem lapidadas. Gemas como a cianita, que apresenta duas durezas (resistência ao risco) diferentes, também são difíceis de serem lapidadas. Gemas com baixa dureza devem ser utilizadas com cautela em joias, pois se arranham facilmente, como é o caso da fluorita e apatita”, aconselha a gemóloga.

O GARIMPO DE OPALA NOBRE NO PIAUÍ

O GARIMPO DE OPALA NOBRE NO PIAUÍ

'Retirada do mineral é importante para o desenvolvimento', diz APL.
Extração da pedra é importante para econômia e cultura, afirma prefeita

                                                                                       Do G1 PI, de Pedro II


Material retirado do solo e descartado após lavagem (Foto: Pedro Santiago/G1)Material retirado do solo e descartado após lavagem ainda contém opalas (Foto: Pedro Santiago/G1)
A cidade de Pedro II, a 195 quilômetros de Teresina, é um dos dois locais no mundo onde é encontrada a opala de alta qualidade, uma pedra semipreciosa muito utilizada na confecção de joias. O garimpo, beneficiamento, lapidação e venda da opala emprega diretamente cerca de 1.500 pessoas na cidade, que tem uma população de pouco mais de 37 mil habitantes.
Raio X da Opala (Foto: Editoria de Arte/G1)Raio X da Opala (Foto: Editoria de Arte/G1)
A opala pode ser de diversas cores: branca, incolor, azul-leitosa, vermelha, amarela, cinza, verde, marrom e preta. Segundo Antônio Sepúlveda Almendra, 45 anos, presidente da Cooperativa dos Garimpeiros de Pedro II, Algumas pedras emitem até sete cores e essas são as mais valiosas, podendo chegar até R$ 180,00, um grama. Ainda de acordo com ele, o material extraído das minas é comprado pela cooperativa, que vende as pedras para as joalherias da cidade.
Antônio Sepúlveda Almendra conta que a situação do garimpeiro já foi pior, mas tem melhorado com o conhecimento adquirido e a inserção de máquinas no garimpo. “Antes eles não tinham um acompanhamento, orientação, trabalhavam irregulares e ainda corriam riscos. Queremos mecanizar o processo de extração da Opala, diminuindo o trabalho dos garimpeiros e aumentando a sua renda, para isso, já temos uma máquina que lava a terra, separando as pedras e areia, da opala”, explica.
Trabalhando na extração da Opala há 26 anos, Antônio Gonçalves, de 51 anos, conta que ainda existe muita Opala em Pedro II. “Eu acredito que ainda têm muitas pedras aqui nesse solo. Somos muitos garimpeiros, mas ainda tem lugar para outros”, diz ele, que já achou uma pedra de 1,7 quilo. “Vendi a R$ 100,00 o grama, o valor total chegou a cerda de R$ 170 mil. O dinheiro foi dividido entre a cooperativa, o dono da terra, eu e outros sócios” relata.
Francisco da Costa Silva, 38 anos, é outro garimpeiro que há mais de duas décadas lava a terra atrás do seu sustento. “Eu gosto do meu trabalho, tanto é que estou aqui em uma sexta-feira (31) enforcada. O rendimento não é dos melhores, mas a gente vende por semana uma média de R$ 200, R$ 250, mas isso varia. Tem dias ruins e bons”, diz.
A movimentação da economia meche de forma tal com a economia do município que existe hoje uma entidade que trabalha para consolidar a cadeia produtivada pedra em Pedro II e cidades vizinhas. A palavra é integração, afirma Marcelo Moraes, coordenador do Arranjo Produtivo Local.
“Nossa cidade foi abençoada por seu clima ameno e a farta disponibilidade de Opala em nossas terras. Hoje trabalhamos com a pesquisa mineral, lavra, design, joalheria e até a inclusão social. A gestão da exploração da Opala é fundamental para o desenvolvimento da cidade”, diz Marcelo.
A prefeita de Pedro II, Neuma Café, afirma que a importância da opala transcende o fator econômico. “Tem uma importância econômica fundamental, além da cultural com a divulgação do nome da cidade. Falar em opala no mundo é falar em Pedro II. Antigamente, a opala era quase traficada. Chegavam, pegavam e levavam de forma clandestina. Agora existe uma cadeia produtiva bem definida”, diz a gestora.
Marcelo Moraes conta que a exploração da pedra está também integrada a prática do turismo, que cresceu bastante na cidade desde a criação do Festival de Inverno de Pedro II, evento que traz grande nomes da música brasiliera para shows em praça pública.
"Queremos que a pessoa venha a nossa cidade, aproveite nosso clima, nossa hospitalidade, que conheça nossas cachoeiras, o Morro do Gritador e que também compre nossas joias e conheça as minas de Opala. Está tudo conectado e quam ganha com isso é a população", finaliza Marcelo.
Francisco Carneiro da Silva Filho, 24 anos, preferiu ficar longe das lavouras e se especializar em lapidação (Foto: Anay Cury/G1)Lapidação é uma das atividades desenvolvidas dentro da cadeia de exploração da opala (Foto: Anay Cury/G1)
Rejeito
Mas nem tudo são flores na cadeia produtiva da Opala. Mais de 40 anos de produção desenfreada produziram cerca de 10 milhões de metros cúbicos de rejeito, material retirado do solo e descartado após lavagem.
A Mina do Boi Morto, na Zona rural da cidade, dá uma medida dessa fatura. São morros cortados, cavados, revolvidos que estão lá ameaçando o equilíbrio da natureza. Atenta a esse problema, que poderia inviabilizar a atividade, a APL desenvolveu um plano ambiental que aproveita o rejeito em dois estágios.
“Esse material descartado ainda tem muita opala, tanto é que os garimpeiros trabalham nele todos os dias. Depois desse aproveitamento, a terra descartada será utilizada para fazer tijolos ecológicos. Já estamos aplicando isso aqui no Boi Morto”, conta Marcelo Moraes.
Plano ambiental da Mina do Boi Morto, na Zona rural da cidade (Foto: Pedro Santiago/G1)Plano ambiental da Mina do Boi Morto, na Zona rural da cidade (Foto: Pedro Santiago/G1)
 Fonte: G1

Garimpos no Brasil

Garimpos no Brasil


-CRISTAL ROSA
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de pedras preciosas e destaca-se pelas minas de turmalina, topázio, diamante, citrino, ágata, água marinha, ametista, alexandrita, esmeralda, opala e água-marinha. A grande produção e a variedade se devem ao fato do País estar localizado em superfícies de rochas pré-cambrianas, com vários cortes de pegmatitos e rochas metamórficas (voltaremos a esse assunto em breve).
Uma das pedras mais comumente encontradas é o diamante. Poucos sabem, mas durante 141 anos o Brasil liderou a produção mundial dessa gema, encantando o mundo com pedras magníficas. Hoje o país ainda é um importante produtor, ocupando a quinta posição no ranking.
Após o período de Corrida ao Ouro, que chegou a ganhar registro cinematográfico em Serra Pelada, filme de Heitor Dhalia, o Brasil vive outro momento muito interessante com relação ao minério. Com a exploração de novas jazidas no Pará, Amazonas e Mato Grosso e o surgimento de novas tecnologias, o país mantém a fama de possuir minas das mais belas gemas do mundo.

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