terça-feira, 8 de agosto de 2017

Congresso já busca taxação adicional sobre mineradoras

Congresso já busca taxação adicional sobre mineradoras


O Congresso Nacional já pressiona por mudanças relevantes nas medidas provisórias que aumentam os royalties da mineração e alteram o marco regulatório do setor. Deputados e senadores apresentaram quase 350 emendas – número alto para os padrões legislativos – aos textos enviados originalmente pelo governo. Muitas buscam elevar a fatura imposta às mineradoras, com aumentos ainda maiores das alíquotas e cobrança de participações especiais sobre jazidas de alta produtividade, como já ocorre na indústria de petróleo e gás.
Fonte: Valor Econômico

À espera de revitalização, Mineração de MS teve produção de R$ 1,49 bilhões

À espera de revitalização, Mineração de MS teve produção de R$ 1,49 bilhões


O valor bruto da produção extrativa mineral em Mato Grosso do Sul fechou 2016 em R$ 1,49 bilhões, o que corresponde a 45% do que foi gerado pela indústria no mesmo período. Os dados computados pela Fiems (Federação das Indústrias do Estado) foram trazidos à tona pela Vale para mostrar que embora passe por dificuldades, o setor tem potencial e precisa voltar a crescer.
Conforme estatísticas do governo, em 2014 o valor da produção do setor havia fechado em R$ 3,8 bilhões. As exportações de minérios enfrentam queda no preço das commodities em contraste com aumento nos insumos e altos tributos. A demanda mundial pelo produto também se retraiu e só no mês passado deu sinais de retomada. Com os menores rendimentos históricos sendo computados mês a mês, o nível de endividamento das empresas cresce.
Durante apresentação no 1º Encontro para Revitalização da Indústria Mineral de Mato Grosso do Sul, o gerente de Operações e Relações Institucionais da Vale, Olemar Tibães, afirmou que o setor emprega atualmente 2.634 pessoas, que recebem salário médio de R$ 2.729, ou seja, ano passado as 123 indústrias mineradoras pagaram, somente em salários, R$ 86,3 milhões.
Ano passado o minério de ferro representou 57% das exportações do setor no estado para outros países, enquanto minerais não-ferrosos corresponderam a 35%. Conforme a Vale, mesmo diante da crise e das dificuldades o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) classifica Mato Grosso do Sul como o terceiro maior estado minerador de minério de ferro e o segundo em manganês em termos de produção. O estado é o quinto em montante de recolhimento da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), atrás de Minas Gerais, Pará, Goiás e São Paulo. Segundo o governo do estado, somente no primeiro semestre do ano passado o tributo rendeu R$ 30,10 milhões.
Esses números são importantes porque parte deles são revertidos aos municípios onde as indústrias estão instaladas e podem se converter em benefícios à população. Da arrecadação total, 65% são destinados ao poder público local. Somente as empresas sediadas em Corumbá, por exemplo, recolheram no primeiro semestre do ano passado R$ 26.174.524,25 a título de compensação. As operações das companhias na Cidade Branca somaram no período R$ 500.116.127,89. A retomada do setor, segundo Tibães, tem que passar por melhoras na logística de transportes, geração de energia e redução de tributos para se tornar mais competitivo.
Números da Vale – A empresa, conforme o gestor, recolheu aos cofres estaduais entre 2015 e 2016 R$ 295 milhões e injetou R$ 294 milhões no mercado local por meio de negócios com fornecedores, o que representa 46% das compras feitas pela empresa no período. A companhia atualmente destina 45% dos contratos vigentes junto a 35 prestadores de serviço sul-mato-grossenses. Das 365 solicitações de serviços pontuais feitas no biênio, 254 foram contratadas no mercado local.
Fonte: Campo Grande News 

Carros elétricos geram corrida por polo de mineração de US$ 90 bi

Carros elétricos geram corrida por polo de mineração de US$ 90 bi


 A disputa das maiores empresas do mercado de lítio para garantir a oferta do metal usado em produtos de alta tecnologia está se intensificando no coração da indústria de mineração australiana, de 170 anos e US$ 90 bilhões. A crescente demanda chinesa por baterias de íon de lítio, necessárias para veículos elétricos e para armazenagem de energia, está gerando aumentos de preço significativos e uma explosão de ativos na Austrália, país que já é o maior produtor de lítio.
Esse polo de rápido desenvolvimento está atraindo investimentos e negócios de produtoras globais e também de fabricantes de produtos químicos e baterias, entre outros, na China, o maior consumidor. A Austrália Ocidental tem quatro operações em produção e mais três projetos importantes sendo adiantados para início de produção. É provável que as principais empresas continuem procurando negócios no estado para garantir uma oferta pelos próximos 20 ou 30 anos, segundo a consultoria Benchmark Mineral Intelligence.
“Há empresas sérias investindo e as pessoas estão começando a garantir os maiores recursos e aqueles de maior duração. A pergunta é: quem é o próximo?”, disse Simon Moores, diretor-gerente da Benchmark Mineral, por telefone, de Londres. Embora em menor escala, essa “é uma disputa por mercado como a que ocorreu na indústria do petróleo quando BP, Shell e outras chegaram no Oriente Médio nas décadas de 1960 e 1970”, disse ele.
Greenbushes, na Austrália Ocidental, a maior mina de lítio de pedra dura do mundo, está sendo expandida e terá mais do que o dobro de sua capacidade anual, informou a Talison Lithium, uma joint venture da China Tianqi Lithium com a Albemarle, da Carolina do Norte, nos EUA, por e-mail. O local, onde a atividade de exploração começou com o estanho em 1888, já responde por cerca de 30 por cento da produção mundial de lítio, segundo o governo da Austrália. A Tianqi também planeja cerca de 717 milhões de dólares australianos (US$ 578 milhões) em expansões de plantas de processamento.
A Jiangxi Ganfeng Lithium, que tem participações em projetos em países como Irlanda e Argentina, detém cerca de 43 por cento da operação Mt. Marion, na Austrália, e em maio fechou um pacto de oferta e investimento com a Pilbara Minerals para desenvolvimento de minas. A fabricante de baterias Shaanxi J&R Optimum Energy assinou acordo em julho para produção futura do projeto da Altura Mining.
“Essa é a expansão mais significativa da oferta de lítio na história e ainda estamos com uma demanda insuficiente”, afirmou Chris Reed, CEO da Neometals, parceira da Ganfeng e da Mineral Resources na operação de Mt. Marion. Reed deverá discursar na quarta-feira no encerramento do fórum de mineração Diggers and Dealers, com duração de três dias, em Kalgoorlie, na Austrália Ocidental.
A Soc. Química & Minera de Chile, maior fornecedora de lítio do mundo, fez sua primeira incursão fora da América do Sul em julho ao investir cerca de US$ 110 milhões por 50 por cento do projeto Mt. Holland, da Kidman Resources, na Austrália Ocidental, com o objetivo de entrar em produção até 2021, pelo menos. O projeto se somaria à expansão da SQM para a Argentina.
Fonte: Exame

A Vale na semana decisiva

A Vale na semana decisiva


O futuro da Vale está na mesa e será decidido na sexta-feira: na data pelo menos 54% das ações preferenciais da companhia terão que ser convertidas em ordinárias.
Sem isso, a reestruturação da mineradora faz água.
A Vale acha que está caminhando para alcançar a marca, mas acendeu-se uma luz amarela no mercado desde ontem sobre o êxito da conversão.
Investidores de ações da Vale têm uma semana para decidir se trocam papéis

Termina daqui a uma semana o prazo para os investidores que têm ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Vale optarem pela conversão de seus papéis em ordinários (ON, com voto). Com a mudança, passarão a ter direito a voto nas assembleias, mas também terão sua participação na empresa levemente diluída, ou seja, menor que a atual. Mesmo assim, analistas veem como positiva a reestruturação societária da mineradora, que deverá culminar na entrada no Novo Mercado, o patamar mais elevado de governança corporativa da B3 (antiga BM&FBovespa). A expectativa é que outras grandes empresas sigam esse caminho no futuro.
O prazo, 11 de agosto, é o mesmo para quem aplica nos papéis da empresa por meio de fundos de investimento, mas, neste caso, o processo se dá de forma indireta e está atrelado à decisão do gestor desses recursos, que é um profissional ligado às instituições financeiras. Já os investidores que utilizaram recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de ações da mineradora, em 2002, não precisam se preocupar. São pouco mais de 140 mil cotistas que ainda têm algum dinheiro aplicado nos fundos Vale-FGTS, que totalizam cerca de R$ 1,96 bilhão em ações da mineradora. Na época dessa oferta, foram vendidas para os cotistas basicamente apenas ações ordinárias. Portanto, eles não precisam fazer opção nenhuma nesse momento, mas podem se beneficiar no futuro.
Nos fundos de investimento abertos que incluem apenas ações da Vale, o gestor pode convocar uma assembleia de cotistas dos fundos, que são os investidores que têm algum dinheiro nessa carteira, para que eles avaliem a proposta e a decidam pela migração ou não. Foi isso que o Bradesco fez em alguns de seus fundos, mas essa não é a regra. Isso porque, em geral, os estatutos dessas carteiras deixam as decisões de investimento na mão do gestor, desde que ele respeite determinadas premissas — como só investir só em ações da Vale, por exemplo.
No Brasil, é comum algumas empresas terem duas classes de ações. As PN, que têm a preferência no recebimento de dividendos, e as ON, que dão direito a voto nas assembleias, ou seja, ao controle de fato da companhia. Na avaliação de Bruno Giardino, analista do Santander, a conversão irá melhorar a liquidez dos papéis da empresa, em especial entre estrangeiros, que veem isso como um certificado, pois no exterior o mais usual é uma classe única de ação. De forma resumida, isso significa que ficará mais fácil comprar e vender essas ações.
Na avaliação de analistas, portanto, os investidores devem fazer a migração. Mas, e quem não quiser migrar? O risco, segundo os especialistas, é ficar em posse de uma ação que tem uma base de investidor menor, ou seja, vai ter menos gente interessada em negociar esse papel, deixando a cotação mais volátil e até mesmo sem um comprador na hora em que o investidor decida se desfazer desses investimentos.
— De maneira geral, é melhor migrar para as ações ordinárias. Além da liquidez, a empresa pretende migrar para o Novo Mercado da Bolsa, que é o segmento de maior governança corporativa, em que as empresas precisam ser mais transparentes. Isso dá uma melhor proteção ao investidor minoritário — disse Alexandre Wolwacz, diretor da Escola de Investimentos L & S, para quem após a entrada no Novo Mercado, uma empresa pode ter uma valorização de até 20%.
UMA AÇÃO, UM VOTO
No Novo Mercado, além da empresa só ter papéis ON, ou seja, uma ação é igual a um voto, os acionistas minoritários passam a ter direito a um tag along de 100% no caso da venda do bloco controlador da empresa. Isso significa que, se alguém comprar a Vale, o que for pago por ação terá de obrigatoriamente ser oferecido aos minoritários.
A reestruturação societária foi proposta em fevereiro pela Valepar, que é o grupo de controle formado por BNDESPar, Bradespar, a japonesa Mitsui e fundos de pensão (Petros, Funcef e Previ). Também foram sugeridas a incorporação da Valepar pela Vale e a mudança no estatuto social que permita essa entrada no Novo Mercado. No fim de junho, em assembleia, os minoritários decidiram aceitar a reestruturação. Nela, cada papel PN será trocado por 0,9342 ON. Já os controladores vão receber 1,2065 para cada papel ON que já tenham. Para a proposta de reestruturação ir em frente e a Valepar ser incorporada pela Vale, é necessário que 54,09% dos detentores de papéis PN aceitem a conversão até 11 de agosto. A expectativa é que isso ocorra, já que a aprovação às mudanças na assembleia atingiu 68% nesse grupo.
A diluição na participação do acionista, afirma o analista Marco Saravalli, da XP Investimentos, acaba sendo compensada pelos benefícios da maior liquidez e de uma estrutura de maior governança. Para gestão também há ganhos, já que o controle fica pulverizado. Isso daria à Vale um papel de corporação, ou empresa sem dono, comum em países com um mercado acionário mais desenvolvido, mas raro no Brasil — uma das exceções é a Renner. Outro ganho seria a redução da percepção de risco, devido à melhor governança, e, consequentemente, do custo de financiamento da empresa. E, com menos encargos de dívida, os lucros tendem a melhorar.
No ano até a última quarta-feira, as ações preferenciais da Vale acumulam uma alta de 23,8%, cotadas a R$ 28,89. As ordinárias
Fonte: Vale

Preços do aço recuam na China após rali de 7 dias; minério de ferro também cai

Preços do aço recuam na China após rali de 7 dias; minério de ferro também cai


Os contratos futuros do vergalhão de aço negociados na China tiveram leve queda nesta terça-feira, com os investidores realizando lucros após sete dias de alta que elevaram os preços ao mais alto nível desde 2013, antes dos limites à produção no inverno. O contrato mais ativo em Xangai fechou em queda de 0,6 por cento, a 3.884 iuanes (579 dólares) por tonelada. O produto atingiu 3.996 na máxima da sessão, perto do pico de segunda-feira, de 4.013 iuanes, antes de recuar.
O minério de ferro para entrega de janeiro na bolsa de Dalian caiu 2,6 por cento, para 549 iuanes por tonelada, após alta de 3 por cento de segunda-feira. O minério de ferro no mercado físico na China também recuou cerca de 1 por cento, para 75,46 dólares por tonelada, após atingir na segunda-feira o mais alto nível desde o início de abril.
Fonte: Extra