sábado, 24 de junho de 2017

A ORIGEM DAS CORES NATURAIS EM DIAMANTES 3ª Parte:

A ORIGEM DAS CORES NATURAIS
EM DIAMANTES
3ª Parte: Verde, Violeta, Alaranjado, Branco,
Cinza e Preto




Finalizando o tema abordado nos dois artigos anteriores, neste trataremos da origem das cores naturais verde, violeta, alaranjada, branca, cinza e preta em diamantes.
Verde
Os diamantes de cor verde lapidados são muito raros e, geralmente, apresentam tons suaves com um componente modificador marrom, amarelo ou azul. Por outro lado, os espécimes brutos com um finíssimo recobrimento superficial verde, usualmente de óxido de cromo, são mais freqüentes, inclusive no Brasil, onde são encontrados principalmente na região de Diamantina, em Minas Gerais.
A cor verde interna em diamantes deve-se a diversas causas, sendo a mais importante delas a irradiação natural. Acredita-se que esta provenha de minerais radioativos presentes no kimberlito (rocha-matriz do diamante) próximo à superfície ou mesmo de águas radioativas que percolem o corpo kimberlítico.
O mais famoso diamante verde conhecido é o Dresden, que se encontra atualmente em um museu na Alemanha, na cidade do mesmo nome. A gema apresenta forma de gota, pesa 41 ct e seu local de origem é objeto de intensa polêmica, sendo a Índia ou o Brasil a mais provável fonte.
Há diamantes verdes tratados pelo menos desde a década de 40 e a maior parte dos vistos atualmente no mercado foram submetidos ao processo de altas pressões e temperaturas (HPHT), realizado em vários países, sobretudo nos EUA, Rússia e Suécia. Estas pedras têm coloração verde amarelada e são obtidos a partir de exemplares originalmente marrons, do tipo Ia. Embora determinadas propriedades gemológicas, tais como a elevada saturação da cor, a presença de graining e fraturas de tensão e a fluorescência verde amarelada gredosa sob UVC e UVL sugiram uma indução da cor pela mencionada técnica, a identificação irrefutável requer ensaios mais sofisticados, tais como espectroscopia de infravermelho e espectroscopia visível de baixa temperatura.
Violeta
Os diamantes violetas procedem quase exclusivamente da jazida de Argyle, na Austrália, e adicionalmente apresentam uma nuança acinzentada. Embora quase nada se saiba a respeito dos mecanismos que originem tal cor em escala atômica, há evidências de que esteja associada à presença do elemento hidrogênio.
Alaranjada
A cor alaranjada pura, sem qualquer componente modificador é, provavelmente, a mais rara dentre todas as cores em diamantes, até mais que a vermelha ou a verde. A origem desta cor segue sendo um mistério, embora se saiba que um centro desconhecido provoca o aparecimento de uma banda de absorção na região azul do espectro visível, centrada em 480 nanômetros (unidade de medida dos comprimentos das ondas luminosas, de abreviatura nm), o que dá lugar à cor complementar desta, a alaranjada.
Branca
Embora nas práticas comerciais seja comum referir-se equivocadamente a diamantes brancos quando se pretende descrever pedras aproximadamente incolores, esta cor de fato existe neste mineral. Acredita-se que os comprimentos de onda que compõem a luz branca são enviados por diminutas inclusões em todas as direções e em cada uma delas sejam recombinados para dar lugar à luz branca, conferindo ao diamante um aspecto leitoso ou opalescente.
Cinza
A cor cinza em diamantes é mais uma das quais a origem não está ainda esclarecida, embora hajam evidências de que esteja associada a defeitos relacionados à presença de hidrogênio. Em diamantes ricos neste elemento, a absorção da luz ocorre com igual intensidade em todos os comprimentos de onda do espectro visível, o que resulta em uma coloração acinzentada.
Preta
Os diamantes pretos, entre os quais o mais famoso representante é o russo Orlof, tornaram-se mais populares a partir dos anos 90 e devem sua cor à presença de uma grande quantidade de diminutas inclusões escuras, em forma de plaquetas, que se acredita serem majoritariamente do mineral grafita. Em alguns casos, estas inclusões são tão numerosas que dificultam o polimento do exemplar, o que influi, evidentemente, no aspecto final da gema.
A cor preta - ou melhor, uma cor verde-azul que, por muitíssimo saturada, nos transmite a sensação de preta - também pode ser obtida artificialmente por tratamento, mediante intensa irradiação com nêutrons em diamantes facetados, sobretudo aqueles com graus de pureza muito baixos.
Fonte: Joia br

sexta-feira, 23 de junho de 2017

MINA DE ESMERALDA EM NOVA ERA MG



MINA DE ESMERALDA EM NOVA ERA MG

O tesouro escondido sob a cidadezinha de MG

No subsolo do território de São José da Safira está a maior mina de turmalina do mundo

O tesouro escondido sob a cidadezinha de MG

Por De São José da Safira (MG)
A simplicidade do lugar engana. O município de São José da Safira, a cerca de uma hora de Governador Valadares, no leste de Minas Gerais, tem apenas 4 mil habitantes e casinhas coloridas com telhados de duas águas. Aqui e ali, galinhas ciscam pelas ruas e, na hora do almoço, moradores se acomodam em cadeiras nas calçadas para jogar conversa fora. Mas embaixo dessa cidade há um tesouro.
No subsolo do território de São José da Safira está a maior mina de turmalina do mundo, segundo Carlos Cornejo e Andrea Bartorelli, autores de "Minerais e Pedras Preciosas do Brasil" (Solaris, 2009). A mina é constituída por duas lavras: a lavra do Cruzeiro e a da Aricanga. A primeira, pertencente à família de Douglas e Antônio Neves; a segunda, a Henrique Fernandes. Além de produtores, eles são comerciantes de pedras.
A região de Safira - que compreende ainda Marilac, Santa Maria do Suaçuí e Água Boa, todas nas proximidades da Serra do Cruzeiro - esteve na rota de aventureiros e bandeirantes ainda no século XVI que buscavam esmeraldas. Em 1996, autores franceses do livro "Tourmalines" sustentaram que é essa a Serra das Esmeraldas, um local perseguido por exploradoras nos séculos XVI e XVII, segundo Cornejo e Bartorelli. E que em 1674 atraiu o bandeirante Fernão Dias.
As primeiras incursões daquela época permitiram a descoberta de jazidas de turmalinas, berilos e águas-marinhas - identificados na época erroneamente como esmeraldas, safiras e turquesas.
Os pais de Douglas e Antonio Neves, primos, compraram os direitos da mina em 1982. Dez anos depois, os proprietários morreram em um acidente de avião. Foi quando a segunda geração assumiu o negócio. Dali saem pedras que vão principalmente para a China. São mais de cem trabalhadores todos os dias escavando.
A turmalina vermelha - ou rubelita - da Mina do Cruzeiro é tida como a melhor do mundo, dizem os autores. Dos 10 mil metros de túneis mapeados vieram turmalinas de várias cores entre elas a apelidada de "verde Brasil". 

DRUSA DE AMETISTA GIGANTE NO EM LAGEADO RS

DRUSA DE AMETISTA GIGANTE NO EM LAGEADO RS

Safira Padparadscha


Safira Padparadscha

Foto © Christie’s 2005

Variedade muito especial e valorizada de safira que foi primeiramente descrita no Sri Lanka e que junta na sua cor uma proporção muito particular de vermelho e amarelo. O seu nome estranho deriva, segundo Richard Hughes (um dos maiores especialistas em safiras no Mundo), de uma corruptela de o sansrito/cingalês padmaraga (padma = lotus; raga = color), em alusão à cor da flor de lotus. Saber que tonalidade se pode enquadrar na designação padparadscha é por vezes polêmico, até porque não existe grande consenso na definição desta variedade. Os laboratórios gemológicos mais importantes definem-na como de cor pastel entre o rosa e o laranja.

Hoje em dia, as safiras padparadscha ocorrem não só no Sri Lanka, mas também no Vietnã, Tanzânia e Madagascar, sendo ocasionalmente aquecidas a baixas temperaturas para melhoramento da sua cor. Os seus valores de mercado, que variam com a qualidade da cor e com a dimensão, são elevados, podendo atingir as várias dezenas de milhares de euros por quilate. Em 2011 uma pedra com pouco menos de 15 quilates foi arrematada num leilão da Christie’s por cerca de 565 mil euros. No caso aqui ilustrado, encontra-se um anel com uma grande safira padparadscha em talhe oval misto com 20,84 quilates que ultrapassou os 262.000€ numa sessão da mesma leiloeira em 2005.
Exame