sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Odebrecht venderá participação em mina de diamante para pagar acordos

Odebrecht venderá participação em mina de diamante para pagar acordos

Objetivo da empresa também é fortalecer seu caixa em momento de retomada dos negócios depois de se tornar alvo da Lava Jato
Por: Folhapress 
Mina de diamantes Catoca fica localizada em Angola, na África
Mina de diamantes Catoca fica localizada em Angola, na ÁfricaFoto: Divulgação
A Odebrecht conseguiu autorização para vender sua participação em uma das principais minas de diamante da África, a Catoca, localizada em Angola.

O objetivo da empresa é gerar liquidez para pagar compromissos assumidos em seus acordos de leniência e fortalecer seu caixa em momento de retomada dos negócios depois de se tornar alvo da Lava Jato.


Só nas leniências firmadas com autoridades do Brasil, Estados Unidos e Suíça o grupo baiano se comprometeu a pagar R$ 6,9 bilhões.

A empreiteira tem desde 1993 16,4% da mina de Catoca em sociedade com a Endiama (Empresa Nacional de Diamantes de Angola), a estatal russa Alrosa e o grupo israelense Lev Leviev.

O comunicado sobre a autorização da venda foi divulgado nesta terça-feira (1) pela Sociedade Mineira de Catoca. A expectativa da Odebrecht é que a venda seja concluída ainda este ano.
Por: Folhapress

Petrobras eleva previsão de captação em 2017 para US$13 bi, ante US$4 bi

Petrobras eleva previsão de captação em 2017 para US$13 bi, ante US$4 bi

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras aumentou a previsão para captações de recursos em 2017 para 13 bilhões de dólares em 2017, ante previsão anterior publicada em maio de 4 bilhões de dólares, informou a empresa nesta sexta-feira, em uma apresentação ao mercado.
"(A previsão de captação) inclui a oferta de debêntures anunciada em julho", afirmou a gerente-executiva de Relacionamento com Investidores da empresa, Isabela Carneiro da Rocha, ao abrir a teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre.
Em julho, a Petrobras informou que seu Conselho de Administração aprovou a emissão de até 5 bilhões de reais em debêntures simples.
Já a previsão para a geração de caixa operacional caiu para 27 bilhões de dólares, ante 30 bilhões anteriormente.

Fonte:  Reuters

China ficará neutra se Coreia do Norte atacar EUA primeiro, diz jornal estatal Global Times

China ficará neutra se Coreia do Norte atacar EUA primeiro, diz jornal estatal Global Times



Pessoas assistem à reportagem sobre lançamento de míssil da Coreia do Norte em Pyongyang Kyodo/via REUTERS
PEQUIM/BEDMINSTER, Nova Jersey (Reuters) - A China ficará neutra se a Coreia do Norte lançar um ataque que ameace os Estados Unidos, disse um jornal estatal chinês nesta sexta-feira, alertando Pyongyang a respeito de seus planos de disparar mísseis perto de Guam, território norte-americano no oceano Pacífico.
Os comentários foram publicados no influente Global Times depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificar a retórica contra a Coreia do Norte na quinta-feira dizendo que sua ameaça anterior de desencadear "fogo e fúria" contra Pyongyang caso esta inicie um ataque pode não ter sido o bastante.
Os mercados de ações asiáticos voltaram a sofrer quedas nesta sexta-feira, e as ações europeias parecem a caminho de sua pior semana neste ano por causa das tensões sobre a Coreia do Norte.
"Esta situação está começando a se transformar no momento 'crise dos mísseis de Cuba' desta geração", disse o economista-chefe para a Ásia da ING, Robert Carnell, em uma nota a clientes.
"Enquanto o presidente dos EUA insistir em agravar a guerra de palavras, é cada vez menor a chance de qualquer solução diplomática".
A China, aliada e parceira comercial mais importante da Coreia do Norte, reiterou os pedidos de calma durante a crise atual. Pequim já expressou frustração tanto com os testes nucleares e de mísseis de Pyongyang quanto com o comportamento da Coreia do Sul e dos EUA, como exercícios militares, que acredita elevarem as tensões.
"A China também deveria deixar claro que, se a Coreia do Norte lançar mísseis que ameacem o solo dos EUA primeiro e os EUA retaliarem, a China permanecerá neutra", disse o Global Times, que é amplamente lido, mas não representa as políticas governamentais, em um editorial.
"Se os EUA e a Coreia do Sul realizarem ataques e tentarem depor o regime norte-coreano e mudar o padrão político da Península Coreana, a China os impedirá de fazê-lo", afirmou.
O Ministério das Relações Exteriores chinês reiterou seu clamor para todas as partes se pronunciarem e agirem cautelosamente e fazerem mais para amenizar a situação, ao invés de seguirem o "velho caminho" das demonstrações de força mútua e elevar a tensão continuamente.
Na quinta-feira a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA disse que o Exército do país finalizará em meados de agosto os planos para disparar quatro mísseis de alcance intermediário sobre o Japão para caírem perto de Guam.
Reportagem adicional de Tim Kelly em Tóquio, Christine Kim em Seul, Martin Petty em Guam e Kim Coghill em Cingapura

Fonte: REUTERS

Com Trump, minas de carvão renascem nos Estados Unidos

Com Trump, minas de carvão renascem nos Estados Unidos


O governo Trump está adentrando um dos mais antigos e disputados debates do Ocidente, ao incentivar novas minas de carvão em terras de propriedade do governo federal –parte de um impulso agressivo para revigorar a problemática indústria do carvão nos EUA e explorar mais amplamente as oportunidades comerciais em terras públicas.
A intervenção perturbou os ambientalistas e muitos democratas, expondo profundas divisões sobre a melhor maneira de administrar os 2,6 milhões de km² de terras de propriedade federal –a maior parte das quais fica no oeste do país–, uma área equivalente a mais de seis vezes a da Califórnia.
Desde a chamada Rebelião Sagebrush, durante o governo Reagan, empresas e indivíduos com interesses econômicos nas terras, entre eles as mineradoras, não tinham uma situação tão dominante sobre o assunto.
Nuvens de poeira sopravam no horizonte em uma tarde de verão enquanto uma máquina mais alta que a Estátua da Liberdade rasgava as paredes de um cânion escavado profundamente em terras públicas na Bacia do Rio Powder, a região carvoeira mais produtiva do país.
A mina sobe até uma represa de água, expondo o tipo de conflitos e preocupações provocados pela nova abordagem.
“Se não tivermos boa água, não poderemos fazer nada”, disse Art Hayes, um pecuarista que teme que mais mineração estrague um suprimento que é utilizado há gerações pelos criadores de gado.
Durante o governo Obama, o Departamento do Interior aproveitou a questão da mudança climática e proibiu temporariamente novas concessões de carvão em terras públicas enquanto examinaria as consequências para o meio ambiente.
O governo Obama também atraiu protestos de grandes companhias mineradoras ao ordenar que elas pagassem royalties mais altos ao governo.
O presidente Donald Trump, além de questionar totalmente a mudança climática, agiu rápido para eliminar aquelas medidas com o apoio das companhias de carvão e outros interesses comerciais.
Em separado, o Departamento do Interior de Trump está traçando planos para reduzir áreas de vida natural e históricas que hoje são protegidas como monumentos nacionais, criando ainda mais oportunidades de lucros.
Richard Reavey, o chefe de relações com o governo da Cloud Peak Energy, que opera uma mina aberta em Montana que envia carvão para o centro-oeste americano e cada vez mais para usinas de energia na Ásia, disse que a mudança de curso de Trump se destina a corrigir erros do passado.
O governo Obama, segundo ele, estava decidido a matar a indústria de carvão e usou as terras federais como arma para reduzir as exportações. As únicas vias atuais de crescimento, diante do fechamento de tantas usinas a carvão nos EUA, são os mercados externos.
“Seu objetivo, em conluio com os ambientalistas, era nos tirar do negócio de exportação”, disse Reavey.
Fonta: Folha de São Paulo

‘Le Monde’: “Decisão sobre Samarco é retrato de país refém de interesses na mineração e agronegócio”

‘Le Monde’: “Decisão sobre Samarco é retrato de país refém de interesses na mineração e agronegócio”


Matéria publicada pelo Le Monde nesta quinta-feira (10) analisa a decisão da justiça brasileira sobre suspender o processo sobre a tragédia que ocorreu no dia 5 novembro de 2015, no Estado de Minas Gerais, causado pela ruptura de uma barragem de mineração operada pela empresa Samarco, que despejou mais de 40 milhões de metros cúbicos de lama carregada de metal no Rio Doce, destruindo a fauna, flora, matando 19 pessoas e acabando com a singela paisagem da pequena aldeia de Bento Rodrigues, além de devastar outros quarenta municípios.
A reportagem descreve que ao ouvir a notícia, Thiago Alves, porta-voz do Movimento dos Atingidos por Barragens (Movimento de Vítimas de barragens, MAB) olhou para o céu desgostoso, enojado, mas não surpreso com a decisão da justiça brasileira, de suspender o processo penal por crime ambiental e homicídio para os acusados ​​da tragédia do Rio Doce.
Para Thiago a decisão é mais uma demonstração da complacência da justiça com os responsáveis ​​por este desastre. É também um sintoma da um país á deriva, refém de um sistema de interesses dos setores de mineração, silvicultura e agronegócio.
“Há provas suficientes para a condenação”, disse Rodrigo Bustamante, o chefe de polícia.
A origem da interrupção brusca do processo, iniciado pelo advogado de dois dos réus, Ricardo Vescovi Kleber e Terra, respectivamente ex-presidente da Samarco e ex-diretor das operações de mineração da empresa, alega o uso de provas ilegais, informa Le Monde.
Fonte: Jornal do Brasil