sábado, 22 de julho de 2017

Vale vê produção de minério em 2017 na faixa inferior da estimativa

Vale vê produção de minério em 2017 na faixa inferior da estimativa


A produção de minério de ferro da Vale em 2017 ficará próxima ao limite inferior da faixa projetada para o ano, de 360 milhões a 380 milhões de toneladas, com a empresa mantendo a estratégia de reduzir a extração do produto de menor qualidade, ainda que tenha anunciado nesta quinta-feira um recorde para um segundo trimestre.
Caso a produção da maior produtora de minério de ferro do mundo fique perto de 360 milhões de toneladas, poderia crescer cerca de 3 por cento ante 2016. A previsão para o ano foi feita conforme a empresa anunciou nesta quinta-feira cortes adicionais da produção de minério com maiores custos, nos sistemas Sul e Sudeste do Brasil, no segundo semestre, enquanto aumenta gradativamente sua produção de alta qualidade.
A mineradora produziu no segundo trimestre 91,849 milhões de toneladas, alta de 5,8 por cento ante o mesmo período do ano passado, principalmente devido à aceleração das atividades na mina S11D, em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará. O S11D, maior projeto de minério da história da companhia, com alto teor de ferro, entrou em operação comercial neste ano e, segundo a empresa, está avançando conforme o planejado.
Com isso, o Sistema Norte, que compreende as minas de Carajás, Serra Leste e S11D, atingiu recorde de produção de 41,5 milhões de toneladas no segundo trimestre, alta de 13,7 por cento ante o mesmo período de 2016. Em nota a clientes, o analista do Societe Generale Christian Georges afirmou que a produção de minério da Vale no segundo trimestre ficou no topo das expectativas e que foi consistente com à expansão da produção de baixo custo e alta qualidade no Norte do Brasil.
“Grande parte disso é projetada para alimentar maiores graduações de minério de ferro em misturas (com a produção do Sul do Brasil) para maximizar o retorno”, disse o analista, destacando que em sua opinião a produção da Vale não está alimentando o excesso de oferta global. Priorizando a qualidade, a Vale afirmou que a especificação do minério Brazilian Blend Fines (BRBF) está agora padronizada, com um teor de sílica (SiO2) limitado a 5 por cento.
“O produto BRBF está consolidando sua marca como principal componente para carga de alto-forno em diversas usinas siderúrgicas, sendo distribuído a partir de onze portos chineses.” As ações preferenciais da empresa operavam com queda de 3,6 por cento, às 12:47, enquanto o Ibovespa recuava 0,34 por cento.

Em Busca De Maior Qualidade

A Vale explicou que a extração de produtos de alta sílica, com menos qualidade e maiores custos, será reduzida em 19 milhões de toneladas em algumas minas dos sistemas Sul e Sudeste a partir do segundo semestre. Dessa forma, a produção anual deverá ficar próxima dos 360 milhões de toneladas para o ano. Em relatório a clientes, o analista do Citi Alex Hacking destacou que o corte dos produtos de alta sílica são adicionais aos anunciados em 2016, de 30 milhões de toneladas, somando então 50 milhões de cortes totais, aproximadamente 12,5 por cento da capacidade da empresa.
A Vale afirmou ainda, nesta quinta-feira, que reafirma o caso base de sua meta de produção de longo prazo de 400 milhões de toneladas por ano. No entanto, Hacking destacou que, anteriormente, a empresa orientou a produção de 2020 para 400-450 milhões de toneladas por ano. ”Então isso nos parece como um potencial corte de orientação, e não uma reafirmação”, disse Hacking, que classificou as notícias como gradualmente positivas para o mercado de minério de ferro.
O teor de ferro médio foi de 63,8 por cento no segundo trimestre de 2017, permanecendo em linha com o teor de ferro médio do primeiro trimestre.

Embarques E Vendas

A Vale reiterou que está buscando deslocar os estoques ao longo da cadeia para mais perto dos clientes, como forma de trazer maior flexibilidade à cadeia integrada de valor, conforme explicado pela companhia na divulgação dos resultados do primeiro trimestre. Mas o movimento leva temporariamente a menores volumes de venda, quando comparados aos embarques do Brasil.
Ainda assim, os embarques de minério de ferro e pelotas da empresa a partir de Brasil e Argentina cresceram, totalizando 81,6 milhões de toneladas no segundo trimestre, 4,4 milhões de toneladas maiores do que no mesmo período de 2016, devido principalmente à maior produção no Sistema Norte e no Sistema Sudeste.
Os embarques feitos pela Argentina referem-se ao Sistema Centro-Oeste, que compreende a unidade ativa de Urucum. Dessa forma, os volumes “blendados” na Ásia totalizaram 14,8 milhões de toneladas no segundo trimestre, 3,7 milhões de toneladas acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Revisão Da Produção De Níquel

A produção de níquel alcançou 65,9 mil toneladas no segundo trimestre, queda de 16,1 por cento ante o mesmo período do ano passado, principalmente devido à reconstrução do forno 2, como parte da transição para operação com forno único em Sudbury, e à parada programada para manutenção na unidade.
A Vale, que é uma das maiores produtoras de níquel do mundo, explicou que a meta para a produção da commodity no ano foi revista devido a um desempenho abaixo do esperado de suas operações no segmento.
Em sua nova projeção, a Vale prevê produzir 295 mil toneladas em 2017, ante 317 mil toneladas previstas anteriormente, segundo esclareceu a assessoria de imprensa.
A redução, segundo a Vale, reflete uma produção menor que a planejada nas operações de Thompson, Nova Caledônia e Indonésia
Fonte: Reuters

Cobre sobe com queda de estoques e disputas no Chile

Cobre sobe com queda de estoques e disputas no Chile


Os futuros de cobre operam nos maiores níveis em quatro meses nesta manhã, impulsionados por um aperto da oferta global do metal básico e pela perspectiva de novas disputas trabalhistas no Chile. Por volta das 7h35 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) avançava 1,05%, a US$ 6.038,00 por tonelada.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para setembro tinha alta de 0,99%, a US$ 2,7430 por libra-peso, às 8h10 (de Brasília). O rali do cobre veio após dados mostrarem que os estoques do metal na Bolsa de Futuros de Xangai tiveram queda semanal de 5% e se aproximaram dos menores patamares no ano, segundo Dee Perera, corretor da Marex Spectron.
Também ajuda a sustentar o cobre o último entrave em negociações entre a Antofagasta e trabalhadores da mina chilena de Zaldívar. Os mineiros, que votaram a favor de uma greve no último dia 10, rejeitaram ontem a última oferta salarial feita pela empresa, de acordo com nota da ING. As negociações, mediadas pelo governo chileno, vão se estender até dia 26. Caso não haja acordo, os trabalhadores deverão começar a paralisação, disse a ING.
Entre outros metais básicos na LME, o viés era positivo: o alumínio subia 0,73% no horário indicado acima, a US$ 1.930,00 por tonelada, enquanto o zinco avançava 1,23%, a US$ 2.761,50 por tonelada, o chumbo aumentava 1,26%, a US$ 2.245,00 por tonelada, o pouco negociado estanho tinha valorização de 0,32%, a US$ 20.170,00 por tonelada, e o níquel aumentava 1,21%, a US$ 9.625,00 por tonelada.
Fonte: Dow Jones Newswires

Vale atinge recorde de produção de 91.8 Mt de minério de ferro no segundo trimestre de 2017

Vale atinge recorde de produção de 91.8 Mt de minério de ferro no segundo trimestre de 2017


Minério de ferro

A produção de minério de ferro da Vale foi de 91,8 Mt no 2T17, alcançando recorde no segundo trimestre do ano. O valor foi superior em 5,6 Mt em comparação com o 1T17. Fatores como a melhor performance operacional no Sistema Norte e a sazonalidade climática explicam os bons resultados. A produção foi 5,0 Mt maior do que no 2T16 devido ao ramp-up de S11D no Sistema Norte e ao ramp-up das novas plantas de beneficiamento e britagem no Sistema Sudeste.
Já a produção de pelotas da Vale atingiu a marca de 12,2 Mt no 2T17, índice 1,7% menor do que no 1T17. O resultado pode ser creditado a paradas programadas para manutenção em uma linha da planta de pelotização de Omã. O valor alcançado foi 21,5% superior quando comparado ao 2T16, devido, principalmente, a paradas para manutenção no 2T16 e à retomada de produção na planta de Fábrica em julho de 2016.

Fonte: Vale

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A arte da cravação de pedras preciosas

A arte da cravação de pedras preciosas

A cravação é o processo de se fixar as pedras preciosas nas peças de modo a mantê-las seguras e valorizar o brilho e as características de cada material. Quem executa essa delicada tarefa é o cravador. Esse profissional de joalheira também faz acabamentos como texturas e desenhos em joias. A função requer muita habilidade, conhecimento sobre características e fenômenos ópticos das gemas e experiência.
As cravações dependem do tipo de lapidação das pedras preciosas e podem ter configuração redonda, oval, quadrada ou retangular.
Um dos métodos mais tradicionais é a cravação virola, no qual a gema é encaixada na moldura ou virola e fixada por meio de marteladas em suas extremidades.
No método de cravação com garras, a gema é presa à joia por meio de garras.  Na cravação inglesa, um aro de metal é utilizado para prender a pedra à joia. A gema é fixada por meio da pressão exercida pelo aro em torno da pedra. Na cravação inglesinha, faz-se um furo na joia para que a gema seja colocada e presa.
A cravação pavê é uma técnica bastante empregada na alta joalheria com o intuito de se preencher a superfície de uma joia. As gemas são dispostas uniformemente, após serem postas em furos e presas por meio de grãos de metal.
A cravação em grão é semelhante à pavê com a diferença do uso de um engaste individual. Nesse caso, uma caixa é entalhada e a gema é emoldurada com o auxílio de um instrumento chamado buril.
Na cravação carrê, as gemas permanecem em fila entre dois trilhos paralelos. A cravação bigodinho leva este nome porque quatro rasgos similares a um bigode são cortados na chapa da joia e levantados para se prender a gema.
cravação invisível, pavê e pérola
Na cravação invisível, todas as gemas aplicadas são engastadas e encaixadas sob pressão em uma malha de metal. Quando as gemas são maiores, opta-se pela cravação que permita a entrada de luz lateral na pedra. Nesse caso, são criadas galerias no metal que seguem desenhos simples ou complexos.
Como o próprio nome sugere, no método de cravação tensão, as pedras são presas à joia por meio da tensão que o metal exerce sobre as gemas.
A lapidação lisa ou cabochon demanda cravações especiais em razão da gema apresentar uma base plana. Normalmente, dispõe-se de um aro de metal que pressione o contorno da pedra. O artefato é soldado à uma base de tamanho menor que a gema, permitindo a fixação e a entrada de luz.
No caso das pérolas e outras gemas de formato esférico, a montagem é feita com fio passante ou com a inserção de pinos colados no interior na gema, conferindo o efeito concha.
Paras as gemas que apresentam lapidação gota ou “briollet”, a cravação é feita com a colocação de fios de metal em forma de pinos que são colados no furo da gema ou por meio de fios triangulares. Também recorre-se ao uso de argolas e outras técnicas, dependendo da necessidade. Gemas irregulares exigem um estudo detalhado para a escolha da cravação ideal. Uma escolha comum é a inclusão de aros, garras ou pinos.

Fonte: UOL

A Pérola e sua história como joia

A Pérola e sua história como joia

Rara, clássica, desejada, e sempre na moda. A pérola é a mais antiga das pedras preciosas.

Apenas uma em cada um milhão de ostras produz uma pérola natural. A “Rainha das Gemas”, única gema de origem animal, é também a mais antiga pedra preciosa conhecida. Ao contrário das outras pedras preciosas, a pérola é perfeita ao natural e, então, não é preciso lapidá-la ou esculpi-la para que vire uma joia.
Os registros mais antigos que mencionam as pérolas são de 2 mil A.C. O nome pérola vem dos romanos, do latim “pirla”, que é o diminutivo de pira, que significa “formato de lágrima”. Para os romanos, assim como para muitos povos ao redor do mundo, a pérola é um símbolo do amor.
Durante a Idade Média, vários países europeus proibiam o uso de pérolas por pessoas comuns, reservando-as apenas à aristocracia. Somente após a Revolução Francesa as pérolas se popularizaram e passaram a ser frequentes em noivados e casamentos de pessoas comuns.
Hoje em dia menos de 3% da produção mundial são de pérolas naturais. O biólogo sueco Carl von Linné foi o pioneiro na criação de uma pérola artificial, em 1761. Mas apenas no começo do século 20 o japonês Kokichi Mikimoto difundiu o método atual. Hoje são introduzidas sementes de diversas origens no molusco para a formação do nácar, que dá origem à pérola.
O duque Dmitri Pavlovich mudou por acaso o rumo da história das pérolas no início da década de 1920. Presenteou sua amante com uma joia de família: um colar de pérolas de seis voltas. O nome da amante: Coco Chanel. A partir disso, as pérolas ganharam a conotação de acessório fashion.
Também no século passado as pérolas ficaram famosas no colar de três voltas de Jacqueline Onassis, e também em seu par de brincos solitários.
No cinema a rainha das gemas também fez muito sucesso. Audrey Hepburn, em Bonequinha de Luxo, ficou marcada pelo figurino com um longo preto e um colar de 4 voltas de pérolas. Marilyn Monroe também desfilava com uma gargantilha que ganhou de presente do marido, Joe Di Maggio.
Joias e pedras preciosas revelam o poder de cada mulher. Descubra as pérolas nas joias Dalitz e eternize a sua história!

Fonte: Terra