quarta-feira, 28 de junho de 2017

Acionistas da Vale aprovam pauta da AGE e garantem continuidade da reestruturação

Acionistas da Vale aprovam pauta da AGE e garantem continuidade da reestruturação


Os acionistas da Vale aprovaram por larga maioria os sete itens da pauta da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que deliberou sobre etapas obrigatórias de sua reestruturação societária. Com isso, a operação continua com a abertura de uma janela de 45 dias, até 11 de agosto, para a conversão voluntária de ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON), segunda etapa da reestruturação.
O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, acompanhou a votação e classificou o resultado como “ótimo”. De acordo com Schvartsman, que assumiu o comando da mineradora em maio, a aprovação da reestruturação é uma de suas tarefas mais importantes à frente da Vale.
Apesar da resistência de acionistas relevantes como a Capital Group, que detém 20,9% das PNs da Vale, a relação de troca de 0,9342 ação ON por cada PN foi aprovada por 78,14% de ações a favor, em um total de 1.494.435.660 ações.
A Valepar, que reúne os atuais controladores da mineradora, se absteve de votar em todos os itens, com exceção das alterações no estatuto que aproximarão a governança da Vale daquela das companhias listadas no Novo Mercado da B3 (antiga BM&FBovespa). As mudanças estatutárias foram aprovadas por 74,94% das ações participantes da AGE.
Os itens referentes à incorporação da Valepar pela Vale também passaram com quase 80% de aprovação. A holding deverá ser incorporada em agosto, em uma nova assembleia de acionistas. Esse movimento depende do sucesso da conversão voluntária de ações PN em ON. O piso estabelecido para tal é de 54,09% de conversão, porcentual que torna a participação da Valepar na companhia inferior a 50%.
Se tudo correr bem, uma nova Assembleia Geral Extraordinária deverá ocorrer na semana de 21 de agosto, com a votação da incorporação da Valepar pela Vale e a celebração do novo acordo de acionistas. O novo acordo vinculará apenas 20% das ações ordinárias pertencentes aos atuais controladores da mineradora e valerá até novembro de 2020. Ao fim desse prazo a expectativa é que a empresa passe a ter capital pulverizado e migre para o Novo Mercado.
A votação na AGE desta terça-feira, 27, começou por volta das 11h50 e levou em torno de 20 minutos. Representantes de acionistas minoritários pediram a divulgação em separado dos votos de preferencialistas e ordináristas, mas a companhia afirmou que essa informação só seria liberada após a assembleia.
Fonte: IstoÉDinheiro

A desconhecida Gemologia

A desconhecida Gemologia

Muito antes do tempo dos Faraós, o homem já descobrira métodos, bem elaborados, de substituir a pedra preciosa e o ouro por imitações que, para a época, eram consideradas perfeitas. Com o passar dos séculos, tornou-se uma praxe necessária reis e conquistadores de impérios terem sempre em seus fabulosos reinos um mago alquimista que possuísse poderes e detivesse a sabedoria da ciência para que, com seus complicados métodos científicos, fosse capaz de desvendar as mais complicadas reações da natureza e distinguir, dentre os tesouros conquistados, o que realmente era precioso.
Para termos idéia da incansável busca do homem pela fórmula capaz de dominar a natureza, ou de pelo menos tentar reproduzi-la, Auguste Louis Verneuil em 1894, observou que fundindo óxido de alumínio (Al2O3) em temperatura elevada, similar à exercida pela terra em seu subsolo, poderia daí obter um resultado extraordinário – O Corindon Sintético – que seria a notícia mais revolucionária da época para o setor joalheiro. O sistema conhecido como "fusion", até os meados dos anos 40, era a mais perfeita "imitação" do rubi, capaz de passar desapercebido aos olhos dos mais experientes joalheiros europeus. Com isso, o mercado de jóias e pedras preciosas na Europa entrou em pânico, obrigando o setor a tomar algumas atitudes, que se tornaram praxe do mercado joalheiro, até pouco tempo, de adquirir qualquer tipo de gema apenas dos comerciantes tradicionais que estavam  estabelecidos e conhecidos pelas suas "idas e vindas" das minas das pedras preciosas. Isso não foi o suficiente para conter a grande desconfiança que assolava o mercado joalheiro internacional, sendo criada então na Inglaterra, na década de 20, pelo British Goldsmith Union (Sindicato dos Ourives e Joalheiros da Inglaterra), a primeira escola de Gemologia. O efeito produzido no mercado por esses gemólogos – "magos", se comparados àqueles dos tempos medievais – foi o antídoto perfeito que se espalhou por outros países como os Estados Unidos (1931), onde foi criado o GIA – Gemological Institute of America – com seu revolucionário método de ensino à distância, difundindo a ciência da Gemologia para centenas de milhares de "magos" de diversas nações. Em seguida foi a vez da Alemanha, URSS, Hong Kong, Japão, Bélgica, entre outros.
Hoje, mais de 100 anos depois de Verneuil, as coisas se complicaram bastante para nós gemólogos, pois ao contrário daquele rubi sintético produzido de forma muito rudimentar e de fácil identificação, os russos, suíços, japoneses e americanos desenvolveram, utilizando a mais alta tecnologia, rubis, safiras, esmeraldas, diamantes, quartzos de todas as cores imagináveis, sem contarmos com os materiais denominados "de imitação" tornando-se assim cada vez mais complexas as técnicas exigidas para separar o "joio do trigo".
A Gemologia, contudo, é um instrumento fabuloso para manter a segurança e a confiança exigida pelo mercado joalheiro, porém, no Brasil, poucos ainda detêm o conhecimento necessário para se intitularem "gemólogos". O mercado deve ficar atento com aqueles que, através de farta assimilação literária, assim se intitulam, principalmente no meio daqueles que possuem carência e insegurança de informações mercadológicas.
Os gemólogos devem possuir, além de aparelhos técnicos (e saber manejá-los com destreza), grande experiência de mercado, pois somente a árdua manipulação diária de centenas de pedras naturais, sintéticas e imitações poderão dar subsídio e conhecimento necessário para o diagnóstico de uma gema sintética ou natural, em apenas alguns minutos. Aos olhos do leitor, talvez a inexperiência do profissional não pareça de suma importância, porém, no momento de identificar e assegurar ao cliente através de um documento (certificado) que tal gema não é o diamante, ou rubi, ou safira, ou esmeralda, ou alexandrita de US$80.000 que parecia ser e sim uma Moissanita, ou outro material qualquer de apenas US$1.500, teremos que recorrer – além da experiência prática - a todos os nossos embasamentos conceituais e tecnológicos disponíveis, pois por qualquer deslize, o prejuízo de uma das partes poderá ser imensurável.
Antigamente - voltando aos tempos medievais - se os magos emitiam uma opinião errada que levava a sua Majestade a assumir prejuízos, eram condenados à decapitação. E hoje? O que aconteceria?? Ao gemólogo, na melhor das hipóteses, caberia interpretação do poder judiciário. Quanto ao cliente, a certeza de ter sido lesado, assumindo provavelmente um prejuízo milionário, que talvez fosse descoberto somente muitos anos mais tarde...


terça-feira, 27 de junho de 2017

Ataques cibernéticos atingem diversos países; pesquisadores veem ligação com WannaCry

Ataques cibernéticos atingem diversos países; pesquisadores veem ligação com WannaCry

terça-feira, 27 de junho de 2017 21:41 BRT


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Por Dustin Volz MOSCOU/KIEV/WASHINGTON (Reuters) - Um grande ataque cibernético atingiu computadores Da maior companhia de petróleo da Rússia, bancos ucranianos e companhias multinacionais com um vírus similar ao ransomware que no mês passado infectou mais de 300 mil computadores. A campanha de extorsão cibernética de disseminação rápida destacou crescentes preocupações de que companhias falharam em proteger suas redes contra hackers cada vez mais agressivos, que se mostraram capazes de fechar infraestruturas críticas e incapacitar redes coorporativas e governamentais. A campanha incluía o código conhecido como "Eternal Blue", que especialistas em segurança cibernética acreditam ter sido roubado da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos e também ter sido usado no ataque a ransomware no mês passado, chamado de "WannaCry". "Ataques cibernéticos podem simplesmente nos destruir", disse Kevin Johnson, chefe-executivo da companhia de segurança cibernética Secure Ideas. O vírus incapacitou computadores com sistema Windows, da Microsoft ao criptografar discos rígidos e sobrescrever documentos, exigindo 300 dólares em pagamentos em bitcoin para restaurar acesso. Mais de 30 vítimas pagaram para uma conta de bitcoin associada ao ataque, de acordo com registros públicos das transações listadas. A Microsoft disse que o vírus pode se espalhar por meio de falha que foi corrigida numa atualização de segurança em março. "Estamos investigando e iremos tomar ação apropriada para proteger consumidores", disse um porta-voz, adicionando que o antivírus da Microsoft detecta e remove o vírus. Cerca de dois mil ataques foram registrados, de acordo com a Kaspersky Lab. A Rússia e Ucrânia foram os locais mais afetados, com outras vítimas se espalhando por países incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia e Estados Unidos, de acordo com a desenvolvedora de softwares de segurança. Especialistas em segurança disseram esperar que o impacto seja menor que o do WannaCry, à medida que muitos computadores foram atualizados com correções do Windows. Ainda assim, o ataque pode ser mais perigoso do que ransomwares tradicionais porque deixa computadores sem resposta e incapazes de reiniciar, segundo a Juniper. Após o ataque de maio, governos, empresas de segurança e grupos industriais aconselharam empresas e consumidores a garantir que todos os computadores fossem atualizados com correções da Microsoft para defesa contra a ameaça. O Departamento de Segurança Interna dos EUA informou estar monitorando os ataques e coordenando com outros países. O departamento aconselhou vítimas a não pagaram pela extorsão, dizendo que fazer isto não garante restauração do acesso. A Agência de Segurança Nacional dos EUA não respondeu a um pedido de comentário. A agência não disse se desenvolveu o Eternal Blue ou outras ferramentas hackers vazadas online. Diversos especialistas de segurança privada disseram acreditar que o Shadow Brokers está ligado ao governo russo e que o governo da Coreia do Norte está por trás do WannaCry. Os países negam acusações de que envolvimento nos ataques hackers. A russa Rosneft, uma das maiores produtoras de petróleo do mundo em volume, informou que seus sistemas sofreram consequências sérias, mas acrescentou que a produção de petróleo não foi afetada porque trocou para sistemas reservas. O vice-primeiro-ministro da Ucrânia, Pavlo Rozenko, disse que a rede de computadores do governo caiu e que o banco central relatou interrupções em operações em bancos e companhias, incluindo na distribuidora estatal de energia. A WPP, maior agência de propaganda do mundo, também disse ter sido afetada.

Negócios: Mineração indica início de retomada

Negócios: Mineração indica início de retomada


A mineração, um dos setores de maior potencial da economia baiana, dá sinais de retomada. Os obstáculos ainda são grandes, especialmente para os projetos de produção de minério de ferro, por causa das incertezas no mercado externo e das deficiências logísticas. Ainda assim, as perspectivas são positivas por causa da queda dos estoques internacionais e da recuperação dos preços das commodities.
Mas se com o ferro as notícias se resumem a perspectivas, o que se verifica em outros segmentos são informações de crescimento na produção. A Mirabela Mineração, que havia encerrado as atividades no ano passado, comunicou à Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico (SDE) que vai retomar as atividades. Ela produz níquel. Outra empresa que enfrentava dificuldades e encontrou o caminho da recuperação é a Caraíba Metais. Recentemente adquirida por um grupo canadense, a empresa procurou o governo não só para informar o retorno às atividades na mina de Jaguarari, mas também para anunciar que vai abrir uma nova, cujo potencial, segundo afirma  o superintendente da SDE Reinaldo Sampaio, é maior que o da atual.
Os valores desse investimento, disse Sampaio, não foram informados. As páginas de boas notícias se completam, ainda, com o aumento nas exportações de diamante – produzidos pela Lipari no município de Nordestina -, da reabertura da produção de ouro – pela Yamana Gold em Santa Luz – e de urânio em Caetité, e o recorde de produção da mina de vanádio em Maracás.
Líder do ranking
Em 2016, a Bahia também liderou o ranking nacional em número de requerimentos para pesquisa de bens minerais, com 2.761 processos protocolizados, ficando à frente de Minas Gerais (2.245) e Goiás (1.172). O destaque é o aumento no número de pedidos de pesquisas para o zinco, mineral que teve seu preço acrescido em 66% no ano passado e que está com a demanda aquecida. Para não desperdiçar oportunidades e transformar o potencial em realidade, o governo estadual começou, neste mês, rodadas de conversas com o setor privado para identificar melhorias necessárias ao ambiente de negócios para o setor. A ideia, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner, é a de construir uma política estadual para o setor. “A mineração exerce importante papel no desenvolvimento econômico e social, já que o subsolo do semiárido, região mais carente do estado, tem se evidenciado como uma região geológica de grande valor”, disse.
R$ 20 bilhões à espera de um trem
As notícias são positivas, especialmente por terem vindo em meio à maior crise econômica e política do país. Mas ainda estão muito aquém do potencial do estado. Ainda em 2012, o governo anunciou que os investimentos previstos para a mineração baiana eram de R$ 20 bilhões até, vejam só, 2015. O anúncio não se tornou realidade e os recursos ainda estão represados. A maioria deles diz respeito à produção de ferro, extração que traz grande impacto no PIB. É certo que as crises – a brasileira e a internacional – afetaram os planos das empresas, mas no caso do ferro, logística é fundamental, pois responde a dois terços do preço da commodity. Segundo os planos originais, o complexo logístico que integraria a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) ao Porto Sul em Ilhéus, para escoar o ferro extraído em Caetité, deveria estar em operação desde julho de 2013. Quase quatro anos depois, tal complexo, e as empresas que dele dependem para produzir, ainda não funciona e, sob muitas dúvidas de que um dia será mesmo viabilizado, move-se a passos de formiga.
Fique por dentro
Sebrae: O Conselho do Sebrae confirmou ontem o nome de José Cabral Ferreira para a diretoria do órgão. Ferreira tem uma longa experiência e seu currículo registra passagens como secretário municipal de Salvador (Secretaria de Administração) na gestão Antonio Imbassahy, e pela Diretoria Financeira da Câmara de Vereadores.
Fonte: Correio24horas

Usinas Nucleares ainda são maior fonte de energia limpa na Europa e nos USA

Usinas Nucleares ainda são maior fonte de energia limpa na Europa e nos USA


OK. Existe um grande debate se a energia nuclear pode ser considerada limpa. Afinal, além da poluição associada à mineração do urânio, há o problema ainda insolúvel dos rejeitos radioativos por milhares de anos. Sem falar no risco de acidentes, como lembrou a tragédia em Fukushima, no Japão.
Mesmo assim, as usinas nucleares não emitem gases de efeito estufa diretamente. São uma forma de gerar eletricidade sem aumentar as emissões responsáveis pelas mudanças climáticas. Países da Europa, os Estados Unidos e outros contam com a fissão nuclear para abastecer a rede elétrica nos níveis atuais de emissões.
Agora, um alto executivo da Agência Internacional de Energia lembrou que o descomissionamento das usinas nucleares da Europa e dos EUA a partir de 2020 ameaça o cumprimento das metas para redução nas emissões. A não ser que os países construam novas usinas (o que leva tempo e custa caro) ou expandam o uso de energia renovável (o que parece estar ocorrendo mas não na velocidade desejada).
Sim. No caso americano, é verdade que o presidente disse que não ia honrar meta nenhuma de redução nas emissões e que estava abandonando o esforço do resto do planeta para equilibrar o clima. Mas muitos governos estaduais e grandes empresas do país afirmaram que vão manter os compromissos. E oficialmente não há como sair do Acordo de Paris.
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA na sigla em inglês), a eletricidade gerada pelas nucleares na Europa e nos EUA é hoje equivalente a três vezes o que vem das usinas solares e eólicas. Acontece que a maioria dos reatores foi construído nos anos 1970 e 1980. Eles devem chegar ao fim da vida útil por volta de 2020.
Se uma usina nuclear funciona em média 8 mil horas por ano, contra as 1,5 a 2 mil horas de uma usina solar, os governos precisam expandir os investimentos para substituir as nucleares aposentadas e cumprir as metas de descarbonização, alertou Laszlo Varro, economista chefe da IEA. Segundo ele, de tudo que foi investido em energia renovável, 20% do potencial de geração foi absorvido pela perda das nucleares que desativadas no mesmo período.
A dependência na energia nuclear é um assunto delicado para o movimento ambiental. Alguns admitem que elas fazem parte do mix de soluções para escapar das tragédias climáticas. Outros acreditam que é necessário e possível reduzir as emissões poluentes sem elas.