sexta-feira, 16 de junho de 2017

BHP Billiton nomeia Ken MacKenzie presidente do conselho

BHP Billiton nomeia Ken MacKenzie presidente do conselho


A mineradora anglo-australiana BHP Billiton apontou seu diretor do conselho Ken MacKenzie como sucessor de Jac Nasser à presidência do conselho administrativo, que deixa o cargo após sete anos. MacKenzie assumirá a posição o cargo em setembro. A BHP informou que a decisão foi tomada a partir de uma busca rigorosa, que considerou potenciais candidatos dentro e fora da companhia, com suporte de uma empresa especializada em recrutamento.
“Ken MacKenzie oferece uma extensa experiência como executivo global, além de uma abordagem estratégica. Ele tem uma trajetória comprovada para entrega de resultados para acionistas”, afirmou o diretor que liderou o processo de sucessão, Shriti Vadera.
Em pronunciamento, MacKenzie disse que pretende se relacionar com investidores e outras partes interessadas para entender suas perspectivas. “Me comprometo com a geração de valor a longo prazo para todos os acionistas e trabalharei incansavelmente com o conselho administrativo e gerência para atingir nossos objetivos”, declarou.
Fonte: Dow Jones Newswires

África do Sul anuncia planos para revisar regras de mineração no país

África do Sul anuncia planos para revisar regras de mineração no país


O Departamento de Recursos Minerais da África do Sul anunciou, nesta quinta-feira, planos para revisar sua carta patente de mineração e introduz regras que exigem que todas as minas locais tenham ao menos 30% de proprietários negros. O movimento vem pouco tempo depois que o governo sul-africano apresentou uma legislação que pedia a redistribuição de terras e negócios de proprietários brancos para a população negra do país.
Segundo o ministro de Recursos Minerais, Mosebenzi Zwane, o departamento pretende elevar o nível mínimo de posse negra dos atuais 26% para garantir um maior fluxo de recursos naturais do país para a maioria negra. A proposta também exige que as empresas paguem 1% de sua receita anual para as comunidades e, além disso, os novos direitos de prospecção exigirão controle negro, de acordo com Zwane.
“O setor de mineração não existe no vácuo”, disse o ministro, ao revelar a proposta a jornalistas em Pretória, nesta quinta-feira. Para ele, os mineiros sul-africanos precisam de “fortes regimes legislativos” para prosperar. ”Nós ouvimos os mineiros que não viram benefícios econômicos reais; pessoas que não veem benefícios das estruturas de transformação”, comentou Zwane.
De acordo com o jornal Financial Times, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, pediu “uma transformação radical” para compartilhar mais justamente os benefícios da economia do país com a maioria negra da população. Segundo Zwane, que é um dos ministros mais próximos de Zuma no governo, “há uma necessidade de produzir uma nova era de industrialização liderada por jovens campeões econômicos”, referindo-se à proposta como uma ferramenta “revolucionária” para que esse objetivo seja alcançado.
Fonte: Folha de Vitória

Bovespa fecha em baixa com ações da Petrobras entre destaques negativos e ajuste a ADRs

Bovespa fecha em baixa com ações da Petrobras entre destaques negativos e ajuste a ADRs

sexta-feira, 16 de junho de 2017 18:09 BRT
 


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Por Flavia Bohone SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa caiu nesta sexta-feira, com pressão de Petrobras e os ativos brasileiros se ajustando ao movimento de ADRs (recibos de ações nos Estados Unidos) na quinta-feira, quando o mercado acionário local esteve fechado. O Ibovespa fechou em queda de 0,48 por cento, a 61.626 pontos, após ter chegado a cair mais de 1 por cento. Na semana, o índice cedeu 0,94 por cento. Com o movimento desta sexta-feira, o Ibovespa se aproxima do fechamento do dia 18 de maio, quando o índice despencou 8,8 por cento e fechou a 61.597 pontos, na esteira da divulgação de trechos de conversa entre o presidente Michel Temer e um dos sócios da JBS. Antes da mais recente crise política, o Ibovespa rondava o patamar dos 68 mil pontos. O volume financeiro da bolsa nesta somou 11,54 bilhões de reais, saltando durante ajustes e ficando assim acima da média diária para o mês até quarta-feira, de 8,14 bilhões de reais. Segundo a B3, o repique refletiu o rebalanceamento trimestral na carteira FTSE, que envolveu mudança de peso de ações de várias empresas brasileiras. O impasse no cenário político seguiu no radar, fazendo investidores evitarem grandes apostas no curto prazo. Joesley Batista, um dos donos da JBS, prestou depoimento à Polícia Federal, que concluirá o inquérito neste fim de semana, enquanto o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem até 26 deste mês para apresentar denúncia contra Temer. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na véspera que o recesso parlamentar, previsto para ser iniciado no dia 18 de julho, pode ser suspenso para que a Casa possa apreciar uma eventual denúncia contra Temer. DESTAQUES PETROBRAS PN caiu 2,69 por cento e PETROBRAS ON teve baixa de 0,37 por cento, na contramão dos preços do petróleo no mercado internacional. Os papéis da petroleira brasileira ajustaram-se às perdas superiores a 1 por cento de seus respectivos ADRs na quinta-feira. VALE PNA recuou 0,37 por cento e VALE ON perdeu 2,07 por cento. Na véspera, os ADRs dos papéis preferenciais da mineradora caíram 1,07 por cento, e dos ordinários cederam 1,38 por cento. ITAÚ UNIBANCO PN teve baixa de 0,71 por cento e BRADESCO PN perdeu 0,48 por cento. Os papéis também mostraram ajuste após perdas de seus respectivos ADRs na quinta. JBS caiu 2,07 por cento, após alternar alta e baixa, com alta de quase 6 por cento na máxima, após notícias de venda de ativos da controladora J&F. Mais cedo, a revista Exame publicou que o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, tentava montar um consórcio para comprar o controle da JBS. Mas uma fonte disse à Reuters que a informação é inprecisa. SUZANO PAPEL E CELULOSE PNA subiu 2,47 por cento, na esteira da notícia de que a chilena Arauco entrou em negociações com a J&F para possível investimentos na Eldorado. Segundo operadores, o eventual investimento da Arauco seria favorável para a Suzano, uma das interessadas na Eldorado. A avaliação corrente é de que um ganho de sinergia poderia não ser suficiente para compensar o aumento da alavancagem. FIBRIA ON, que também tinha interesse pelos ativos da Eldorado, teve baixa de 0,40 por cento. (Reportagem adicional da Paula Arend Laier)

Ações de varejistas em Wall St sentem acordo de compra da Whole Foods pela Amazon

Ações de varejistas em Wall St sentem acordo de compra da Whole Foods pela Amazon

sexta-feira, 16 de junho de 2017 18:49
 


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(Reuters) - Os principais índices de ações dos Estados Unidos não tiveram grandes mudanças nesta sexta-feira mesmo com o negócio de 13,7 bilhões de dólares da Amazon.com para compra da Whole Foods impactando o setor de varejo e reduzindo as ações de uma série de empresas, incluindo o Wal-Mart e a Target. O índice Dow Jones subiu 0,11 por cento, a 21.384 pontos, enquanto o S&P 500 teve alta de 0,03 por cento, a 2.433 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq caiu 0,22 por cento, a 6.151 pontos. O acordo da Amazon, empresa com histórico de ter provocado profundas mudanças no mercado, marcou um passo importante pela varejista online no setor de varejo físico. As ações da Amazon subiram 2,4 por cento, com maior contribuição para o avanço do S&P 500, enquanto a Whole Foods registrou elevação de 29,1 por cento. Por outro lado, os papéis do Wal-Mart perderam 4,7 por cento. As ações da Target, Walgreen Boots e Costco caíram entre 5 e 7 por cento. "Isso vai enviar uma onda de choque em todo setor, e isso representa o máximo em disrupção do mercado", disse Burns McKinney, chefe de investimentos da equipe de investimento da Dallas para a Allianz Global Investors. "Há grandes vencedores e grandes perdedores", acrescentou. As ações de energia tiveram alta de 1,7 por cento, apoiando o S&P 500. Os preços do petróleo se recuperaram de mínimas em 2017 nesta sexta-feira, com alguns produtores reduzindo exportações e com uma redução no ritmo com que petroleiras dos Estados Unidos colocam mais sondas para operar. (Por Lewis Krauskopf)

Helmut Kohl, pai da reunificação alemã, morre aos 87 anos

Helmut Kohl, pai da reunificação alemã, morre aos 87 anos

sexta-feira, 16 de junho de 2017
 


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Por Paul Carrel e Thomas Escritt BERLIM (Reuters) - O ex-chanceler alemão Helmut Kohl, arquiteto da reunificação da Alemanha e mentor da atual líder do país, Angela Merkel, morreu aos 87 anos, informou seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), nesta sexta-feira. O jornal Bild noticiou que Kohl morreu nesta manhã em sua casa em Ludwigshafen, no oeste da Alemanha. "Estamos de luto", disse o CDU em um tuíte com uma foto de Kohl. Chanceler com o mandato mais longo na Alemanha do pós-guerra, de 1982 a 1998, Kohl foi a força motriz por trás da introdução da moeda única europeia, convencendo alemães céticos a abrir mão do marco alemão. Figura imponente que forjou uma relação próxima com o então presidente francês François Miterrand para pressionar por uma integração europeia mais próxima, Kohl estava frágil e usando cadeira de rodas desde que sofreu um tombo grave em 2008. Homenagens surgiram rapidamente ao redor do mundo. O ex-presidente dos Estados Unidos George H. W. Bush disse que ele e sua mulher, Barbara, "lamentam a perda de um verdadeiro amigo da liberdade, e o homem que considero um dos maiores líderes da Europa no pós-guerra". "Trabalhar de perto com meu grande amigo para alcançar um fim pacífico para a Guerra Fria e a unificação da Alemanha com a Otan continuará sendo uma das grandes alegrias da minha vida", disse em um comunicado. "Helmut era uma rocha." Gerhard Schroeder, sucessor de Kohl como chanceler, o descreveu como "grande patriota e europeu". "A unificação do nosso país e do nosso continente será ligada a seu nome para sempre", afirmou. Em Bruxelas, as bandeiras europeias foram colocadas a meio mastro em homenagem. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que foi premiê de Luxemburgo enquanto Kohl era chanceler, tuítou: "A morte de Helmut me dói profundamente. Meu mentor, meu amigo, o sentido verdadeiro da Europa, ele fará muita falta". Na Alemanha, Kohl é celebrado acima de tudo como o pai da reunificação do país, que ele conseguiu concretizar em novembro de 1989 com a queda do Muro de Berlim, apesar da resistência de aliados como a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o líder soviético Mikhail Gorbachev. Pouco após deixar o governo, a reputação de Kohl foi manchada por um escândalo de financiamento em seu partido de centro-direita CDU, liderado atualmente pela chanceler Merkel. Kohl foi um mentor de Merkel no início de sua carreira, nomeando-a para seu primeiro cargo ministerial. Até a morte, Kohl sempre se recusou a identificar os doadores para o partido, dizendo que havia dado sua palavra a eles. (Reportagem adicional de Michael Nienaber, em Berlim, e Alastair Macdonald, em Bruxelas)