segunda-feira, 12 de junho de 2017

Taylor Wilson: Sim, construí um reator de fusão nuclear

Taylor Wilson: Sim, construí um reator de fusão nuclear

Usiminas abre 400 vagas de emprego em reativação da produção

Usiminas abre 400 vagas de emprego em reativação da produção


A chegada e o treinamento de novas turmas de operadores de máquinas, técnicos de manutenção e equipe de vendas nas reservas da Mineração Usiminas (Musa) em Itatiaiuçu, na Região Central de Minas Gerais, dão a partida do trabalho da companhia para retomar o processamento de minério de ferro em duas instalações do complexo, paralisadas desde a crise de demanda e preços que a indústria mineral vem enfrentando nos últimos anos. as cinco unidades do complexo, uma única usina de tratamento da matéria-prima usada na fabricação de aço está em funcionamento. O projeto aprovado pelos acionistas da mineradora, – a Usiminas, dona de 70% do capital, e o grupo japonês Sumitomo Metal Corporation, que detém 30% – é religar os equipamentos da mina Central em setembro, quando também a mina Leste deverá voltar às operações.
Com a retomada, a mineradora terá entre 700 mil e 800 mil toneladas a mais de minério concentrado com alto teor de ferro para dar novo gás às áreas de produção e permitir o seu retorno firme ao mercado internacional. De volta de uma agenda intensa de reuniões na China e em Cingapura, além do Oriente Médio, para prospectar mercados de consumo, o diretor-executivo da Musa, Wilfred Bruijn, informou ao Estado de Minas que espera concluir no fim de agosto os serviços de reativação do maquinário, a contratação e o treinamento de cerca de 400 pessoas. É o prazo estimado, ainda, para a obtenção das licenças ambientais previstas no projeto.
“Vivemos um novo momento da empresa, depois da decisão corajosa dos acionistas de apostar num mercado caracterizado pela volatilidade, mas que mostra recuperação”, afirma o executivo. A companhia pôs freio à produção em 2015 devido à crise que se abateu sobre o comércio internacional de ferro, agravada pela queda e instabilidade de preços. Como reação à turbulência, a empresa passou os últimos dois anos e meio cortando o seu quadro de pessoal – ao redor de 1 mil empregados foram dispensados no período – e só agora faz o caminho inverso. Chamou ex-empregados já qualificados entre um grupo de quase 150 contratados desde o começo de maio, o que agiliza o retorno à atividade e reduz os custos do treinamento.
A Musa desembolsou recursos acima de R$ 1 bilhão entre 2011 e 2014 para expandir a sua capacidade de produção de 7 milhões para 12 milhões de toneladas por ano em Itatiaiuçu e Itaúna, sem esperar que as cotações da matéria-prima desabassem para US$ 50 por tonelada ao longo de 2015 e 2016. As vendas deste ano, diante do enxugamento da planta industrial, deverão alcançar 2,5 milhões de toneladas destinadas na quase totalidade ao abastecimento da usina de Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, e a clientes industriais no Brasil.
Volume
Segundo o diretor-executivo da companhia, uma vez retomadas as instalações de duas unidades de tratamento do minério, o volume dos embarques estimados para 2018 (de 3,5 milhões de toneladas) levará a empresa ao mesmo nível das exportações totais acumuladas desde 2008, período em que a mineradora adquiriu as reservas na Serra Azul de Minas. Agora, é torcer para que as cotações do minério de ferro voltem a remunerar bem a indústria, depois de terem alcançado US$ 90 por tonelada no fim do ano passado, e permaneçam entre US$ 70 e US$ 75 por tonelada esperados por analistas do mercado das chamadas commodities, produtos agrícolas e minerais cotados no exterior.
“A lógica por trás da formação dos preços do minério de ferro está cada vez mais incerta e quem estiver nesse mercado tem de se adaptar a essa volatilidade. Antes, a gente tinha risco a enfrentar. Agora, o risco é dobrado”, diz Wilfred Bruijn. Ele destaca que demanda não falta para minério de alta qualidade em mercados da Ásia e do Oriente Médio.
A dificuldade dos produtores está em lidar com os fatores que gravitam em torno das cotações forçando movimentos frequentes de baixa e alta, a elevação dos custos de frete e o câmbio instável no Brasil. Cerca de um ano atrás, as despesas da mineradora com o transporte estavam em US$ 7 por tonelada, preço que dobrou neste ano. O dólar comercial, por sua vez, teve queda de 0,47% de janeiro ao fim de maio e de 9,77% no período acumulado dos últimos 12 meses. Na quinta-feira, a moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 3,2920.
Embarque A estrutura de escoamento da produção adicional da Musa está equacionada, conta o diretor da mineradora, mediante acordo anunciado na semana passada com o Porto Sudeste do Brasil, que encerrou litígio entre as empresas. A arbitragem tem origem no descumprimento de contrato de prestação de serviços portuários celebrado pela mineradora em 2011. A empresa portuária pagará à Musa US$ 62,5 milhões como compensação e vai garantir o direito da companhia de movimentar, durante os próximos três a quatro anos, até 17,5 milhões de toneladas de minério de ferro pelo terminal portuário, localizado em Itaguaí, no Rio de Janeiro.
Embarques para a Ásia
O primeiro navio carregado com concentrado de ferro das áreas que a Mineração Usiminas deverá retomar em Itatiaiuçu estará pronto para zarpar do terminal portuário de Itaguaí em outubro, provavelmente com destino à China, levando 170 mil toneladas. A mineradora avalia novos mercados também no Oriente Médio. O projeto de religamento das usinas de tratamento de minério consumirá investimento modesto de R$ 3 milhões tendo em vista que as plantas industriais são novas e foram erguidas com tecnologia que proporciona o aproveitamento de rejeito acumulado há anos em pilhas e barragem com baixos teores de ferro.
O material, contendo 30% a 40% de ferro, será retirado da barragem da mina Central e reprocessado em instalações preparadas para elevar os teores a 64%, que atendem a exigência dos maiores consumidores de minério de ferro do mundo, os clientes chineses, como observa Wilfred Bruijn. A empresa usa o sistema de flotação, a separação de ingredientes indesejáveis e que empobrecem o minério por meio da própria gravidade e de processo de moagem até obter o concentrado rico em ferro.
O produto seguirá por 40 metros em caminhões da usina para o terminal de carregamento de trens da MRS Logística e de lá para o porto. O reaproveitamento do que já foi rejeito está inserido na política de dar sustentabilidade às operações da indústria mineral, aliviando a pressão sobre as barragens, tema que se tornou bem mais delicado, diante da extensão do desastre provocado pelo rompimento da Barragem de Fundão da Samarco Mineração, em Mariana, na Região Central de Minas, em novembro de 2015.
BOLSA DE APOSTAS
O atual nível de volatilidade do mercado de transações com minério de ferro no mundo não se compara a nenhum outro tempo, na avaliação do diretor-executivo da Mineração Usiminas, Wilfred Bruijn, que completou 25 anos de atuação no ramo. “Não é mais a lei da oferta e da demanda que guia os preços. Os volumes estocados nos portos chineses interferem e além de mineradoras e siderúrgicas muitas pessoas físicas atuam nesse comércio comprando e vendendo lotes de minério de ferro até mesmo pelo celular”, lembra. Até os anos 1990 o preço era definido no começo do ano pelos maiores clientes mundiais e costumava ficar estável até dezembro. Prever as cotações, hoje, é como tentar enxergar brumas numa bola de cristal.
Fonte: EM

Gigantes grupos de mineração de olho nas minas de ouro de Goiás

Gigantes grupos de mineração de olho nas minas de ouro de Goiás


Localizada a 365 quilômetros de Goiânia, a cidade de Mara Rosa despertou o interesse de investidores canadenses da Amarillo Gold, que reconheceram o seu potencial para exploração do ouro. Estudo de pré-viabilidade conduzido pela empresa apontou para dois cenários de exploração do minério a céu aberto. As reservas prováveis são de 997.536 onças de ouro, sendo um total de ouro recuperável em torno das 892 mil onças.
Segundo explica o superintendente de Mineração da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED), Tasso Mendonça, apenas para a realização dos estudos preliminares a empresa investiu US$ 20 milhões. Estão previstos outros US$ 40 milhões para custear a implantação da mina, o que pode gerar até 2 mil empregos diretos nas fases de implantação e operação da planta. “Hoje, a Amarillo Gold, que fará sua primeira atuação em solo goiano, está em busca de investidores para as próximas etapas do trabalho”, explica Tasso. O projeto já recebeu licença ambiental prévia concedida pela Secretaria de Meio Ambiente (Secima), e está na fase de idealização da planta de processamento.
Conforme explica Tasso Mendonça, Mara Rosa foi no passado um polo explorador do minério que era encontrado mais na superfície. O projeto atual está focado em lavras mais profundas, o que demanda a utilização de tecnologia mais aprimorada.
Ele comenta que há dois anos consecutivos, 2016 e 2017, integrantes da Secretaria de Desenvolvimento têm marcado presença no maior encontro de mineradores do mundo, que acontece no início do ano, no Canadá, e é promovido pela Associação de Prospectores e Desenvolvedores do país. “Temos apresentado o potencial geofísico de exploração do Estado entre a comunidade dos principais mineradores do mundo. Associado à política de projeção internacional promovida pelo governador Marconi Perillo, estamos atraindo prósperos negócios para o Estado”, analisa.
Novos investimentos previstos para o Estado
Além de Mara Rosa que apresenta esse potencial para exploração do ouro, outros municípios goianos apresentam tal vocação. A cidade de Crixás é uma delas. A Anglo Gold, responsável pela exploração das jazidas, anunciou que vai reverter US$ 180 milhões nos próximos dois anos para ampliação da lavra e pesquisa de novas jazidas.
Em Alto Horizonte, a Yamana Gold explora jazidas de ouro e cobre e já anunciou que vai investir US$ 48 milhões para implantar uma nova mina no município. Enquanto isso, em Faina, a Orinoco Gold está investindo US$ 40 milhões para implantação da mina, e outros US$ 10 milhões em parceria com a Anglo Gold, para fazer o estudo de viabilidade de novas jazidas.
Mais informações: (62) 3201-5556
Fonte: Goiás Agora

Ser Geólogo

Ser Geólogo



    


GEÓLOGO

Ser Geólogo é ser curioso.

É ter a natureza como seu escritório e fazer do seu dia a dia a aventura que tantos almejam, mas quase nunca irão conseguir.

É olhar para as rochas (um Geólogo nunca fala em pedras) com um olhar cúmplice que só outro Geólogo, que também conhece, poderá entender.

É falar com propriedade em bilhões de anos como se fossem dias, em mares que já se foram, em ambientes que não mais existem.

É entender a pequenez do ser humano.

É usar a mais alta tecnologia para trabalhar uma microscópica parte de um mineral da mesma forma como ele estuda os processos geológicos que fazem a Terra ser o que é.

Ser Geólogo é ser criativo.

É se emocionar com a descoberta. É ter um martelo, uma lupa, um gps e mudar a história econômica da região e do país.

É ter a certeza de sua importância na sociedade e ver que quase tudo que nos cerca, sem exceção, tem o dedo de um colega Geólogo.

Ser Geólogo é ser Global, é rock and roll.

O Universo é a nossa ostra. Podemos atuar em qualquer lugar deste ou de outro planeta ao contrário de tantas outras profissões.

Ser Geólogo é estar feliz com a profissão e não precisar celebrá-la em apenas um dia, mas curti-la ao longo dos 365 dias do ano. 







              
Autor:   Pedro Jacobi - O Portal do Geólogo

O que é Geologia?

O que é Geologia?

Geologia é uma ciência natural que estuda a Terra. Do grego, o termo geologia é formado pelos vocábulos “geo” (Terra) e “logia” (estudo ou ciência). O geólogo é o profissional e especialista em geologia.

Importância da Geologia

Por meio da Geologia é possível identificar a origem, a idade do planeta, as transformações que sofreu ao longo do tempo e ainda, sua formação geológica.
Além disso, através das ferramentas e tecnologias utilizadas, ela pode prever os possíveis abalos abalos sísmicos que acontecerão no globo e ainda, prever as mudanças do clima.
Os conhecimentos desenvolvidos pela geologia são empregados na construção civil (represas, túneis e estradas); na exploração e aproveitamento dos minérios; na obtenção de energia geotérmica (energia produzida pelo calor do interior da Terra).
No tocante às construções, a presença de um geólogo torna-se indispensável, uma vez que ele analisa o solo, as rochas e ainda, prevê o impacto ambiental. Sendo assim, é realizado um levantamento geológico e geotécnico das áreas destinadas à construção.
Importante destacar que os estudos da geologia estão voltados para o conhecimento do nosso planeta, melhorando a qualidade de vida e a nossa relação com a natureza.
Visto a importância dos estudos da Geologia, atualmente existem muitos cursos de graduação e pós-graduação na área. Eles envolvem conhecimentos de geografia, história, astronomia, biologia, ecologia, paleontologia, física, matemática e química.

Áreas de Estudo

A geologia é uma área muito ampla, sendo que as principais áreas de estudo são:
  • Geologia Estrutural: estudo da estrutura da Terra.
  • Geologia Histórica: estudo das eras, períodos e idades geológicas.
  • Geologia Econômica: estudo das riquezas minerais.
  • Geologia Ambiental: estudo dos impactos ambientais e dos riscos ecológicos.
  • Geofísica: estudo da composição e propriedades físicas dos elementos.
  • Geoquímica: estudo da composição e propriedades químicas da Terra.
  • Geomorfologia: estudo das formas da superfície terrestre (relevo).
  • Geologia do Petróleo: estudo da composição e propriedades do petróleo.
  • Hidrogeologia: estudo dos cursos de águas subterrâneas.
  • Cristalografia: estudo dos cristais e das estruturas sólidas formadas pelos átomos.
  • Espeleologia: estudo da formação geológica das cavernas e das cavidades naturais.
  • Estratigrafia: estudo da composição e estrutura das rochas estratificadas.
  • Sedimentologia: estudos dos sedimentos acumulados na Terra derivados da erosão.
  • Topografia: estuda os acidentes geográficos presentes no planeta.
  • Astrogeologia (Geologia Planetária): estudo dos diversos corpos celestes
  • Sismologia: estudo dos sismos e dos movimentos das placas tectônicas no planeta.
  • Vulcanologia: estudo dos vulcões e das erupções vulcânicas.
  • Pedologia: estudo da formação e estrutura dos solos.
  • Petrografia: estudo de análise das rochas.
  • Mineralogia: estudo da composição e propriedades dos minerais.

Conceitos de Geologia

Os principais conceitos desenvolvidos pela geologia estão relacionados com os temas:
  • Formação do planeta Terra
  • Estrutura e camadas da Terra
  • Relevo e as formações geológicas
  • Movimentos das placas tectônicas
  • Os vulcões, os terremotos, os tsunamis
  • Reino mineral e estudo dos fósseis
  • Petróleo, carvão mineral e gás natural
  • A formação do solo e das rochas
  • Depósitos subterrâneos de água (lençóis freáticos e aquíferos)
  • O processo de erosão, desertificação e intemperismo
  • Estudo das eras, períodos e idades geológicas