terça-feira, 8 de agosto de 2017

Trump alerta para “fogo e fúria” se Coreia do Norte ameaçar EUA; Pyongyang considera atacar Guam

BEDMINSTER, Estados Unidos/PEQUIM (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou a Coreia do Norte nesta quinta-feira que o país será atingido por “fogo e fúria” caso ameace os EUA, levando a nação com armas nucleares a dizer que está considerando disparar mísseis contra a ilha de Guam, território dos Estados Unidos no Pacífico.
Numa escalada das tensões, Pyongyang afirmou que está "examinando cuidadosamente" um plano para atacar Guam, local de uma base militar norte-americana. Um porta-voz militar da Coreia do Norte afirmou, em um comunicado divulgado pela agência estatal norte-coreana KCNA, que o plano será "implementado... a qualquer momento", uma vez que o líder Kim Jong Un tome uma decisão.
Em outra nota citando outro porta-voz militar, a Coreia do Norte também disse que poderia realizar uma operação preventiva se os Estados Unidos mostrassem sinais de provocação.
Washington advertiu que está preparada para usar força caso seja necessário para impedir os programas balístico e de mísseis da Coreia do Norte, mas disse preferir ação diplomática global, incluindo sanções.
As consequências de um ataque norte-americano seriam possivelmente catastróficas para membros militares sul-coreanos, japoneses e norte-americanos dentro de alcance de ataques retaliatórios da Coreia do Norte.
“Melhor a Coreia do Norte não fazer mais ameaças aos Estados Unidos. Ela será atingida por fogo e fúria como o mundo nunca viu”, disse Trump a repórteres no Trump National Golf Club, em Bedminster, no Estado norte-americano de Nova Jersey.
Anteriormente nesta terça-feira, o Ministério da Defesa do Japão informou que “é concebível que o programa de armas nucleares da Coreia do Norte já tenha avançado consideravelmente e é possível que a Coreia do Norte já tenha alcançado a miniaturização de armas nucleares e tenha adquirido ogivas nucleares”.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) impôs unanimemente no sábado novas sanções sobre a Coreia do Norte por seus contínuos testes de mísseis que podem reduzir em um terço a receita anual de exportação de 3 bilhões de dólares do recluso país.
A Coreia do Norte informou que as sanções infringem sua soberania e que está pronta para dar a Washington uma “severa lição” com sua força nuclear estratégica em resposta a qualquer ação militar norte-americana.
A Coreia do Norte não escondeu seus planos de desenvolver um míssil de ponta nuclear capaz de atingir os Estados Unidos e ignorou pedidos internacionais para interromper seus programas nuclear e de mísseis.
A Coreia do Norte diz que seus mísseis balísticos intercontinentais são meios legítimos de defesa contra perceptível hostilidade norte-americana. O país acusa há tempos os EUA e a Coreia do Sul de aumentarem tensões ao conduzirem exercícios militares.
FONTE:   REUTERS

Abi-Ackel versus Globo

Abi-Ackel versus Globo

Marcelo Rubens Paiva
08 Agosto 2017                                                           


Enquanto escutávamos o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), relator do parecer na CCJ, defender no púlpito do Congresso Nacional o réu Michel Temer e elogiar seu governo, um pai sorriu:
Ibrahim Abi-Ackel, político mineiro, deputado federal que chegou ao cargo ministro de Justiça do regime do general Figueiredo, entre 1980 e 1985, sucedendo o temido e todo-poderoso Golbery do Couto e Silva, foi envolvido num escândalo de contrabando de pedras preciosas em 1983.
O Brasil ficou surpreso com a edição do Jornal Nacional de 1983, antes dócil a todos generais no poder desde 1964, atacar violentamente um ministro da Justiça.
A emissora mudara de lado, descobriu a opinião pública, que apostava nas Diretas Já, enquanto a emissora procrastinava entrar no debate e na campanha.
Ela divulgou amplamente, sem entrelinhas ou metáforas, que o americano Mark Lewis, preso na alfândega dos Estados Unidos com pedras brasileiras avaliadas em valores da época em 10 milhões de dólares, confessou que elas tinham conexões com um amigo de Abi-Ackel.
O ministro foi apontado como um dos envolvidos no contrabando pelo advogado norte-americano, Charles Haynes.
O Jornal Nacional, da Rede Globo, que começava a apostar no fim do regime militar, não se amedrontou e noticiou amplamente o caso.
No livro Ibrahim Abi-Ackel – Uma Biografia (da jornalista Lígia Maria Leite e com prefácio do senador Aécio Neves), o acusado afirma que, antes, malotes enviados pela Rede Globo para sua sucursal no exterior transportavam drogas, por isso ele fora vítima de um complô da emissora.
O ditador general Figueiredo, numa entrevista à rádio gaúcha Pampa, defendeu a tese do seu discípulo civil:
“A campanha do Roberto Marinho contra o ministro Ibrahim Abi-Ackel se deveu a um engano do sr. Roberto Marinho. Os malotes da Rede Globo para Nova York serviram de transporte para cocaína. A Polícia Federal apreendeu dois desses malotes, e o Roberto Marinho nunca perdoou o Abi-Ackel, porque pensou que foi ele que mandou fazer a apreensão.”
Hoje, um membro da família, contra todas as provas apresentadas, nega o óbvio.
E contra o grande furo da Rede Globo: a gravação do cabeça da JBS, Joesley Batista, envolvendo Temer.

Fonte: Estadão

Justiça Federal suspende processo contra réus pela tragédia de Mariana

Justiça Federal suspende processo contra réus pela tragédia de Mariana


O processo criminal movido pela tragédia de Mariana contra funcionários e diretores da Samarco e suas controladoras – Vale e BHP Billiton – e da empresa BogBR foi suspenso pela Justiça Federal em Ponte Nova, na Zona da Mata, para análise da alegação da defesa de Ricardo Vescovi (presidente licenciado da mineradora) sobre suposto uso de prova ilícita na ação penal.
Na prática, o advogado dele questionou escutas telefônicas usadas no processo, que teriam sido feitas fora do período determinado pela Justiça. O Ministério Público Federal (MPF) defende a tese de que a alegação da defesa não procede. Em nota, o MPF justificou que “as interceptações usadas na denúncia estão dentro do prazo legal. Na verdade, as interceptações indicadas pela defesa como supostamente ilegais sequer foram usadas na denúncia. Por isso não teriam o condão de causar nulidade na ação penal”.
A nota afirma ainda que “mesmo assim, respeitando o direito de defesa, o MPF concordou em esclarecer a questão e pediu, como mostra a decisão, que fossem oficiadas as companhias telefônicas para que ‘esclareçam os períodos de efetivo monitoramento de cada terminal’, nos moldes da Resolução CNJ 59/2008”.
A ação penal denunciou 12 pessoas por homicídio qualificado com dolo eventual (quando o agente não deseja o resultado, mas assume o risco) e outros crimes, entre eles de inundação, de desabamento e de lesão corporal. Já as três mineradoras (Samarco, Vale e BHP) são acusadas de crimes ambientais. Por sua vez, a VogBR e um engenheiro da empresa foram denunciados por laudo ambiental falso.
O estouro da Barragem do Fundão, em Mariana, ocorreu em 5 de novembro de 2015. Dezenove pessoas, entre funcionários e prestadores de serviços da Samarco e moradores de Bento Rodrigues, distrito devastado pela lama, morreram no maior desastre socioambiental da história do país.
Fonte: EM

Astrônomos descobrem planeta 'infernal' capaz de vaporizar ferro

Cientistas estudaram pela primeira vez as caraterísticas da estratosfera de um exoplaneta e descobriram que suas temperaturas são tão altas que podem vaporizar ferro e outros metais, segundo um artigo publicado pela revista Nature.
Nos últimos dez anos, os astrônomos descobriram milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar, estudando atualmente sua atmosfera para entender se neles pode existir vida.
Mundos infernais

Dinossauros (ilustração)
CC BY 3.0 / Dmitry Bogdanov

Muito foi descoberto quanto ao estudo dos chamados Júpiteres quentes — os planetas extrassolares maiores e mais fáceis de observar. Sua atmosfera escaldante é parecida com as de Saturno e de Júpiter, sendo constituída por hidrogénio, hélio e hidrocarbonetos. Além disso, os astrônomos descobriram nos céus destes planetas nuvens exóticas de chumbo, de vidro e chuvas de pedras preciosas.
De acordo com os autores do artigo, os cientistas suspeitavam há muito que tais Júpiteres quentes, além das altas temperaturas de sua atmosfera, possuíssem uma estratosfera ainda mais quente.
O problema é que os cientistas não sabiam antes que substâncias ou moléculas podem servir de análogo do ozônio, que é responsável pelo aquecimento da estratosfera da Terra.
Por baixo das nuvens de ferro

Imagem artística da sonda espacial Cassini perto de Saturno
CC0 / NASA/JPL / Cassini Saturn Orbit Insertion
Sonda Cassini detecta anomalias inexplicáveis de Saturno
Tom Evans da Universidade em Exeter e seus colegas estavam tentando descobrir tais moléculas, analisando os exoplanetas mais quentes com ajuda dos dados do telescópio Hubble. Nomeadamente, a atenção dos cientistas foi atraída pelo Júpiter quente WASP-121b, que tem sinais de substâncias capazes de aquecer água a temperaturas elevadíssimas.
Os astrônomos criaram um modelo virtual do planeta e depois passaram a adicionar na atmosfera deste várias substâncias para ver que mudanças causariam.
Graças a este experimento, os pesquisadores provaram que a camada mais alta do WASP-121b é semelhante à estratosfera da Terra, sendo o papel do ozônio desempenhado por duas substâncias — o dióxido de titânio e o pentóxido de vanádio. Por cauda destes a camada mais alta da estratosfera do planeta é 1100-1500 vezes mais quente do que a camada baixa, atingindo as temperaturas de 2700°C, contam os cientistas.
Isso significa que, nesta parte da atmosfera do WASP-121b, o ferro não apenas começaria a derreter-se, mas poderia até "ferver" e se evaporar.
Segundo os astrônomos, as próximas observações deste planeta ajudarão a entender suas peculiaridades e como se formam tais mundos "infernais".

Extinção de reserva no AP para mineração pode impactar áreas preservadas e terras indígenas, alerta ONG

Extinção de reserva no AP para mineração pode impactar áreas preservadas e terras indígenas, alerta ONG


Um relatório divulgado pela Organização Não-Governamental WWF-Brasil alertou para o perigo da atividade mineradora próxima de áreas protegidas e aldeias indígenas no Sul do Amapá e Norte do Pará. O território é onde fica a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) que pode ser aberta para exploração a partir de decreto do Governo Federal.
A reserva, criada na época da ditadura militar, em 1984, tem alto potencial para extração de ouro e exploração de outros minerais, como ferro, manganês e tântalo. A proposta foi feita pelo Ministério de Minas e Energia e aguarda assinatura do presidente Michel Temer. A extinção da Renca integra o novo pacote de mudanças nas regras para mineração no Brasil proposto pelo Governo.
O alerta apontado pela WWF diz que a reserva engloba territórios de 9 áreas protegidas, sendo no Amapá: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, Estação Ecológica do Jari, Reserva Extrativista do Rio Cajari, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, além do território indígena do povo Wajãpi.
“Apesar do forte apelo econômico, o desenvolvimento da atividade minerária pode trazer impactos indesejáveis para as áreas protegidas inseridas na Renca, tais como explosão demográfica, desmatamento, comprometimento dos recursos hídricos, perda de biodiversidade, acirramento dos conflitos fundiários e ameaça a povos indígenas e populações tradicionais”, argumentou Maurício Voivodic, diretor executivo da ONG WWF-Brasil.
Com a extinção da reserva, a área pode receber, após mais de três décadas, a atividade mineral feita por grandes empresas e por cooperativas de garimpeiros. Dos 4 milhões de hectares, cerca de 1 milhão e 800 mil ficam em território amapaense, principalmente em áreas dos municípios de Laranjal do Jari, Pedra Branca do Amapari, Mazagão e Porto Grande.
Para o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) nenhuma das áreas preservadas está incluída no pacote de concessões minerais e que todo o processo está sendo acompanhado por órgãos ambientais do estado do Amapá, que darão o aval para a concessão das regiões.
O DNPM completa ainda que a atividade de estudo e extração pode resultar em aumento de arrecadação dos municípios, reduzindo a dependência de recursos federais, além da geração de empregos diretos e indiretos com a exploração de metais nas cidades atingidas.
Fonte: G1
Vejam a reportagem do Geólogo.com na época=

RENCA: após 33 anos de inatividade e incompetência a Reserva Nacional do Cobre volta ao investimento privado



Publicado em: 4/7/2017 19:39:00

Hoje foi publicado a PORTARIA Nº 128, DE 30 DE MARÇO DE 2017 que extingue o RENCA , uma das maiores confissões de incompetência dos nossos governos.
É o fim do Decreto nº 84.404, de 24 de fevereiro de 1984, que suprimiu do povo brasileiro os recursos minerais da chamada
Reserva Nacional do Cobre, uma gigantesca área cobrindo importantes terrenos Arqueanos, repletos de greenstone belts e supracrustrais, possivelmente a fonte de vários importantes jazimentos minerais.

Por 33 longos anos nós os pesquisadores minerais deste país aguardamos pacientemente que a CPRM ou qualquer outro órgão governamental fizesse algo significativo e, com isso, trouxesse as novas descobertas para a nossa depauperada economia.

Nada disso ocorreu. Os empregos não foram criados, os dólares não chegaram e, finalmente, a declaração de total incapacidade chegou ao Diário Oficial.

O pior é que a CPRM continua de posse dos títulos minerários que possuía...

A incompetência continua.