terça-feira, 20 de junho de 2017

Tesouros subterrâneos da Coreia do Norte dos quais poucos sabem

Tesouros subterrâneos da Coreia do Norte dos quais poucos sabem


A Coreia do Norte não é considerada um país muito próspero. No entanto, o que a torna verdadeiramente rica são os recursos subterrâneos que possui, afirma a edição russa VestiFinance. O portal garante que o país tem enormes reservas de minerais, incluindo ferro, ouro, zinco, cobre, calcário, molibdênio e grafite, cerca de 200 tipos no total. O setor de mineração figura entre as prioridades da Coreia do Norte desde 1970. Até aos anos 90, as extrações foram crescendo e, em seguida, começaram baixando. Em 2012, havia cerca de 700 minas, muitas das quais “funcionavam mal”.
Um especialista do Centro de Pesquisas Estratégicas e Internacionais revelou que a produção do país caiu desde os anos 90, e agora a Coreia do Norte “não é capaz de adquirir novos equipamentos por causa da complicada situação econômica, falta de energia e idade e mau estado do sistema energético”. A edição russa lembra que a extração por parte de empresas privadas é ilegal. No entanto, hoje em dia ela chega a 14% da economia, sendo a China o principal consumidor.
Em particular, a Coreia do Norte extrai muito carvão. Em 2015, suas exportações para a China ajudaram o país a ganhar cerca de um bilhão de dólares. No entanto, a demanda mundial de carvão é reduzida pelo uso crescente do gás natural e dos recursos energéticos renováveis. De acordo com as sanções da ONU, Pequim começou reduzindo as importações norte-coreanas no início deste ano. A situação se agravou ainda no final de 2016, quando a ONU aprovou uma resolução que limita as exportações de carvão e a proibição de suprimentos de níquel, cobre, zinco e prata. Depois, se seguiu a proibição da exportação de ouro, vanádio, titânio e de ligas de metais de terras raras.
Não obstante, os países vizinhos da Coreia do Norte se interessam pelos seus recursos minerais desde há muito. Entre eles figuram não só a China, mas também na Coreia do Sul, por exemplo. Seul, por sua vez, alimenta a ideia de unir desse modo os dois países, e os recursos seriam algum ganho para a reunificação. O Ministério das Infraestruturas e Transportes da Coreia do Sul convidou em maio várias empresas a apresentarem possíveis projetos de infraestrutura na Coreia do Norte. A entidade alegou que o acesso pago aos recursos subterrâneos pode “cobrir os custos de renovação da má infraestrutura da Coreia do Norte”, destaca o artigo.
Fonte: BR Sputnik

   

Mineradora vai mudar uma cidade inteira de lugar na Suécia

Mineradora vai mudar uma cidade inteira de lugar na Suécia


e você acha que teve muito trabalho na última vez em que se mudou de casa, prepare-se para rever seus conceitos. Uma empresa de mineração na Suécia assumiu a missão de mudar uma cidade inteira  de 18 mil habitantes. A gelada Kiruna, no extremo norte do país, será transferida 3 quilômetros para o leste.
A mudança de ares tem motivo: a cidade poderia acabar afundando. No sentido literal da palavra. Kiruna é situada nas redondezas da maior mina de minério de ferro subterrânea da Europa. A companhia de mineração estatal LKAB tem cavado cada vez mais fundo nos últimos anos, o que aumenta o risco de a cidade, fundada em 1900, sofrer com desabamentos. Com a mudança, o objetivo é preservar seus edifícios históricos e garantir a segurança de seus cidadãos.
A nova localização tem um solo mais firme. Algumas pessoas já se mudaram de casa e, na semana passada, o primeiro dos prédios históricos da cidade foi levado de caminhão ao seu novo lugar. O processo de mudar a cidade inteira de lugar poderia levar 100 anos, mas a empresa de arquitetura norueguesa que conseguiu o contrato teve de apresentar um plano para fazê-lo em 20 anos. “Kiruna será como uma lacraia com mil patas movendo-se, rastejando lentamente alguns quilômetros para o leste”, disse o arquiteto Mikael Stenqvist no vídeo promocional da iniciativa.
Para colocar a ideia em prática, a LKAB comprará dos moradores casas a 125% do preço de mercado ou oferecerá uma propriedade de tamanho similar no novo local. Alguns dos edifícios mais emblemáticos da cidade, como a torre do relógio e a igreja local, serão transferidos. O custo da mudança, pago pela LKAB, será de mais de US$ 1 bilhão.
Embora notória, Kiruna não é a primeira cidade a mudar de lugar. Hibbing, em Minnesota (Estados Unidos), passou pelo mesmo entre 1919 e 1921 também para abrir caminho para a extração de minério de ferro. Outras cidades também já mudaram, para evitar inundações. Kiruna, contudo, é provavelmente a maior cidade a tentar cumprir tal façanha.
Fonte: Época Negócios

Diamantes mais valiosos descobertos no Atlântico

Diamantes mais valiosos descobertos no Atlântico


A De Beers encontrou alguns dos diamantes mais valiosos no fundo do oceano Atlântico, ao largo da costa da Namíbia e está a apostar na expansão da descoberta dessas pedras preciosas, noticiou ontem a agência Bloomberg. A maior produtora de diamantes do mundo investiu 157 milhões de dólares (pouco mais de 26 mil milhões de kwanzas) num navio de exploração com tecnologia de ponta que vasculhará seis mil quilómetros quadrados de leito oceânico à procura de gemas, uma área cerca de 65 por cento maior que Long Island, Nova Iorque.
A unidade da empresa Anglo American executa trabalhos de mineração na região numa “joint venture” (empreendimento de capital misto) dividida em partes iguais com o Governo da Namíbia.O navio examinará e fará testes no fundo do mar para identificar as áreas mais rentáveis para os barcos da De Beers que sugam diamantes, posteriormente transportados de helicóptero para terra. A estratégia ajudará a companhia a manter uma produção anual de pelo menos 1,2 milhão de quilates durante os próximos 20 anos, disse o presidente da comissão executiva da De Beers, Bruce Cleaver, numa entrevista.
Essas pedras são “muito importantes para nossa oferta global e para os nossos clientes que procuram diamantes de valores mais altos”, disse Cleaver. Os diamantes da Namíbia, carregados pelo rio Orange, na África do Sul, durante milhões de anos e depositados no oceano, são fundamentais para a De Beers devido à sua alta qualidade. Embora não sejam as maiores, as gemas têm poucas falhas depois de serem separadas das pedras maiores no caminho até o leito oceânico. Apenas as pedras fortes e de boa qualidade sobrevivem, disse Cleaver.
A unidade da De Beers na Namíbia vendeu os seus diamantes por 528 dólares (88 mil kwanzas) por quilate no ano passado, valor muito superior à média de 187 dólares (cerca de 31 mil kwanzas) cobrada pelas pedras da empresa, e representa cerca de 13 por cento do lucro total da companhia. A Namíbia é o quinto maior produtor mundial de diamantes, com uma produção totalmente aluvionar. A operação marítima da De Beers, Debmarine, extrai metade da produção namidiana em volume e em valor.
A Debmarine é a única operação de mineração submarina em todo o mundo, apesar de a canadiana Nautilus Minerals estar a desenvolver tecnologia de produção no leito do mar tendo como alvo não os diamantes, mas a costa da Nova Guiné, rica em ouro, cobre, prata e zinco.
Fonte: Jornal de Angola

Quatro formas como uma mineradora aproveita a tecnologia mobile

Quatro formas como uma mineradora aproveita a tecnologia mobile


A tecnologia digital está transformando a forma como trabalhamos e vivemos. Antigamente usávamos mapas de papel. Mudamos para os aparelhos de GPS e em seguida para os telefones celulares que nos mostram o caminho por comando de voz e fazem várias outras funções. Podemos monitorar e até controlar a temperatura das nossas casas a distância usando a Internet das Coisas e a tecnologia mobile.
Essa transformação também acontece na indústria da mineração. Hoje muitas empresas falam na tecnologia digital e no seu potencial de transformação. Há uma gama de oportunidades para melhorias nos processos corporativos. Para a Vale, o verdadeiro valor do digital está nas áreas operacionais. O objetivo da transformação digital na mineradora é reduzir os custos de forma significativa, aumentar a produtividade de pessoas e equipamentos e reduzir os riscos de saúde e segurança para os empregados.
A diretoria apoia uma estratégia de transformação digital baseada em três pilares: TI Industrial para promover o uso da Internet das Coisas (IoT); análise avançada de dados para prever e solucionar problemas antes mesmo de eles ocorrerem; e mobilidade para liberar os empregados para realizarem atividades operacionais.
A Vale está desenvolvendo seus próprios aplicativos para que os empregados possam fazer por celular ou tablet as atividades que antes eram realizadas em computadores de mesa ou até mesmo em papel. A “AppStore” disponível na intranet da empresa já conta com 22 aplicativos. Essa mudança representa um ganho enorme de produtividade.
Conheça quatro atividades feitas na mineradora que se tornaram muito mais fácil com o uso de aplicativos:
1 – Avisar que o conserto de um vagão de trem já está pronto
As oficinas da Vale fazem manutenção de vários equipamentos, como por exemplo os caminhões fora de estrada, que carregam até 400 toneladas de minério de ferro – sua altura é equivalente à de um prédio de dois andares. Ou as centenas de vagões de trem que servem às duas ferrovias que a empresa opera: a Estrada de Ferro Vitória a Minas e a Estrada de Ferro Carajás, que liga Maranhão ao Pará.
Antes da criação do aplicativo, a equipe de Planejamento preenchia uma folha de papel com a ordem de manutenção para os equipamentos e um empregado levava esse papel até a oficina, onde o mecânico descrevia o que era feito, em quantas horas e com quais peças. Em seguida uma pessoa buscava o papel e o levava para o escritório, onde digitava tudo no computador e inseria no sistema.
Mas em 2011 foi criado um aplicativo chamado Siga Brizzo, pelo qual o mecânico recebe a ordem de manutenção de forma online, sem necessidade de papel. Foram distribuídos 2.500 coletores de dados (mais conhecidos como palmtops) e 500 tablets pelos quais os empregados das oficinas consultam a ordem de manutenção, inserem todos os dados do serviço e os reenviam para a área de planejamento. Sem papel e sem retrabalho. Só no ano de 2016 foram economizadas 376 mil horas de digitação, 7,8 mil horas de deslocamento até as oficinas e 2,6 milhões de folhas de papel!
2 – Denunciar que alguém esqueceu uma tampa de bueiro aberta no meio do caminho e assim evitar um acidente
Nas indústrias o assunto de saúde e segurança é coisa séria. A Vale tem a meta de chegar a dano zero: não registrar nenhum acidente com lesão. Para isso, os controles de saúde e segurança vêm sendo reforçados com a ajuda de quatro aplicativos que estão disponíveis aos empregados próprios e terceiros da empresa em todo o mundo.
Um desses aplicativos é usado para inspeções; outro para relatar incidentes ou “quase-acidentes” – é possível até tirar fotos do ocorrido para enviar à equipe que fará uma investigação sobre suas causas com o objetivo de identificar os responsáveis e aperfeiçoar os controles.
Outros dois aplicativos estão disponíveis aos empregados para denunciar situações de risco, que podem ser centradas na matéria (como um bueiro sem tampa ou um corrimão de escada solto) ou na pessoa (por exemplo: um empregado que não está usando o equipamento de proteção individual de forma adequada).
Digamos que um empregado veja um bueiro sem tampa. Antigamente ele teria de preencher um formulário em papel e depositá-lo numa urna. Em seguida um profissional recolhia os formulários, digitava as ocorrências no sistema e só aí a demanda chegava para o setor responsável por solucioná-la. Desde meados deste ano, o empregado já pode acessar um aplicativo em seu telefone pessoal e fazer a denúncia no momento em que notar o problema. Assim, ela chega imediatamente ao responsável. Denúncias como essa são fundamentais para que se tomem providências a fim de evitar acidentes.
3 – Informar que terminou uma viagem de trem de 600 quilômetros entre o Sudeste do Pará e o interior do Maranhão
Imagine que você é um maquinista de trem da Estrada de Ferro Carajás e acabou de terminar sua jornada de trabalho, percorrendo 600 quilômetros entre Parauapebas, no Pará, e Alto Alegre do Pindaré, no Maranhão – o que compreende a maior parte da ferrovia, cuja extensão total até São Luís é de 979 quilômetros. Tudo o que você mais quer é aproveitar seu horário de descanso. Mas, por uma questão operacional, você precisa registrar todas as atividades ocorridas ao longo da viagem, como por exemplo, se ocorreu algum incidente.
Parece simples, mas em algumas paradas ao longo da ferrovia os maquinistas se alojam em hotéis, que nem sempre têm computadores disponíveis. Além disso, em algumas situações o maquinista termina seu percurso de trem e é levado por um motorista da Vale de volta para sua cidade de origem. Antigamente ele tinha de ser levado até a empresa somente para acessar o sistema pelo computador e só então podia pegar um táxi para casa.
Pensando nisso foi desenvolvido um aplicativo de celular em que os maquinistas podem registrar todas as suas atividades de qualquer lugar onde estiverem. Com a novidade eles ganham até uma hora no retorno de suas viagens, eliminando esse deslocamento desnecessário até a sede da empresa.
O aplicativo já está disponível para os maquinistas das Estrada de Ferro Carajás e também da Estrada de Ferro Vitória a Minas.
4 – Indicar quais são os defeitos de um vagão de trem após uma viagem. São mais de 50 defeitos possíveis!
Os trens operados pela Vale viajam 979 quilômetros entre as minas de Carajás, no Pará, onde são carregados com minério de ferro, e o porto de Ponta da Madeira, em São Luís, onde esse produto é embarcado para os clientes. São 330 vagões em cada trem! Quando chegam ao porto, os trens são acoplados a um equipamento chamado “virador de vagões”, que fazem exatamente o que o nome sugere: viram os vagões, despejando o minério numa correia transportadora que seguirá em direção ao terminal de embarque. É nessa hora que dois empregados aproveitam para conferir se há algum defeito nos vagões. Os que têm problemas pequenos vão para as equipes de pátio e, em caso de defeito crítico, o vagão é retido. São mais de 50 defeitos possíveis e ainda é preciso indicar em que parte do vagão está o problema! Por dia costumam ser registrados 139 defeitos por virador.
Antigamente tudo isso era anotado em papel pelo inspetor. Em seguida outro empregado pegava os papéis e passava tudo para o computador. Era um gasto desnecessário de material e uma perda de tempo. E ainda podia acontecer de o responsável pela digitação não entender o que tinha sido anotado pelo inspetor.
No ano passado foi desenvolvido um aplicativo para tablet em que esses dados podem ser inseridos diretamente no sistema pelo próprio inspetor. A novidade começou a ser implantada em abril. A inovação representa ganho de produtividade, com melhor utilização dos recursos humanos, e impacto positivo para o meio ambiente, com o menor uso de papel.
Fonte: CIO

Ibama acha megagarimpo em área indígena

SUDOESTE DO PARÁ (FOLHAPRESS) - Do alto, é difícil acreditar que um garimpo tão grande atue na ilegalidade: no meio da floresta densa, abre-se uma chaga de centenas de metros de terra exposta e água empoçada, em plena terra indígena mundurucu.
Na última terça-feira (5), seguindo denúncia das principais lideranças mundurucus, o megagarimpo foi alvo de uma operação do GEF (Grupo Especializado de Fiscalização), a unidade de elite do Ibama. A reportagem acompanhou a ação.
Após viagem de 200 km desde a cidade Novo Progresso (PA), os três helicópteros da missão aterrissaram ao lado do igarapé Água Branca, que, sem a proteção da floresta, se transformou num jorro barrento cruzando a terra estéril.
Seis agentes portando armas longas foram escalados para a ação, em região considerada de alto risco. No ano passado, um PM que dava apoio ao Ibama foi morto por um garimpeiro. Em 2012, a PF matou um mundurucu durante a tomada de um garimpo ilegal.
O objetivo era destruir o maquinário, autuar infratores e levantar informações sobre os donos do garimpo, mas um incidente com um mundurucu fez com que a missão fosse interrompida após meia hora no solo.
Ao ver uma escavadeira, avaliada em cerca de R$ 500 mil, sendo incendiada, um índio avançou sobre um dos agentes, que usou spray de pimenta para pará-lo. Após desconfiarem que a situação sairia do controle, foi dada a ordem de retirada.
Os agentes estavam em ampla desvantagem numérica. No garimpo, há uma currutela (vila) de pelo menos 50 barracos -o local, que ocupa cerca de 400 hectares, segundo imagens de satélite, dispõe até de pista de avião e de internet sem fio.
Apesar do pouco tempo no chão, o Ibama conseguiu apreender atas de reunião, informes e recibos de pagamento em ouro dos garimpeiros para a Associação Pusuru, de mundurucus da região.
Nos documentos obtidos, aparecem carimbos com o CNPJ e assinatura dos coordenadores da organização, com sede em Jacareacanga (a 1.190 km a sudoeste de Belém, em linha reta).
Ao Ibama, o garimpeiro José Barroso de Lima, 60, dono de uma escavadeira, explicou que está no local há dois anos, após acordo com lideranças locais mundurucus pelo qual entrega 10% do ouro produzido -2% para a associação e 8% para uma das aldeias próximas.
DIVISÕES INTERNAS
A corrida do ouro tem criado tensão entre os mundurucus, etnia de 12 mil pessoas conhecida por protestos ousados, como a tomada por uma semana do canteiro de obras da usina Belo Monte, em 2013.
Principal liderança da etnia, o cacique geral, Arnaldo Kabá, protocolou ou apoiou denúncias de atividade garimpeira em terra indígena à Funai, ao Ministério Público e ao Ibama.
No ano passado, ele foi ao local pessoalmente, mas a reunião não teve resultado: "Fiquei triste porque o meu povo está com ideia tão diferente. Cacique pega ouro, mas não sei se está fazendo alguma coisa pela comunidade", disse à reportagem, por telefone.
"A população está sofrendo muito com os garimpeiros brancos. A água está muito suja, muita tristeza, traz mercúrio, malária, diarreia", completou.
Embora em minoria, o envolvimento dos mundurucus é significativo. Apenas no garimpo Água Branca, 22 aldeias recebem pagamento em ouro, de um total de 123.
O número de aldeias participantes foi dado por Waldelirio Manhuary, uma das principais lideranças da associação Pusuru. Ele afirma que a cobrança do percentual é "um direito pelo dano" e afirmou que as lideranças contrárias ao garimpo não são representativas.
Por telefone, Manhuary afirmou que há no local dez escavadeiras e 19 máquinas para garimpo, usadas para lavagem do solo. Dessas, duas escavadeiras e oito máquinas pertencem aos mundurucus.
"Não somos bandidos. Ladrões são os de colarinho branco, os congressistas", afirmou.
Responsável pela fiscalização do sudoeste do Pará, a gerente executiva do Ibama em Santarém, Maria Luiza de Souza, afirma que, ao poluir os rios, o garimpo traz mortalidade de peixes e doenças para as comunidades indígenas, que em troca recebem um percentual muito pequeno da riqueza produzida.
"Não há aumento na qualidade de vida da aldeia, é um dinheiro que beneficia apenas o garimpeiro. O índio não fica com nada."
*Os jornalistas viajaram para a terra indígena mundurucu a convite do Ibama.
Fonte: Folhapress