PROPRIEDADES FÍSICAS DAS GEMAS
1ª Parte: Dureza Luiz Antônio Gomes da Silveira * | |
A propriedade física designada dureza é de fundamental importância em gemologia e em mineralogia.
Estas duas ciências empregam métodos de estudo semelhantes, no entanto, a abordagem do tema é bastante distinta.
O mineralogista pode riscar, pulverizar ou submeter a reações químicas os materiais a serem examinados, sem que se planteie qualquer problema.
O gemólogo, por lidar principalmente com exemplares lapidados, deve limitar-se a ensaios que utilizem instrumentos e técnicas específicas. Se estes não forem conclusivos, ao menos lhe permitem acumular informações que, acrescidas a outras, conduzem à identificação das gemas sem danificá-las.
Por seu caráter destrutivo, o ensaio de determinação da dureza, frequentemente utilizado em mineralogia, raramente é executado em gemologia. Recomenda-se proceder a este teste apenas em exemplares gemológicos brutos e nos casos estritamente necessários.
Define-se dureza como a resistência ao risco ou à abrasão. Ela é uma propriedade vetorial, isto é, varia segundo a direção, e depende da natureza das ligações entre os átomos na estrutura cristalina. Não fosse esta uma propriedade vetorial e os diamantes não poderiam ser lapidados e polidos, pois não teriam direções cristalográficas de menor dureza que outras.
Se, por um lado, a dureza relativa das gemas é poucas vezes determinada em laboratório, por outro, o conhecimento desta propriedade é de fundamental importância, por constatarmos que as gemas de maior dureza:
- têm maior durabilidade; - adquirem melhor polimento e, consequentemente, maior brilho; - não costumam apresentar arestas desgastadas.
A dureza é determinada por comparação com uma série que consiste de 10 minerais dispostos em ordem crescente e se conhece por escala de Mohs, em homenagem ao mineralogista alemão que a concebeu em 1822.
Fluorita policrômica Mineral pertencente à escala de Mohs, de dureza 4 (Fotografia: Luiz Antônio Gomes da Silveira) 1. Talco 2. Gipsita 3. Calcita 4. Fluorita 5. Apatita 6. Feldspato Ortoclásio 7. Quartzo 8. Topázio 9. Coríndon 10. Diamante
Cada mineral desta série risca o anterior e deve ser riscado pelo seguinte. Por exemplo: o coríndon (dureza 9) risca o topázio (dureza 8) e é riscado com facilidade pelo diamante (dureza 10).
Apenas por comparação, é interessante sabermos que as unhas têm dureza 2 ½, o vidro comumente 5 a 5 ½ e uma lâmina de canivete geralmente 6.
Apatita com efeito olho-de-gato Mineral pertencente à escala de Mohs, de dureza 5 (Fotografia: Luiz Antônio Gomes da Silveira)
Ao proceder a determinação, deve-se observar o seguinte: algumas vezes, quando um mineral é menos duro do que outro, porções do primeiro deixarão marcas sobre o segundo, que podem ser tomadas por engano como riscos. No entanto, elas podem ser removidas esfregando-se o local com o dedo umedecido, ao passo que um sulco será permanente.
É sempre aconselhável, quando se faz o ensaio de dureza, confirmá-lo invertendo-se a ordem do processo, isto é, não tentar sempre riscar o mineral A com o mineral B, mas também tentar riscar B com A.
Como a escala de Mohs é relativa, não tem valor quantitativo e, portanto, varia o intervalo de dureza absoluta entre os pares de minerais contíguos na escala. Por exemplo: a diferença de dureza entre o diamante e o coríndon é muitas vezes maior do que entre este e o topázio.
Topázio (variedade imperial) Mineral pertencente à escala de Mohs, de dureza 8 (Fotografia: Luiz Antônio Gomes da Silveira)
Em vista disso, as gemas mais valorizadas, salvo algumas exceções, são aquelas cujas durezas são superiores a 7, que corresponde à dureza do quartzo. Gemas de durezas inferiores a esta podem até mesmo ter o seu polimento e brilhos alterados com o passar do tempo, pela ação da poeira, que contem grande quantidade de partículas de quartzo. Além disso, elas estão mais sujeitas ao risco das facetas e ao desgaste das arestas, pelo atrito com outros materiais devendo, portanto, ser manipuladas com cuidado.
Fontes:Anderson, B. W.: Gem TestingDana, J. D.: Manual de Mineralogia Webster, R.: Gems. Their Sources, Descriptions and Identification | |
domingo, 30 de julho de 2017
PROPRIEDADES FÍSICAS DAS GEMAS 1ª Parte: Dureza
PROPRIEDADES FÍSICAS DAS GEMAS 2ª Parte:
PROPRIEDADES FÍSICAS DAS GEMAS 2ª Parte: Tenacidade, Clivagem, Fratura e Partição Luiz Antônio Gomes da Silveira * | |
TENACIDADE
Define-se tenacidade como a resistência ao rompimento ou esmagamento, também conhecida como coesão. Tendemos a confundir esta propriedade com a dureza que, por sua vez, trata-se da resistência ao risco.
Enquanto a dureza relativa de um mineral é determinada numa série de 1 a 10, conhecida como Escala de Mohs, em termos de tenacidade geralmente apenas o designamos como frágil ou resistente.A durabilidade de uma gema depende destas duas propriedades, entre outros aspectos.Exemplificando, o diamante possui dureza extremamente elevada (nenhuma substância é capaz de riscá-lo), mas pode ser rompido ou esmagado por um golpe, pois sua tenacidade não é tão significativa.Por outro lado, o jade (*) apresenta dureza 6 a 7 (portanto, vários minerais podem riscá-lo), no entanto é muitíssimo resistente ao rompimento, pois sua estrutura granular ou fibrosa é extremamente coesa.
CLIVAGEM
Define-se clivagem como a tendência de certos minerais se partirem segundo planos de debilidade estrutural, denominados planos de clivagem, que são invariavelmente paralelos às faces reais ou possíveis do cristal.
Na descrição da clivagem, deve-se indicar sua qualidade e direção cristalográfica. A qualidade se expressa como perfeita, boa, regular, etc.
Topázio imperial, no qual se observa clivagem basal Fotografia: Luiz Antônio Gomes da Silveira
Nem todas as gemas apresentam clivagem e somente poucas, comparativamente, a exibem em grau notável; nestes casos, ela serve como critério diagnóstico decisivo. Nas gemas brutas é fácil observá-la, porém, nas lapidadas, existe muito pouca ou nenhuma evidência desta propriedade.
Apresentam clivagem perfeita, entre outras, as seguintes gemas:topázio (clivagem basal, em 1 direção) calcita (clivagem romboédrica, em 3 direções) diamante e fluorita (clivagem octaédrica, em 4 direções) espodumênio (**) (clivagem prismática, em 2 direções). FRATURA
Entende-se por fratura a maneira pela qual um mineral se rompe, quando isso não se produz ao longo de superfícies de debilidade estrutural.
Os seguintes termos usam-se comumente para designar os diferentes tipos de fratura: conchoidal (ou concóide), plana ou irregular. O primeiro tipo é, de longe, o mais frequente entre as gemas. Os vidros, sejam artificiais ou naturais, também apresentam fratura conchoidal, inclusive de forma mais evidente que a maioria das gemas.
Obsidiana (vidro natural), na qual se observa fratura conchoidal Fotografia: Kevin Walsh
PARTIÇÃO
A partição consiste no desenvolvimento, em determinados minerais com maclas (***) ou sujeitos às tensões, de planos de menor resistência estrutural, ao longo dos quais podem romper-se.
Distingue-se da clivagem pelo fato de que, enquanto esta ocorre em todos os exemplares de um dado mineral, a partição pode ocorrer apenas naqueles maclados (geminados) ou submetidos a tensões.Um exemplo clássico em gemologia é a partição de forma romboédrica do coríndon (rubi e safira), por conta da eventual existência neste mineral das denominadas maclas polissintéticas, importantíssimas para sua identificação.
* Termo genérico utilizado para referir-se aos minerais jadeíta ou nefrita.
Fontes:Anderson, B. W.: Gem Testing** Mineral cujas variedades kunzita (rósea), hiddenita (verde) e trifana (amarela) são designações mais familiares aos que lidam com gemas, sobretudo a primeira, que o da própria espécie. *** Intercrescimento rotacional de dois ou mais cristais de uma mesma espécie mineral. Dana, J. D.: Manual de Mineralogia Webster, R.: Gems. Their Sources, Descriptions and Identification | |
O Brasil pode estar deixando de ganhar milhares de dólares por não conhecer melhor os tratamentos aplicados em gemas
ENTREVISTA Maurício Favacho* | |
| O Brasil pode estar deixando de ganhar milhares de dólares por não conhecer melhor os tratamentos aplicados em gemas e por ainda existir o mito de que pedra irradiada (comumente chamada de "bombardeada") perderia a cor com o tempo ou poderia causar danos à saúde de quem a usa. O assunto é polêmico e, para esclarecer as várias dúvidas, entrevistamos o gemólogo Maurício Favacho, da Empresa Brasileira de Radiações - (EMBRARAD):Jóia br – É verdade que as gemas irradiadas perdem a cor? Maurício Favacho - Esta generalização é péssima para o mercado brasileiro de gemas, só reflete a falta de conhecimento de quem a menciona. O que acontece é que gemas como a hidenita - uma espécie de espodumênio - que após irradiação torna-se verde, perde esta cor com o passar do tempo sem qualquer exposição ao sol. Isso também acontece com algumas ametistas irradiadas, e também com um tipo específico de berilo que fica azul após a irradiação. No caso da EMBRARAD, estes fatos são divulgados e esclarecidos ao cliente e de modo algum esta gema é comercializada. Por outro lado, gemas como topázio azul, rubelitas, berilos amarelos, fluoritas, kunzitas, morganitas e quartzos, dentre outros tipos de gemas, apresentam excelente estabilidade em sua cor. A única generalização que deve ser feita é: "Existem gemas com excelente estabilidade em sua cor e que são passíveis de comercialização e gemas como baixa estabilidade em sua cor que, de modo algum, podem ser comercializadas". Assim sendo, é tarefa de todo gemólogo conhecer a fundo o assunto, antes de expressar qualquer opinião sobre irradiação em gemas. Jóia br – Você diz que o processo de tratamento por irradiação gama corresponde a uma aceleração do processo natural. Poderia explicar melhor?Maurício Favacho – O tratamento gama aplicado pela EMBRARAD para melhoramento da cor está muito ligado à composição química do mineral, e isto é muito interessante. Por exemplo, é fato que tratamento aplicado em determinados topázios incolores de regiões de Minas Gerais ficam com um azul muito exuberante após o procedimento. Por outro lado, também é fato que em determinados topázios de algumas regiões do norte a cor não fica muito boa, e todo mundo sabe disso. Novamente, não podemos generalizar; pode existir no norte determinada lavra cujo topázio incolor após o tratamento gama apresente muito boa qualidade, fato este relacionado intimamente com a composição química do mineral. Assim sendo, recomendamos testar sempre o material gemológico na Embrarad. Uma outra questão dentro desta sua pergunta é que a gema irradiada não é considerada artificial e sim uma gema natural tratada com gama. Assim sendo, jamais se usa o termo artificial para gemas naturais tratadas, qualquer que seja o processo. Jóia br – E quanto à questão da saúde, é verdade que gemas irradiadas podem causar doenças como o câncer?Maurício Favacho – Esta é mais uma questão polêmica que tentarei esclarecer. As gemas tratadas com radiação gama pela Embrarad não ativam os elementos radioativos existentes nas mesmas, logo seria impossivel causarem qualquer tipo de dano à saúde. Existe esta possibilidade, ainda que remota, com gemas irradiadas com neutrons, que seria uma atividade energética mais intensa, e feita em reatores nucleares. Mesmo assim, o controle de saída deste material é super rigoroso, e a liberação só acontece depois do decaimento, ou seja, depois que não exista qualquer resquício radioativo. Vale ressaltar que a Embrarad não trabalha com neutrons, porém de modo algum discrimina este tratamento. A única coisa que sei é que, em se tratando de economia de tempo, o melhor é irradiar com gama. Jóia br – Qual o valor agregado com o tratamento aplicado pela Embrarad?Maurício Favacho - É muito grande, só daria para estimar pelo tipo de cada pedra que é tratada, ou seja, o valor agregado com o quartzo tratado não pode ser comparado com o valor agregado com o tratamento de rubelitas. Este estudo tem que ser feito para cada tipo de pedra. A questão de valores agregados com o tratamento realizado pela empresa é tão importante, que o governo de Minas Gerais (Ciência e Tecnologia) tem no seu programa "Gemas e Jóias" interesse em conhecer pormenores sobre o tratamento, o que é tarefa não muito fácil. Poderia afirmar que cerca de 90% dos comerciantes de gemas do Brasil testam e comercializam pedras tratada pela Embrarad. Jóia br - Existe aceitação internacional para o tratamento aplicado pela EMBRARAD?Maurício Favacho – É claro que sim, apesar da maior parte dos clientes serem do Brasil, em particular de Minas Gerais, gemas oriundas de outros países chegam a todo momento na empresa para serem testadas. | |
ALEXANDRITA
ALEXANDRITA
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A mais rara e valiosa variedade de crisoberilo exibe as cores verde e vermelha, as mesmas da Rússia Imperial, e seu nome é uma homenagem a Alexandre Nicolaivich, que mais tarde se tornaria o czar Alexandre II; de acordo com relatos históricos, a sua descoberta, nos Montes Urais, em 1830, deu-se no dia em que ele atingiu a maioridade.
Como uma das mais cobiçadas gemas, esta cerca-se de algumas lendas, a mais difundida das quais diz que o referido czar teria ordenado a execução de um lapidário, depois que este lhe devolveu uma pedra de diferente cor da que lhe houvera sido confiada para lapidar.
Esta instigante mudança de cor deve-se ao fato de que a transmissão da luz nas regiões do vermelho e verde-azul do espectro visível é praticamente a mesma nesta gema, de modo que qualquer cambio na natureza da luz incidente altera este equilíbrio em favor de uma delas. Assim sendo, a luz diurna ou fluorescente, mais rica em azul, tende a desviar o equilíbrio para a região azul-verde do espectro, de modo que a pedra aparece verde, enquanto a luz incandescente, mais rica em vermelho, faz com que a pedra adote esta cor.
Este exuberante fenômeno é denominado efeito-alexandrita e outras gemas podem apresentá-lo, entre elas a safira, algumas granadas e o espinélio. É importante salientar a diferença entre esta propriedade e a observada em gemas de pleocroísmo intenso, como a andaluzita (e a própria alexandrita), que exibem distintas cores ou tons, de acordo com a direção em que são observadas e não segundo o tipo de iluminação a qual estão expostas.
Analogamente ao crisoberilo, a alexandrita constitui-se de óxido de berílio e alumínio, deve sua cor a traços de cromo, ferro e vanádio e, em raros casos, pode apresentar o soberbo efeito olho-de-gato, explicado detalhadamente no artigo anterior, no qual abordamos o tema do crisoberilo.
As principais inclusões encontradas na alexandrita são os tubos de crescimento finos, de forma acicular, as inclusões minerais (micas, sobretudo a biotita, actinolita acicular, quartzo, apatita e fluorita) e as fluidas (bifásicas e trifásicas). Os planos de geminação com aspecto de degraus são também importantes características internas observadas nas alexandritas.
Atualmente, os principais países produtores desta fascinante gema são Sri Lanka (Ratnapura e diversas outras ocorrências), Brasil, Tanzânia (Tunduru), Madagascar (Ilakaka) e Índia (Orissa e Andhra Pradesh).
No Brasil, a alexandrita ocorre associada a minerais de berílio, em depósitos secundários, formados pela erosão, transporte e sedimentação de materiais provenientes de jazimentos primários, principalmente pegmatitos graníticos. Ela é conhecida em nosso país pelo menos desde 1932 e acredita-se que o primeiro espécime foi encontrado em uma localidade próxima a Araçuaí, Minas Gerais. Atualmente, as ocorrências brasileiras mais significativas localizam-se nos estados de Minas Gerais (Antônio Dias/Hematita, Malacacheta/Córrego do Fogo, Santa Maria do Itabira e Esmeralda de Ferros), Bahia (Carnaíba) e Goiás (Porangatú e Uruaçú).
A alexandrita é sintetizada desde 1973, por diversos fabricantes do Japão, Rússia, Estados Unidos e outros países, que utilizam diferentes métodos, tais como os de Fluxo, Czochralski e Float-Zoning, inclusive na obtenção de espécimes com o raro efeito olho-de-gato.
A distinção entre as alexandritas naturais e sintéticas é feita com base no exame das inclusões e estruturas ao microscópio e, como ensaio complementar, na averiguação da fluorescência à luz ultravioleta, usualmente mais intensa nos exemplares sintéticos, devido à ausência de ferro, que inibe esta propriedade na maior parte das alexandritas naturais.
Na prática, a distinção por microscopia é bastante difícil, seja pela ausência de inclusões ou pela presença de inclusões de diferente natureza, porém muito semelhantes, o que, em alguns casos, requer ensaios analíticos mais avançados, não disponíveis em laboratórios gemológicos standard.
O custo das alexandritas sintéticas é relativamente alto - mas muito inferior ao das naturais de igual qualidade - pois os processos de síntese são complexos e os materiais empregados caros. O substituto da alexandrita encontrado com mais frequência no mercado brasileiro é um coríndon sintético “dopado” com traços de vanádio, que também exibe o câmbio de cor segundo a fonte de iluminação sob a qual se observa o exemplar. Eventualmente, encontram-se, ainda, espinélios sintéticos com mudança de cor algo semelhante à das alexandritas. | |
Não existe ALEXANDRITA NATURAL
Artigo
Não existe ALEXANDRITA NATURAL
História Resumida da Alexandrita
Estima-se que menos de uma pessoa em 100 mil vai ver uma vez na vida uma Alexandrita Natural
Alexandrita – o próprio nome desta pedra preciosa traz à mente imagens da realeza!
Uma das mais intrigantes de joias, foi descoberta pela primeira vez ao longo cordilheira dos Urais da Rússia, onde esmeraldas estavam sendo extraído no início de 1830, e nomeado como a gema imperial da Rússia em homenagem ao Czar Alexandre II. Alexandrita é altamente desejável nos tons de roxo com variedade de mudança de cor da gema conhecida como crisoberilo.
Imagine, se quiser, o que os mineiros russos devem ter se perguntado? Como a história vai, os mineiros descobriram uma veia do que eles pensavam que era mais de esmeralda, que é o que as minas na área vinham produzindo. No entanto, quando observaram a sua descoberta à luz da fogueira, à noite, eles ficaram surpresos ao ver que o material bruto revelou uma tonalidade avermelhada em vez de um verde esmeralda!
A Alexandrita desde aquela época, gozava de uma reputação como pedra preciosa de cor mais cobiçada do mundo, mas é provavelmente o mais incompreendido, considerando a quantidade de confusão resultante da desinformação popular sobre a pedra.
Este guia contém os fatos básicos que você deve saber sobre o que procurar ao comprar uma alexandrita. Ele é compilado a partir de nossas próprias observações ao longo dos anos, e escrito com a intenção de educar os consumidores e aqueles que apenas querem aprender sobre alexandrita. Estamos muitas vezes a pergunta, “onde posso encontrar mais informações sobre alexandrita?” Porque a informação verdadeiramente precisa sobre alexandrita não é fácil de encontrar, e, quando se acha, é incompleta, mesmo se você pesquisar através de livros ou online.
Através de nossos anos de experiência, descobrimos que a maioria dos joalheiros de varejo, e mesmo alguns gemólogos, sabem pouco sobre distinguir as propriedades de mudança de cor de uma amostra de qualidade e, portanto, nem sempre pode dar uma avaliação justa da pedra. Isso não é inteiramente surpreendente, quando você leva em conta que a maioria dos joalheiros, gemólogos e fornecedores de gemas desconhecem. Passei muito tempo observando os diamantes e outros tipos mais comuns de gemas coloridas, mas nunca, vi uma alexandrita natural.
Elas não são comumente encontrados em lojas de varejo de joias, e estima-se, segundo estudos científicos, que menos de uma pessoa em 100 mil vai ver uma vez na vida uma Alexandrita Natural. Isso porque o bruto de uma Alexandrita é extremamente sujo e requer algum tipo de tratamento para remover as impurezas e não é, portanto, fácil encontrar as naturais.
O mais comum é encontrar Alexandritas tratadas para a remoção das impurezas. Utiliza-se na maioria da vezes o ultrassom associado com laser e aspersão à vácuo.
O Tratamento acima referido reduz o preço por quilate da gema mas mantém a naturalidade dela com pouca desorganização molecular. Agora, por outro lado, você vai encontrar Alexandritas reconstituídas no mercado a preço de banana. A técnica de reconstituição promove uma desorganização molecular tirando totalmente a naturalidade da gema. Veremos mais sobre esse tema abaixo.
Nós, da Redspot Gemas e Joias utilizamos a técnica de tratamento por laser e ultrassom e aspersão a vácuo. Isso resulta em uma gema natural com tratamento adequado, mantendo a organização molecular pouco alterada, como se fosse natural.
A alexandrita natural deve sempre mostrar uma mudança na cor de um tom de verde (um pouco azulada ou vermelho-púrpura). Esse é o clássico e adequado, muitas vezes fascinante, mudança de cor de uma qualidade pedra natural.
Você também deve tomar cuidado em pagar muito por uma das muitas pedras crisoberilo naturais que mudam de cor de algum tom de verde ou amarelada, com um tom de laranja ou marrom, ou mesmo para uma cor avermelhada, mas somente sob uma luz amarela forte. Essas não são verdadeiras Alexandritas, mas deve ser devidamente identificado como “mudança de cor chrysoberyl”, e não deve comandar um preço premium.
Uma vez que estas pedras são chrysoberyl, que, aparentemente, podem vir de qualquer origem que uma verdadeira alexandrita pode, e estão vendendo para os compradores desavisados cada vez mais como “alexandrita”, uma vez que maiores quantidades deste material menos valiosos estão sendo minados. As alexandrita muitas baratas “doublets” para venda quase nunca contêm qualquer crisoberilo natural, mas normalmente são fabricadas a partir de cor criado em laboratório mudando o corindo.
Origens da Alexandrita:
Mesmo que os compradores estão extremamente interessados no aprendizado do país de origem da sua Alexandrita, a maioria dos laboratórios de gemologia não têm um teste para verificar a origem de uma alexandrita! Por isso, pode vir como uma surpresa que, quando perguntado, aqueles de nós com a experiência muitas vezes deve fazer uma estimativa com base em certas características, por vezes visto em pedras de regiões específicas.
Alexandritas já foram minadas só na Rússia, e enquanto a Rússia tem sido visto como “o lugar” para Alexandritas, sabemos por experiência que a qualidade da amostra individual é o que importa, e não só a origem. Alguns espécimes russos têm inclusões e não são atraentes, assim como algumas pedras de outras origens. Durante décadas, a palavra era que qualquer material que não era minado russo foi considerada inferior, e até hoje algumas pessoas preferem apenas pedras que são de suposta origem russa.
No entanto, na década de 1980 uma descoberta a brasileira que agitou o mundo da joia com sua alta qualidade e mudança de cor brilhante de um verde azulado impressionante a magenta! De fato, algumas das Alexandritas melhores e mais bonitas vem do Brasil. A descoberta de material de boa qualidade, seguido de Índia anos mais tarde. O material do Brasil e da Índia é geralmente de melhor qualidade na mudança de cor do que o material da Tanzânia descoberto mais tarde. Embora qualquer local onde as gemas são extraídas irão produzir algum material de melhor qualidade, alguns de menor qualidade. É por isso que um determinado país de origem não determina necessariamente o valor de uma alexandrita. Então, novamente, não há mais a ser dito sobre as cores da amostra individual, em vez de a verdadeira origem determinar a qualidade.
À luz de uma vela ou chama a maioria dos Alexandritas irão apresentar tons avermelhados consideráveis, mas não em “suaves brancas” lâmpadas domésticas vivas ou do dia! Nós todos vimos os anúncios onde um vendedor afirma uma alexandrita vai mudar radicalmente de cor, assim como está sendo movidos de uma sala para outra, mas que raramente é o caso.
Mesmo Alexandritas finas requerem mais do que nuances nas condições de iluminação, a fim de mudar de cor, e normalmente irá mostrar tons de azul-violeta à luz de lâmpadas incandescentes regulares ou na sombra, mantendo-se na maior parte verde/Azul sob incandescente mista e luz solar ou lâmpadas incandescentes e iluminação fluorescente.
Além disso, se a fonte de luz é muito brilhante, se incandescente ou não, um pouco de verde será quase sempre presente. Além disso, está cientificamente provado que os olhos de algumas pessoas verem a cor mudar de maneira diferente dos outros. É verdade! Tem sido observado que uma alexandrita pode não exibir as mesmas cores exatas e as mudanças de cor de uma região geográfica que é realizado no outro, talvez altitude e/ou as alterações climáticas sejam um fator. Seja qual for o caso, é apenas à luz de velas ou luz do fogo que a mais dramática mudança de cor de verde/azul para roxo avermelhado será visto.
De uma coisa você pode ter certeza – cada alexandrita é um indivíduo e é raro encontrar dois que mostram exatamente as mesmas cores sob uma variedade de condições de iluminação. Essa característica do individualismo é devido a uma combinação de fatores, incluindo variações na claridade e cor, bem como a forma e corte da pedra, e faz alexandrita ainda mais valioso e agradável para colecionadores.
Fonte: Redspot Gemas e Joias
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