sexta-feira, 16 de junho de 2017

Rússia diz que pode ter matado líder do Estado Islâmico; EUA e Iraque levantam dúvidas

Rússia diz que pode ter matado líder do Estado Islâmico; EUA e Iraque levantam dúvidas

sexta-feira, 16 de junho de 2017
 

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Foto do homem que acredita-se ser o recluso líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, em Mosul. 05/07/2014 REUTERS/Redes Sociais via Reuters TV
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Por Dmitry Solovyov e Ahmed Rasheed MOSCOU/BAGDÁ, (Reuters) - A Rússia disse nesta sexta-feira que suas forças militares podem ter matado o líder máximo do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, em um ataque aéreo na Síria no mês passado, mas os Estados Unidos afirmaram não poder confirmar a morte e o Iraque se mostrou cético com a informação. O recluso líder do Estado Islâmico é frequentemente dado como morto ou ferido desde que declarou um califado para governar todos os muçulmanos em discurso realizado em uma mesquita de Mosul em 2014, após liderar seus combatentes no norte do Iraque. Se o relato da morte de Baghdadi se comprovar verdadeiro, este será um dos maiores golpes até agora contra o Estado Islâmico, que está tentando defender seu território cada vez mais reduzido contra uma gama de forças apoiadas por potências regionais e globais, tanto na Síria como no Iraque. Entretanto, na falta de confirmação independente, duas autoridades norte-americanas disseram que agências dos Estados Unidos estão céticas quanto à informação. Diversas autoridades iraquianas disseram que o Iraque também tem dúvidas. "A morte dele foi relatada com tanta frequência que você tem que ser cuidadoso até que um comunicado formal do Daesh apareça", disse uma autoridade de segurança europeia, usando a sigla do nome do grupo em árabe. O capitão Jeff Davis, da Marinha dos Estados Unidos, um porta-voz do Pentágono, disse: "Nós não temos nenhuma informação para corroborar esses relatos". O Ministério de Defesa da Rússia disse em sua página no Facebook estar checando a informação de que Baghdadi foi morto em um ataque nas redondezas da cidade de Raqqa, na Síria, lançado depois que a Rússia recebeu dados sobre um encontro de líderes do Estado Islâmico. "No dia 28 de maio, após drones serem usados para confirmar a informação no local e horário da reunião de líderes do Estado Islâmico, entre 00h35 e 00h45, forças aéreas russas lançaram um ataque no ponto onde os líderes estavam localizados", afirmou o comunicado. "De acordo com informações que agora estão sendo checadas por meio de diversos canais, também estava presente na reunião o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, que foi eliminado como resultado do ataque", disse o ministério. (Reportagem adicional de Polina Devitt, em Moscou, e Tom Perry, em Beirute)

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Jazida de ametista descoberta na Bahia atrai 8 mil pessoas em busca de enriquecer

Jazida de ametista descoberta na Bahia atrai 8 mil pessoas em busca de enriquecer

Em Serra da Quixaba, às margens do Rio São Francisco, aventureiros passam o dia dentro de escavações para extrair a pedra preciosa. Ninguém sabe ainda a quem pertence a terra onde está o garimpo.

 A Serra da Quixaba, na Bahia fica próxima de Sento Sé, uma cidade que fica às margens do rio São Francisco. É nesta serra que há dois meses foi descoberta uma jazida de ametista, que mudou totalmente a vida dos moradores e de pessoas que foram para o local em busca de enriquecer com o garimpo da pedra.
PREP Profissão Repórter vai mostrar o nascimento de um garimpo (Foto: TV Globo)A pedra ametista
Ninguém sabe ainda a quem pertence a terra onde está o garimpo. O DNPN (Departamento Nacional de Produção Mineral) começou um estudo para regularizar a situação. Já são 8 mil pessoas vivendo em acampamentos improvisados no local. Donos de restaurantes, comerciantes, ferreiros, todos foram atrás do dinheiro dos garimpeiros.
Comércio inflacionado
O local não atraiu somente garimpeiros, mas vendedores que estão ganhando a vida vendendo produtos para quem quer viver do garimpo.
PREP Profissão Repórter vai mostrar o nascimento de um garimpo (Foto: TV Globo)Garimpeiros vivem em acampamentos
O supermercado local vendeu R$ 100 mil a mais em um mês. Um dos produtos mais procurados foi uma picareta para extrair as pedras. Um vendedor que se instalou no alto da serra chega a vender R$ 1.000 em um dia de produtos somo sapatos, linguiça e outros artigos. Até o serviço de entrega de água no alto da serra está inflacionado. Um carregador cobra R$ 70 pela entrega do galão.
O garimpo local também já atraiu atraiu estrangeiros. Chineses e indianos que passam o dia negociando o valor das pedras.
PREP Profissão Repórter vai mostrar o nascimento de um garimpo (Foto: TV Globo)Seu Chico, de 74 anos, largou tudo para tentar a
sorte extraindo pedras
Agricultor de 74 anos larga tudo
Seu Chico, um agricultor de 74 anos, é um dos aventureiros que estão deixando para trás emprego e família para tentar a sorte no garimpo. Há mais de um mês ele deixou a lavoura e passa seis horas por dia cavando a terra. Em quarenta dias de garimpo, ele ainda não encontrou a pedra que gostaria.
Não é muito seguro passar o dia dentro das escavações. Há cortes, como são chamadas as escavações, de até dez metros abaixo da terra. Ali, jovens garimpeiros convivem o tempo inteiro com o medo e o risco de ficar soterrados.
Veja mais detalhes da reportagem no vídeo acima.

AS JÓIAS DO FARAÓ TUTANKAMON Parte I

AS JÓIAS DO FARAÓ TUTANKAMON
Parte I


A sensacional descoberta da tumba do faraó Tutankamon - 18ª Dinastia, revelou os fabulosos tesouros que acompanhavam o soberano egípcio durante sua vida e após sua morte, assim como o alto grau de excelência dos ourives egípcios. Este tesouro está, desde a sua descoberta no início do século passado, no Museu Egípcio do Cairo e representa a maior coleção em objetos de ouro e jóias do mundo.O sarcófago onde fica a múmia foi feito inteiramente em ouro e esta está coberta com uma enorme quantidade de jóias. Muitas outras jóias foram encontradas em caixas e baús em outras salas da tumba. Os diademas, anéis, colares, peitorais, amuletos, pendentes, braceletes e brincos são de uma qualidade técnica e decorativa altíssimas, raramente igualadas na história da joalheria.
Os ornamentos encontrados na tumba de Tutankamon são típicos e maravilhosos exemplares das jóias egípcias. A perpetuação da iconografia e de princípios cromáticos deu à joalheria do antigo Egito – que permaneceu longo tempo sem ser influenciada por outras civilizações- uma magnífica e sólida homogeneidade, enriquecida pelas mágicas crenças religiosas. A ornamentação das jóias era grandemente composta por símbolos que tinham nome e continham significados, sendo uma forma de expressão muito estreitamente ligada à simbologia da escrita hierográfica. O escaravelho, o nó de Ísis, a flor de lótus, o olho de Horus, o falcão, a serpente e a esfinge são todos motivos decorativos carregados de simbologia religiosa. Na joalheria egípcia, o uso do ouro é predominante e, em geral, é decorativamente complementado pelo uso das gemas corneliana, turquesa e lápis-lazúli ou por pastas vítreas imitando-as. Apesar dos motivos decorativos serem limitados na joalheria egípcia, os artesãos criaram uma variedade imensa de composições, baseadas numa estreita simetria ou, no caso das jóias montadas por contas - feitas de gemas ou massa vítrea, numa rítmica repetição de formas e cores.
Os colares feitos com contas - geralmente de ouro, gemas ou cerâmica vitrificada - são cilíndricos, esféricos ou na forma de discos e foram praticamente sempre confeccionados utilizando-se a alternância de cores e formas nos vários fios que compõem os colares. Os colares podiam ter duas formas distintas principais. Uma, chamada menat, era exclusivamente atributo da divindade e só podia ser usada por faraós. O menat de Tutankamon é um colar composto de vários fios de contas em diferentes tamanhos e cores, com um pendente e um fecho decorado, usado atrás dos ombros. A outra forma era o usekh, mais freqüentemente usado por todo o período do Antigo Egito, e também com vários fios, mas de formato semi-circular.
Fonte= Joias Br

AS JÓIAS DO FARAÓ TUTANKAMON Parte II

AS JÓIAS DO FARAÓ TUTANKAMON
Parte II


Um dos mais esplêndidos menat feitos para o faraó é o que combina a representação da deusa-serpente Wadjet com a deusa-abutre Nekhbet. Desenhos e figuras foram criados a partir de minúsculas gemas esculpidas individualmente e inseridas em células, formadas por fios de ouro ligados a uma base plana de ouro - técnica conhecida como in-lay. A jóia, assim como todos os menats, é composta por compridas fileiras de minúsculas gemas e contas artisticamente esculpidas, e nos elaborados fechos a decoração repete elementos de design constantes na peça principal. Estes colares iam de ombro a ombro, por cima do peito. As deidades protetoras Wadjet e Nekhbet, representam o Baixo e o Alto Egito e também adornam a testa da masca mortuária de Tutankamon. Uma grande quantidade de asas de falcões, abutres, escaravelhos e também deidades femininas está representada nas jóias do faraó, talvez não só por causa da simbologia inerente destas representações, mas também porque permitiam aos artesãos criações maravilhosas na composição de cores e figuras.Vários pares de brincos foram encontrados na tumba do rei, apesar de que durante o período em que Tutankamon viveu os homens considerados adultos não usavam brincos. Os brincos encontrados são grandes, e eram usados em orelhas furadas num diâmetro mais largo do que se usa hoje em dia. Os furos nas orelhas da máscara mortuária do faraó são proeminentes, mas estes foram cobertos com discos de ouro em vez de brincos, já que Tutankamon havia chegado à idade adulta antes da sua morte.
Como a maioria das jóias encontradas na sua tumba, assim também os braceletes são peças altamente elaboradas e com desenhos intrincados, devido à variedade de motivos complexos. Grandes escaravelhos, projetando-se para fora da superfície do bracelete, eram comuns à maior parte dos ornamentos de braço: além de ser um poderoso símbolo egípcio de regeneração e renascimento, o escaravelho também consta em um dos cinco nomes de Tutankamon. A tumba do faraó é a única a ter escapado aos ladrões de tumba que apareceram ao longo dos séculos no Egito. Os tesouros que a tumba contém atestam a imensa riqueza das cortes dos antigos faraós e são testemunhas mudas do quanto se perdeu na arte e na ourivesaria egípcias. Se, e de acordo com a História, Tutankamon não foi um dos faraós mais importantes a governar o país, então só podemos imaginar os tesouros em jóias que teriam pertencido aos mais poderosos governantes do antigo Egito.
Fonte= Joias.Br

RAINHA ISABELA: UM TESOURO NO FUNDO DO MAR


       RAINHA ISABELA:
UM TESOURO NO FUNDO DO MAR

As grandes rotas marítimas estão repletas de naufrágios que podem nos contar um pouco da maneira como as gemas eram negociadas há alguns séculos atrás.
Em 1993, buscando resgatar tesouros afundados juntamente com antigas embarcações, uma equipe de mergulhadores profissionais, chefiada por Victor Benilous, dá início a uma pesquisa arqueológica na costa leste norte-americana. O alvo era o possível naufrágio de uma embarcação espanhola no século XVI. Sobre o desaparecimento da galeota, somente anotações em um diário de bordo de uma outra nau que cruzou as mesmas águas em 1756.

Perto de cabo Canaveral, a 12 milhas náuticas da costa da Flórida e à grande profundidade, instrumentos encontram três embarcações espanholas datadas do período colonial. Os mergulhadores iniciam então seu trabalho e, no interior de uma das naus, ficam frente a frente com a mais bela descoberta arqueológica do fim do milênio passado: a bordo da embarcação estão 25.000 quilates de esmeraldas lapidadas, vários conjuntos de jóias cerimoniais pré-colombianas em ouro, cristais de esmeraldas pesando 24.644 quilates , além de centenas de jóias excepcionais, tudo de um valor inestimável. Mas o tesouro maior é a ‘Rainha Isabela’, uma esmeralda de 964 quilates que se julgava perdida para sempre. De forma rara, oblonga e com uma limpidez extrema, foi estimada na época da sua descoberta em 11,5 milhões de dólares. A fantástica esmeralda pertencia a Hernán Cortez, conquistador espanhol do México.
Foi o próprio Cortez que deu à gema o nome da rainha espanhola Isabela de Castela, falecida em 1504, ano do seu embarque para o novo mundo. Hernán Cortez deu esta esmeralda e outros objetos preciosos para sua segunda esposa, dona Juana de Zuniga, como presentes de casamento, e foi para repatriar estes tesouros, duzentos anos mais tarde, que a família Zuniga fretou a nau que acabou naufragando nas águas da Flórida. As outras esmeraldas encontradas pertenciam ao próprio Cortez. Vários testemunhos da época atestam que ele portava sempre ao redor do pescoço um fantástico colar com cinco esmeraldas gravadas com desenhos de flores e pássaros oferecidos pelo imperador azteca Montezuma.
Quanto às jóias encontradas, representam bem o trabalho dos artífices mexicanos pré-colombianos, que executavam em ouro ou prata todo o tipo de figuras de flores, frutas ou animais. O centro principal de produção de jóias das culturas zapoteca e mixteca ficava em Monte Albán. As jóias eram de refinada elaboração, decoradas com gravações e filigranas e utilizava-se a técnica de fundição à cera perdida. Braceletes, brincos, peitorais, escudos e máscaras eram confeccionados num característico estilo esquemático. Determinadas peças podiam receber incrustrações de pedras duras (como a jadeíta), conchas, pérolas e esmeraldas