domingo, 27 de agosto de 2017

O BRILHO DO DIAMANTE

O brilho do diamante

O bem mais mítico do mundo poderá perder rapidamente o seu valor no mercado global. Quem coloca a hipótese são os próprios agentes da oferta, assustados com a geração que atinge agora a maturidade.
O brilho do diamante
Que todas as instituições mais sólidas do mundo, da família ao direito ao trabalho, estejam a sofrer abalos ciclónicos nos dias que correm só é novidade, ou uma preocupação recente, para os mais distraídos. Mas que o bem que simboliza por excelência a posse, o charme, a sedução, o poder e a riqueza, entre várias outras propriedades raras, possa de repente e irreversivelmente perder o brilho, será ainda um choque para a larga maioria de nós. No entanto, é isso que poderá vir a acontecer muito rapidamente com o diamante, se tivermos em conta os sinais que surgem dos principais "players" deste mercado, a começar pelo gigante mineiro De Beers.

O estado de preocupação do sector foi referenciado recentemente por uma notícia do Financial Times ("miners out to prove diamonds are still a cut above", 20 de Maio, pesquisável através de motores de busca), que dava conta de um paradoxo interessante, aquele criado pelo actual momento do mercado, por um lado, e o cenário a curto prazo desenhado pelos agentes da oferta, por outro lado.

Quanto ao primeiro, os indicadores não são para euforia, mas estão longe de ser deprimentes. Assim, o lucro da venda de diamantes para joalharia, a nível global, tem crescido sustentadamente desde 2009. No ano passado, aumentou 1% em relação a 2015, tendo o mercado global atingido os 80 biliões de dólares. Assim, tudo menos um mercado deprimido. Mas, este é o outro lado do paradoxo para os "players", o futuro próximo do mercado está subordinado à lei cruel da demografia, e esta mostra que o poder de compra actual e a médio prazo pertence à geração "millennials", ou geração dos milenares, aqueles nascidos entre 1980 e 1996.

Para a De Beers e os seus pares, a chegada da geração referida à idade madura é uma péssima notícia, por várias razões. A primeira, ou a mais forte, é que as estatísticas credíveis dos países ocidentais mostram que esta geração se envolve em noivado e casa em muito, mas muito, menor número. Ora, dizem os "players", homem sério e digno até agora não encetava noivado ou casamento sem oferecer uma jóia com diamante à sua paixão.

Se a tendência se mantiver, ou agravar, acrescentam os agentes, uma fatia importante do mercado irá desaparecer. Mas a geração milenar constitui ainda uma preocupação devido a outros valores ou ideias. De facto, parece, ou assim indicam os dados existentes, que esta é a geração que prefere a experiência à posse de um bem, e que tem preocupações de sustentabilidade ecológica e de direitos humanos, o que os faz desconfiar dos métodos da indústria diamantífera.

Além das dores de cabeça gerada pela geração dos milenares, os produtores têm ainda uma outra frente de combate. Aquilo que parecia impossível, um diamante criado em laboratório pelo homem ter valor, está afinal a acontecer, como mostram os relatórios de venda do, por exemplo, Diamond Foundry, um dos líderes deste sector. A razão para os diamantes de laboratório estarem a ser aceites pelo mercado é muito simples: o preço é menor 30 a 40%.

Assim, perante esta conjuntura, os agentes da oferta reuniram-se pela primeira vez numa associação e planearam uma campanha de comunicação que está agora no terreno. A mensagem não podia ser outra: "Real is Rare." Os próximos tempos serão fascinantes para aqueles que se interessam por um dos bens mais míticos do mundo. Especialmente para aqueles que investiram ou tencionam investir em diamantes. Será que a pedra irá manter o seu brilho, ou a cultura de uma geração irá acabar com ele?

Fonte: Exame

Como avaliar pedras preciosas

Como avaliar pedras preciosas

Escrito por chiara sakuwa | Traduzido por isadora de oliveira grotti silva
Como avaliar pedras preciosas
As pedras preciosas são avaliadas pela cor, corte, claridade e quilate (Comstock/Stockbyte/Getty Images)
As pedras preciosas irradiam beleza, complexidade e brilho. Mas determinar seu valor real de mercado requer uma avaliação especializada. Essas pedras, incluindo diamantes, safiras, topázios e ametistas, devem ser avaliadas por cor, corte, clareza e quilates. As com cores mais escuras e mais ricas, facetas claramente definidas e numeradas, assim como pureza impecável, dominam os valores mais elevados, de acordo com o Instituto Gemológico da América (GIA). Com uma abundância de imitações e joias sintéticas no mercado, é indispensável conhecer as características básicas que distinguem pedras autênticas de falsas antes de investir nelas ou vendê-las.

Instruções

  1. 1
    Pese cada pedra solta usando uma escala de microbalança eletrônica para determinar o seu quilate, unidade de peso de uma pedra preciosa. Em seguida, meça cada uma com um dispositivo de medição ótica especializada para determinar as proporções, simetria e ângulos das facetas, especificamente do corte da pedra. Se ela estiver ligada ou presa a uma armação, pode ser medida, mas não pesada.
    Como avaliar pedras preciosas
    Se a pedra estiver em uma armação, ela pode ser medida, mas não pesada (Comstock/Stockbyte/Getty Images)
  2. 2
    Classifique cada uma de acordo com a escala de cores do GIA. O valor geral da cor de uma pedra preciosa é determinada pela cor (cor espectral), a tonalidade (claro ou escuro) e saturação (pureza). Cada característica é avaliada em uma escala de 1 a 10, sendo 10 o mais alto. Uma pedra escura e rica, como o diamante Hope, por exemplo, obteria uma classificação no topo da escala de cores da GIA. Um diamante com defeito e impuro, por outro lado, obteria um classificação muito menor.
  3. 3
    Avalie a clareza de cada pedra de acordo com seu tipo a partir da escala de pontuação da GIA. São três tipos de clareza e são classificados apenas contra outras pedras da mesma categoria. Por exemplo: uma pedra tipo I, tal como o topázio, seria classificada de forma diferente a partir de uma pedra do tipo III, como uma esmeralda. A clareza é marcada com uma escala de VS, que varia de I-3 (fraco) a VVS (excelente).
    Como avaliar pedras preciosas
    São três tipos de clareza (Jeffrey Hamilton/Digital Vision/Getty Images)
  4. 4
    Anote o valor de cada pedra preciosa e mantenha cada registro em um lugar seguro. Se a pedra não é sua, tenha certeza de que é uma pedra original e coloque-a, juntamente com a documentação, em sua embalagem original. Ao devolver uma pedra para um cliente, certifique-se de entregá-la pessoalmente ou por correio como um item de alto valor.
    Como avaliar pedras preciosas
    Anote o valor de cada pedra preciosa e mantenha cada registro em um lugar seguro (George Doyle/Stockbyte/Getty Images)
    • Mantenha-se informado sobre as últimas disposições governamentais, leis e exigências relativas ao seguro de pedras preciosas sob sua posse. Tendências do mercado de estudo e valores de preços de pedras preciosas garantem, de forma consistente, que você sempre obtenha o melhor valor para as suas pedras e para as de seus clientes. O país de origem de uma pedra, se puder ser verificado, pode ter um efeito positivo no valor.
    • Ao comprar pedras preciosas, esteja ciente de lojas de joias com desconto que também oferecem avaliações. Em tais casos, a "avaliação" não é muito mais do que um artifício de vendas usado para aumentar o preço e para o seguro. Em outras palavras, as vendas e as avaliações são melhor conduzidas separadas. Pergunte se a gema foi tratada e em que medida. As pedras que foram tratadas em calor excessivo, corantes, óleos e enchimento para melhorar a cor e clareza, muitas vezes, têm seu valor reduzido.Dicas & Advertências
  5. Fonte: Geologo.com

Como diferenciar uma opala genuína de uma sintética

Como diferenciar uma opala genuína de uma sintética

Escrito por cecelia owens | Traduzido por giovana moretti
Como diferenciar uma opala genuína de uma sintética
Algumas opalas capturam todas as cores do arco-íris (Precious Mexican Supreme Opal image by Mexgems from Fotolia.com)
Saber diferenciar uma opala real de uma pedra sintética pode ser desafiador, porque as opalas vêm em um arco-íris de cores e aparecem nas joias de várias formas.
As opalas estão disponíveis como pedras preciosas facetadas, cabochão (pedras lisas com topos arredondados), e dupletos e tercinas parcialmente artificiais. Um dupleto é uma fatia de opala genuína com um apoio artificial. Uma tercina tem uma terceira camada, uma cúpula transparente por cima.
Dupletos e tercinas são bem fáceis de identificar. Os sintéticos podem ser mais difíceis, mas existem testes para determinar se sua opala é uma pedra preciosa ou uma imitação barata.

Instruções

  1. 1
    Aprenda qual é a aparência de uma opala genuína. As opalas preciosas são pedras translúcidas que exibem flashes multicoloridos vibrantes. Elas incluem as opalas pretas, que têm as cores preta, azul ou verde; e as brancas, cujas cores variam de branca a amarela cremosa. As opalas de fogo mexicanas são outra variedade de pedra preciosa. Transparentes a translúcidas, elas vêm em tonalidades sólidas de amarelo, laranja ou vermelho, e raramente demonstram o jogo de cores de suas primas preciosas. As opalas também têm faixas de cores diferentes.
  2. 2
    Verifique o tom da base da opala. Se o corpo de uma pedra desprendendo flashes vívidos multicoloridos flashes for transparente ou branco, o mais provável é que seja um verdadeiro cristal ou opala branca. Se a cor de base for amarela brilhante, laranja, vermelha ou uma combinação desses tons, sem flashes de outras cores, provavelmente é um opala de fogo verdadeiro.
    Se o tom do corpo da pedra for escuro — preto, azul ou verde —, ela poderia ser uma opala sólido, um dupleto ou uma tercina verdadeira.
  3. 3
    Verifique a lateral da pedra de opala para ver se há camadas artificiais. Os dupletos têm um suporte preto ou sem cor com uma fina fatia de opala, enquanto as tercinas têm um suporte preto, uma fina fatia de opala e um revestimento plástico ou de quartzo. Se você vir quaisquer suportes como estes na pedra, então não é uma opala verdadeira.
  4. 4
    Verifique a parte de cima da pedra de opala para ver se há uma superfície vítrea. O revestimento claro em uma tercina pode formar uma superfície altamente reflexiva.
  5. 5
    Verifique um padrão de pele de cobra que exibe cores brilhantes em grandes manchas. O padrão, que costuma ser um pouco perfeito demais, é um indicador de que a pedra é sintética.
  6. 6
    Verifique a parte de cima da pedra. Se ela tiver uma aparência turva, muito provavelmente você está observando uma tercina ou um dupleto. Depois da pedra ficar na água por muito tempo, a cola que segura o suporte junto a ela começa a se deteriorar e fica nebulosa.
Fonte: Geologo.com

Como são formadas as pedras preciosas

Como são formadas as pedras preciosas

Escrito por aaron parson | Traduzido por débora sousa
Como são formadas as pedras preciosas
As pedras preciosas são muito procuradas pela sua beleza e valor (greenbeads image by TekinT from Fotolia.com)
As pedras preciosas são minerais formados a partir de padrões de repetição de elementos individuais ou moléculas simples. Elas são formadas naturalmente no interior da Terra por várias maneiras e, mais tarde, chegam à superfície através da mineração ou do movimento natural do solo.

Pressão

Algumas pedras preciosas, como os diamantes, formam-se no manto da Terra. Lá, a pressão e o calor intensos provocam a compactação dos átomos de carbono em um padrão que dá a eles uma aparência característica e os tornam o mineral mais resistente do mundo.

Hidrotermal

Outras pedras preciosas formam-se a partir do resfriamento rápido do magma. Quando este é exposto à água através das rachaduras na Terra, ela cristaliza em minerais sólidos, incluindo pedras preciosas como esmeraldas e turmalinas.

Evaporação

As pedras preciosas também podem ser formadas quando os depósitos minerais subaquáticos dissolvem e evaporam. Assim como o sal se forma quando a água do mar evapora, outras combinações de elementos dissolvidos podem formar pedras preciosas. Sílica dissolvida pode formar ametista, enquanto o cobre ajuda a produzir a turquesa.

Fonte: Geologo.com

Como identificar uma turmalina paraíba


Como identificar uma turmalina paraíba


Escrito por carole ellis | Traduzido por jose airton almeida neto

Como identificar uma turmalina paraíba
As turmalinas paraíbas são muito raras e existem apenas no estado brasileiro da Paraíba
Se você está interessado em avaliações e identificações de pedras preciosas e deseja fazer disto um hobby ou um investimento, você precisará de aulas com um instrutor certificado de gemologia para conseguir o seu certificado. Entretanto, se estiver interessado em pedras preciosas apenas como hobby, então adquira conhecimento sobre o tema através de pesquisas onlines e em bibliotecas, pois esse poderá ser um bom modo de satisfazer a sua paixão por pedras raras e belas. As turmalinas paraíbas foram descobertas na década de 1980, e se caracterizam em sua maioria por serem raras e pequenas.
Os: Muito cuidado na hora de comprar a Turmalina Paraíba, pois estão vendendo Apatita lapidada idêntica a turmlina, na cor etc. Só que a Apatita é uma pedra com dureza 5 e semi- preciosa- barata e a turmalina Paraíba é caríssima, sendo que o quilate está na faixa de milhares de dólares e a Apatita centavos de dólar, Procure um gemólogo renomado e peça o laudo da Turmalina Paraíba.

Instruções

  1. 1
    Procure por uma cor turquesa um pouco esverdeada. A turmalina paraíba tem a sua cor azul marinha devido ao cobre, que também a deixa esverdeada dentro de uma pedra facetada quanto exposta ao brilho de uma luz. Esse é a melhor forma de um amador identificar se uma pedra é uma turmalina paraíba.
  2. 2
    Examine o brilho da pedra facetada e cortada. As turmalinas paraíbas são conhecidas pelo seus brilho forte. Esse brilho aparenta surgir de dentro da pedra quandro exposta ao brilho das luzes. Enquanto algumas pedras brilham em várias partes, a turmalina paraíba tem o seu brilho vindo de dentro da pedra.
  3. 3
    Utilizes luzes diferentes para ver a pedra. Devido ao fato da turmalina ter um brilho tão característico, será melhor ver o seu brilho sob uma luz fraca. Com os diamantes e as outras pedras preciosas também é assim, mas é incomum que as pedras com coloração forte como a turmalina tenham esta propriedade. Mas não veja a pedra sob apenas uma luz específica, mas sim também sob a luz do dia e na penumbra para ajudá-lo na sua pesquisa.
  4. 4
    Verifique o preço. As turmalinas paraíbas são muito raras e normalmente pesam menos que um quilate e são muito, mas muito caras. Ou seja, você raramente vai encontrá-las em uma joalheria qualquer. Se encontrar, não espere pagar menos do que 5 dígitos por quilate para ter uma pedra de alta qualidade.
  5. 5
    Peça informações sobre o processo de queima. As turmalinas paraíbas são pedras preciosas naturais, mas uma parte do processo de corte reside na "queima" sob grandes temperaturas para eliminar as cores vermelhas. Se a sua pedra não tiver sido queimada, então é provável que não seja uma turmalina paraíba.

  6. Fonte: Joia br