quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Elvis Presley, 40 anos depois da morte precoce, o mito vive

Elvis Presley, 40 anos depois da morte precoce, o mito vive

O Rei do Rock estaria agora com 82 anos

Elvis Presley, na TV, em1955 / foto: reprodução
Elvis Presley, na TV, em1955
foto: reprodução
JOSÉ TELES
Elvis Presley está morto há 40 anos. Quase o mesmo tempo que ele teve de vida, 42. Em 8 de janeiro de 2017 teria completado 82 anos. Hoje, nos recantos mais distantes do mundo, a efeméride será lembrada e lamentada pelos milhões de admiradores do cantor, a maioria o conhece da época em que se tornou um entertainer, a do obrigatório macacão cravejado de pedras preciosas, cabelos tingidos de preto, que cantava em Las Vegas para uma plateia com um olho no palco, o outro nas roletas do cassino.
 Sua influência na música popular acabou em março de 1960, quando deu baixa do Exército. Retomou a carreira de maneira sugestiva, cantando no programa de TV de Frank Sinatra. Mas o mito não parou de ser incensado até 16 de agosto de 1977, já uma caricatura de si mesmo.
Nascido em Tupelo, Mississippi, Elvis Presley veio do estrato social chamado de "white trash" (lixo branco) que, economicamente, se situava o mais próximo dos negros quanto brancos poderiam estar no segregado Sul dos Estados Unidos. Em 1939, envolvido, num crime de falsificação de um cheque de US$ 4, tramoia de um irmão de Gladys, mãe de Elvis, Vernon, o pai do futuro Rei do Rock, foi condenado a três anos de prisão. A pena foi reduzida a oito meses. A família conseguiu reconstruir a vida.
 Gladys não pôde ter mais filhos, depois do problemático parto dos gêmeos, Elvis e Jesse (que não sobreviveu). Ela, o marido e o garoto eram de poucos amigos, certamente estigmatizados na vizinhança pela prisão de Vernon, mas empregos não faltaram ao pai de Elvis, sobretudo quando eclodiu a Segunda Guerra, em 1945. Elvis Aaron Presley estava com 13 anos quando a família se mudou para Memphis, no vizinho Estado do Tennessee. Ele já tocava violão, mas sua educação musical vinha basicamente do rádio.
 Uma de suas emissoras preferidas era a WDIA, que tinha como slogan "The mother station of the negroes" (A estação mãe dos negros), não apenas por tocar música composta e gravada por negros, como por veicular também palestras, debates e até sermões de pastores famosos, transmitidos diretamente dos templos. Escutava também a música dos caipiras brancos, em emissoras como a WHHM, do Arkansas.
 A miscigenação da música dos negros com o country & western dos brancos seria a base de sua música. Mas a influência na maneira de cantar e de se apresentar derivava-se apenas de artistas e grupos formado por negros. Ele aprendeu com os cantores de blues e rhythm & blues, como Wynnonie Harris ou T-Bone Walker, a mexer com os quadris e pernas, com sugestivos movimentos com os braços e mãos, que permaneciam restritos aos clubes segregados sulistas. Cantores brancos, até então, mal mexiam os lábios.



 TELEVISÃO

 Se a sua presença tivesse sido limitada ao rádio e às apresentações pelo Sul dos EUA, certamente Elvis Presley faria sucesso, mas não nas dimensões do que alcançou. O que o catapultou para a fama instantânea foi a TV. Que tenha inventado o rock and roll é afirmação controversa, tampouco foi o primeiro ídolo da juventude americana. Frank Sinatra já enlouquecia adolescentes no início dos anos 40. Em 1948, apenas 0,66 % dos lares americanos possuía aparelho de TV. Em 1955, quando Elvis Presley era uma estrela de alcance regional, o percentual tinha saltado para 64% (no final da década de 50, chegaria a 90%).
 Portanto, ele não foi apenas ouvido, foi visto por milhões de americanos, quando se apresentou no Milton Eberle Show, em junho de 1956. Os adultos ficaram chocados. Os adolescentes extasiados, sobretudo as meninas. Os meneios sexualizados daquele caipira sulista criaram um abismo geracional. Elvis era só transgressão, racial, social e de gênero. Só mulheres se sacudiam diante das câmeras. Homens não vestiam de roupas de cores fortes nem usavam cabelos longos (para os padrões da época). Ele levou a performance copiada dos blueseiros aos quais assistia, em Memphis, na Beale Street, para a sala de estar da classe média americana.
 Depois de sua interpretação de Hound Dog (de Leiber/Stoller, gravada em 1952, por Big Mama Thornton), no Milton Eberle Show, a NBC pensou em suspender a apresentação seguinte de Elvis no programa de Steve Allen, mas não o fez. Embora tenha obrigado o cantor a se apresentar de fraque ao lado de um cãozinho. Mas não adiantou. A imprensa já o chamava de Elvis The Pelvis. Entre 1956 e 1957, Elvis Presley fez uma dúzia de apresentações na TV americana, que impulsionaram sua carreira como o rádio jamais poderia ter feito.
 Elvis não era só para ser ouvido, precisava ser visto. Causou tanto furor, que a justiça proibiu que ele se mexesse de maneira lasciva diante das câmeras, na terceira apresentação no programa de Ed Sullivan, em Jacksonville, na Flórida. Para se garantir, os produtores do programa pediram que as câmeras só o focalizassem da cintura para cima. Mas aí já era tarde. Os teenagers estavam todos dominados.
 O rock and roll era odiado pelos pais e adorado pelos filhos que tinham agora sua própria música. Feito o chefe índio do romance O Estranho no Ninho, de Ken Kesey, Elvis Presley foi controlado, não por uma lobotomia, mas pela lavagem cerebral a que se submeteu quando, no auge da carreira, foi servir, durante dois anos (de 1958 a 1960) nas tropas de ocupação dos EUA na Alemanha derrotada.
 Controlado pelo vigilante empresário Tom Parker, passou a cantar baladas adocicadas, protagonizar filmes açucarados, e só voltaria a emplacar um hit nº 1 em 1970 (Suspicious Mind), quando assumiu o personagem pelo qual é mais lembrado, pelo qual se espelham milhares de imitadores mundo afora

Fonte: Globo.com

Cobre e outros metais básicos sobem com limites a refino na China

Cobre e outros metais básicos sobem com limites a refino na China


Os futuros de cobre operam em alta significativa nesta manhã, em linha com outros metais básicos, favorecidos por restrições impostas a refinarias chinesas.
Por volta das 7h20 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 1,46%, a US$ 6.456,00 por tonelada.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro avançava 1,47%, a US$ 2,9255 por libra-peso, às 7h52 (de Brasília).
 Segundo o estrategista de commodities do Saxo Bank, Ole Hansen, os cortes que a China tem feito a sua capacidade de refino, como parte de uma estratégia para reduzir a poluição, estão impulsionando os preços dos metais.
 O rali nos preços do aço iniciado há cerca de um mês na China também influencia os metais básicos, comentou Hansen. O zinco, que é usado para a galvanização do aço, atingiu hoje o maior valor em uma década na LME.
 A China Hongqiao, maior produtora mundial de alumínio, confirmou no começo da semana que eliminou 2,68 milhões de toneladas em capacidade, equivalente a 4,5% do resultado global do ano passado.
Fonte: IstoÉ
 

Vale extingue Valepar e conclui etapa importante para reestruturação da governança

Vale extingue Valepar e conclui etapa importante para reestruturação da governança


A incorporação pela mineradora Vale da Valepar, holding que agrupava os acionistas controladores da companhia brasileira, foi aprovada na noite de segunda-feira, em um passo importante para a reestruturação da governança corporativa da maior produtora global de minério de ferro.
A aprovação da incorporação aconteceu em uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Valepar.
“Em virtude da referida incorporação, os acionistas da Valepar passam a deter participação direta na Vale, tendo sido a Valepar consequentemente extinta”, disse a Vale em um comunicado, na noite de segunda-feira.
Segundo a mineradora, conforme o previsto, os acionistas Litel Participações, Bradespar, BNDES Participações (BNDESPar) e Mitsui celebraram, na segunda feira, um acordo de acionistas da Vale, vinculando 20 por cento das ações ordinárias de emissão da companhia, com prazo de três anos.
O passo acontece após um suporte maior do que o esperado de acionistas minoritários da Vale, ao plano de conversão de ações preferenciais em ordinárias, necessário para a listagem da empresa no Novo Mercado, mais alto nível de governança da B3 (ex-BM&FBovespa).
Um total de 1,66 bilhão de ações preferenciais da Vale, ou 84,4 por cento dessa classe de ações em circulação, aderiram ao plano, bem acima do mínimo necessário para o sucesso da transação, que era de 54,09 por cento.
A mineradora agora estuda uma solução para os detentores de ações preferenciais remanescentes, uma vez que o Novo Mercado exige a listagem somente de ações ordinárias.
A Vale afirmou ainda que o Conselho de Administração deverá convocar uma Assembleia Geral Extraordinária da Companhia, em até 65 dias, para deliberar sobre a eleição de membros independentes para os cargos vagos do Conselho da Companhia.
Fonte: Extra

Dois feridos graves de explosão em usina da Gerdau são transferidos para BH

Dois feridos graves de explosão em usina da Gerdau são transferidos para BH


Policiais civis liberaram a retirada dos corpos de dois operários que morreram durante uma explosão na usina da Gerdau, em Ouro Branco, Região Central de Minas Gerais, a 116 quilômetros da capital. Agora, já somam sete óbitos de trabalhadores nas instalações da empresa na cidade mineira desde novembro do ano passado. Além das duas mortes na manhã desta terça-feira, 10 funcionários ficaram feridos e foram encaminhado ao Hospital Fundação Ouro Branco (FOB), dois deles, internados na Unidade de Tratamento Intensivo da unidade de saúde, foram transferidos de helicóptero para o setor de queimados do Hospital João XXIII, em BH.
De acordo como o diretor administrativo do Sindicato dos Metalúrgicos de Ouro Branco e Base (Sindob), Carlos José Ribeiro Cavalcante, a explosão aconteceu pela manhã na coqueria 2 da usina, um forno em que é produzido o coque (carvão), matéria-prima essencial na produção do aço nos altos-fornos. “Ao que sabemos, ocorreu uma ignição na parte inferior, onde os operários realizavam a manutenção. Nesta mesma coqueria houve uma explosão na chaminé em 2015, que por sorte não matou e nem feriu trabalhadores”, explicou.
Os dois corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de Conselheiro Lafaiete em dois carros funerários, por volta das 16h. Peritos da Polícia Civil, da delegacia de Congonhas, seguem com os levantamentos no local da explosão. Os nomes dos mortos e feridos, bem como o estado deles, não foram divulgados pela empresa, que em nota confirmou os óbitos. No Hospital  da FOB, a siderúrgica determinou que não fossem passadas informações sobre os operários, segundo disse uma atendente.
Fonte: EM

Acionista minoritário terá papéis mais valorizados na mineradora Vale

Acionista minoritário terá papéis mais valorizados na mineradora Vale


A tendência é que a nova estrutura da mineradora Vale, que deixa de ter um controlador definido e passa a ingressar no chamado Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), nível de governança corporativa mais elevado, torne os papéis da companhia mais valorizados.
A mudança, de acordo com especialistas ouvidos pelo Estado de Minas, é benéfica tanto para grandes quanto pequenos investidores, inclusive aqueles que usaram o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para comprar ações da companhia.
 Quem tem ações adquiridas com o FGTS não precisa se preocupar, pois os ativos já são da classe ordinária (ações com direito a voto).
 Um dos termos do acordo prevê a conversão de ações preferenciais da Vale, sem direito a voto, em papéis ordinários, que dão direito a voto.
“As mudanças são benéficas e, para quem já tinha ação ordinária, os papéis vão continuar e ainda ganhar no ambiente do novo mercado, pois acredito que a empresa terá mais liquidez, será melhor vista pelos investidores estrangeiros e as ações vão se valorizar”, afirma o professor da Universidade de São Paulo (USP) José Roberto Savoia.
 O especialista aposta que a alteração leve à adoção de práticas mais transparentes pela mineradora. Ele também afirma que, para acionistas que ainda detêm ações preferenciais, as condições para conversão estão bastante favoráveis.
A pulverização da Vale passa a valer com a incorporação da Valepar, holding que reúne o bloco de acionistas controladores formado por fundos de pensão estatais, BNDESPar, Bradespar e Mitsui.
A conversão, além de possibilitar a entrada da mineradora no novo mercado, torna o governo acionista minoritário. O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que a operação afasta a interferência de governo e seus impactos sobre a Vale. Antes da conversão, ele reforçava que a presença estatal interferia negativamente no valor da companhia.
O analista econômico-financeiro Miguel Daoud também considera que a reestruturação acionária da mineradora favorece grandes e pequenos investidores. “Quem tem ações e quiser lucro, pode vendê-las, pois a tendência é que as ações subam”, afirma Daoud.
Na prática, a pulverização da Vale não traz mudanças para o pequeno acionista. “Não muda nada, apenas transforma ações preferenciais em ordinárias, que dão direito a voto. Cada acionista pode ter, no máximo 25% da empresa, e a companhia fica mais difícil de ser manipulada”, explica o especialista, que considera a mudança “muito positiva”.
Até então, a governança da Vale tinha controle exercido, desde a privatização, em 1997, pela Valepar, com 33,7% do capital total e 53,8% das ações ordinárias. A composição societária da Valepar é de 49% nas mãos do Litel Participações, dos fundos de pensão; 21,2%, do Bradespar; 11,5%, do BNDESpar; e 18,2%, da Mitsui.
Fonte: EM