sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A profecia de Nibiru, o suposto planeta que alguns grupos dizem que levará ao fim do mundo no dia 23

A profecia de Nibiru, o suposto planeta que alguns grupos dizem que levará ao fim do mundo no dia




A profecia de Nibiru foi divulgada há duas décadas e segue circulando na internet© Foto: Fornecido por BBC A profecia de Nibiru foi divulgada há duas décadas e segue circulando na internet Já existe uma nova data para o fim do mundo.
A última teoria do apocalipse afirma que um corpo celeste desconhecido, chamado Nibiru ou Planeta X, vai colidir com a Terra em 23 de setembro de 2017.
A profecia sobre Nibiru e o fim do mundo circula na internet há mais de duas décadas e ganhou força nas últimas semanas. A teoria, que combina astronomia, pesquisa científica e passagens bíblicas, já foi descartada pela Nasa em diversas ocasiões.
Inicialmente, a profecia afirmava que a catástrofe ocorreria em maio de 2003. Quando nada aconteceu, seus seguidores fizeram uma nova interpretação e a programaram para dezembro de 2012, fazendo uma conexão com um dos ciclos do calendário maia.
A mais recente previsão teria sido formulada a partir de uma teoria de David Meade, autor do livro Planet X - The 2017 Arrival ("Planeta X - 2014, a Chegada", em tradução livre para o português), que se autodescreve como "especialista em pesquisas e investigações".
Segundo ele, a nova estimativa é baseada em passagens da Bíblia e em superstições que rondam o número 33 - número de dias do intervalo entre o eclipse solar de 21 de agosto, considerado um "presságio", e a data prevista para a colisão de Nibiru.
"Jesus viveu 33 anos. O nome de Elohim, que é o nome de Deus para os judeus, foi mencionado 33 vezes [na Bíblia]. É um número muito significativo biblicamente, numerologicamente significativo. Estou falando de astronomia. Estou falando da Bíblia... e mesclando os dois", disse Meade em entrevista ao jornal americano The Washington Post.
Eclipses, como o do último 21 de agosto, eram interpretados por culturas antigas como presságio de eventos negativos© Foto: Fornecido por BBC Eclipses, como o do último 21 de agosto, eram interpretados por culturas antigas como presságio de eventos negativos

Como tudo começou

De acordo com jornal britânico The Telegraph, as teorias conspiratórias sobre a existência de Nibiru começaram em 1995, quando a americana Nancy Lieder criou o site ZetaTalk. Ela afirma ser um canal de comunicação com alienígenas, que a teriam alertado sobre a catástrofe de Nibiru.
A teoria ganhou força novamente agora com as previsões de David Meade.
"A passagem do Planeta X pode ser a maior catastrófe sobre a humanidade desde a Arca de Noé".
"Vulcões em toda a Terra vão entrar em erupção junto com múltiplos terremotos de alta magnitude, tsunamis e tempestade de meteoros", descreve Meade em seu site.

'Teoria conspiratória'

Mas essa profecia tem alguma evidência científica?
A agência espacial americana já afirmou em diversas ocasiões que o planeta Nibiru não existe e que não há fundamentos para tal crença.
"É uma teoria conspiratória de internet", garante.
Em artigo publicado em 2012 por conta do suposto apocalipse previsto para aquele ano, a agência foi contundente:
"Se o Nibiru ou Planeta X fosse real e se dirigisse à Terra, os astrônomos estariam seguindo ele há pelo menos uma década, e agora seria visível a olho nu. Obviamente, não existe."
David Morrison é um dos cientistas mais críticos da Nasa e já se manifestou publicamente para desmentir a teoria de Nibiru. Em 2011, ele afirmou que chegou a receber até cinco e-mails por dia de pessoas perguntando sobre o suposto planeta.
© Foto: YouTube Morrison definiu ainda como "absurdas" as teses de que Nibiru talvez não tenha sido localizado porque está escondido atrás do Sol, ou porque só pode ser visível do Polo Sul.
Em entrevista ao jornal americano The Washington Post, em janeiro, o cientista lamentou que ainda haja cerca de 2 milhões de páginas na internet sobre a suposta colisão de Nibiru com a Terra.

Fonte: BBC

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Diamante de pureza extraordinária será leiloado na Rússia

Diamante de pureza extraordinária será leiloado na Rússia

A partir de um diamante de 179 quilates encontrado em 2015 em uma de suas minas siberianas em Yakutia, a empresa controlada pelo Estado talhou cinco peças que integram a coleção


                  

Yuri Kadobnov / AFP  - 3/8/2017


Moscou, Rússia
- Um diamante de 51 quilates com uma pureza inédita na Rússia é a principal peça de uma coleção de cinco pedras preciosas que será leiloado em breve pela empresa Alrosa, que espera um preço superior a 10 milhões de dólares. 

A partir de um diamante de 179 quilates encontrado em 2015 em uma de suas minas siberianas em Yakutia, a empresa controlada pelo Estado talhou cinco peças que integram a coleção. "Os cinco diamantes foram produzidos a partir de apenas um diamante bruto, o que é excepcional", explicou o presidente da Alrosa, Serguei Ivanov. 

"Demoramos um ano e meio para criar esta coleção (...) O principal diamante, Dinastia, foi transformado no grande diamante de maior pureza da história de nosso país", completou. A Rússia é um dos principais produtores mundiais de pedras preciosas graças, sobretudo, aos recursos disponíveis em Yakutia. 

Fonte: Geologo.com

Mato Grosso assume liderança nacional na produção de diamantes

Com a maior produção anual de diamante do Brasil e a terceira maior de ouro, Mato Grosso faz jus ao passado histórico marcado pela origem de povoados a partir das conquistas auríferas. Numa das passagens mais conhecidas dos livros de história mato-grossense, Miguel Sutil chegou a atual Cuiabá atraído pela agricultura, na verdade. Parou numa região para descansar e mandou dois índios, Maybá (nome fictício) e o companheiro, procurarem mel. Chegando numa região de cerrado, com árvores frondosas, os dois pararam bruscamente diante da paisagem. À frente, diante de seus olhos semicerrados, Maybá via ouro em abundância brotando da terra.
Ao chegarem de sobressalto ao acampamento de Miguel Sutil, ela e o companheiro foram questionados pelo patrão, conforme o historiador Moisés Martins e a cronista Barbora de Sá. A demora dos índios fora por demais, levando Sutil a repreendê-los. “Vós viestes a buscar ouro ou mel?” e a seguir o índio “mete a mão no bolso do jaleco e tira um embrulho de folhas e o entregou ao amo. Surpreso, Sutil exclamou: “Ouro!, mas onde havia tanto ouro?” O índio só respondeu que “achara muito daquilo”. Sutil partiu imediatamente para o local descrito pelos índios e chegou perto da atual Igreja do Rosário.
As Lavras do Sutil foram descobertas em outubro de 1722. Uma avalanche de famílias de garimpeiros que antes moravam na “Forquilha”, atualmente Coxipó do Ouro, seguiram os passos do ouro de Sutil a ponto de o arraial ser elevado à categoria de Vila Real Bom Jesus de Cuyabá, em 10 de janeiro de 1727. Com o tempo, o ouro foi ficando escasso e novas regiões passaram a ser desbravadas. Os irmãos bandeirantes Paes de Barros se depararam com a exuberância de ouro no Vale do Rio Guaporé. Preocupados com uma eventual invasão espanhola, a coroa portuguesa se apressou em povoar a região e criar a Capitania de Mato Grosso, com a sede instituída em 1.752, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Dom Antonio Rolim de Moura foi o primeiro governador e capitão geral da Capitania de Mato Grosso e Cuiabá.
Na hoje chamada Baixada Cuiabana, o ouro foi a força motriz do surgimento de muitos povoados, depois transformados em cidades. Em 1730, os sorocabanos Antônio Aures e Damião Rodrigues descobriram ouro à margem do ribeirão chamado Cocais, a seis léguas de Cuiabá e a três quilômetros do local onde mais tarde se formou o povoado de Nossa Senhora do Livramento. Não muito distante, uma desenfreada corrida ao ouro vil ocorreu no núcleo inicial de povoamento do qual originou-se o município de Poconé. Não houve impedimento para o crescimento populacional, que contribuiu para a modificação do espaço demográfico do povoado e sua elevação à condição de arraial, em 21 de janeiro de 1871.
Com o esgotamento das vias auríferas, Poconé se sobressaiu com a pecuária pungente, ciclo econômico interrompido pela Guerra do Paraguai e epidemia de varíola. Contudo, eis que no fim da década de 1980, a redescoberta de ricos veios auríferos no município fez ressurgir a efervescência garimpeira do século XVIII. Os relatos são de João Carlos Vicente Ferreira e Pe. José Nunes de Moura e Silva, no livro “Cidades de Mato Grosso: Origem e significados de seus nomes”.
Conforme a obra, poucos anos depois da fundação de Cuiabá começou a movimentação para formação do núcleo que deu origem ao atual município de Diamantino. Não muito tempo depois, foram encontradas pedras diamantíferas com extração privativa da Coroa Portuguesa. “Tal achado fez com que o Governo fechasse todos os garimpos da região. Mas a mineração clandestina continuou. Foi criado o Destacamento Diamantino do Paraguai para inibir o garimpo ilegal, o qual assegurou a fixação do povoado de Diamantino”.
Outra cidade que tem origem no garimpo é Poxoréo. Desde o fim do século XIX, garimpeiros procuravam diamantes nas cabeceiras do Rio São Lourenço. O primeiro diamante foi encontrado em 29 de junho e, por isso, deram o nome de São Pedro ao córrego. A notícia se espalhou e o local encheu de gente. O município de Poxoréo foi criado em 05 de março de 1939.
Segundo levantamento preliminar, Poxoréo e Juína ainda produzem diamante, enquanto Poconé, Nossa Senhora do Livramento, Peixoto de Azevedo, Nova Xavantina, Novo Mundo e Pontes e Lacerda ainda apresentam lavras de ouro. Nobres e Apiacás estão inseridos entre os municípios que têm calcário para adubar o solo agrícola do estado.
Conforme dados da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Mato Grosso é responsável por 87,2% da produção nacional de diamantes ao ano, com 49 mil quilates, sendo que a produção nacional é de 56 mil quilates. Em relação ao ouro, o Estado conta com 10 toneladas por ano, enquanto o total produzido no Brasil é 81 toneladas no mesmo período. Além do diamante, os mato-grossenses também ostentam o título de campeões na produção de calcário agrícola, com sete milhões de toneladas ao ano, e de reservas de granito, sendo elas em Alta Floresta, Apiacás e Jaciara.
Diante do potencial mato-grossense, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), propiciou a ida, em março deste ano, de uma comitiva de 30 pessoas, entre empresários e representantes de cooperativas de mineradores, ao maior evento mundial de mineração, em Toronto, no Canadá. “Como resultado desta viagem, os canadenses já anunciaram investimento de R$ 1,5 bilhão em mineração no Brasil. Até o fim do ano, saberemos quanto vem para Mato Grosso”, anuncia o presidente da Metamat, Marcos Vinicius Paes Barros.
Ele ressalta que as cooperativas de ouro e diamante que participaram de reuniões com grandes grupos mineradores no evento têm mais chances de captar investimentos do que as empresas particulares. “As grandes empresas são fechadas, elas não se abrem para outras, quem deve se dar bem são as cooperativas”, prevê.
Após a viagem da comitiva ao Canadá, o Governo do Estado lançou o projeto Pró-Mineração, ainda em fase de estudo pelas secretarias envolvidas para posterior envio à Assembleia Legislativa (ALMT). O projeto prevê o fomento do extrativismo mineral com segurança jurídica para o setor nas questões fiscal e tributária.
Fonte: UOL
DIAMANTES
OURO

Fonte: UOL

Zircônio (Zr) - Elemento Químico de Número Atômico 40

Zircônio (Zr) - Elemento Químico de Número Atômico 40
Zircônio (Zr) - Elemento Químico de Número Atômico 40O zircônio ( do francês zircon, zircão ) é um elemento químico de símbolo Zr de número atômico 40 ( 40 prótons e 40 elétrons ) e de massa atômica igual a 92,2 uma. À temperatura ambiente, o zircônio encontra-se no estado sólido.

Está situado no grupo 4 ( 4B ) da Classificação Periódica dos Elementos. Foi descoberto em 1789 pelo alemão Martin Henrich Klaproth.

É um metal duro, resistente a corrosão, utilizado principalmente no revestimento de reatores nucleares.

Características Principais - É um metal branco acinzentado . brilhante e muito resistente a corrosão. É mais leve que o aço com uma dureza similar ao cobre Quando está finamente dividido pode arder espontaneamente em contato com o ar ( rege antes com o nitrogênio que com o oxigênio ) , especialmente a altas temperaturas. É um metal resistente frente a ácidos, porém pode se dissolver com ácido fluorídrico ( HF ), formando complexos com os fluoretos. Seus estados de oxidação mais comuns são +2, +3 e +4.

Zircônio (Zr) - Elemento Químico de Número Atômico 40

Aplicações
  1. É utilizado principalmente ( em torno de 90% do consumo ) como revestimento de reatores nucleares, devido a sua secção de capturas de nêutrons ser muito baixa.
  2. Se utiliza como aditivo em aços obtendo-se materiais muito resistentes. Também é empregado em ligas com o níquel na indústria química devido a sua resistência diante de substâncias corrosivas.
  3. O óxido de zircônio impuro se emprega para fabricar utensílios de laboratório que suportam mudanças bruscas de temperaturas, revestimentos de fornos e como material refratário em indústrias cerâmicas e de vidro.
  4. É um metal bastante tolerado pelos tecidos humanos, por isso pode ser usado para a fabricação de articulações artificiais
  5. Também é empregado em trocadores de calor, tubos de vácuo e filamentos de lâmpadas.
  6. Alguns de seus sais são empregados para a a fabricação de antitranspirantes.
  7. Pode ser usado como agente incendiário para fins militares.
  8. A liga com o nióbio apresenta superconduvidade a baixas temperaturas, podendo ser empregado para construir imãs supercondutores. Por outro lado, a liga com zinco é magnética abaixo de 35 K.
  9. O óxido de zircônio se usa em joalheria; é uma gema artificial denominada zirconita que imita o diamante.
  10. História - O zircônio ( do árabe “zargun”, que significa “cor dourada” ) foi descoberto 1789 por Martin Klaproth a partir do zircão. Em 1824 Jöns Jacob Berzelius o isolou no estado impuro; até 1914 não foi preparado como metal puro.

    Em algumas escrituras bíblicas se menciona o mineral zircão, que contém zircônio, ou algumas de suas variações ( jargão, jacinto, etc. ). Não se sabia que o mineral continha um novo elemento até que Klaproth analizou um jargão procedente do Ceilão, no oceano Índico, denominando o novo elemento como zircônio. Berzelius o obteve impuro aquecendo uma mistura de potássio e fluoreto de potássio e zircônio, num processo de decomposição num tubo de ferro. O zircônio puro só foi obtido em 1914.

    Abundância e obtenção - O zircônio não é encontrado na natureza como metal livre, porém formando numerosos minerais. A principal fonte de zircônio é proveniente do zircão ( silicato de zircônio, ZrSiO4 ), que se encontra em depósitos na Austrália., Brasil, Índia, Rússia e Estados Unidos. O zircão é obtido como subproduto de mineração e processado de metais pesados de titânio , a ilmenita ( FeTiO3 ) e o rutilio ( TiO2 ), e também do estanho. O zircônio e o háfnio são encontrados no zircão na proporção de 50 a 1 e é muito difícil separá-los. Também é encontrado em outros minerais, como na badeleyita ( ZrO2 ).

    O metal é obtido principalmente de uma cloração redutiva através do processo denominado Kroll : primeiro se prepara o cloreto para depois reduzi-lo com magnésio. Num processo semi-industrial pode-se realizar a eletrólise de sais fundidos, obtendo-se o zircônio em pó que pode ser utilizado, posteriormente, em pulvimetalurgia.

    Para a obtenção do metal com maior pureza segue-se o processo Van Arkel , baseado na dissociação do iodeto de zircônio, obtendo-se uma esponja de zircônio metálico denominada crystal-bar. Tanto neste caso, como no anterior, a esponja obtida é fundida para se obter o lingote.

    O zircônio é abundante nas estrelas do tipo S , e tem-se detectado sua presença no Sol e em meteorítos. Além disso, foi encontrado altas quantidades de óxido de zircônio em amostras lunares ( em comparação com o que existe na crosta terrestre ).

    Isótopos - Na natureza são encontrados 4 isótopos estáveis e um radioisótopo de grande vida média ( Zr-96 ). O radioisótopo que segue em estabilidade é o Zr-93 que tem um tempo de vida médio de 1,53 milhões de anos. Se tem caracterizado 18 radioisótopos. A maioria tem vida média de menos de um dia, exceto o Zr-95 ( 64,02 días ), Zr-88 ( 63,4 días ) e Zr-89 ( 78,41 horas ). O principal modo de decaimento é a captura eletrônica antes do Zr-92, e os após com a desintegração beta.

    Precauções - Não são muito comuns os compostos que contém zircônio, e sua toxidade é baixa. O pó metálico pode arder em contato com o ar, podendo-se considerá-lo um agente de risco de fogo e explosão. Não se conhece nenhuma função biológica deste elemento.

    Zircônia CúbicaZircônia Cúbica - (ou CZ) óxido de zircônio (ZrO2), é um mineral extremamente raro na natureza, mas largamente sintetizado como imitação do diamante. O material sintetizado é duro, opticamente perfeito e geralmente incolor, mas pode ser produzido numa grande variedade de cores. Não deve ser confundido com zircão, silicato de zircónio(ZrSiO4).

    Because of its low cost, durability, and close visual likeness to diamond, synthetic cubic zirconia has remained the most gemologically and economically important diamond simulant since 1976. Its main competition as a synthetic gemstone is the more recently cultivated material moissanite.

    Fonte: Geologo.com

OUTRO ÍCONE DA JOALHERIA BRASILEIRA


OUTRO ÍCONE DA JOALHERIA BRASILEIRA

     Quando terminei de escrever sobre Jules Sauer, me dei conta de que precisava falar também sobre outro ícone da joalheria brasileira, Hans Stern. Ele foi o fundador da H. Stern, uma rede de 280 joalherias espalhadas por 32 países e que emprega quase 3.000 pessoas.
A vida de Hans Stern assemelhou-se em muitos aspectos à vida de Jules Sauer.  Ambos vieram da Europa para o Brasil muito jovens (Hans com 17 anos, Sauer com 18), no início da II Guerra Mundial. Eram de origem judia, ambos começaram a vida profissional aqui em atividade não ligada diretamente às pedras preciosas (Sauer deu aulas de francês e Stern começou trabalhando como datilógrafo) e, o mais importante de tudo, os dois deram enorme impulso ao conhecimento e consumo de pedras preciosas brasileiras, numa época em que elas eram consideradas gemas de segunda categoria.
O primeiro emprego de Hans Stern foi numa empresa que lapidava e importava predras preciosas (chamada Cristab). Ele logo se encantou com a beleza daquela mercadoria e começou a viajar por todo o país, inclusive a cavalo, conhecendo garimpeiros e comprando gemas diversas.
Em 1945, fundou no Rio de Janeiro, uma pequena loja: era o início da H. Stern, que desde o início teve este nome.


Brincos Harmony, criados para a H. Sten pela estilista
Diane von Furstenberg, com rubi, rubelita, berilo, citrino, 
quartzo rosa e diamante.


Hans não se conformava com o fato de classificarem nossas gemas como pedras semipreciosas, e ficou famosa uma frase sua: Não existe pedra semipreciosa, como não existe mulher semigrávida. De fato, embora a denominação pedra preciosa seja correta, o mesmo não se dá com pedra semipreciosa, por várias razões. A principal é que nunca houve consenso sobre quais pedras seriam consideradas preciosas. Normalmente, eram assim classificados o rubi, a safira, a esmeralda e o diamante. Alguns autores, porém, incluíam também a opala preciosa e o crisoberilo, por exemplo. E outros, a pérola. Além disso, a distinção era inútil e, para o Brasil, muito prejudicial.
Vários autores e gemólogos de renome têm a mesma opinião: Robert Webster, Walter Schumann, Joel Arem, Erich Merget e, é claro, nosso tão estimado Jules Sauer.
O preço não é critério válido para a separação: esmeralda, rubi, safira e diamante são usualmente gemas caras, mas a turmalina Paraíba tem preço médio maior que o do rubi e o da safira e a alexandrita e a opala-negra têm preço médio igual ao da esmeralda, por exemplo.
Coerente com esses posicionamentos, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) recomenda evitar sempre o uso da palavra semipreciosa, substituindo-a por preciosa, salvo exigência comercial ou legal (NBR 10.630).   
Assim como devemos a Jules Sauer o reconhecimento internacional da esmeralda brasileira, devemos a Hans Stern essa atitude importante na valorização das nossas gemas.


                     Anel Sunrise, em ouro, ametista e um 
                     pequeno diamante na lateral da peça. 

Considerar pedra preciosa gemas como água-marinha, turmalinas e topázio imperial não foi difícil. Mas, considerar assim gemas relativamente baratas como ametista, citrino e ágata foi resultado do empenho de gemólogos como os citados.  Hans Stern, entretanto, foi bem além.
     Eu achava – e acredito que outros gemólogos experientes também - que incluir o quartzo incolor (cristal de rocha) entre as pedras preciosas era o que hoje se chama de forçar a barra. Afinal o
quartzo é a espécie mineral mais comum do planeta, e o cristal de rocha é a mais comum de suas muitas variedades. Então, lapidar e colocar cristal de rocha em uma joia era algo difícil de conceber.  Pois a H. Stern fez não uma joia, mas toda uma coleção com cristal de rocha!  Com uma inteligente campanha de marketing, apresentaram a coleção como joias leves, adequadas à estação (era verão).  Para mim então ficou consagrado definitivamente que qualquer mineral com beleza suficiente para justificar sua lapidação podia ser chamado de pedra preciosa.  E assim deve ser: há gemas caras e baratas, como há calçados, roupas, bebidas, etc. de preços bem variados.

                      Gargantilha Nature, com turmalina verde e diamante.

            Por fim outro reconhecimento que devemos e Jules Sauer e a Hans Stern. Ambos souberam transmitir aos filhos o amor pelas empresas que criaram, e são eles que hoje dão continuidade às notáveis obras de seus pais.  Nos anos 90, Hans convidou dois de seus filhos a participar da direção da empresa, mas continuou indo lá, todas as manhãs, dirigindo ele mesmo seu Fusca e sem seguranças.
Raramente dava entrevistas e não gostava de posar para fotografias. Ele nasceu quase cego e só começou a enxergar com o olho direito aos dois anos de idade. Gostava de ler, ouvir música clássica e tocar órgão.
Hans Stern colecionava selos e, é claro, pedras preciosas, e deixou uma grande coleção de turmalinas, sua pedra preferida.
A exemplo de Jules Sauer – as coincidências parecem não ter fim... – criou um museu na sede de sua empresa, em Ipanema, no Rio, onde são exibidas mais de mil turmalinas lapidadas.
Stern nasceu em Essen, na Alemanha, e faleceu no Rio de janeiro, em 2007, no mês em que completou 85 anos.
Fonte: Geologo.com