sábado, 22 de julho de 2017

Banco Mundial ordena que Argentina pague US$320 mi por apreensão de companhia aérea

Banco Mundial ordena que Argentina pague US$320 mi por apreensão de companhia aérea



BUENOS AIRES (Reuters) - O tribunal de arbitragem do Banco Mundial ordenou que a Argentina pague 320 milhões de dólares acrescidos de juros e despesas judiciais ao grupo espanhol de viagens Marsans por expropriar sua companhia aérea, a Aerolíneas Argentinas, em 2008, informou um jornal local neste sábado.
O Centro Internacional de Solução de Disputas de Investimento (ICSID, na sigla em inglês) decidiu contra a Argentina por "expropriar ilegalmente os investimentos" da Marsans, disse o tribunal ao jornal argentino Clarín.
O ICSID e um porta-voz do gabinete do presidente argentino, Mauricio Macri, não responderam imediatamente ao pedido de comentário.
A ex-presidente da Argentina, Cristina Fernandez Kirchner, ordenou a apreensão da companhia aérea em 2008, alegando má gestão. A empresa está sendo administrada pelo Estado desde então.
Desde que assumiu a presidência em 2015, Macri vem tentando desmantelar o controle estatal sobre a economia implementado durante o governo de Cristina Kirchner.
Por Eliana Raszewski

Fonte: Reuters

Triunfo fecha acordo com credores para recuperação extrajudicial

Triunfo fecha acordo com credores para recuperação extrajudicial

SÃO PAULO, (Reuters) - A Triunfo Participações e um grupo de cerca de 20 bancos acertaram os termos de uma reestruturação de dívidas de 2,1 bilhões de reais, o que dará ao grupo de infraestrutura tempo para finalizar projetos e reduzir seu porte gradualmente.
O processo vai ocorrer via recuperação extrajudicial, disse Andre Bucione, diretor geral da Alvarez & Marsal, que assessorou a Triunfo no acordo. A recuperação extrajudicial deve dar fôlego para a Triunfo redefinir suas metas estratégicas e reduzir o porte do grupo após o não pagamento de dívida junto ao BNDES deixar a empresa sem crédito.
"Os credores ficam sempre satisfeitos com o interesse da companhia em discutir como honrar suas dívidas, facilitando um acordo que será benéfico para todas as partes envolvidas", disse um executivo de um dos credores da Triunfo.
A Triunfo ampliou agressivamente a dívida no início da década para financiar expansão em concessões de rodovias, em eletricidade e aeroportos. Mas a recessão perdeu lucratividade. E cerca de 1 bilhão de reais em dívidas vencem no fim de 2018.
A Triunfo tinha cerca de 3,5 bilhões de reais em dívida até março.
Apesar do acordo para a recuperação extrajudicial não impor vendas de ativos da Triunfo, o processo deve acelerar a reformulação da companhia que cresceu muito rápido, disse o mesmo executivo. Cerca de 82 por cento dos credores da Triunfo aderiram ao plano de recuperação extrajudicial, disse Bucione.
O BNDES, também acionista da Triunfo, não participou do processo.
Sob o acordo, os credores terão duas opções: receber o total das dívidas em oito anos ou assumir um desconto na dívida e receber até 110 milhões de reais assim que a Triunfo validar a reestruturação, disse Bucione.
Os termos do acordo são similares aos publicados pela Reuters em 19 de junho, quando a Triunfo acertou a venda de 50 por cento no Terminal Portuário de Navegantes por cerca de 1,3 bilhão de reais.
Porta-vozes da Triunfo não comentaram o assunto de imediato.
Com reportagem adicional de Bruno Federowski
Fonte:
Reuters

ALEXANDRITA        

ALEXANDRITA        



A mais rara e valiosa variedade de crisoberilo exibe as cores verde e vermelha, as mesmas da Rússia Imperial, e seu nome é uma homenagem a Alexandre Nicolaivich, que mais tarde se tornaria o czar Alexandre II; de acordo com relatos históricos, a sua descoberta, nos Montes Urais, em 1830, deu-se no dia em que ele atingiu a maioridade.

Como uma das mais cobiçadas gemas, esta cerca-se de algumas lendas, a mais difundida das quais diz que o referido czar teria ordenado a execução de um lapidário, depois que este lhe devolveu uma pedra de diferente cor da que lhe houvera sido confiada para lapidar.

Esta lenda deve-se ao fato de que a alexandrita apresenta um peculiar fenômeno óptico de mudança de cor, exibindo uma coloração verde a verde-azulada (apropriadamente denominada “pavão” pelos garimpeiros brasileiros) sob luz natural ou fluorescente e vermelha-púrpura, semelhante a da framboesa, sob luz incandescente. Quanto mais acentuado for este cambio de cor, mais valorizado é o exemplar, embora, para alguns, os elevados valores que esta gema pode alcançar devam-se mais a sua extrema raridade que propriamente à sua beleza intrínseca.

Esta instigante mudança de cor deve-se ao fato de que a transmissão da luz nas regiões do vermelho e verde-azul do espectro visível é praticamente a mesma nesta gema, de modo que qualquer cambio na natureza da luz incidente altera este equilíbrio em favor de uma delas. Assim sendo, a luz diurna ou fluorescente, mais rica em azul, tende a desviar o equilíbrio para a região azul-verde do espectro, de modo que a pedra aparece verde, enquanto a luz incandescente, mais rica em vermelho, faz com que a pedra adote esta cor.

Este exuberante fenômeno é denominado efeito-alexandrita e outras gemas podem apresentá-lo, entre elas a safira, algumas granadas e o espinélio. É importante salientar a diferença entre esta propriedade e a observada em gemas de pleocroísmo intenso, como a andaluzita (e a própria alexandrita), que exibem distintas cores ou tons, de acordo com a direção em que são observadas e não segundo o tipo de iluminação a qual estão expostas.

Analogamente ao crisoberilo, a alexandrita constitui-se de óxido de berílio e alumínio, deve sua cor a traços de cromo, ferro e vanádio e, em raros casos, pode apresentar o soberbo efeito olho-de-gato, explicado detalhadamente no artigo anterior, no qual abordamos o tema do crisoberilo.

As principais inclusões encontradas na alexandrita são os tubos de crescimento finos, de forma acicular, as inclusões minerais (micas, sobretudo a biotita, actinolita acicular, quartzo, apatita e fluorita) e as fluidas (bifásicas e trifásicas). Os planos de geminação com aspecto de degraus são também importantes características internas observadas nas alexandritas.

Atualmente, os principais países produtores desta fascinante gema são Sri Lanka (Ratnapura e diversas outras ocorrências), Brasil, Tanzânia (Tunduru), Madagascar (Ilakaka) e Índia (Orissa e Andhra Pradesh).

No Brasil, a alexandrita ocorre associada a minerais de berílio, em depósitos secundários, formados pela erosão, transporte e sedimentação de materiais provenientes de jazimentos primários, principalmente pegmatitos graníticos. Ela é conhecida em nosso país pelo menos desde 1932 e acredita-se que o primeiro espécime foi encontrado em uma localidade próxima a Araçuaí, Minas Gerais. Atualmente, as ocorrências brasileiras mais significativas localizam-se nos estados de Minas Gerais (Antônio Dias/Hematita, Malacacheta/Córrego do Fogo, Santa Maria do Itabira e Esmeralda de Ferros), Bahia (Carnaíba) e Goiás (Porangatú e Uruaçú).

A alexandrita é sintetizada desde 1973, por diversos fabricantes do Japão, Rússia, Estados Unidos e outros países, que utilizam diferentes métodos, tais como os de Fluxo, Czochralski e Float-Zoning, inclusive na obtenção de espécimes com o raro efeito olho-de-gato.

A distinção entre as alexandritas naturais e sintéticas é feita com base no exame das inclusões e estruturas ao microscópio e, como ensaio complementar, na averiguação da fluorescência à luz ultravioleta, usualmente mais intensa nos exemplares sintéticos, devido à ausência de ferro, que inibe esta propriedade na maior parte das alexandritas naturais.

Na prática, a distinção por microscopia é bastante difícil, seja pela ausência de inclusões ou pela presença de inclusões de diferente natureza, porém muito semelhantes, o que, em alguns casos, requer ensaios analíticos mais avançados, não disponíveis em laboratórios gemológicos standard.
O custo das alexandritas sintéticas é relativamente alto - mas muito inferior ao das naturais de igual qualidade - pois os processos de síntese são complexos e os materiais empregados caros. O substituto da alexandrita encontrado com mais frequência no mercado brasileiro é um coríndon sintético “dopado” com traços de vanádio, que também exibe o câmbio de cor segundo a fonte de iluminação sob a qual se observa o exemplar. Eventualmente, encontram-se, ainda, espinélios sintéticos com mudança de cor algo semelhante à das alexandritas.

TOPÁZIO IMPERIAL

TOPÁZIO IMPERIAL



Algumas teorias procuram explicar a origem do termo topázio e a mais plausível é que derive do vocábulo sânscrito tapas, significando fogo. A designação imperial, por sua vez, foi atribuída à gema em homenagem a D. Pedro I que, segundo relatos históricos, teria se encantado com a exuberância dos matizes e tons de alguns exemplares de topázio que lhe foram oferecidos durante uma estadia na antiga Vila Rica, em Minas Gerais, de onde foram extraídos.
Descoberto por volta de 1760, o topázio imperial é a variedade mais valorizada desta espécie mineral e ocorre unicamente na região de Ouro Preto, em diversos depósitos numa área de aproximadamente 150 km2. Atualmente, as minas mais produtivas são as do Capão do Lana, cuja lavra é inteiramente mecanizada e situa-se na localidade de Rodrigo Silva; e a do Vermelhão, localizada em Saramenha, além de diversos depósitos aluviais nas cabeceiras de alguns córregos e ribeirões da região.
Esta fascinante variedade de topázio ocorre numa ampla gama de cores, do amarelo alaranjado ao laranja-pêssego, do rosa ao vermelho-cereja. A cor mais rara é a roxa, seguida pela roxa rosada, vermelha-cereja e pelas bicolores.
Em termos de composição química, o topázio trata-se de um silicato de alumínio e flúor, incolor em seu estado puro. Acredita-se que as cores do imperial se devam à presença de elementos de transição e de terras raras dispersos na rede cristalina do mineral, entre eles Cr, Cs, Fe, V, Mn e Ti, sendo que os teores dos dois primeiros exibem uma correlação com a intensidade e tonalidades do amarelo ao avermelhado.
Existem topázios de cores algo similares ao imperial provenientes de outras fontes no mundo, porém a produção é pequena e descontínua, como em Katlang (Paquistão) ou apresenta importância apenas histórica, como a outrora proveniente da Rússia, onde o jazimento encontra-se praticamente esgotado.
O topázio imperial ocorre em pequenos cristais prismáticos, apresentando faces estriadas longitudinalmente, quase sempre com uma única terminação. Possui clivagem basal perfeita e sua elevada dureza (8 na escala Mohs) e brilho intenso conferem às gemas lapidadas uma rara beleza.
Acredita-se que o topázio imperial possui origem hidrotermal, relacionada ao último evento vulcânico ocorrido na região; a rocha mineralizada compõe-se de uma argila alterada, cortada por veios de caolinita, que são lavrados por desmonte hidráulico, sendo, em seguida, os espécimes submetidos à cata manual e classificação.
Os minerais associados ao topázio imperial são quartzo, mica, dolomita, especularita, rutilo e, raramente, euclásio, florencita e xenotima. As principais inclusões são as fásicas, os tubos de crescimento, as fraturas parcialmente cicatrizadas e as minerais, sobretudo de ankerita, tremolita, rutilo, goethita, especularita, topázio e pirofilita.
O topázio imperial pode ser submetido a tratamentos, por meio de técnicas amplamente utilizadas e aceitas no mercado internacional de gemas, visando melhorar o seu aspecto e tornar suas cores ainda mais atraentes, com o conseqüente aumento do seu valor monetário.
O método mais usual é o tratamento térmico, através do qual obtém-se gemas rosas a partir de exemplares alaranjados ou amarelos amarronzados, mediante a remoção do centro de cor amarelo. Este tratamento é estável e, geralmente, a melhor coloração é obtida após um lento aquecimento até uma temperatura de aproximadamente 450oC.
Outros tipos de tratamento, mais recentemente aplicados ao topázio imperial, consistem no preenchimento de fraturas com resina, de uso consagrado em diamantes, rubis, safiras e esmeraldas, e o método de difusão superficial, empregado comumente em safiras e rubis.
Como único país produtor da singular variedade imperial, o Brasil ocupa posição privilegiada na exportação do mineral topázio, seguido pela Nigéria, Madagascar, Paquistão, Sri Lanka e Rússia. Atualmente, os principais países de destino do topázio imperial são os Estados Unidos, Taiwan, Japão, Alemanha, Hong-Kong, China, Índia e Itália.

Diamantes

Diamantes
Em pedras coloridas: algumas pedras tendo sido usadas por várias gerações, são muitas vezes danificadas, incluindo rubis e safiras; Nós as relapidamos para melhorar a qualidade, o que geralmente permite uma distribuição uniforme de cor ao longo da pedra; A vantagem deste trabalho é que seguramente agrega mais valor à pedra.
Peso
O peso é sempre dado em quilates (0,2 g), critério fundamental para o preço dos diamantes.

Pureza
A pureza pode ser analisada pela quantidade ou ausência de inclusões, o que pode ser constatado por uma lupa. Os critérios são :
- Flawless x 10 $ (Internamente Flawless): ausência total de inclusões e absolutamente transparente.
- VVS1 - VVS2 (Very Very Small Inclusões): minúsculas inclusões muito difíceis de ver sob o microscópio x 10.
- VS1 - VS2 (Very Small Inclusões): Inclusões muito pequenas, facilmente visível com a ampliação x 10.
- SI1 - SI2 (ligeiramente incluído): também facilmente visível com a ampliação x 10, mas invisível a olho nu.
- P1 (Imperfeito): Inclusões facilmente visíveis com a ampliação x 10, mas difícil de detectar a olho nu..
- P2 (Imperfeito): numerosas inclusões facilmente visíveis a olho nu. Afetam levemente o brilho da pedra.
- P3 (Imperfeito): numerosas Inclusões facilmente visíveis a olho nu. Afetam claramente o brilho da pedra.
Cor
Os critérios são :
D branco excepcional +
E: branco excepciona
F: + Extra Branco
G: Extra branco
H: branco
I e J: cor branca
K e L: pouco manchada
M a Z: cor matizada

Tamanho
O tamanho também interfere no processamento final do diamante. Inadequado tamanho do diamante pode desvalorizar drasticamente.
Critérios como estes são escritos em um certificado com os seguintes indicativos: excelente - muito bom - bom - médio - baixo.
Com sua capacidade de concentrar e refletir a luz, o diamante domina o mundo das gemas. Os diamantes são produzidos em várias partes do mundo inclusive no Brasil. As cores são variadas: incolor (branco), amarelo, marrom, verde, rosa, azul, preto e vermelho (muito raro): O Borh dá o azul e o nitrogênio, o amarelo, rosa e vermelho, já o hidrogênio , nos dá o verde urânio.
Temos conosco um conjunto de diamantes cor natural, narciso, conhaque, laranja, verde e (verde amarelo) canário. Para a compra de diamantes, nós temos um estoque de pedras entre 0,50 e 3 quilates e algumas pedras e diamantes coloridos a mão. Sinta-se à vontade para nos contatar diretamente. Todos os nossos diamantes vêm com certificação. Nós fabricamos todos os dias anéis de diamante, colares, brincos...
Os principais produtores de diamante do mundo são: Rússia, África do Sul, Botswana, Canadá, Austrália...
Uma das nossas especialidades está relacionada ao corte clássico de diamantes. Depois de analisar a peça fornecida pelo cliente, recomendamos, sempre que possível, fazer uma remodelagem para uma lapidação moderna para obter uma qualidade muito maior. Podemos também, se possível, eliminar algumas inclusões, o que permite que a pedra tem um tamanho ideal e maior pureza.