domingo, 11 de junho de 2017

Ciclo da Reciclagem do Alumínio

Ciclo da Reciclagem do Alumínio

Com a reciclagem produtos que iriam para os aterros sanitários voltam a ser usados por indústrias que economizam em não precisam captar novas matérias-primas da natureza ou produzir e ao mesmo tempo poluir o meio ambiente. Para cada tipo de material existe ciclo diferente.

Ciclo de Reciclagem do Alumínio

Entre os principais pontos a se considerar em termos de reciclagem vale o destaque para o alumínio, de forma principal entre as latas que contêm sucos, refrigerante, cerveja, entre outros pontos. Não se pode ignorar o fato de que a duração para própria lata é considerada pequena ao levar em conta que não ultrapassa a casa dos noventa dias.

Processo de Coleta

Durante o tempo os consumidores precisam fazer a compra da bebida e por consequência jogar o resíduo na lixeira correta que segue de forme direta aos centros de reciclagem. Interessante notar que existem os catadores de lata que fazem o trabalho de forma exclusiva e recolher das lixeiras e trocar por dinheiro nos centros. O melhor método de encaminhar às estações de tratamento é amassar, por esse motivo que nos centros existem conjuntos de máquinas que fazem esse processo.

Perfeição do Resultado

Depois de entrar no processo de reciclagem novas unidades de lata ficam preparadas para receber novo conteúdo de bebida ou alimento e por consequência seguir para as prateleiras, por vezes com preços menores ao levar em conta os custos menores que existiram no processo de embalagem, ou seja, por conta do uso da lata de alumínio.
Não é necessário ser especialista para perceber que as latas de alumínio recicladas possuem as mesmas características da original. Nesse sentido, consumidores não conseguem diferenciar uma estrutura da outra. Por esse motivo que não existe nenhum motivo para quem consome em pensar que existe perda na qualidade.
De acordo com especialistas a reciclagem acontece dentro do ciclo fechado e representa produto ideal para reciclar. Por esse motivo também que empresas pagam preços altos por peso aos catadores. Até mesmo os anéis das latas possuem valor em termos de mercado, cuja quantidade pode ser trocada por bens de consumo do tipo durável.

Empresas em Ação

Por causa das facilidades em trabalhar com o alumínio existem empresas que prosperam nesse sentido ao fazer o trabalho específico, sem contar com as grandes marcas de refrigerantes e cervejas que possuem centros próprios não apenas para ajudar o meio ambiente como também em coletar nova matéria prima para embalar com menores custos.
Os processos que objetivam fazer a reciclagem de alumínio devem levar em conta que precisam de tecnologia do tipo eficiente em termos quantitativos e qualitativos de acordo com a legislação no sentido de garantir grande nível de produtividade com pouco uso de energia ao fim de os centros serem sustentáveis aos olhos da lei.
Não se pode ignorar que o produto final precisa ter qualidade máxima ao ponto de deixar de ser notado como reciclado entre os consumidores.

Processo do Ciclo de Reciclagem de Alumínio

A: De acordo com especialistas a primeira etapa se concentra em triturar o excesso no sentido de facilitar o trabalho. Além de serem amaçadas, acontece o processo de trituração em tamanhos pequenos como se fosse noz. A trituradora que realiza o trabalho tem que trabalham com o mínimo de 1000HP, conforme aponta grande parte dos especialistas. Na sequência existe o processo no qual os tambores magnéticos trabalham ao sentido de retirar qualquer excesso de aço que pode ter se misturado com os conjuntos de fardos.
B: Por consequência acontece o trabalho centralizado com objetivo de fazer a remoção da pintura. Isso acontece logo na sequência no processo que objetiva triturar e por consequência mínimo de pintura pode ser retirada com pequenos jatos de ar que trabalham com pressão quente que pode chegar a seiscentos graus célsius, conforme indicam os especialistas.
O Ciclo
O Ciclo
O trabalho acontece em esteira que possui distância a se considerar da estrutura original e que se movimenta com lentidão para especialistas observarem com qualidade para saber se existe algum tipo de pintura. O incinerador representa máquina principal que recebe os gases de forma inicial, na sequência se usa o trocador de calor que serve para diminuir a energia que existe na sistemática.
C: Na sequência existe o processo que objetiva derreter o conteúdo que foi derretido e por consequência recebe a alimentação por fornos de fusão. O processo acontece até o momento em que o alumínio fica em composição derretida. Os fornos trabalham no sentido de gerar queimadores regenerativos sob a ótica econômica. A tecnologia precisa ser um atenuante no sentido de minimizar o valor energético usado no sentido de não gerar degradação ao meio ambiente. Também existem misturadores que funcionam junto com o sistema a jato no sentido de garantir a temperatura, o que ajuda na promoção do metal que circula nos fornos.
D: Na quarta etapa acontece a questão que se relaciona com a fundição do alumínio, processo que serve para ser usado com forno que aplica o derretimento. Também serve como sistema indispensável em termos de tratamento das impurezas. O tratamento do metal acontece em processos que servem para retirar partículas que possuem características não metálicas. A limpeza do metal representa ponto elementar no processo. Jatos de água gelada ajudam no sentido de bombear ao redor do molde no sentido que o metal começa a fluir nos moldes. Durante quatro horas o trabalho acontece no sentido de solidificar o alumínio.
Reciclagem de Alumínio
Reciclagem de Alumínio
As instalações precisam estar preparadas para fazer o processo e por consequência precisam da vistoria de forma a garantir a qualidade. Autoridades ambientais dos países precisam operar no sentido de atingir as médias ao que tange o controle de qualidade que com o tempo ficam ainda mais rígidas. Os gases que participam do ciclo devem ser instalados de modo específico no sentido de diminuir os valores em termos de emissões, conforme aponta a legislação ambiental que trata do assunto de forma específica.
Interessante notar que em termos de sucata de alumínio o trabalho acontece de forma distinta do que o processo de latas. Existem diversos tipos de tecnologias que se relacionam com o processo e ampliam o campo tecnológico.
            Exame
 

Como Funciona uma Mina de Diamantes?

Como Funciona uma Mina de Diamantes?

A mineração de diamantes é um feito que requer precisão, cuidado e trabalho duro. O processo consiste em localizar possíveis depósitos e em realizar a recuperação na forma intacta. Negócio rentável à demanda desde os tempos antigos.


A mineração de diamantes consiste no processo de extração de minério a partir de vários locais considerados ricos de pedras do gênero. Determinados por geólogos ganham compreensão da gênese após longos anos de estudo e preparo.
Na geologia diamantes são gemas transparentes ou cristais compostos de carbono. Um fato interessante é que consiste no objeto mais duro encontrado na Terra. A criação requer alta temperatura e pressão de tal forma que possa ser forjado apenas dentro do fogo da terra, por exemplo, cerca de 90 milhas abaixo da superfície.
Todos os diamantes naturais são formados e cristalizados dentro do núcleo da terra, ao longo de milhões de anos. À medida que o planeta é fundido e arrefecido se formaram crostas, atividade vulcânica e magma que empurram as pedras preciosas para a superfície através de erupções vulcânicas.
Com o tempo os túneis de fluxo de magma se solidificam para formar rochas enriquecidas com diamantes. Encontrados em grandes quantidades, dentro de vulcões extintos ou vivos que possuem minas.
As regiões são formadas a partir de atividades vulcânicas anteriores, ricas em depoimentos de diamante. Processos de mineração variam de acordo com a natureza, estrutura do minério e conforme a posição da gema em particular a ser extraída.
Eles podem estar em um depósito secundário como o leito de rio ou enterrado no fundo do tubo vulcânico solidificado. Dependendo dos fatores existem dois principais processos chamados: Cachimbo e garimpo.
Como Funciona
Como Funciona
Cachimbo é a mineração que extrai os minérios a partir de tubos vulcânicos solidificados. O magma solidificado, rocha ígnea azulada, é chamado de kimberlito.
Estes tubos surgem nas bocas de crateras vulcânicas mortas.  Apenas um tipo de rocha ígnea tem diamantes. Podem ocorrer em diferentes combinações químicas.
Normalmente essas crateras vulcânicas mortas enchem com água e formam lagos. Então, a mineração nas rochas ígneas acontece por esforço  em baixo da água. Em geral a área é grande e os garimpeiros precisam cobrir lotes de terreno.
Não se pode ignorar o fato de que toneladas de sujeira precisam ser escavadas antes de se encontrar um minério de diamante!  As composições ricas são extraídas depois de perfuradas até que o minério seja encontrado e extraído.

O minério é então enviado a uma refinaria em separado onde é quebrado com cuidado com ferramentas de precisão e diamante polido. Vale ressaltar que há certos depósitos secundários criados por erosão da camada superior do solo a partir de sítios vulcânicas.
Com o passar do tempo esses minérios de diamantes ficam depositados e incorporados no fundo do mar e rio. Para extrair, um disjuntor de areia ou represa artificial é criada para manter a água de volta.
Em seguida, o mar ou leito do rio é escavado de modo manual ou mecânico, retirando minérios que são enviados à refinaria para a extração. Assim mineração de diamantes é um trabalho que exige a retirada de montes para conquistar quaisquer chances de sucesso. O processo utiliza enormes máquinas de extração que tem de ser personalizadas e construídas de acordo com a topografia do local de mineração.

Diamantes: Da Mina às Lojas

Encontrar os diamantes em bruto é apenas o primeiro passo. Depois de extraídas e processadas às rochas kimberlito e os cristais irregulares são ordenados e classificados de acordo com tamanho, forma, cor e outras características. A partir do ponto, um diamante pode seguir alguns certos caminhos.
A rota mais comum é através dos canais da De Beers ou outros mineiros importantes, como Rio Tinto (Austrália) e BHP Billiton (Canadá). Muitas pessoas estão familiarizadas com a De Beers, em principal por causa dos anúncios, comerciais e o lema: “Um diamante é para sempre”.
Por sua parte os pequenos fabricantes cortam os diamantes em bruto e vendem as pedras polidas aos fabricantes de joias ou atacadistas (que, em seguida traz vendas para os principais varejistas).
Na rota menos comum desde a mina até o mercado alguns mineiros independentes optam por não vender a produção ao grupos. Em vez disso oferecem de modo direto a outros compradores mundiais, que por sua vez podem escolher cortar, vender ou passar dentro da indústria. Com a ascensão moderna de vendas on-line, diamantes e joias com diamantes também já encontraram o caminho à internet com facilidade de pagamento. Basta colocar os números do cartão e esperar a joia chegar na própria residência.
Considerado um dos itens mais valiosos do mundo devido à escassez e uso com material de artesanato. Ferramentas feitas do minério são as mais duráveis. Interessante notar que apenas as picaretas de diamantes podem extrair a obsidiana, um tipo de vidro vulcânico.

Mina de Diamantes na Angola

Catoca é a quarta maior mina de diamante do mundo e está localizada em Angola.  Propriedade de consórcio de interesse de mineradoras internacionais, incluindo a Endiama (empresa estatal de mineração de Angola), Alrosa da Rússia (32,8%) e Odebrecht do Brasil (16,4%).
A mina teve produção de 1,8 milhões de quilates (360 kg) em 2000 e 2,6 milhões de quilates (520 kg) no ano de 2001. Os proprietários extraíram cerca de cinco milhões de quilates (1.000 kg) em 2005.
Produção da mina é de 35% de qualidade gema, em comparação com uma média global de 20%. Por isso que diamantes produzidos em Catoca tem um valor médio de US$ 75 a US$ 100 dólares por quilate. Reservas estimadas possuem 60 milhões de quilates (12.000 kg).
Os diamantes da Sociedade Mineira de Catoca lideraram as vendas de 2009, em termos mundiais, com um lucro líquido de 70 milhões de dólares americano. A informação está contida em relatório anual da empresa, lançado em setembro de 2011.

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Segundo a fonte, as vendas atingiram 7.050.521 quilates, à taxa média de 62,23 dólares dos EUA, um volume que representou cerca de 80 por cento da quantidade vendida pelas empresas de diamantes em todo o país. A nota indica que, como resultado do processamento do minério, a empresa obteve um total de 7,5 milhões de quilates, o que permitiu estabelecer os custos operacionais.nsparentes ou cristais compostos de carbono. Um fato interessante é que consiste no objeto mais duro encontrado na Terra. A criação requer alta temperatura e pressão de tal forma que possa ser forjado apenas dentro do fogo da terra, por exemplo, cerca de 90 milhas abaixo da superfície.

Crisoberilo

Crisoberilo

 
grãos bem arredondados, alguns com esfericidade boa
região de Padre Paraíso, Minas Gerais
 
grãos bem arredondados, alguns com óxidos e hidróxidos penetrando em fraturas
região de Padre Paraíso, Minas Gerais
     
     
 
grãos com arredondamento médio
região de Padre Paraíso, Minas Gerais
 
grãos bem arredondados, alguns com esfericidade boa, nuvens de inclusões ocupando trechos de grãos
região de Padre Paraíso, Minas Gerais
     
     
 
grãos com arredondamento médio
córrego Faísca, Minas Gerais
 
grãos angulosos e irregulares
Cilindro, alto córrego Faísca, Minas Gerais
     
     
 
grãos angulosos e irregulares
Esplanada, alto córrego Faísca, Minas Gerais
 
grãos desgastados
concentrados para diamante, rio Macaúbas, Minas Gerais
     
     
 
grão maclado com estrias
Santo Antônio do Jacinto, Minas Gerais
 
grão maclado com estrias, luz transmitida
Santo Antônio do Jacinto, Minas Gerais
 

OS GARIMPOS DE GEMAS DO BRASIL

OS GARIMPOS DE GEMAS DO BRASIL

SEU TIBÚRCIO em sua casa em Novo Oriente de Minas, triste com sua sina, afastado do garimpo por ordens médicas e do seu passado de glórias pelo tempo
Lembra de Martha Rocha? De seu sorriso? Do rosto? Dos olhos azuis de nossa eterna miss? Os mais novos, talvez não, mas os mais velhos... Martha provocou comoção nacional em 1954 ao perder o título de Miss Universo por duas polegadas a mais nos quadris. Isso mesmo: duas polegadas, algo em torno de cinco centímetros. Naquele tempo, concurso de miss era coisa séria. Tinha glamour. Apelo popular. Emoção. Ela não ganhou mas empolgou a nação. O povo já a elegera a mulher mais bonita do mundo. Martha virou mito. Seu nome passou a ser sinônimo de bonito – não o da moça escolhida Miss Universo. Como é mesmo o nome dela?

Em 1957, o garimpeiro Tibúrcio José do Santos fez um achado extraordinário ao cavucar a terra em Marambaia, distrito de Teófilo Otoni, considerada a “capital mundial das pedras preciosas”, situada a 450 quilômetros de Belo Horizonte. Ele topou com uma água-marinha de 35 quilos (175 mil quilates), azulada – um azul tendendo para o verde, da cor dos olhos da miss (à dir.). Justamente uma água-marinha, gema da família dos berilos, tida como a pedra do amor e da felicidade, protetora das sereias – o historiador romano Plínio colocava-a dentro d’água, na praia, para checar sua pureza. Se “desaparecesse” na mão, confundindo-se com a água do mar, então era verdadeira. Batizada Martarrocha, é a mais famosa das gemas coradas brasileiras – gema corada é o nome que a indústria de jóias, bijuterias, folhados e artefatos de pedras dá às pedras preciosas em geral, especialmente as coloridas. Desde então, foram encontradas água-marinhas de maior tamanho mas nenhuma tão bonita (tão perfeita) quanto ela.


CITRINOS BRUTOS, cujo nome deriva do latim citrus, que significa amarelo-limão. As principais jazidas estão em Minas Gerais, Bahia, Goiás e Rio Grande do Sul
Passados tantos anos, Martha continua linda. Mora em Volta Redonda, RJ, e dedica parte do dia à pintura – dizem que seus azuis são incomparáveis. A água-marinha que levou seu nome foi vendida, revendida e mais tarde cortada em várias pedras menores. Para Tibúrcio, porém, a coisa ficou feia. Aos 83 anos, pobre, adoentado, passa o dia inteiro na cama, aos cuidados dos filhos – teve 12, quatro dos quais “particulares”, ou seja, nascidos fora do casamento oficial. Ele não lembra em nada o garimpeiro forte e sacudido dos tempos de glória. Na ocasião, apareceu em jornais e revistas de todo o país, dando entrevistas ou mostrando a pedra. Ficou famoso, mas não chegou a bamburrar. Metade do dinheiro obtido com a venda foi rateado entre os sócios Irineu de Oliveira e Lindolfo Capivara, fornecedor da quicaia – conjunto de ferramentas indispensáveis, tais como lebanca (espécie de alavanca), picareta, enxada, bateias, peneiras, cacumbu (um tipo de machado) e calumbés (gamelas cônicas, na quais o cascalho que vai ser lavado nas catas de ouro ou diamante é conduzido). Da outra metade, 20%, pelo menos, ficaram com o fazendeiro Antônio Galvão, dono da terra. Do que lhe coube ao final da partilha (cerca de 200 mil contos – um dinheirão, na época), Tibúrcio gastou quase tudo em terras, carro e farras. Hoje, restam-lhe somente um sítio improdutivo em Novo Oriente de Minas e 48 hectares em São Juliano, onde outros filhos tentam ganhar a vida com roça e gado.

Com raras exceções, sua história pessoal repete a da maioria dos garimpeiros do Brasil, país pródigo em recursos minerais, pobre em investimentos no setor, confuso quanto à legislação e à fiscalização, ignorante quanto ao volume produzido, o valor movimentado, o número de pessoas envolvidas e a importância de tal contingente na economia, especialmente nas pequenas cidades. “Garimpeiro é esbanjador; vive sonhando”, afirmam Maurino dos Santos e Valdomiro Pinheiro, parceiros nas catas e túneis de Padre Paraíso, município ao norte de Teófilo Otoni.

VALDOMIRO, com a picareta, alargando o túnel pelo qual entrará com um carrinho de mão para retirar o entulho: “Qualquer hora a gente acha a pedra grande”
Maurino relaciona histórias pessoais e casos semelhantes em que os colegas ganharam bom dinheiro para em seguida perder tudo ou quase tudo. “Três vezes levantei rico e fui deitar pobre”, conta, resignado. A maior pedra de sua lavra foi um crisoberilo de 20 quilates e a mais valiosa, uma água-marinha que lhe rendeu 140 mil reais na ocasião (1979). Em agosto passado, eles inventaram um modo novo de ganhar dinheiro no garimpo: abriram um túnel atrás de gemas no morro ao lado do Parque de Exposições Pampulinha, em Teófilo Otoni, a convite dos organizadores da 16a Fipp – Feira Internacional de Pedras Preciosas, um dos maiores eventos do gênero, realizada anualmente no país, paralelamente à Feira Livre de Pedras Preciosas. Esta, parece uma feira livre comum, com inúmeras barracas ao longo da rua. Ao invés de frutas, legumes, verduras, carnes, etc., vende- se principalmente pedra bruta, além de gemas, bijuterias e artefatos minerais. Os compradores estrangeiros que acorrem ao Pampulinha também circulam por ali, atrás de bons negócios.

Maurino e Valdomiro foram contratados para VALDOMIRO, com a picareta, alargando o túnel pelo qual entrará com um carrinho de mão para retirar o entulho: “Qualquer hora a gente acha a pedra grande” mostrar aos visitantes, especialmente aos compradores estrangeiros, de onde vêm e como são extraídas algumas das pedras preciosas que eles, avidamente, procuram. Franceses, holandeses, alemães, ingleses, chineses, indianos, israelenses e sul-africanos, as feiras brasileiras do setor atraem gente do mundo inteiro. Tem até quem venha e fique, como o engenheiro mineral Markham Wilson, da Carolina do Norte, EUA. Ele veio duas vezes ao ano nos últimos 15 anos. Neto de joalheiros, comerciante de pedras brutas para colecionadores, certa vez foi convidado a visitar túneis e minas na região de Téofilo Otoni, algo que jamais ocorrera nos demais países que visitara. Ele sonhava com tal oportunidade. Queria saber como os garimpeiros chegavam às pedras que ele aprendeu a gostar – sempre usa uma em forma de colar. Encantado, descobriu nos túneis que tinha “coração garimpeiro” e mudou-se de mala e cuia para o Brasil. “As pedras me chamaram.” Virou otoniense.


FEIRA LIVRE em Teófilo Otoni: ao invés de frutas e hortaliças, mais de 100 barracas com pedras preciosas, bijuterias e artefatos variados
Nem tudo são flores (pedras), porém. A cidade onde Markham agora mora ainda é o principal centro lapidário do país, mas já foi maior. Há 20 anos, abrigava 2,7 mil oficinas. Hoje, restam 359. Havia cerca de 30 mil garimpeiros em atividade. Atualmente não passam de 500, segundo Robson de Andrade, presidente da Accompedras – Associação dos Corretores do Comércio de Pedras Preciosas de Teófilo Otoni. “Estamos caindo em rabo de égua”, diz ele, tratando logo de esclarecer a frase: “Rabo de égua só vai pra baixo”. São números significativos, segundo ele, considerando, também, o de vagas abertas no mercado: “São pelo menos dez empregos gerados por cada garimpeiro”, justifica, relacionando entre eles o lapidador, o serrador, o encanetador (“caneta” é um tubo em cuja ponta o especialista fixa a pedra que será lapidada em discos abrasivos), o polidor, o corretor (intermediário entre o garimpeiro e o comprador), o desenhista de jóias e o joalheiro além dos demais envolvidos na cadeia produtiva.

Robson também reclama da legislação por favorecer, indiretamente, a “máfia do GPS” – expressão com a qual se designa os que usam aparelhos de GPS (sistema de posicionamento global via satélite) para “marcar” terrenos potencialmente produtivos em terras alheias e reivindicar o direito de explorá-los, adiantando-se ao proprietário da terra. A propósito, o subsolo brasileiro é propriedade da União. A concessão é dada a quem a peça primeiro e demonstre condições de exploração, desde que cumpra uma série de exigências (leia O que fazer, na última página).

Robson aponta outra distorção no setor, de resto recorrente no país: exportar matéria-prima ao invés de produtos acabados, como ocorre com o café, o ferro, a soja, etc. Segundo ele, dá-se o mesmo com as gemas: o Brasil é responsável por 30% da produção mundial de gemas coradas (excetuando-se o diamante, que corre à parte), embora participe com apenas 4% do mercado internacional, que movimenta cerca de 1,5 bilhão de reais anualmente. “Israel não produz esmeraldas mas tá no topo do ranking mundial dos exportadores. Sabe como? Eles (os israelenses) vêm aqui, compram pedras brutas das mãos dos garimpeiros ou intermediários, lapidam e vendem as gemas (e jóias)”. (NR: ao eclodir a segunda guerra mundial, muitos ourives europeus de origem judaica emigraram para o Brasil. Com a recessão no mercado joalheiro internacional no pós-guerra, mudaram- se para o recém criado Estado de Israel. Lá, ajudaram a construir uma das maiores indústrias de lapidação do mundo, em grande parte com pedras brutas brasileiras. Eles falavam português. Tinham contatos aqui. Sabiam o caminho das pedras).

O presidente do IBGM – Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos, Écio Moraes, concorda com Robson nesse ponto. “Se um alemão, por exemplo, chega em Teófilo Otoni ou Valadares (Governador Valadares, palco da Brazil Gem Show, outra grande feira comercial de caráter internacional) e compra uma pedra bruta, ele sai do país com imposto de exportação zero. Se eu trago essa mesma pedra para lapidar (agregar valor) em São Paulo, pago 12% de ICMS”, compara. Em sua opinião, a tributação excessiva é o principal entrave ao desenvolvimento do setor – chega a 53%. Além de restrições de natureza tributária, Écio reclama da burocracia, capaz, segundo ele, de fomentar a informalidade, cujo índice ultrapassa 50% atualmente. Ou seja, mais da metade da produção e da comercialização de pedras preciosas no Brasil é feita por baixo do pano. Não se sabe ao certo quanto se tira do subsolo nem quanto se vende, muito menos o montante real nas transações. Problemas à parte, as exportações vêm crescendo 20% ao ano, de acordo com o IBGM – uma espécie de confederação de associações estaduais e empresas do setor.


RAFAELA Menditi, capixaba de Mimoso do Sul, de olho nas gemas expostas na 17a Fipp: “Se eu tivesse dinheiro, compraria todas elas”
O Brasil é uma das sete “províncias gemológicas” mais importantes do planeta, com produção em todos os estados, alguns dos quais destacam-se também pela exclusividade. Por exemplo, o Piauí, único produtor de opalas brancas, descobertas em 1973, e a Paraíba, terra das “turmalinas paraíba”, pedras azuis e verdes de rara beleza, encontradas pela primeira vez em 1989. Ouro Preto, MG, também faz parte desse grupo. Na antiga Vila Rica encontram- se as únicas jazidas de topázio imperial rosa do planeta. A Bahia destaca-se pela produção de esmeraldas, safiras e águas-marinhas, além de diamantes. O Rio Grande do Sul, pelas ametistas, ágatas, citrinos, cristais de rocha e outras. O Pará, pelo ouro. Minas, por dezenas de pedras – o estado não tem esse nome à toa. Água-marinha, opala, morganita, topázio, safira, rubi, turmalina, berilo, rubelita, cristal de rocha, quartzo, ametista, pirita (mineral chamado “ouro dos trouxas”), citrino, calcedônia, cornalina, ágata, alexandrita, amazonita, rutilo, brasilianita, granada, hematita, iolita, turquesa, olho-de-gato, espodumênio, ônix, kunzita, lazulita, malaquita, obsidiana, pedra-da-lua, diamante etc., o país guarda gemas coradas de todas as cores e tonalidades, várias delas multicoloridas como a opala nobre ou a turmalina “melancia” – lapidada a partir de cristais com a cor verde por fora, uma fina camada branca e o miolo rosa.

O Brasil produz 90 tipos diferentes de pedras preciosas. Há de tudo no mercado. Pedras sintéticas, artificiais, coloridas por irradiação, tratadas por difusão, tingimento, imersão em óleo e outras técnicas. Encontra-se até diamantes sintéticos, embora ainda de qualidade inferior àqueles formados há milhões de anos no interior da Terra, de cujo magma emergiram para cristalizar em Diamantina, Gran Mogol, no mundo inteiro, enfim, para satisfação de seu Ida, Totôca, seu Marão e tantos outros.

Principais áreas de ocorrência de pedras preciosas e metais nobres do Brasil. A sobreposição de cores identifica regiões potencialmente explosivas. Segundo levantamento, há mais de 200 garimpos em reservas indígenas





Todos os estados brasileiros abrigam riquezas minerais. Alguns, mais, outros, menos, como se pode ver no mapa ao lado. Legalmente, o subsolo pertence à União. Se um fazendeiro quiser saber o que há em suas terras deve contratar um geólogo. O segundo passo e pedir um Requerimento de Autorização de Pesquisa ao DPNM – Departamento Nacional de Produção Mineral, vinculado do MME – Ministério de Minas e Energia, descrevendo o tipo de mineral e sua localização.

Também é preciso incluir um plano de pesquisa, detalhando prazo e orçamento – a descrição da área e o plano deve ser preparado e assinado obrigatoriamente por um geólogo ou engenheiro de mineração. O DNPM o avalia e, caso não haja nenhum impedimento legal – se não estiver dentro de área indígena, parque nacional ou área de proteção ambiental e não houver requerimentos sobrepostos – emite um “Alvará de Pesquisa”, válido geralmente por três meses, mas renovável.

Antes, porém, de pôr a mão na massa, o fazendeiro precisará de licenciamento do órgão responsável pelo meio ambiente (varia de estado para estado), de estudo e relatório de impacto ambiental (EIARima) e autorização de outras instituições, caso necessite cortar árvores, usar muito água ou atingir área de proteção ou hidrovia federais. Nesse caso, terá de bater na porta do Ibama. Por baixo, gastará mais de 20 mil reais.
Veja.com

A extração do petróleo 

A extração do petróleo consiste no processo pelo qual o petróleo utilizável é extraído e removido do subsolo, considerando que o mesmo se encontra em bolsões profundos em terra e abaixo do fundo do mar.
O processo de extração do petróleo e também do gás, é variável, acontece de acordo com a profundidade em que o material se encontra, considerando que ele pode estar nas primeiras camadas do solo ou em milhares de metros abaixo do nível do mar.
As reservas e campos descobertos pelo Brasil colocam nosso país entre os maiores produtores do planeta, com o terceiro maior campo do mundo no campo Pão de Açúcar, descoberto em 2008.
Muito dinheiro é investido na extração do petróleo e gás, considerando que a exploração deste tipo de campo é um processo trabalhoso e muito caro. Com a produção feita na bacia de Santos, por exemplo, as mega reservas nos garantem muito dinheiro para fortalecimento da economia, considerando o investimento das empresas nacionais (como a Petrobras, a maior do segmento) na extração do petróleo e gás.

Como é feito o processo de extração do petróleo e gás

Para realizar a extração do petróleo e gás, são necessários três passos básicos: Prospecção, perfuração e extração. No passo de prospecção, é feita a localização de bacias sedimentares, através da análise detalhada do solo e do subsolo.
Através de equipamentos como gravímetros, magnetômetros, farejadores e sismólogos, os geólogos podem analisar as condições e localizações de bacias sedimentares na superfície.
Na fase de perfuração, são descobertas as jazidas de petróleo e são realizadas as marcações com coordenadas GPS e boias marcadoras, posicionadas sobre a água do mar. Se a análise é feita na terra, é realizada a perfuração do solo de um primeiro poço, considerando a perfuração de outros poços quando o petróleo é identificado e quando a extração é avaliada como viável economicamente.
As perfurações são feitas em terra por meio de sondas de perfuração, enquanto no mar, são realizadas por meio de plataformas marítimas.
Por fim, na fase de extração, o petróleo é encontrado acima da água salgada contando com uma camada gasosa de alta pressão logo abaixo do mesmo. Quando o poço é então perfurado, o petróleo pode jorrar até a superfície graças à pressão do gás, diminuindo o bombardeamento de petróleo para a superfície e garantindo que o material seja extraído com total segurança por meio de bombas em plataformas e outros equipamentos especiais.

Expectativas do mercado brasileiro na extração do petróleo

Petrobras investe, atualmente, em exploração e produção de petróleo num total de US$ 153,9 bilhões, considerando o desenvolvimento de produção, exploração e a infraestrutura (suporte) para a atividade.
Seguindo estes números, a estimativa no ramo petrolífero para o Brasil é de desenvolvimento crescente, considerando as bacias recém avaliadas, a iniciativa do pré-sal e as novas plataformas adaptadas.

Fonte: UOL