terça-feira, 20 de junho de 2017

Características da Pangeia

No comecinho do século XX, mais uma ideia começou a assombrar a cabeça – principalmente dos cientistas mais tradicionalistas. O meteorologista Alfred Wegener, alemão, criou uma das hipóteses com maior repercussão e motivo de polêmicas do século para a comunidade científica.

Características da Pangeia

Para Wegener, há cerca de 200 milhões de anos, os continentes com localização geográfica já pré-determinada não existiam, ou seja, tinha outro modelo de configuração, diferente daquele que conhecemos hoje. Isso acontecia já que eles tinham unicamente uma massa continental: por isso, ele solicitou que as divisões fossem deixadas para trás. África ficava junto com as Américas, que também estão no mesmo espaço que a Oceania e até mesmo um pedacinho da Ásia, representada pela Índia.
Pangeia
A massa continental pela qual Wegener se referia ficou conhecida como Pangeia, denominação que ganha até os dias atuais. No grego, a palavra tem um significado no mínimo conclusivo: “toda a Terra”. Para envolvê-la, de todos os lados, ela também era banhada por um único Oceano, o Pantalassa.
Milhões de anos mais tarde a Pangeia passou por um processo de fragmentação que deu origem a dois diferentes continentes – o Gondwana e o Laurásia. A separação nesse sentido foi extremamente lenta e teve como base principalmente o deslocamento de um subsolo oceânico de basalto.
E foi depois desse processo que dividiu a Pangeia em duas que finalmente os novos megacontinentes também passaram por mudanças, dessa vez, consolidando o que hoje conhecemos como os nossos continentes.
Algumas descobertas foram de grande importância para que Wegener realmente conseguisse comprovar a sua teoria. Seu primeiro esforço foi no sentido de adotar a região da costa americana com a africana para voltar os seus estudos. Visualmente, uma região e outra tinham um encaixe praticamente perfeito. Mas mesmo assim, tal fato não foi o suficiente para lhe consolidar e comprovar a sua hipótese.
Posteriormente, outra descoberta também foi fundamental para comprovar a sua teoria: ele comparou os fósseis encontrados na África com outros que só podemos encontrar no Brasil. Ao notar a similaridade de um animal com o outro, ele alegou que aqueles animais não tinham a capacidade de atravessar o Oceano Atlântico todo. Sendo assim, em tempos remotos, ele conseguiu concluir que tais animais teriam dividido o mesmo espaço na Terra.
Mesmo com essas duas hipóteses que são consideradas as de maior peso para comprovação da existência da Pangeia, a teoria do alemão não foi aceita – enquanto ele esteve vivo. Nesse período ele foi até mesmo ridicularizado por muitos cientistas tradicionais de todo o mundo, que aceitaram de primeira vista a existência de continentes já pré-estabelecidos e fixos desde os primórdios da Terra.
Porém, em 1960, as coisas começaram a mudar para Wegener e sua teoria, mesmo que ele já estivesse morto há 30 anos. As hipóteses criadas pelo meteorologista finalmente foram aceitas.

Algumas curiosidades

Muitas são as curiosidades acerca dessa descoberta alemã, contendo informações no mínimo interessantes para os que ficam impressionados com essa possibilidade.
O continente de massa existiu há muito, muito tempo: os estudos apontam para algo entre 200 a até 540 milhões de anos atrás. Segundo os poucos relatos envolvendo o continente, ele ocorreu durante a Era Paleozoica.
Vamos conhecer alguns fatos mais aprofundados sobre a existência da Pangeia?
• Para ter uma ideia, até mesmo o nome ‘Pangeia’ conta com uma boa explicação: Pan, do grego, significa “inteiro”, ou “todo”, oferecendo uma noção de universalidade. Por outro lado, a palavra ‘geia’ remete diretamente a um único bloco de Terra, além de também fazer referência a titã grega responsável por personificar a Terra em todas as suas essências.
• A Pangeia nada mais é do que uma agregação composta por todas as massas continentais terrestres. Sendo assim, mesmo que tenha verdadeiramente existido – como comprovam os estudos na área atuais – certamente não houve a criação de uma sociedade, assim como a organização de cultura, de atividades econômicas e industriais e outras nesse sentido.
• Por isso, mesmo que tenha existido não se sabe como é que as Américas conviviam com os indianos e africanos ao mesmo tempo: será que eles teriam algum dialeto ou idioma padrão para se comunicarem?
• Muitos são os cientistas que acreditam que não existia qualquer tipo de água em meio à pangeia, porém, foi comprovada a existência de áreas de mares dentro da massa continental. Mas, a principal diferença é que essas águas tinham apenas fundo continental, ou seja, não eram mares oceânicos tais como os que conhecemos – e também os que nos dividem.
Por fim, você certamente também deve estar curioso para saber quais eram as nações participantes da Pangeia. E o mais curioso é: o Brasil também estava lá! Pois é: a massa continental abrigava a América do Sul como um todo, além da Austrália, África e unicamente a região da Índia. O bloco de terra conhecido como ‘Laurásia’ ficou com a outra parte do globo: Ásia, Ártico, América do Norte e Europa.

Conheça a tabela periódica que mostra para que serve cada elemento

Conheça a tabela periódica que mostra para que serve cada elemento

A posição dos elementos químicos continua a mesma, começando pelo hidrogênio até chegar no 118, o ununóctio. A diferença é que nesta versão há desenhos

Em algumas escolas, os estudantes têm o primeiro contato com a tabela periódica antes mesmo de chegarem no Ensino Médio. Porém, são tantos os elementos, muitas vezes com nomes complicados e cheios de números que acabam dificultando o aprendizado e a memorização por parte dos alunos. Assim, as crianças perdem logo o interesse pelas aulas de química.
Pensando nesta realidade que atinge muitos estudantes, o desenhista americano, Keith Enevoldsen, que mora em Seattle, desenvolveu uma nova versão para a tabela periódica.
Com várias cores e desenhos didáticos, o estudo dos elementos químicos fica mais fácil e tem agradado pais, alunos e até mesmo professores. A intenção do trabalho? Enevoldsen explica ao site da BBC: “Quero que as crianças saibam que aprender os elementos químicos pode ser divertido.”

Como funciona a tabela periódica de Enevoldsen?

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Foto: Reprodução/site Elements Wlonk
A posição dos elementos químicos continua a mesma, começando pelo hidrogênio até chegar no 118, o ununóctio, recentemente chamado de oganessono. O que realmente muda na versão criada por Enevoldsen, é que ele utiliza de cores mais atrativas e de desenhos nítidos, simbolizando cada elemento. “Nasci em 1956. Quando era criança, gostava das tabelas periódicas com figuras, mas elas nunca tinham boas imagens de todos os elementos”, conta o desenhista em entrevista ao site da BBC
Ainda segundo o artista, o livro de Isaac Asimov, chamado de Building Blocks of the Universe (“Blocos de construção do Universo”, em tradução livre) também o ajudou na preparação da tabela interativa, tendo em vista que a obra trazia a tona conteúdo sobre os elementos químicos, bem como as suas utilizações.
Foi a partir de então que Enevoldsen constitui a sua versão da tabela, usando desenhos de objetos ou elementos da natureza que simbolizava cada elemento químico. Em outras palavras, as imagens mostram para que serve cada elemento. Por exemplo, o tântalo para produzir celulares, escândido na produção do alumínio das bicicletas, o nióbio em trens modernos etc.
“Espero que, graças a essa tabela, as crianças queiram conhecer os elementos como se estivessem conhecendo um novo amigo”, afirma o desenhista americano. “E quero que as ilustrações e palavras facilitem lembrar das informações. Na próxima vez que virem a palavra estrôncio, por exemplo, vão poder dizer: Ahhh, estrôncio é o que usam nos fogos de artifício…”, completa Enevoldsen.

NASA anuncia primeira missão com destino ao sol em 2018

No último dia 31 de maio (quarta-feira), a Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos da América (NASA) anunciou a sua primeira missão em direção ao Sol, onde uma sonda será enviada com o objetivo de recolher informações sobre a atividade da estrela anã e desvendar os mistérios de sua atmosfera.
A missão, que antes era chamada de Solar Probe Plus, foi renomeada para Parker Solar Probe (Sonda Solar Parker em tradução livre), nome dado em homenagem ao astrofísico Eugene Parker, que na década de 1950 desenvolveu a teoria do vento solar super-sônico.
Atualmente o homenageado tem 89 anos e esteve presente durante o evento que aconteceu na Universidade de Chicago, onde os detalhes sobre a missão foram anunciados.
Fotos: Reprodução/ NASA

Lançamento da Parker Solar Probe

O lançamento da sonda está previsto para acontecer entre os dias 31 de julho e 19 de agosto de 2018 (durante o verão no hemisfério norte). A sonda seguirá primeiramente para Vênus, onde irá usar a gravidade do planeta para se aproximar o suficiente do Sol e entrar em sua órbita. Para isso, será preciso um total de sete voltas ao redor do planeta.
Esse tipo de trajeto feito utilizando a gravidade é muito comum em naves sociais já que essa manobra reduz os custos do combustível que além de ser caro, deixa o veículo pesado.
A última volta ao redor do segundo planeta do sistema solar está prevista para acabar em 2024, quando a Parker Solar Probe irá adentrar na coroa solar, que é a aura luminosa que costumamos ver durante eclipses solares. Ao todo, a sonda irá chegar a cerca de 6 milhões de quilômetros da superfície do Sol, coisa nunca feita antes

Objetivos da missão

Com isso, a missão será capaz de expandir o conhecimento dos cientistas à respeito da origem e evolução do vento solar, além de contribuir para a previsão de mudanças no ambiente espacial da Terra que afetam tanto a vida, quanto a tecnologia do nosso planeta.
No site oficial da missão, estão dispostos os três principais objetivos da mesma. São eles:
  • Traçar o fluxo de energia que aquece e acelera a coroa solar e os ventos solares;
  • Determinar a estrutura e a dinâmica do plasma e dos campos magnéticos nas fontes de vento solar;
  • Explorar mecanismo que aceleram e transportam partículas carregadas de energia.
Há muitos anos, desde que as teorias feitas por Eugene Parker foram comprovadas, estudar o Sol de perto é uma das maiores prioridades e só após 50 anos, graças ao avanço da tecnologia e a descoberta de materiais fortes o suficiente para suportar as altas e baixas temperaturas, a missão terá início.
Confira a seguir uma animação produzida pela NASA, mostrando como será todo o trajeto:

Com informações de Solar Probe

Eras Geológicas

Eras Geológicas

As Eras Geológicas representam, cada uma delas, a passagem das mais diversas transformações e extinções em massa que ocorreram no planeta Terra.

As chamadas eras geológicas representam cada uma das grandes subdivisões de tempo no planeta. Note que o tempo geológico é diferente do tempo histórico, uma vez que no primeiro, é sempre medido em milhões e bilhões, enquanto o segundo, com escalas de tempo bem menores, que constam desde a formação do homem (pré-histórico) até a descoberta da escrita em diante (histórico). A Terra possui cerca de 4,5 bilhões de anos, o mesmo que o sistema solar. Só para se ter ideia de como os humanos são recentes na Terra, se todas as eras geológicas fossem resumidas em um dia, apenas os últimos três segundos seriam correspondentes ao tempo de surgimento do homem.
Essas eras se subdividem em cinco: arqueozoica, proterozoica, paleozoica, mesozoica e cenozoica. Estão, respectivamente, da mais antiga à mais recente. Cada era se divide em etapas, conhecidas como períodos.

Era Arqueozoica (Éon pré-cambriano)

Ocorreu há cerca de 3,8 bilhões a 2,5 bilhões de anos atrás. Nessa época, a Terra costumava ser constantemente atingida por meteoritos, os vulcões eram inúmeros e estavam sempre em atividade. A temperatura era três vezes mais quente do que é atualmente. Mas foi mesmo assim, nesse ambiente extremamente hostil, que começaram a surgir os primeiros organismos unicelulares.
Eras Geológicas
Imagem: Reprodução/ internet

Era Proterozoica (Éon pré-cambriano)

Seu período se constituiu de 2,5 bilhões há 540 milhões de anos atrás. Por volta dos 2 bilhões de anos, começou a se desenvolver a camada de ozônio, que protege a Terra contra os raios solares ultravioletas. O oxigênio começa a se acumular na litosfera, e esses ingredientes favoreceram o surgimento de organismos mais complexos, multicelulares. Além disso, os continentes Lawrásia e Gondwana começam a se formar.

Era Paleozoica

Durou de 540 milhões há 250 milhões de anos atrás. Nos mares, os primeiros animais vertebrados, tipos de peixes primitivos, começam a surgir. Aproximadamente em 350 milhões de anos atrás, alguns peixes começaram, durante um longo processo, a sair da água, resultando assim nos primeiros anfíbios. Os dois grandes continentes se juntam e formam a Pangeia. Eram comuns animais chamados de trilobitas. É no fim dessa era que os primeiros répteis se manifestam, os quais mais a frente darão origem aos dinossauros.

Era Mesozoica

Percorreu o tempo de 250 milhões até 65,5 milhões de anos atrás. Nessa era, os dinossauros surgem, dominam todo o planeta e, bem no final do período, são extintos. As plantas começam a desenvolver flores, os primeiros mamíferos e aves começam a aparecer e o enorme e único continente, a Pangeia, inicia sua fragmentação.

Era Cenozoica

Teve seu início há 65,5 milhões de anos atrás e dura até o presente. Ocorre uma grande manifestação das mais diversas espécies de mamíferos, as cadeias montanhosas se formam e os continentes se separam, assumindo o formato atual. É justamente na era Cenozoica que surgem os primeiros hominídeos, como o australopithecus, no continente Africano. Mas só em 1,6 milhões de anos que a espécie humana começa a se desenvolver.
Vale lembrar que sempre que houve a passagem de uma Era para outra, extinções em massa das espécies ocorreram, dando início a outras.



Cratera gigantesca revela como a Terra era há 200 mil anos

Cratera gigantesca revela como a Terra era há 200 mil anos


Cratera gigantesca revela como a Terra era há 200 mil anos
Localizada na floresta boreal da Sibéria, enorme cratera cresce, em média, 10 metros por ano.[Imagem: Alexander Gabyshev]

Beleza dramática
Com um desenho caprichosamente talhando a paisagem em uma remota região da Rússia, este buraco já alcança 1 quilômetro de extensão e 85 metros de profundidade. E não pára de crescer.
A gigantesca cratera, batizada de Batagaika, emerge na floresta boreal da Sibéria à medida que o solo até então tido como permanentemente congelado - pergelissolo, ou permafrost - derrete em razão das mudanças climáticas.
A cratera, que surgiu na década de 1960, tem crescido a uma taxa média de 10 metros por ano. Mas, em anos mais quentes, esse aumento chegou a 30 metros, conforme indicou estudo do Instituto Alfred Wegener em Potsdam, na Alemanha. A instituição vem monitorando a cratera há uma década.
Cratera gigantesca revela como a Terra era há 200 mil anos
Camadas expostas com o degelo do pergelissolo indicam como eram clima, fauna e flora há 200 mil anos. [Imagem: Julian Murton]
Registro geológico
A cratera representa uma rara oportunidade de observar, ao mesmo tempo, o passado, o presente e o futuro.
As camadas de sedimento expostas revelam como era o clima na região há 200 mil anos. Resquícios de árvores, pólen e animais indicam que, no passado, a área era quente, abrigando uma densa floresta.
Esse registro geológico pode ajudar a compreender como será, no futuro, a adaptação da região ao aquecimento global. E, ao mesmo tempo, o crescimento acelerado da cratera é um indicador imediato do impacto cada vez maior das mudanças climáticas no degelo do pergelissolo.
Cratera gigantesca revela como a Terra era há 200 mil anos
Ao emergir, cratera revelou sinais de densa floresta que existiu no local há centenas de milhares de anos. [Imagem: Julian Murton]
Era do aquecimento
"Queremos saber se as mudanças climáticas durante a última Era do Gelo esteve caracterizada por uma grande variabilidade, com períodos intercalados de aquecimento e esfriamento," disse Julian Murton, professor da Universidade de Sussex, na Inglaterra.
Isso é importante porque a história climática de grande parte da Sibéria ainda pode ser considerada um mistério. Ao reconstruir alterações ambientais do passado, poderá ser possível fazer melhores previsões sobre mudanças climáticas similares no futuro.
Há 125 mil anos, por exemplo, houve um período interglacial, com temperaturas vários graus acima das registradas atualmente. "Entender como era o ecossistema pode nos ajudar a entender como a região se adaptará ao atual aquecimento do clima", afirmou o professor Murton.