sexta-feira, 23 de junho de 2017

Mais verde e mais mel

Mais verde e mais mel


Todo mundo sabe que as abelhas são essenciais para a natureza em função do papel que exercem no processo de polinização das flores. A colônia de abelhas melíferas instalada nas operações da Vale em Sudbury, Ontário, Canadá, é prova disso. Foi lá que esses incríveis insetos trouxeram uma nova vida a um pedaço de terra sob muita tensão ambiental.
As abelhas foram introduzidas em 2014 para ajudar a recuperar e revitalizar uma pilha de escória (subproduto da fundição de minério para purificar metais) nas operações da Vale em Copper Cliff. A escória é jogada na pilha na forma derretida. E, quando fria e endurecida, se torna um material escuro, parecido com rocha.
Em 2016, a área foi revitalizada, sendo coberta com uma camada de argila e terra e semeada com flores selvagens, gramas, mudas de árvores e árvores adultas. Depois, chegaram as abelhas. Trezentas e cinquenta mil delas para começar o trabalho. Polinizando as flores plantadas, elas têm ajudado a melhorar a biodiversidade ao redor da escória replantada. Agora, a pilha de escória é uma área mais verde e bela para os moradores locais e recebe uma ampla variedade de animais silvestres. As abelhas foram instaladas em um trailer coberto para protegê-las dos ursos que adoram mel e andam pelo local. Elas estão prosperando e, claro, produzindo mel, que é usado, em sua maioria, para alimentar os próprios insetos durante o inverno. A ideia é que, em breve, seja produzido mel suficiente para doar ao banco local de alimentos.
Fonte: Vale

   

A cultura do certo: pequenas ações, grandes impactos

A cultura do certo: pequenas ações, grandes impactos


“Atravessamos um momento de crise.” Esta frase, que permeia quase todas as discussões dos diversos grupos industriais no Brasil há alguns longos meses, não se refere única e exclusivamente à economia. Apesar do cenário de recente recessão, acredito em uma recuperação e crescimento. A crise de valores, no entanto, e a descrença na moralidade do Pais é o que mais tem atraído minha atenção.
Temos a sensação que o Brasil está passando a limpo a sua história e para que esse processo cumpra sua missão é necessário entender que a raiz de grandes escândalos está, muitas das vezes, nas pequenas ações e atitudes que culturalmente passam despercebidas ou que são genuinamente aceitas.  Nesse sentido, entendo que as empresas têm papel fundamental na construção desse novo país, garantindo um comportamento profissional e ético de seus empregados.
Uma forte diretriz de governança e compliance determina os princípios e valores que devem reger as relações entre empregados, clientes, acionistas, parceiros e fornecedores. As organizações devem ser rígidas e até mesmo implacáveis em identificar desvios em seu negócio e combater comportamentos desonestos, ilegais, fraudulentos ou corruptos.
Acredito, no entanto, que para ser rigorosa a empresa deve ser transparente e estabelecer canais abertos com seu público, seja por telefone ou e-mail.  É preciso ter clareza nas diretrizes e o empregado precisa entender o porquê das ações e quais suas reais implicações. É por meio do diálogo, ouvindo queixas, apresentando soluções e apurando denúncias que criamos a cultura do certo. Consequentemente, entendo que é dever da empresa promover o hábito de respeito às leis em suas atividades e garantir que não existam conflitos de interesses ou danos à imagem.
Parece impossível imaginar que empresas não possuem mecanismos internos para monitorar e controlar desvios ou comportamentos desonestos e, com isso, evitar que grandes problemas venham à tona. Temos que levar em conta que um forte sistema de compliance não impede que uma crise aconteça, mas sem dúvida deixa a empresa mais preparada.  Por isso, as ferramentas de gestão são fundamentais no trabalho de prevenção.  Cabe aqui o velho ditado popular: “é melhor prevenir que remediar ”
Qual o caminho a ser percorrido então? Trabalhar com a certeza que o modelo de governança deve adotar princípios sólidos e estruturados para atender à estratégia de negócio. É preciso ter em mente que a governança apoia o cumprimento da estratégia, não o oposto. Governança vai muito além de papéis e procedimentos, pois é ela que apoia a geração de resultados de forma sustentável e com credibilidade.
Atuar com protocolos coerentes e claros, para que todos na empresa possam cumprí-los corretamente, tem implicação direta na imagem positiva da empresa. Acredito que neste momento de crise, especialmente de valores, é que as empresas podem sair fortalecidas se investirem em suas políticas de integridade. Dessa maneira, seguir boas práticas de governança são condição básica para trabalhar com transparência e obter melhores resultados.
Fonte: Brasil Mineral

Por que empresas que exportam estão menos vulneráveis à crise?

Por que empresas que exportam estão menos vulneráveis à crise?


A crise que obrigou uma boa parte do mercado a rever custos, cortar investimentos e adequar-se a tempos bicudos não abalou empresas que têm investido em exportações. Essas ainda foram beneficiadas com a recente alta do dólar, logo após as denúncias de Joesley Batista, do grupo JBS, envolvendo o presidente da República Michel Temer.
Este é o caso da Tropical Amazonia, que comercializa água de coco, pura ou misturada a chás e frutas.  Rui Brandão de Carvalho, COO da empresa, espera dobrar o faturamento este ano, em relação a 1016, e a exportação de 10% da sua produção deve contribuir bastante para isso.  “As exportações ajudam a melhorar o bottom line de forma impactante”, diz o executivo, que consegue praticamente dobrar a margem de lucro com a desoneração de impostos sobre os produtos exportados. A Tropical Amazonia começou a exportar em 2015 para o México, e agora atende também Portugal e Alemanha.
O Ministério da Indústria Comercio Exterior e Serviços (MDIC) anunciou que maio teve o maior superávit mensal já registrado: US$ 7.661 bilhões, um saldo positivo de 19% em relação a maio do ano passado (US$ 6.433 bilhões). Nos cinco primeiros meses de 2017, as exportações brasileiras somaram US$ 87.932 bilhões, valor 18,5% maior do que no mesmo período de 2016. O saldo comercial no período ultrapassou US$ 29 bilhões, o que representa 47,5% a mais do que foi alcançado nos primeiros cinco meses de 2016. Ampliaram-se os embarques para América Central e Caribe, África, Estados Unidos, Oriente Médio e Mercosul.
Com esse resultado, o MICS elevou a expectativa de saldo positivo de US$ 50 bilhões para US$ 55 bilhões em 2017, superando o recorde de 2016, de US$ 47,7 bilhões. Alguns analistas, porém, mostram-se cautelosos com esses números, lembrando que as exportações aumentaram em valores por causa do aumento de preços de commodities e não em quantidade. Por isso, as previsões otimistas podem não se confirmar nos próximos meses.
Herlon Bradão, diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do MDIC, confirma aumento de 19,7% no índice de preços sobre produtos brasileiros exportados. Nessa conta, foram consideradas as altas de preços em produtos como minério de ferro (94,1%), petróleo (68%), soja (8%), veículos de carga (5%) e automóveis (1,8%). Já o índice quantum, que mede o desempenho dos volumes exportados, apresentou retração de 0,8%. Para Brandão, isto se deve à queda 78,6% nos embarques de milho por causa da quebra da safra.
Fonte: Experience News

   

Incêndio em prédio de Londres começou em geladeira, diz polícia

Incêndio em prédio de Londres começou em geladeira, diz polícia

sexta-feira, 23 de junho de 2017
 


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Bombeiros lidam com incêndio em prédio residencial em Londres. 14/06/2017 REUTERS/Toby Melville
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LONDRES (Reuters) - O incêndio que deixou ao menos 79 mortos em um prédio residencial em Londres começou em um freezer de geladeira da marca Hotpoint, e o revestimento externo do edifício não passou pelos testes de segurança feitos após a tragédia, informou a polícia da capital britânica nesta sexta-feira. A superintendente da polícia Fiona McCormack disse que devido ao grande número de mortos, a polícia está considerando a acusação de homicídio culposo. Ela acrescentou que o modelo de geladeira que deu origem ao incêndio não estava passando por um recall e que a fabricante está realizando testes adicionais. "Nós agora temos evidências de especialistas de que o incêndio não foi iniciado deliberadamente", disse McCormack a repórteres em Londres. O Reino Unido ordenou uma avaliação técnica imediata do modelo de geladeira da Hotpoint, produzido entre 2006 e 2009, para definir se ações adicionais precisam ser tomadas, mas afirmou que pessoas que têm o mesmo eletrodoméstico não precisam desligá-lo. A Whirlpool Corp, a maior produtora de eletrodomésticos do mundo, é dona da marca Hotpoint na Europa e nas regiões da Ásia-Pacífico. Nos Estados Unidos, a marca pertence a Haier, depois que o grupo chinês comprou os negócios de eletrodomésticos da General Electric. "Nós estamos trabalhando com as autoridades para obter acesso ao eletrodoméstico para que possamos ajudar com a investigação em andamento", disse a Whirlpool em comunicado. "Palavras não podem expressar nossa tristeza com essa terrível tragédia". A polícia disse também que tanto o isolamento como os azulejos do revestimento do prédio não passaram nos testes de segurança feitos após o incêndio. "Testes preliminares mostram que amostras do isolamento coletadas do edifício Grenfell entraram em combustão assim que os testes começaram", disse McCormack. "Devido à morte de tantas pessoas, nós estamos considerando homicídio culposo assim como ofensas criminais e violações de legislação e regulamentações", disse McCormack. Falando sobre as 79 pessoas mortas ou desaparecidas, presumidas mortas, McCormack disse: "Eu temo que haja mais". (Reportagem de Michael Holden e Alistair Smout)

Oi propõe plano para pagar credores com até R$50 mil cada

Oi propõe plano para pagar credores com até R$50 mil cada

sexta-feira, 23 de junho de 2017
 


 
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SÃO PAULO (Reuters) - A Oi informou nesta sexta-feira que inicia no próximo dia 26 um programa para acordo que pode antecipar pagamentos de até 50 mil reais aos credores. Segundo a companhia, que pediu recuperação judicial há um ano, o programa terá início no Estado do Rio de Janeiro, sendo depois ampliado para credores de outros Estados ou no exterior, em datas a serem divulgadas nos canais de atendimento criados para o programa e no site da recuperação judicial da Oi. De acordo com o comunicado, o pagamento para credores cujo crédito for inferior ou igual a 50 mil reais será feito em duas parcelas, com a primeira, de 90 por cento do valor, em até 10 dias úteis após a assinatura do acordo, e os 10 por cento restantes até 10 dias úteis após a homologação do Plano de Recuperação Judicial, que deve ser votado em assembleia geral de credores prevista para setembro. A Oi informou que detentores de créditos superiores que quiserem participar do programa receberão os primeiros 50 mil reais nas mesmas condições propostas para os primeiros. Pelo levantamento da Oi, cerca de 53 mil dos 55 mil credores da companhia têm crédito de até 50 mil reais com a companhia. (Texto de Aluísio Alves)