terça-feira, 20 de junho de 2017

Antártida pode ter depósitos de diamantes

Antártida pode ter depósitos de diamantes


Diamantes na Antártida
Os pesquisadores australianos recolheram três amostras de kimberlitos nas montanhas Príncipe Charles - eles ainda não encontraram os diamantes.[Imagem: Yaxley et al./Nature Communications]

Cientistas australianos descobriram indícios de que algumas montanhas da Antártida têm muito mais do que gelo - elas podem abrigar depósitos de diamantes.
Gregory Yaxley e seus colegas da Universidade Nacional Australiana identificaram pela primeira vez na região rochas conhecidas como kimberlitos, um grupo onde rochas onde geralmente são encontrados diamantes.
Os diamantes são formados a partir de carbono puro submetido a temperaturas e pressão extremas, em locais muito profundos.
Os kimberlitos também são formados em grandes profundidades, geralmente a mais de 150 km. Posteriormente, erupções vulcânicas trazem os kimberlitos para a superfície.
Um kimberlito pode trazer diamantes até a superfície caso passe por regiões no manto ou na crosta que sejam ricas neste mineral, e desde que sua velocidade de ascensão seja rápida o suficiente para não desestabilizar a estrutura do diamante - caso contrário ele se converteria em grafite, outra forma de cristalização do carbono.
A presença dessas rochas é considerada um indício da existência de depósito de diamantes em várias partes do mundo, incluindo África, Sibéria e Austrália.
No Brasil há várias ocorrências de kimberlitos, mas nenhuma mina de diamantes a partir deles. A maioria dos kimberlitos brasileiros já foi desgastada pela erosão, e os diamantes escorreram para o leito de rios - são os chamados diamantes de aluvião.
Diamantes na Antártica
Os pesquisadores australianos recolheram três amostras de kimberlitos nas montanhas Príncipe Charles - eles ainda não encontraram os diamantes.
Mesmo se descobrirem uma grande quantidade de diamantes na região, isso não significa que haverá mineração imediata no local.
Um tratado internacional proíbe qualquer extração de fontes minerais, a não ser em casos de pesquisas científicas.
O tratado, no entanto, será revisto em 2041 e pode alterar esse cenário.
"Não sabemos quais serão os termos do tratado após 2041 ou se haverá alguma tecnologia que possa tornar economicamente viável a extração de diamantes na Antártida", disse Kevin Hughes, do Comitê Científico para Pesquisas na Antártida.

Bibliografia:

The discovery of kimberlites in Antarctica extends the vast Gondwanan Cretaceous province
Gregory M. Yaxley, Vadim S. Kamenetsky, Geoffrey T. Nichols, Roland Maas, Elena Belousova, Anja Rosenthal, Marc Norman
Nature Communications

Menor rádio do mundo é construído dentro de um diamante

Menor rádio do mundo é construído dentro de um diamante


Menor rádio do mundo
O nanorrádio foi montado em um chip (em primeiro plano). Apesar de ser microscópico, ele produz som audível (ondas representadas no equalizador ao fundo). [Imagem: Eliza Grinnell/Harvard SEAS]

Menor rádio do mundo
Se os rádios, aqueles aparelhinhos que se usava para sintonizar estações e ouvir música, parecem ser algo meio fora de moda, é bom lembrar que toda a tecnologia que envolve Wi-Fi, Bluetooth, telefones celulares e etc, se baseia nas ondas de rádio - e, portanto, precisa de aparelhos de rádio para fazer o serviço.
Acrescente a isso o ímpeto pela miniaturização, e então você terá uma ideia da verdadeira importância de um nanoaparelho construído por Linbo Shao e seus colegas da Universidade de Harvard, nos EUA.
Shao construiu o menor aparelho de rádio do mundo, cuja peça fundamental tem o tamanho de dois átomos, e demonstrou que ele pode funcionar em condições extremas, mesmo nos ambientes mais inóspitos.
E é um rádio óptico, que funciona usando luz, e não eletricidade.
A peça fundamental do nanorrádio é um pequeno defeito encontrado no interior dos diamantes. São as chamadas vacâncias de nitrogênio - ou centros de cor -, as mesmas que vêm sendo usadas há tempos como qubits para computadores quânticos.



Rádio de diamante
Nas vacâncias de nitrogênio, um átomo de carbono da estrutura cúbica do diamante é substituído por um átomo de nitrogênio. O átomo de nitrogênio expulsa outro átomo de carbono vizinho, criando um sistema que é formado essencialmente por um átomo de nitrogênio mais uma carga positiva - uma lacuna, ou ausência de elétron.
Essa estrutura pode ser usada para detectar campos magnéticos muito tênues ou para emitir fótons individuais - é assim que ele funciona como qubit, já que essa propriedade fotoluminescente permite converter informação em luz. Essa capacidade de conversão também foi explorada para viabilizar o nanorrádio.
Um aparelho de rádio tem cinco componentes básicos: uma fonte de energia, um receptor, um transdutor, para converter os sinais eletromagnéticos de alta frequência em uma corrente de baixa frequência, e um alto-falante ou fone de ouvido, para converter os sinais de baixa frequência em sons.
No nanorrádio, um laser verde é usado para fornecer energia para os elétrons na vacância de nitrogênio. Esses elétrons são sensíveis a campos eletromagnéticos, incluindo as ondas de rádio FM, por exemplo. Quando o centro de nitrogênio recebe uma onda de rádio, ele emite um sinal na forma de uma luz vermelha que corresponde ao sinal de áudio, que é então convertido em som por meio de um alto-falante comum.
Para sintonizar as estações é usado um eletroímã externo, que cria um campo magnético ao redor do nanodiamante. Esse campo magnético pode ser ajustado para alterar a frequência à qual o centro de nitrogênio é sensível, permitindo alterar a estação que o nanorrádio sintoniza.
Menor rádio do mundo
Ilustração do esquema de funcionamento do menor rádio do mundo. [Imagem: Linbo Shao et al. - 10.1103/PhysRevApplied.6.064008]
No espaço e no corpo humano
Cada vacância de nitrogênio emite um único fóton de cada vez, o que é muito bom para qubits, mas fraco demais para um rádio. Para gerar um feixe de luz forte o suficiente para ser enviado para o alto-falante, Shao usou bilhões de centros de nitrogênio para reforçar o sinal.
Por outro lado, o fato de poder teoricamente operar com um único fóton mostra a sensibilidade que se pode alcançar com esse conceito.
Graças à resistência natural do diamante, o nanorrádio é extremamente forte e durável - a equipe sintonizou uma estação e ouviu música de boa qualidade com o nanorrádio colocado dentro de um forno a 350º C.
"Este rádio poderá ser capaz de funcionar no espaço, em ambientes agressivos ou mesmo dentro do corpo humano, já que os diamantes são biocompatíveis," disse o professor Marko Loncar, coordenador da equipe.

Bibliografia:

Diamond Radio Receiver: Nitrogen-Vacancy Centers as Fluorescent Transducers of Microwave Signals
Linbo Shao, Mian Zhang, Matthew Markham, Andrew M. Edmonds, Marko Loncar
Physical Review Applied

Vale entrega novo Centro de Triagem de Animais Silvestres ao Ibama

Vale entrega novo Centro de Triagem de Animais Silvestres ao Ibama


Agora os animais que são apreendidos durante fiscalizações já podem contar com um novo local de tratamento e reabilitação em São Luís, Maranhão: o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Fruto de parceria entre a Vale e o Ibama, o novo Centro, entregue pela Vale no dia 2 de junho, vai permitir a melhoria e ampliação da capacidade de atendimento aos bichinhos em cativeiro, a maioria fruto do tráfico e comércio ilegal de animais silvestres. O Cetas também vai realizar, junto com instituições acadêmicas, pesquisas científicas e programas de extensão universitária.
O Centro de Triagem de Animais Silvestres tem mais de 5 mil m² de área construída e 24 edificações. Os espaços foram projetados considerando as necessidades específicas dos animais em todas as etapas do processo de reabilitação, desde a fase de triagem, quarentena até a fase final de sua reintrodução na natureza.Cerimônia de entrega do novo Centro de Triagem de Animais.
A solenidade de entrega do Cetas foi realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, no dia 2 de junho. Segundo o ministro Sarney Filho, a parceria com a Vale é um bom exemplo de contribuição da iniciativa privada com a política pública. “O Cetas é um espaço fundamental para o conhecimento e o cuidado com a fauna brasileira”, acrescentou o ministro.
Francisco Fontes Neto, gerente de apoio operacional, destacou o orgulho da equipe Vale diretamente envolvida no projeto. “Conseguimos desenvolver soluções de infraestrutura que já fazem deste espaço uma referência entre os Cetas instalados no país. E reflete nosso compromisso em trabalhar lado a lado com o poder público, contribuindo com a construção de um legado positivo para as gerações futuras”, afirmou Neto.
Fonte: Vale

Áreas de negócios estratégicos da AngloGold no Brasil

Áreas de negócios estratégicos da AngloGold no Brasil


A AngloGold Ashanti no Brasil tem quatro áreas de negócios estratégicos:
-A mineração de ouro, com a utilização cada vez maior de tecnologia em suas operações, principalmente nas minas subterrâneas, fazendo com o que país seja responsável por 10% da produção mundial do grupo AngloGold Ashanti.
-A produção de ácido sulfúrico, exemplo de produto ambientalmente correto e rentável, proveniente do tratamento do minério rico em enxofre.
-Ações voltadas ao setor imobiliário, com o estudo para empreendimentos em áreas da empresa sem interesse para mineração, seguindo os mesmos princípios de preservação ambiental, relacionamento com as comunidades, ética e governança das demais atividades da empresa.
-E energia, com a manutenção de 7 pequenas usinas hidrelétricas que formam o Complexo Hidroelétrico de Rio de Peixe. Grande parte da energia consumida pelas unidades em Minas Gerais é gerada por estas usinas. Outra parcela vem do Consórcio Igarapava, que conta com a participação societária da AngloGold Ashanti Brasil, dona de parte da energia produzida pela hidrelétrica.
Fonte: AngloGold 

África do Sul exige que minas tenham 30% de proprietários negros

África do Sul exige que minas tenham 30% de proprietários negros


O Departamento de Recursos Minerais da África do Sul anunciou planos para revisar sua carta patente de mineração e introduz regras que exigem que todas as minas locais tenham ao menos 30% de proprietários negros. O movimento vem pouco tempo depois que o governo sul-africano apresentou uma legislação que pedia a redistribuição de terras e negócios de proprietários brancos para a população negra do país.
Segundo o ministro de Recursos Minerais, Mosebenzi Zwane, o departamento pretende elevar o nível mínimo de posse negra dos atuais 26% para garantir um maior fluxo de recursos naturais do país para a maioria negra. A proposta também exige que as empresas paguem 1% de sua receita anual para as comunidades e, além disso, os novos direitos de prospecção exigirão controle negro, de acordo com Zwane. “O setor de mineração não existe no vácuo”, disse o ministro, ao revelar a proposta a jornalistas em Pretória, nesta quinta-feira. Para ele, os mineiros sul-africanos precisam de “fortes regimes legislativos” para prosperar.
“Nós ouvimos os mineiros que não viram benefícios econômicos reais; pessoas que não veem benefícios das estruturas de transformação”, comentou Zwane.
De acordo com o jornal Financial Times, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, pediu “uma transformação radical” para compartilhar mais justamente os benefícios da economia do país com a maioria negra da população. Segundo Zwane, que é um dos ministros mais próximos de Zuma no governo, “há uma necessidade de produzir uma nova era de industrialização liderada por jovens campeões econômicos”, referindo-se à proposta como uma ferramenta “revolucionária” para que esse objetivo seja alcançado.
Fonte: Exame