segunda-feira, 26 de junho de 2017

Participantes de fundos de pensão questionam reestruturação da Vale

Participantes de fundos de pensão questionam reestruturação da Vale


Às vésperas da assembleia de acionistas que vai decidir o futuro societário da empresa mineradora Vale, participantes de fundos de pensão começaram a se mobilizar para tentar derrubar a proposta que põe fim ao bloco de controle na companhia. Alguns participantes, na pessoa física, entraram com representações em diferentes órgãos, incluindo o Ministério Público Federal (MPF), pedindo a suspensão da Assembleia-Geral de Acionistas (AGE) prevista para acontecer amanhã ou seu posterior cancelamento. Alegam basicamente que o prêmio oferecido para que os fundos de pensão abram mão do controle da empresa é metade do que consideram justo, o que traria prejuízos aos fundos.
As representações estão sendo entregues na Previc, órgão que fiscaliza os fundos; na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado de capitais; e no MPF, que atualmente investiga, na Operação Greenfield, investimentos dos fundos de pensão. A movimentação de participantes de fundos, e não dos próprios fundos, questionando uma reestruturação societária diretamente em órgãos reguladores é algo novo no direito societário, segundo advogados especializados. Pelo que apurou o jornal O Estado de S. Paulo, o movimento está concentrado em participantes da Funcef e Petros.
Os questionamentos, no entanto, estão sendo levantados tardiamente já que o plano de reestruturação já foi anunciado há quatro meses. A própria assembleia de acionistas foi convocada há quase 45 dias. Basicamente, o que está sendo proposto é que deixe de existir um acionista controlador, hoje a Valepar, e que os sócios da Valepar passem a deter ações diretamente na Vale, com um prêmio de 10% por abrirem mão do controle. Ou seja, vão receber 10% mais ações do que já possuem hoje. Entre os sócios da Valepar estão o BNDESPar, a Bradespar, a Mitsui e os fundos Petros (Petrobrás), Funcef (Caixa) e Previ (Bancos do Brasil), reunidos em empresa chamada Litel.
Adiamento
Na sexta-feira à noite, a CVM barrou o pedido de um grupo de minoritários, liderados pela Capital Fund, que queria adiar a assembleia. No caso dos minoritários, eles entendem que a relação de troca não é justa e também acusam a Valepar de estar usando táticas coercitivas, impedindo que os acionistas preferencialistas pudessem tomar uma decisão livre e autônoma. A CVM, porém, rejeitou o pedido, entendendo que não foi possível formar convicção suficiente de que algo irregular estaria acontecendo.
A CVM não conseguiu confirmar ao Estado, no fim de semana, se havia recebido questionamentos por parte dos participantes dos fundos de pensão. Procurados, Petros e Funcef não quiseram comentar o assunto. No caso da Petros, o conselho fiscal pediu explicações sobre a operação e só vai receber os dados em julho, ou seja, após a assembleia de acionistas.
No caso da Funcef, a diretora de previdência da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Fabiana Matheus, diz que foram feitos vários pedidos para entender a operação, sem respostas. Segundo Fabiana, as informações que obtiveram foi com representantes da Previ. Ela diz que, por essas informações, a operação parece vantajosa, já que a relação de troca daria 7% mais ações ao fundo, haveria migração da empresa para o Novo Mercado e daria liquidez aos fundos para sair do investimento Vale. Hoje, as ações da Vale estão entre os principais investimentos dos fundos de pensão. “Mas qualquer decisão sobre esse investimento deveria ser precedida de uma consulta aos participantes do fundo.”
A Fenae não questiona a operação, mas critica a transparência da Funcef, que não teria entregue aos participantes informações sobre a mudança que vai ocorrer num dos principais investimentos do fundo. Já os participantes que questionam a operação em órgãos oficiais dizem que o fundo perderá com a operação, já que vai abrir mão do controle sem uma garantia de que a migração da empresa para o Novo Mercado trará ganhos para a empresa no futuro.
O diretor de relações com investidores da Vale, André Figueiredo, diz que a legislação impede que se faça projeções futuras, mas diz que foi feito um histórico de empresas que passaram pela migração ao Novo Mercado, onde existe mais governança, e que o ganho médio dessas empresas foi de 20%.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: IstoÉDinheiro

Pará abriga o maior parque de cavernas em rochas ferríferas do país, diz Ibama

Pará abriga o maior parque de cavernas em rochas ferríferas do país, diz Ibama


O estado do Pará passa a abrigar o maior parque de cavernas em rochas ferríferas do Brasil: o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, localizado nos municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, no sudeste paraense. O cenário, formado por campos rupestres e savanas em meio à floresta tropical, é considerado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) um tipo raro de ecossistema.
Criado por decreto presidencial no último dia 5 de junho, o Parque é resultado do licenciamento ambiental do empreendimento de mineração Ferro Carajás S11D. Com área total de 79 mil hectares, a Unidade de Conservação (UC) de proteção integral possui 59 mil hectares de floresta preservada e 377 cavernas de formatos únicos que abrigam espécies raras da fauna e flora, ameaçadas e exclusivas da região. É formado por dois platôs ferruginosos: a Serra da Bocaina, também conhecida como “Serra do Rabo”, localizada entre a rodovia PA-160 e o Rio Parauapebas; e a “Serra do Tarzan”, próxima à rodovia 118.
O Parque, que também guarda registros arqueológicos das primeiras ocupações humanas na Amazônia, é voltado apenas para atividades de educação ambiental, lazer junto à natureza, pesquisa científica e turismo ecológico. “A criação do parque é resultado do amadurecimento de um diálogo fundado em bases científicas com o objetivo de buscar equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental”, diz o o diretor substituto de Licenciamento Ambiental do Ibama, Jônatas Trindade.
Segundo Jocy Brandão, chefe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV) do ICMBio, órgão responsável pela gestão do espaço, o parque vai dobrar o número de cavernas em Unidades de Conservação do governo federal. “A criação da UC é uma parte desse processo. O esforço do ICMBio agora é de aportar investimentos e recursos humanos. Acredito que a parceria com os empreendimentos que estão lá vai viabilizar essa implementação”, diz o representante do Instituto.
Fonte: G1

DNPM autoriza regulamentação da extração de ametista em nova jazida na Bahia

DNPM autoriza regulamentação da extração de ametista em nova jazida na Bahia


Após a descoberta de uma jazida de ametista na cidade de Sento Sé, no norte da Bahia, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) informou hoje (23) que autorizou a regulamentação de extração da rocha pelos mineiros da região. Segundo nota emitida pelo departamento ligado ao Ministério de Minas e Energia, a prefeitura de Sento Sé deve fiscalizar e elaborar “ações de suporte” para reduzir os efeitos sociais e econômicos indesejados na cidade e no meio ambiente.
“Eu sou do ramo e sempre trabalhei com pedras.
Nós avaliamos a situação aqui, e outra equipe, maior, vai se concentrar para fazer uma avaliação de tudo que foi visto e analisado, para tratarmos da regularização, para dar tranquilidade ao garimpeiro. Este é um novo garimpo que vai ser tão grande quanto o Garimpo da Cabeluda [também de Sento Sé]”, afirmou o superintendente do DNPM, Raimundo Sobreira Filho.
Descoberta
A mina de ametista foi descoberta por moradores, no início deste mês, no alto de uma das serras que contornam a cidade de Sento Sé, no Garimpo de Quixaba, a cerca de 700 quilômetros da capital baiana. A informação atraiu o interesse de moradores e milhares de pessoas que foram até a cidade, para trabalhar na extração da pedra, considerada preciosa. O quilo do mineral chega a custar R$ 3 mil.
Ao saber da descoberta, geólogos e engenheiros de minas do DNPM foram à cidade para conhecer o local das extrações e conversaram com representantes da população e da prefeitura, nos dias 16 e 17 deste mês. O órgão estima que mais de 3 mil pessoas oriundas de várias regiões do país se dirigiram ao Garimpo Quixaba. A prefeitura, no entanto, calcula que cerca de 8 mil pessoas foram até a cidade.
É o caso do garimpeiro Rosemiro Freire, de 83 anos, vindo do município de Jussara, vizinho de Sento Sé. “Cheguei faz quatro dias. Tem muita pedra por aqui, muita gente veio e desistiu porque achou difícil, mas acho que quem desistiu é mole. A gente se mantém numa barraca, e Deus dá recurso para nos alimentarmos aqui. Acho que esse garimpo vai durar a vida toda”, disse Rosemiro, que está na atividade desde os 20 anos e enxerga ali uma nova oportunidade de conseguir renda para a família.
Também integrante da equipe do DNPM Bahia, o engenheiro de minas Marco Freire considera a descoberta da mina uma opção para as pessoas que estão desempregadas e precisam de uma renda. Ele diz que vê “com bons olhos” a oportunidade para as milhares de pessoas que se arriscam diariamente na atividade, mas quer garantir a segurança e assistência a essas pessoas.
“Vamos propor uma comissão mais ampla com outras instituições [oficiais e civis] para atuar em diversas frentes, segurança do trabalho, acesso, assistência social, uma força-tarefa. Ao DNPM compete agilizar o processo de regularização ou fiscalização”, disse Freire. Segundo o DNPM, a reunião que dará início à regularização do garimpo será realizada em Salvador, mas ainda não há data prevista.
Fonte: Justiça em Foco

domingo, 25 de junho de 2017

MNAA Expõe Custódia Galega La Lechuga

MNAA Expõe Custódia Galega La Lechuga

Cham-lhe “La Lechuga”, o nome quer dizer alface em português, mas não é de um vegetal ou legume que estamos a falar, mas sim de uma das obras de ourivesaria mais ricas e famosas da Colômbia – A Custódia da Igreja de Santo Inácio de Bogotá.
A peça, considerada como um tesouro da arte barroca mundial, está em exposição em Lisboa, mais concretamente na Sala do Tecto Mundial do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), onde pode ser vista e apreciada até dia 3 de setembro.

A Custódia foi encomendada em 1700, pela Companhia de Jesus do então Novo Reino de Granada, a José Galez, que a criou entre 1700 e 1707, e é conhecida como “La Lechuga” devido ao verde intenso transmitido pelas quase 1500 esmeraldas, que brilham ao lado de um topázio brasileiro, pérolas de Curaçau, ametistas da Índia, diamantes africanos, rubis de Ceilão (Sri Lanka) e uma safira do Reino de Sião (hoje, Tailândia), num total de 1759 pedras preciosas de altíssima  qualidade, encastradas numa peça de ouro de 18 quilates.
A Custódia representa um sol, encimado por uma cruz, cujos 22 raios terminam noutros sois, mais pequenos. Decorado com folhas de videira e cachos de uvas, símbolos de Cristo e da Eucaristia, o astro é sustentado por um anjo, gura emblemática da evangelização da Companhia de Jesus na América. Na base da custódia, de oito lóbulos, surgem de novo uvas e parras, entre as decorativas folhas de acanto, e algumas guras zoomór cas intercaladas com querubins.
Esta valiosa obra de arte encontra-se exposta no Museo de Arte del Banco de la República, em Bogotá, tendo até hoje só saído da Colômbia uma vez – em 2015, para ser exposta no Museo del Prado, coincidindo com a visita a Espanha do Chefe do Estado colombiano, o mesmo motivo pelo qual se encontra agora no nosso país, apesar da visita do Presidente da República da Colômbia, Juan Manuel Santos, ter sido entretanto cancelada (devido aos trágicos acontecimentos que ocorreram em Pedrógão Grande).
De referir ainda que, a par desta peça pode também ser vista uma escultura de Santo Inácio da colecção do Museu da Marinha.
A exposição pode ser vista durante o horário de funcionamento do museu, de terça a domingo, das 10h00 às 18h00.
O acesso é feito mediante a aquisição do bilhete normal de visita ao museu, que custa 6 euros e está à venda no local.
Fonte: Canela e hortelã

Dono da maior safira azul do mundo estuda destino de pedra

Dono da maior safira azul do mundo estuda destino de pedra

Estimativa do valor é de US$ 100 milhões, segundo o proprietário.
Ele ainda não sabe se a peça irá a leilão ou exibida como atração.

Da Reuters
Dono da maior safira azul do mundo segura a pedra durante entrevista (Foto: Dinuka Liyanawatte / Reuters)Dono da maior safira azul do mundo segura a pedra durante entrevista (Foto: Dinuka Liyanawatte / Reuters)
O dono da maior safira azul do mundo, cujo valor ele afirma ser superior a US$ 100 milhões de dólares, disse que está estudando o futuro da pedra encontrada no Sri Lanka, se irá a leilão ou se será exibida como atração internacional.
A safira polida em formato oval é tão grande quanto a palma da mão de uma pessoa e tem 1.404,49 quilates (281 gramas), segundo o Instituto Gemológico de Colombo, órgão local que certificou a pedra.
"Adoraria mantê-la e compartilhá-la com o público", disse o dono da safira, que pediu anonimato por razões de segurança, “mas preciso equilibrar esse desejo com o que diz respeito à minha segurança”.
"Minha estimativa (do valor) é de cerca de US$ 100 milhões," disse ele à Reuters durante uma entrevista no Sri Lanka, mas se recusou a dizer quanto exatamente pagou pela safira quando a comprou, em setembro.
Em 2014, uma safira de 392,5 quilates do Sri Lanka conhecida como a "Blue Belle da Ásia" foi vendida por 16,96 milhões de francos suíços (US$ 16,94 milhões de dólares), em um leilão na Suíça.
Safira "Blue Belle da Ásia" foi vendido por um valor inédito (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)Safira "Blue Belle da Ásia" foi vendido por um valor inédito (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)
A Autoridade Nacional do Sri Lanka de Gemas e Joias conferiu à “Blue Belle da Ásia” o título de maior safira azul do mundo. Ela foi extraída no distrito central de Ratnapura, no Sri Lanka.
De acordo com uma lenda local, as famosas safiras azuis do Sri Lanka foram formadas pelas lágrimas de Adão depois que Deus o expulsou do paraíso.
As três maiores safiras azuis do mundo foram encontradas no Sri Lanka. Segundo a Autoridade Nacional do Sri Lanka de Gemas e Joias, até então, a maior safira azul estrela pesava 1.395 quilates.
Fonte: G1