quinta-feira, 15 de junho de 2017

Garimpeiros são detidos em córrego do DF, geólogo diz que é difícil ter ouro em Brasília

Garimpeiros são detidos em córrego do DF, geólogo diz que é difícil ter ouro em Brasília


Três homens foram flagrados na manhã desta terça-feira (13) garimpando no Córrego Riacho Fundo I, na região do Riacho Fundo, no Distrito Federal. De acordo com a Polícia Militar, eles foram presos com material de garimpo e disseram que outro garimpeiro teria encontrado uma pepita de ouro de 2 gramas no local. O garimpo, sem a devida autorização, configura crime ambiental. De acordo com o sargento Arizomar Pereira, responsável pela equipe da Polícia Ambiental que fazia a ronda no local, a ocorrência é inusitada.
“Foi a primeira vez que fizemos um flagrante de prática de garimpo no DF. Foi uma surpresa pra gente também”.
Segundo o sargento, a equipe da PM estava vistoriando as margens do córrego, que deságua no Lago Paranoá, para encontrar despejo de lixo e esgoto. Quando os policiais viram os três homens garimpando, abordaram o grupo que foi levado para a Delegacia do Meio Ambiente. Como eles não chegaram a extrair nenhuma pedra foram liberados após assinar um termo, mas a pena para este crime varia de 6 meses a 1 ano. O sargento disse ainda que a ocorrência seguirá em apuração.

Mas tem ouro no DF?

Perguntado sobre a presença de ouro no DF, o coordenador do Instituto de Geociências da UnB, José Elói Campos, disse ao G1 que o DF tem dois tipos de rochas, de cerca de 1 bilhão de anos que “potencialmente podem conter ouro”. Essas rochas são conhecidas como Filito e Quartzito. No entanto, historicamente a região não teve uma participação forte na corrida do ouro.
“A geologia do DF não é favorável para ocorrência de ouro. Vários processos precisam acontecer ao mesmo tempo para formar ouro. ”
Para a concentração do mineral e formação de uma pepita por exemplo, são necessários diversos processos químicos e físicos, diz o professor.
“Um depósito de ouro é considerado uma anomalia na natureza. Temos quantas minas de ouro no território desse tamanho? Temos algumas minas localizadas, em conjunto de rochas com certa idade, que tem potencial maior. Por isso não é fácil encontrar um depósito mineral. É um dos trabalhos mais nobres do geólogo.”
O especialista disse também que empresas já analisaram regiões do DF, mas não consideraram a região atrativa. Segundo o geoólogo, os córregos são normalmente o primeiro passo para o garimpo.
“Acham nos córregos porque com a erosão as rochas chegam aos rios. Historicamente, no Brasil Colônia, [os garimpeiros] iam nos córregos até achar as rochas primárias”.
Segundo Campos, a pedra que supostamente foi encontrada no Riacho Fundo é pequena e pouco valiosa. “É mínima. Ouro é muito pesado e denso. ”
Fonte: G1

Mota-Engil assina contrato de 210 milhões de dólares na Guiné-Conacri

Mota-Engil assina contrato de 210 milhões de dólares na Guiné-Conacri


A Mota-Engil assinou um contrato na Guiné-Conacri no valor de 210 milhões de dólares com a Société AngloGold Ashanti de Guinée para ser o fornecedor exclusivo de serviços de mineração na mina de ouro de Siguiri. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Mota-Engil informa sobre a adjudicação e assinatura do contrato com a subsidiária da AngloGold Ashanti Limited, através do qual fornecerá em exclusivo serviços de mineração, incluindo o fornecimento de equipamentos e instalações.
O contrato tem um valor de 210 milhões de dólares (cerca de 187,3 milhões de euros) tem uma duração de 56 meses e será executado por uma entidade incorporada na República da Guiné e detida integralmente pela Mota-Engil Engenharia e Construção África. o documento, a empresa portuguesa lembra que foram recentemente adjudicadas a empresas do Grupo diversas obras noutros países da região de África.
Em Angola destacam-se vários contratos no valor de cerca de 130 milhões de dólares (cerca de 116 milhões de euros) e em Moçambique assinou com a China National Complete Engineering Corporation, uma subsidiária da China Machinery Engineering Corporation, empresa cotada na Bolsa de Hong Kong, um contrato de 2,4 mil milhões de dólares (cerca de 2,1 mil milhões de euros) em Moçambique para a construção da linha ferroviária entre Moatize e Macuse, cujo arranque está previsto para 2018.
“Com este aumento da carteira de encomendas da região de África, em mais de 300 milhões de euros, a Mota-Engil reforça o objetivo de retomar o ritmo de crescimento dos seus negócios naquela região e no Grupo”, lê-se no comunicado.
Fonte: DN

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Cristalândia: a cidade dos cristais

Cristalândia: a cidade dos cristais
Conhecida como a cidade dos cristais, por ter sido povoada exatamente na época das descobertas de ricas jazidas do cristal de rocha (quartzo), Cristalândia faz parte da rica história do Tocantins. O município está localizado na região Sudoeste do Estado e possui um território de 1.848 km2. Está localizado a 32 km da rodovia BR-153 e limita-se ao Norte com Pium; ao Sul com Dueré e Aliança; a Leste com Santa Rita do Tocantins, Fátima e Nova Rosalândia; e a Oeste com Lagoa da Confusão. Cristalândia está distante 140 km de Palmas.O acesso de Palmas a Cristalândia é feito através da rodovia TO-080 até Paraíso do Tocantins, de lá segue pela BR-153 até Nova Rosalândia, e depois pela TO- 255.O município possui recursos hídricos em abundância tendo suas terras banhadas pela Bacia Araguaia. Neste contexto, destacam-se os rios Urubu, Tioribero, Pati e Cipó. O rio Urubu é o maior e o mais importante e constitui uma das maiores fontes naturais de recursos hídricos para implantação de projetos de irrigação. As principais atividades econômicas são a extração do cristal, pecuária e agricultura de subsistência, esta última tem como principais culturas o arroz, a cana-de-açúcar, mandioca e milho. Já o material encontrado nos garimpos tem cerca de 17% de óxido de ferro na sua composição e serve, portanto, para a confecção de artesanato (lapidação). Segundo a primeira-dama de Cristalândia, Tânia Fernandes, há no município uma beneficiadora com capacidade para até 600 kg de pedras; os maiores compradores dos cristais da região são a Alemanha e Portugal.No quesito indústrias, as fábricas de móveis e de beneficiamento de arroz respondem, cada uma, por 26,09% da produção industrial do município. O comércio conta com estabelecimentos varejistas de produtos alimentícios em geral, representando 26,83% do total. Em seguida, está o comércio varejista de vestuário, contando com 18,29% do total. No setor de serviços, as lanchonetes e similares representam 32,32% de todos os estabelecimentos e os cabeleireiros são 20,20% do total. No município, a indústria Cerâmica Reunidas é uma das empresas beneficiárias do programa Proindústria, do governo do Estado.HistóriaSua emancipação se deu no auge da decadência do cristal, em 1953, através da lei n° 742, de junho de 1953, quando deixou de se chamar Chapada passando a Cristalândia. Cristalândia é a passagem para pontos turísticos do Estado como Ilha do Bananal e Lagoa da Confusão. Na área cultural, o município contempla algumas festas tradicionais tais como Divindades; Vaquejada; Festejos e Novenas em Louvor à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (padroeira da cidade) e a Festa dos Velhos.O município abrange os seguintes programas sociais do Estado: Pioneiros Mirins e o Juventude Cidadã. Está no planejamento da Secretaria da Indústria, Comércio e Turismo, por meio da Coordenação de Programas e Desenvolvimento Turístico, iniciar trabalho no município, que compõe a região turística da Ilha do Bananal, como Cristalândia, no Programa de Regionalização.

Fonte: Exame

Um mundo de átomos, esmeraldas e a beleza platônica dos cristais

Um mundo de átomos, esmeraldas e a beleza platônica dos cristais

O autor é professor da Escola Politécnica, Departamento de Engenharia Química e do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA


O mundo é feito de átomos. Uma forte evidência dos elementos químicos constituintes da matéria pode ser facilmente observada em nossas casas ou trabalho: muitos têm como preferência decorar ambientes com rochas ornamentais, seja quartzo, ametista (que na verdade é quartzo com pequenas adições de elementos químicos que geram centros de cor) ou outras pedras semipreciosas. Embora o termo mais correto seja gema, estas são escolhidas para fins como belezadurabilidade ou raridade.
A beleza de uma gema pode ser determinada por um conjunto de propriedades fundamentais, como por exemplo as propriedades óticas – principalmente brilho, transparência e cor, critérios estes objetivos. Há outras características importantes como índice de refração, birrefringência e dispersão. Também são avaliadas algumas propriedades mecânicas, como dureza (capacidade de riscar e ser riscado), tenacidade (resistência a ser rompido, dobrado ou mesmo esmagado) e durabilidade, que está relacionada à resistência por exemplo a ataques químicos. Possíveis incrustações também são analisadas. Certamente seu hábito (ou formato) bem como densidade também são itens importantes a avaliar. A raridade com que uma pedra ocorre na natureza é outro fator importante na determinação de seu valor comercial, mas corresponde a um critério subjetivo.
Em particular, com relação a pedras com incrustações e hábitos diferenciados, recentemente foi tema nos jornais de grande circulação o litígio envolvendo a maior esmeralda (do grego, smaragdos: verde) do mundo, descoberta em Pindobaçu, Bahia, em 2001: composta de 180 mil quilates, quase 380 quilos, formada por nove grandes tubos verdes, encontra-se avaliada em US$ 400 milhões e está em fase de repatriação. O Brasil é um verdadeiro depósito natural destas preciosas pedras. Em particular, tal esmeralda, assim, como as demais, estão associadas à magia e ao mistério.
A grande maioria das gemas corresponde ao que se denomina de minerais, classificados de acordo com as seguintes categorias:
  1. Substâncias cristalinas (como diamante, ametista, topázio, safira, turmalina, água-marinha, rubi, esmeralda) – até mesmo o singelo sal (formado por átomos de sódio e cloro) é um cristal natural que pode ser obtido de jazidas em vários locais do mundo;
  2. Substâncias amorfas (como opala e vidro vulcânico, ou obsidiana – utilizada pelos antigos homens das cavernas em épocas pré-históricas na produção de pontas de lanças e ferramentas de corte);
  3. Substâncias orgânicas (pérola, âmbar, coral) e ainda rochas (lápis-lazúli e turquesa, entre outras).
Todos esses materiais são naturais. Além deles, é possível produzir e obter hoje no mercado um grande número de novos materiais parcial ou totalmente fabricados pelo homem, tentando reproduzir o brilho e a beleza desses minerais. São as chamadas gemassintéticas, e podem ser produzidas em laboratório, resultando em belos produtos a partir de materiais mais simples (ou não totalmente raros), por exemplo proveniente da incorporação de elementos químicos em pequeníssimas quantidades ou ainda por efeito de irradiação (raios X ou mesmo raios gama), que também podem gerar centros de cor.
Pois bem: a suspeita de átomos a partir de minerais e gemas surgiu das hipóteses de cientistas como o polímata inglês Robert Hooke (1635-1703), ao sugerir que as formas externas de um cristal poderiam estar relacionadas a uma ordem interna (isto é, na escala atômica!). Através de um dos primeiros microscópios compostos (por utilizar pelo menos duas lentes), Hooke produziu desenhos embasados em suas notas e publicou um dos primeiros livros ilustrados sobre objetos bastante pequenos, chamado ‘Micrographia’, em 1665. A partir das observações de tal instrumento e a veiculação através deste belíssimo livro (disponibilizado de forma fácil e gratuita na internet), foi possível propor novas descobertas sobre gemas e cristais, detalhes de pequenos animais bem como vetores de doenças infecciosas. Vale lembrar que em 1784 o mineralogista francês René Just Haüy (1743-1822) propôs que os cristais poderiam ser vistos como empacotamento de unidades, fato que foi comprovado apenas no século XX, a partir de pesquisas utilizando raios X dos Braggs (pai e filho), que dividiram o Prêmio Nobel de Física em 1915.
Mas qual seria a importância de aprender algo sobre átomos? Que idéia importante estaria por trás? O célebre físico americano Richard Phillips Feynman (1918-1988), Prêmio Nobel de Física em 1965, escreveu em seu estupendo livro “Lições de Física”, volume 1, capítulo 1 (Editora Bookman, 2008), buscando responder a esta pergunta do seguinte modo:
“Se, em algum cataclisma, todo o conhecimento científico for destruído e só uma frase for passada para a próxima geração, qual seria a afirmação que conteria a maior quantidade de informação na menor quantidade de palavras? Eu acredito que seja a hipótese atômica ... em que todas as coisas são feitas de átomos – pequenas partículas que se movem em constante movimento, atraindo-se umas às outras quando separadas por pequenas distâncias, mas repelindo-se ao serem comprimidas uma sobre as outras. Nesta única frase... existe uma enorme quantidade de informação sobre o mundo, se aplicarmos apenas uma pequena quantidade de imaginação e raciocínio”.
Realmente, todo o universo é composto de átomos, estando estes em vários estados da matéria, e não apenas o sólido, líquido e gasoso. De fato, o cosmo é constituído não apenas de átomos compondo a matéria: existem ainda a energia e o vazio (vácuo). No entanto, apresentar novas formas de se aprender sobre do que é feito o mundo, realçando sua importância, é algo absolutamente relevante, inclusive para as novas gerações. A proposta atômica é crucial para se entender ciência, além de ser uma bela idéia.
Vale lembrar que o conceito de beleza tem origem com os filósofos pré-socráticos, entre eles o célebre matemático grego Pitágoras de Samos (c. 569 – c. 475 a.C.). Os pitagóricos observavam uma clara conexão entre matemática e beleza. De fato, credita-se ao filósofo grego Platão (c. 428 – c. 348 a.C.), discípulo de Sócrates (c. 470 – 399 a.C.) e também pitagórico, considerar a beleza como a idéia (ou forma) acima de todas as outras, conforme descrito no estupendo diálogo chamado Fedon. Vem daí a célebre expressão: “beleza platônica”.
Bom, para que serviria todo este conhecimento? Pergunta difícil de responder em poucas palavras, mas basta verificar que é este mesmo saber cientifico que torna a vida moderna mais fácil, confortável, saudável e prazerosa, pois a ciência domina cada vez mais a construção da matéria átomo por átomo – tal saber é reconhecido hoje como pertencente ao ramo da nanotecnologia.
Traçando um paralelo, é algo difícil explicar as razões de uma obra prima ser bela – seja música, pintura ou escultura, pois envolve a visão platônica de uma idéia, ou ainda forma de compreender. Uma obra pode causar uma impressão inesquecível, fascinante, única, tocante para um artista. Assim também ocorre com a idéia atômica para um cientista. Ainda que seja apenas mais um argumento simplista, vale dizer que o mesmo conhecimento da teoria atômica explica a beleza das gemas e cristais ao nosso redor. Se são belas é porque resguardam, ao nível atômico, toda esta beleza visível aos nossos olhos.

Taylor Wilson: Meu plano radical para pequenos reatores de fissão nuclear

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