quinta-feira, 22 de junho de 2017

Índice de blue-chips da China atinge máxima de 18 meses, mas vendas afetam confiança

Índice de blue-chips da China atinge máxima de 18 meses, mas vendas afetam confiança

quinta-feira, 22 de junho de 2017


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XANGAI/CINGAPURA (Reuters) - As blue-chips a China ampliaram os ganhos nesta quinta-feira e chegaram a nova máxima de 18 meses diante da animação com a decisão do MSCI de incluir as ações do país em seu índice, mas a maior parte dos ganhos foi devolvida no final do dia com os investidores realizando lucros e a fraqueza nas empresas menores afetando a confiança. O índice de Xangai teve queda de 0,29 por cento. Já o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,06 por cento. Entretanto, o interesse em blue-chips enfraqueceu a demanda pelas ações pequenas, que já haviam caído com força. O índice de start-up ChiNext recuou 1,4 por cento. Investidores continuaram a ser atraídos por ações que potencialmente irão se beneficiar da inclusão no Índice de Mercados Emergentes do MSCI. A maioria do restante dos mercados da região apresentou ganhos. O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha alta de 0,41 por cento às 7:01 (horário de Brasília). . Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,14 por cento, a 20.110 pontos. . Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,08 por cento, a 25.674 pontos. . Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,29 por cento, a 3.147 pontos. . O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,06 por cento, a 3.590 pontos. . Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,54 por cento, a 2.370 pontos. . Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,48 por cento, a 10.399 pontos. . Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,43 por cento, a 3.215 pontos. . Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,71 por cento, a 5.705 pontos. (Reportagem de Luoyan Liu, John Ruwitch e Nichola Saminather)

Justiça bloqueia negócio de US$300 mi entre JBS e Minerva em países do Mercosul

Justiça bloqueia negócio de US$300 mi entre JBS e Minerva em países do Mercosul

 


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Portão de entrada de unidade da JBS em Jundiaí (SP). 01/06/2017  REUTERS/Paulo Whitaker
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Por Lisandra Paraguassu e Cesar Raizer BRASÍLIA (Reuters) - A Justiça Federal de Brasília proibiu uma negociação de 300 milhões de dólares em que o grupo JBS acertou vender subsidiárias detentoras de operações de carne bovina na Argentina, Paraguai e Uruguai para subsidiárias da Minerva, nos respectivos países. A decisão foi tomada na terça-feira pelo juiz substituto da 10ª Vara Federal, Ricardo Leite, que citou que a venda de ativos pode prejudicar o esclarecimento de fatos denunciados na delação da cúpula da JBS, que envolveu o presidente Michel Temer e políticos.. A decisão judicial impacta planos da JBS, que busca vender ativos para reduzir seu endividamento em meio aos desdobramentos negativos da delação. A JBS, maior produtora global de carnes, afirmou em nota que vai recorrer da decisão judicial. Já a Minerva, uma das líderes na produção de carne bovina na América do Sul, afirmou que não houve e não haverá qualquer pagamento em favor dos vendedores, até que a operação seja concluída. Ainda assim, as ações da Minerva fecharam em baixa de 1,6 por cento, enquanto as da JBS saltaram mais de 5 por cento. O acordo com a Minerva foi anunciado em 6 de junho, antes do programa de desinvestimentos da JBS, de 6 bilhões de reais, revelado na véspera. A empresa busca formas de fortalecer suas finanças após ter fechado um acordo de leniência com valor recorde, diante do envolvimento em escândalo de corrupção. Em seu despacho, o juiz considera "prematura" a venda de ativos da JBS pela "fragilidade" das provas apresentadas pela empresa até agora na delação. Leite afirma a necessidade de que os delatores apresentem ainda provas de que o grupo teria sido realmente beneficiado em transações no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na aquisição das empresas, entre elas o frigorífico Bertin. Leite condiciona a liberação da venda dos ativos da empresa à confirmação do elo entre o pagamento de propinas e os aportes da BNDES. Ou então, disse, uma ordem expressa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin afirmando que o objetivo foi atingido apenas com a delação e determinando a liberação da venda das ações. "Assim, entendo que vários fatos anormais foram narrados na representação da Polícia Federal e que demandam por esclarecimentos a serem prestados pelos requerentes. A colaboração premiada não se esgota apenas em depoimentos, havendo a necessidade de apresentação de provas idôneas", disse o juiz em sua decisão. Leite lembrou que o STF ainda analisaria a validade do acordo de delação premiada assinado pelos executivos da JBS, em sessão na tarde desta quarta-feira. Apesar de ressaltar que a "probabilidade é alta" de que o acordo seja confirmado, deve-se aguardar a decisão do STF, segundo ele. MULTA BILIONÁRIA O acordo de delação premiada assinado pelos executivos da JBS foi criticado, com os irmãos Joesley e Wesley Batista permanecendo em liberdade. Apesar de a multa do acordo de leniência ser a maior já paga no mundo --10,3 bilhões de reais a serem pagos em 25 anos--, ela representa apenas 5,62 por cento do faturamento livre de impostos registrado pelas empresas do grupo em 2016. Diante da elevada multa, a JBS busca diminuir sua alavancagem financeira. A empresa, que encerrou março com dívida líquida de 47,8 bilhões de reais e alavancagem de 4,2 vezes o Ebitda de 12 meses, afirmou ainda na data do anúncio do negócio com a Minerva que pretende se concentrar no crescimento de mercados maiores e mais lucrativos. Segundo o acordo, a Minerva pagaria 280 milhões de dólares em dinheiro no fechamento da transação, o que era esperado para julho. O saldo remanescente seria pago após a conclusão de due diligence.