domingo, 30 de julho de 2017

CLASSIFICAÇÃO DAS GEMAS

Existem diversos critérios internacionais para a classificação das gemas, e que têm impacto no preço final da mesma.

Adotamos os critérios utilizados para gemas  no Brasil (BR) – ABRAGEM – e no Exterior (USA).

São bem parecidos, mudando apenas as siglas.

Atenção para as classificações de diamantes pois eles possuem tabela específica e as vezes são usados erroneamente para gemas.

QUADRO DE CLASSIFICAÇÃO DE PUREZA DAS GEMAS DE COR (BRASIL)

GRAU DE PUREZA
DESCRIÇÃO DO GRAU DE PUREZA
SI
Sem inclusões e sem imperfeições externas, quando examinada sob a luz difusa, com lupa 10X.
lL
Inclusões leves ou muito pequenas, quando examinada com lupa 10X. Pequenas imperfeições externas. A categoria IL, é descrita como muito próxima da categoria anterior SI.
IM
Inclusões moderadas que podem ser vistas facilmente com lupa 10X. e com pouca dificuldade a olho nu. Pequenas imperfeições externas. Nesta categoria, as inclusões ou imperfeições não podem afetar a mesa da gema.
IA
Inclusões acentuadas, facilmente vistas a olho nu.
Imperfeições externas também são facilmente encontradas.
IE
Inclusões excessivas. Esta categoria envolve todas as gemas que apresentam muitas inclusões e imperfeições externas, afetando seriamente a beleza, a transparência e a durabilidade do material. As gemas desta categoria são quase sempre translúcidas a opacas.
QUADRO DE CLASSIFICAÇÃO DE PUREZA DAS GEMAS DE COR (USA)
Classificação
“Grade”
Siglas e Descrição na Gema
SF – Super Fino ou excelente negócio
Esta graduação denota que o produto em questão é limpo, bem facetado, bem polido, tem uma cor agradável e viva com consistência e apropriação.
AAA – (SI1-SI2) ou grande negócio
Esta graduação denota que o produto em questão é limpo, bem facetado, bem polido, cor viva, mas apresenta variação na consistência da cor
AA: – (SI1 – I1) ou bom negócio
Esta graduação denota que o produto em questão está semi limpo, bem facetado & polido, apresenta variações e inconsistência na apropriação da cor. Em termos de joias, denota boa jóia com SI2 e I1 na graduação dos diamantes ou gemas coloridas, mais nas jóias de prata de lei.
A: – (I2)
ou valor extra
Esta graduação denota que o produto em questão está semi limpo, razoavelmente facetado e polido, com variações notáveis e inconsistência na apropriação da cor.
Em termos de jóias, denota jóias em ouro com graduação I2/gemas com claridade ou joias em prata de lei.
Comercial ou Valor Extra
Irregular, nebuloso, inclusões visíveis, semi transparente/opaco, menor graduação.
Em termos de jóias, denota ouro ou prata de lei com graduação menor

sábado, 29 de julho de 2017

9 tesouros que ainda não foram encontrados

Com tanta gente no mundo, tecnologia cada vez mais avançada e o planeta sendo decifrado por cientistas de plantão, diversos mistérios e perguntas não respondidas ainda surgem semanalmente ao redor do globo. Quanto mais se descobre sobre o passado da Terra, mais questões e incógnitas surgem pelo caminho.
Um dos mistérios mais explorados tem relação direta com a fama dos tesouros perdidos ou roubados ao longo dos séculos. Onde é que está boa parte das riquezas da antiguidade? Uma coisa é certa: em tempos de incerteza, quer se trate de uma revolução, guerra, canibalização etc., o lugar mais seguro para guardar algo de valor era em uma colina bem alta ou embaixo da terra.
A equipe do Mega Curioso arregaçou as mangas e “escavou” alguns tesouros lendários que grandes ícones da História perderam em suas aventuras pelo planeta. Confira:

1. O tesouro perdido de Napoleão


Ao abandonar a cidade de Moscou, o ilustre Napoleão levou consigo alguns carrinhos de ouro, objetos de valor e uma coleção de armas antigas. Contudo, devido aos ataques que seu exército sofria constantemente, ele foi deixando um pouco das riquezas pelo caminho, com o intuito de fazer suas tropas andarem mais rápido.
Historiadores sugerem que Napoleão continuou a puxar carroças, pelo menos, até o Rio Berezina, na região russa do planeta. O primeiro tesouro foi encontrado no rio Nara, mas os outros ainda estão perdidos. Quer procurar? Basta você se aventurar pelas aldeias Zhernovka e Velisto, lagos Kasplya, Svaditskoe, Semlevskoe e no distrito Demidov, na região de Smolensk, na Rússia.

2. As riquezas de Sigismundo III


Filho do rei sueco João III, Sigismundo III invadiu a Rússia em 1604, confiscando tudo o que parecia ter algum valor. Depois da “época da colheita”, ele conseguiu encher 923 vagões de mercadorias, que foram enviados por Mozhaisk, estrada para a Polônia.
Contudo, antes de chegar ao destino final, praticamente todo o tesouro sumiu sem deixar nenhum vestígio. Quer procurar? Compre agora uma passagem para as cidades russas Mojaisk ou Aprelevka. Mas atenção: é bom você voltar e dividir um pouco do tesouro com a gente.

3. O tesouro de Montezuma


Montezuma era um cara um lendário e poderoso líder asteca — tinha uma fortuna incrível. Em 30 de junho de 1520, Hernan Cortés e seus soldados assassinaram o imperador, roubando toda a sua riqueza.
Contudo, a população não deixou barato, cercando os assassinos e tentando impedi-los de fugir com o ouro. É óbvio que um grande combate foi travado, fazendo com que os moradores locais recuperassem parte das joias, mas grande parte do tesouro saqueado foi perdida e nunca mais vista.
Quer procurar? Vá para a cidade de Kanab, em Utah (EUA). Em 1914, o garimpeiro Freddy Crystal encontrou uma gravura feita do lado de um penhasco que combinava com uma marcação em um mapa de tesouro antigo, que supostamente conduzia à fortuna de Montezuma.
O mapa foi decifrado por um descendente do grande líder asteca e, depois de algum tempo, eles conseguiram encontrar um sistema de cavernas e túneis que atravessavam a montanha, em Kanab. O lugar estava cheio de armadilhas, mas nenhum ouro jamais foi encontrado.

4. A fortuna de Lima


No século 19, diversas guerras começaram a ser travadas na América do Sul, visando o fim do colonialismo existente. Durante o domínio da Espanha, a Igreja Católica conquistou uma grande fortuna na região, e claro que eles precisavam de um local seguro para guardar a grana dos chamados “rebeldes”.
Com isso, William Thompson foi encarregado para levar diversas estátuas de ouro, joias, diamantes, coroas, prata e mais um monte de riquezas para bem longe das guerras — o valor estimado era de 300 milhões de dólares.
Contudo, William e sua tripulação não resistiram à tentação e mataram os guardas católicos, tomando as joias para eles. Depois do ocorrido, a trupe foi parar nas Ilhas Cocos, na Costa Rica, e enterrou o tesouro, com a intenção de recuperá-lo dias depois. Porém, eles foram capturados e apenas dois integrantes não foram para a forca, sendo obrigados a revelar o lugar secreto em que o tesouro estava.
Sabe o que aconteceu? William e seu capanga fugiram, e nunca mais eles foram vistos no planeta, muito menos o tesouro escondido.

5. Tesouro do navio Flor do Mar


Construído em 1502 e comandado pelo irmão de Vasco da Gama, o navio português Flor do Mar era muito famoso na época, tendo feito parte de uma viagem para a Índia portuguesa em 1505. Além disso, a embarcação participou de algumas batalhas navais, até que, em 1511, foi perdido em uma tempestade.
O fato intrigante é que o Flor do Mar estava lotado de ouro, o que fez do navio o mais procurado depois de um naufrágio. Tudo indica que a fortuna é o tesouro do reino Melaka, localizado na moderna Malásia, que teria mais de 60 toneladas de ouro.

6. A misteriosa Arca da Aliança


Para os antigos israelitas, a Arca da Aliança era a coisa mais sagrada que existia na Terra, sendo o objeto supremo dos hebreus. Aliás, o famoso aparato era repleto de ouro e acompanhou a galera por 40 anos no deserto — alguns místicos dizem que ela produzia o Maná, alimento usado por Moisés e seu povo.
A Arca da Aliança sumiu depois do ataque dos babilônios a Jerusalém, em 607 antes de Cristo. Desde então, ela nunca mais foi vista. Uns dizem que os próprios hebreus a esconderam, outros afirmam que ela foi destruída. Já os mais fiéis acreditam que Deus levou a Arca para o céu. Será?

7. Maxberg Specimen


Até hoje, apenas 11 fósseis completos de Archaeopteryx foram descobertos pelo ser humano. Caso você não saiba, essa espécie é um dos raros animais que poderia ajudar no desenrolar dos estudos sobre a evolução das espécies, já que faz parte da transição entre os dinossauros e as aves.
O dono da riqueza — sim, isso vale muito dinheiro —, Eduard Opitsch, descobriu o fóssil em 1956, época em que apenas dois fósseis de Archaeopteryx tinham sido descobertos. Ao descobrir que teria que pagar altos impostos pela venda do achado, Opitsch decidiu esconder o fóssil em sua casa. Contudo, depois de sua morte, ninguém descobriu onde ele escondeu essa fortuna fossilizada.

8. A lendária espada Kusanagi


Conhecida no Japão como Kusanagi-no-Tsurugi ou Ama-no-Murakumo-no-Tsurugi ("Espada que Colhe as Nuvens do Céu"), essa espada leva a fama de ser a Excalibur japonesa. Cada vez que um novo imperador era coroado, a Kusanagi era usada em um ritual específico. Segundo a mitologia, a espada foi encontrada no corpo de uma serpente de oito cabeças, decaptada pelo deus japonês Susanoo.
Existem algumas réplicas muito bem feitas dela, mas, infelizmente, a espada verdadeira mora no fundo do oceano desde uma batalha no século 12. Quem se atreve a procurar essa lendária relíquia? Atualmente, o valor dela é praticamente incalculável.

9. O tesouro dos Cavaleiros Templários


Em 1307, o último templário, Jacques de Molay, foi perseguido pelo rei Filipe IV da França, fazendo com que o mistério sobre o paradeiro de todo o tesouro que os Cavaleiros Templários tinham se tornasse motivo de uma busca frenética pelo globo.
O nome completo da ordem era “Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", fundada na época das Cruzadas, por volta do século 11, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista. Contudo, muitos iniciados no assunto sabem que a verdade não é essa: eles tinham objetivos a mais nessa empreitada.
Depois da morte de Jaques, o que levou à dispersão e sumiço de muitos Templários, o tesouro deles, assim como a frota, nunca mais foi visto no planeta. É óbvio que o rei Filipe IV ficou muito furioso com isso. De acordo com algumas lendas, todo esse tesouro teria sido usado para financiar a independência dos Estados Unidos. Você acredita nisso?

Museu "perdeu" anel de diamante que valia quase um milhão de euros


"O desaparecimento do anel do seu local foi constantado pela equipa do Museu Britânico em agosto de 2011. Desde então, o museu reviu as suas normas de segurança e de gestão da coleção. Fez também um investimento significativo para melhorar a segurança", acrescentou o porta-voz.
O anel não estava em exposição quando desapareceu.Museu "perdeu" anel de diamante que valia quase um milhão de euros







Peça da Cartier desapareceu do Museu Britânico em agosto de 2011
Um anel de diamantes, que desapareceu do Museu Britânico, em Londres, no ano de 2011, só foi agora dado como desaparecido pela instituição.
Estima-se que a peça, da Cartier, tenha um valor superior a 840 mil euros. A demora no anúncio do desaparecimento do anel prende-se com o facto de as normas do museu estabelecerem que as perdas só são reportadas cinco anos depois, diz a BBC, citando um porta-voz da instituição.
A perda do anel, legada ao museu por um anónimo, foi revelada com a publicação das contas anuais do Museu Britânico.

Paixão pelo jade leva pedra a valer mais que o ouro

Até onde se pode lembrar, o rio lamacento que corre através desta cidade-oásis no sul de Xinjiang sempre teve muitas pedras macias e brancas, suas bordas brutas polidas pelas águas que rolavam para baixo pelas montanhas do Tibete. E, até onde se pode lembrar, essas pedras – um tipo de jade semitranslúcido – tinham o valor de, bem, um monte de pedras de rio.
Lohman Tohti, 30 anos, se re­­cor­­da de, ainda criança, arremessar pedaços do tamanho de melões dessas pedras dentro de sacos de areia – que eram usados pa­­ra brecar as cheias do apropriadamente intitulado Rio Jade Branco. Quan­do os compradores chineses começaram a chegar por aqui, no início da década de 1990, e os locais ficaram sabendo do potencial valor das pedras, seu tio fez um acordo invejável: ele trocou uma pedra com a circunferência de um porco bem alimentado pela vaca magra de seu vizinho. “Hoje meu tio seria um milionário”, diz Tohti, agora um comerciante de jade.
Atualmente Khotan tem loucura por jade, ou ao menos pelas riquezas que a pedra trouxe a uma cidade cujo último período de prosperidade havia ocorrido há alguns milhares de anos, quando comerciantes de Roma e Cons­tantinopla faziam sua rota a Xi’an, então capital do império chinês e a ponta oriental da Rota da Seda.
Grama por grama, o jade mais fino se tornou mais valioso que ouro, com suas pepitas mais caras, de jade “gordura de carneiro” – chamado assim por sua consistência de mármore branco –, chegando a US$ 3 mil por 28 gramas, um aumento de dez vezes em relação a uma década atrás.
Novos ricos
A explosão do jade, que parece ter alcançado um ritmo frenético nos últimos dois anos, foi estimulada pelos chineses, cuja riqueza recém-obtida e uma afinidade de 5 mil anos pela pedra transformaram os plantadores de algodão de Khotan em magnatas do jade. “O amor pelo jade está em nosso sangue e, agora que as pessoas têm dinheiro, todos querem uma pedra em volta do pescoço ou em sua casa”, disse Zhang Xiankuo, um vendedor chinês, enquanto abria um cofre para exibir os itens esculpidos mais caros de sua empresa – entre eles um par de cisnes se beijando, com valor de varejo de US$ 150 mil, e uma execução contemporânea de uma mulher da dinastia Tang, seus seios insolentemente expostos, que pode ser comprada por US$ 80 mil.
Outro motivo por trás da elevação dos preços do jade, ao menos segundo os comerciantes, é que ele está se tornando cada vez mais escasso. Ao longo da década passada, tratores e escavadoras destruíram as margens do Rio Jade Branco várias vezes seguidas. Até a prática ser proibida, há três anos, empresas de mineração, algumas pertencentes a autoridades do governo local, desviavam o rio em sua busca para encontrar novas jazidas.
Mesmo com o jade de rio estando difícil de encontrar, a promessa de riqueza instantânea traz famílias inteiras ao rio, onde eles podem ser vistos, cabeças baixas, esquadrinhando as margens. Os sortudos vão diretamente ao mercado, onde multidões de homens uigures com chapéus decorados lançam olhares provocativos e negociam seus mais novos achados.
Bolha
Os céticos, porém, dizem que a alta de preços deve mais à excitação do que à escassez. Wang Chunyun, um especialista em jade do Instituto Guangzhou de Geoquímica, diz que um grosso filão inexplorado de jade branco se estende através das montanhas Kunlun, passando por Xinjiang e pelo Tibete. A pedra também pode ser encontrada no resto do mundo, na Austrália, Coreia e Polônia, onde a falta de demanda a mantém intocada. “A escassez de jade é um mito”, disse Wang numa entrevista por telefone. “Eu nunca disse isso aos negociantes chineses porque seria um golpe psicológico forte demais”, acrescentou.
De volta ao mercado, Ai Shan Zhang, um próspero vendedor uigur, balançou a cabeça e sorriu quando foi sugerido que o jade de Khotan pode não ser tão precioso quanto um diamante. O entusiasmo chinês pela pedra é tão grande, disse ele, que ele parou de usar seus ornamentos, especialmente ao se reunir com autoridades do governo cujos favores são algumas vezes necessários no curso dos negócios. “Quando percebem uma peça bonita em volta de meu pescoço, eles a pedem emprestada”, explicou ele. “E, assim que lhes entrego, eles nunca me devolvem.”
A afeição chinesa pela pedra explodiu por volta de 1600 a.C., quando os reais da dinastia Shang começaram a dormir em travesseiros de jade, assinar decretos com carimbos de jade e a sepultar seus entes queridos em roupas feitas com ladrilhos. A lenda sugere que somente os imperadores podiam possuir o jade esculpido, e que a busca por uma pedra especialmente apreciada podia custar as vidas de 10 mil soldados. Não é uma coincidência que os caracteres chineses para “rei” e “jade” têm a mesma base.
O idioma chinês contemporâneo é repleto de referências ao jade – a palavra é usada para descrever mulheres lindas e puras –, e muitas pessoas afirmam que a pedra possui poderes medicinais. Uma lasca de jade usada em volta do pulso pode acalmar uma criança assustada, melhorar a circulação ou absorver energias ruins, dizem os chineses. Segundo uma crença muito antiga, o jade fornece uma ligação entre os mundos físico e espiritual.
Algumas dessas crenças são reforçadas pela tendência do jade em mudar de cor quando usado sobre o corpo. “Quando o jade se esfrega na pele ele se torna mais macio e liso, e quem o usa fica mais feliz, o que provavelmente aumenta sua imunidade”, afirma Wang Shiqi, geólogo da Universidade de Pequim especializado em jade.

Novas jazidas de diamantes no Brasil

Novas jazidas de diamantes no Brasil


Oito especialistas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia, mapearam e identificaram dezenas de novas áreas potencialmente ricas em diamantes no País, especialmente no Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará.
Essa iniciativa faz parte do projeto Diamante Brasil, cujas pesquisas de campo começaram em 2010. Desde então, os geólogos visitaram cerca de 800 localidades em diversos estados, recolheram amostras de rochas e efetuaram perfurações para descobrir mais informações sobre as gemas de cada um dos pontos.
O ponto de partida para as expedições foi uma lista deixada ao governo pela empresa De Beers, gigante multinacional do setor de diamantes que prestava serviços para o Brasil na área de mineração. Neste documento, constavam as coordenadas geográficas de 1.250 pontos, entre os quais muitos kimberlitos*. Apesar das informações sobre as possíveis localidades dessas jazidas, não havia detalhes sobre quantidades, qualidade e características das pedras, impulsionando o trabalho de campo dos geólogos.
O objetivo principal dos pesquisadores era fazer uma espécie de tomografia das áreas diamantíferas no território brasileiro, visando atrair investimentos de mineradoras e eventualmente ajudar a mobilizar garimpeiros em cooperativas. Essas medidas podem trazer um aumento na produção de diamantes em território nacional e coibir as práticas ilegais relacionadas a essas pedras preciosas.
Atualmente, o Brasil conta principalmente com reservas dos chamados diamantes industriais e de gemas (para uso em jóias). Os de gemas são os que fazem girar mais dinheiro, considerando que um diamante desses pode ser vendido em um garimpo do Brasil por R$ 2 milhões. Já o valor da pedra lapidada pode chegar à R$ 20 milhões.
Os detalhes dos achados ainda são mantidos em sigilo. Com o fim do trabalho de campo, os geólogos do Diamante Brasil darão início à descrição dos minerais encontrados e as análises das perfurações feitas pelas sondas. A intenção dos pesquisadores é divulgar todos os dados em 2014.
*O que é um Kimberlito?
De acordo com Mario Luiz Chaves, doutor em geologia pela Universidade de São Paulo e professor adjunto da UFMG, kimberlitos são rochas hibridas, ígneas ultrampaficas, potássicas e ricas em voláteis, com origem a mais de 150km de profundidade e que chegam a superfície por meio de pequenas chaminés vulcânicas ou diques. Normalmente, os diamantes são encontrados neste tipo de rocha. Confira uma foto:

Os cinco maiores diamantes lapidados do mundo

A obra Diamante: a pedra, a gema, a lenda, de autoria do professor doutor Mario Luiz Chaves e do doutor em engenharia de minas Luís Chambel, aborda aspectos geológicos e de mineração relacionados aos famosos minerais e traz diversas curiosidades para os leitores. Abaixo separamos uma lista baseada no livro com dados sobre os maiores diamantes do mundo e fotos incríveis de cada um deles.
1)    Cullinan I
Essa pedra foi encontrada em 1905 na África e recebeu o nome de Cullinan em homenagem ao dono da mina, Thomas Cullinan. É considerado o maior diamante já encontrado e pesa 3.106 quilates. Atualmente, adorna o Cetro do Soberano, propriedade real da Inglaterra.
2)    Incomparable
O Incomparable, ou Imcomparável, tem uma história curiosa: foi encontrado em 1984 por uma garota em uma pilha de cascalho próxima à mina MIBA Diamond, no Congo. Considerado inútil pela administração da mina, o cascalho foi descartado com a pedra, e a menina acabou descobrindo o segundo maior diamante bruto do mundo, com 890 quilates. O corte do diamante gerou 14 gemas menores e o Incomparável, um diamante dourado com 407,48 quilates.
3)    Cullinan II
O Cullinan II, conhecido como Pequena Estrela da África, foi encontrado no mesmo ano e local que o Cullinan I. Com 317.4 quilates (63.48 g) é o terceiro maior diamante lapidado do mundo, e foi colocado na coroa imperial, também pertencente à realeza da Inglaterra.
4)    Grão Mogol
Encontrado na Índia em 1550, pesa 793 quilates. A pedra deu nome a um município em Minas Gerais. O paradeiro atual desta preciosidade é desconhecido.
5)    Nizam
O Nizam é o diamante mais antigo desta lista e foi descoberto na Índia em 1830. A pedra tem 227 quilates e já adornou coroas e joias reais (Elizabeth). Atualmente ninguém sabe ao certo qual foi o seu último destino.